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sexta-feira, setembro 19, 2008

A Dama de Espadas - Puskine

Li o livro ontem dia 18/09/2008

Em A Dama de Espadas, certo dia, em noitada de jogo e boémia juvenil, Tomski revela aos amigos o segredo oculto pelo passado da sua avó, a condessa Ana Fédotovana. Na sua juventude, impressionara Paris, com a sua beleza e graça – «Seguiam-na aos grupos; toda a gente queria ver a Vénus Moscovita. Richelieu, que lhe fez a corte, quase se suicidou por ela não corresponder aos seus desejos.» (p.9) –, mas contraíra também uma dívida de jogo. Para a saldar, confiou no acaso (?) e, de um só golpe, solucionou os seus males financeiros. Assim, passou a deter a capacidade de escolher três cartas que dariam ao felizardo contemplado o sucesso em qualquer partida. Presente no grémio da jogatina, Hermann giza um plano ardiloso: aproximar-se da anosa condessa, com vista a apoderar-se do artifício fantástico. Para tal, servir-se-ia da criada da velha senhora, Lisavete Ivanovna, por quem finge um grande amor, saldado em delicodoces cartas com que assedia a jovem serva. Sedento de fortuna, o alemão decide mesmo confrontar a condessa, implorando-lhe a revelação do seu segredo. Depressa, porém, a súplica, resvala para a exigência e para a ameaça velada – na sequência do que a condessa acaba por morrer. Depois de assistir ao funeral da idosa senhora, Hermann é visitado pela sua presença, que lhe revela os números tão aguardados. No derradeiro momento de jogar a carta que decidiria o seu futuro, contudo, Hermann vê o desejado ás transformar-se em dama de espadas e a daná-lo. O fim de A Dama de Espadas testemunha a loucura do jovem alemão e o casamento feliz da antiga criada da condessa «com um excelente rapaz» (p.73).



Пиковая дама (transliteração: Pikovaya Dama; em português, A Dama de Espadas) é uma ópera em três atos de Piotr Ilitch Tchaikovsky com libreto de seu irmão Modest Tchaikovsky, baseado no conto homônimo de Alexsandar Pushkin. Estreou no Teatro Mariinsky de São Petersburgo.



Era costume apresentar essa ópera sob texto em francês, com o título de Pique Dame, mas atualmente é costume apresentá-la com o texto original, em russo.



A trama gira ao redor de Herman, um oficial do exército que manipula Lisa para chegar até sua avó, a condessa, conhecida como a "Dama de Espadas", e assim poderia descobrir o segredo das três cartas. Esse segredo lhe permitiria ganhar os jogos, mas e a condessa o revelasse a mais uma pessoa, ela morreria. Herman, obsessivo por conhecer o segredo, arrisca sua carreira, o amor de Lisa, a vida da condessa e finalmente sua vida.



Aleksandr Sergueievitch Pushkin, em russo Алекса́ндр Серге́евич Пу́шкин, (Moscou, 6 de Junho de 1799 — São Petersburgo, 10 de Fevereiro de 1837) foi um importante romancista e poeta russo. Entre suas obras mais conhecidas encontram-se O prisioneiro do Cáucaso, Ievgueny Onieguin, A história da revolta de Purgatief e O Cavaleiro de Bronze. Escreveu poemas, poesias, novelas e peças teatrais.



Como poeta, Pushkin fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e diversidade do idioma russo. Influenciou autores como Gogol, Liermontov e Turgeniev formando com os mesmos a famosa plêiade russa de autores.

A Gogol, pela amizade e projeto mútuo de desenvolvimento de uma literatura autenticamente russa, Pushkin lega algumas idéias como a da peça teatral O inspetor geral. Gogol pediu uma comédia ao amigo, e Pushkin passou horas detalhando uma história como a "fábula fiscal" do Inspetor Geral. Quando Gogol pediu um drama denso, Pushkin detalhou a ele um golpe de alguns senhores feudais russos que visava a obter recursos do Governo, para "investimentos", apresentando documentos de escravos já falecidos como se ainda vivos fossem. Tal idéia foi desenvolvida na grande obra de Gogol Almas mortas, infelizmente inacabada.

Pushkin descendia de nobres de ambos os lados, todavia, é seu avô paterno quem mais chama atenção, Abram Petrovitch Gannibal, de origem africana, que freqüentava a corte de Pedro, o Grande, tendo feito carreira militar e se casado com uma nobre. Todavia, devido às suas idéias progressistas, tendo sido amigos de alguns dezembristas, responsáveis por uma tentativa de golpe contra o czar Alexandre I, foi desterrado, vagando, entre 1820 e 1824, pelo sul do Império Russo. No decurso deste período, compôs diversos poemas de influência byroniana, dentre os quais se destacam O prisioneiro do Cáucaso, A fonte de Baktchisarai e Os ciganos. No entanto, não deixou de inovar, introduzindo elementos realistas, o que o levou a designar o seu estilo como "romantismo realista".



Escreveu o romance em verso, Ievgueny Onieguin, um retrato panorâmico da vida russa e que constituiu o ponto de partida para o romance realista russo do século XIX, depois musicado por Tchaikovsky; publicou o drama histórico Boris Gudonov, em que evidencia a influência de Shakespeare.

Em 1826, recebeu o perdão do Czar, regressando a Moscou. Dois anos depois, escreveu Poltav, uma epopéia que narra a história de amor do cossaco Mazeppa. Cultivando, cada vez mais, a prosa, alcançou grande sucesso com obras como Contos de Belkin, A Dama de Espadas e A Filha do Capitão.


Casou-se em 1831 com Natalia Nikolaievna Goncharova, vindo a falecer em 1837 em virtude de um duelo travado contra Georges d’Anthés, suposto amante de sua esposa.

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