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segunda-feira, junho 09, 2008

Segunda-Feira - Passeio em Lisboa

No meu primeiro dia de férias, fui dar uma passeio até Lisboa .. de comboio, nunca tinha atravessado a ponte 25 de Abril desta forma.. e gostei bastante.



Mal chegamos fomos ter ao Campo Pequeno...



A Praça de Touros do Campo Pequeno, Avenida da República, Lisboa, Portugal é um recinto para corridas de touros, que foi edificado em 1892 e tem capacidade para 9000 pessoas. O calendário tauromáquico decorre no Verão. Noutros períodos, ocorrem outros eventos.

A Praça de Touros do Campo pequeno foi construida em tijolo maciço de face à vista e foi alvo de um processo de reabilitação profundo no inicio do século XXI. A praça ficou com o seu primeiro anel alterado estruturalmente, passando a ser de betão armado, em detrimento dos arcos de tijolo existentes inicialmente. O anel exterior manteve-se inalterado a nivel estrutural, tendo sido executadas reparações e reforços. Foram criados uma galeria comercial no subsolo e alguns espaços comerciais no piso térreo. A alteração mais significativa terá sido a cobertura amovível que vem tornar a praça um espaço mais versátil, podendo ser utilizado durante todo o ano e para qualquer fim.

Depois fomos de metro até ao Rossio...



Esta é a entrada da Estação do Rossio...




Em estilo neo-manuelino, a estação de comboios do Rossio é um incrível monumento, que se situa entre a Praça do Rossio e os Restauradores e foi desenhada pelo arquitecto José Luís Monteiro. As oito portas combinam com as nove janelas e com o relógio incrivelmente decorado, situado no cimo da fachada.


A estação do Rossio é curiosa, na medida em que as plataformas de embarque se encontram a cerca de 30 metros acima da entrada principal. Daqui partem comboios para a encantadora região de Sintra, passando por Queluz.


Construída em 1886/87, esta estação foi recentemente renovada. A plataforma de embarque está agora ligada ao Metro e conta com um dos mais magníficos trabalhos: olhe para o tecto e deslumbre-se! Faça questão de visitar a estação do Rossio. Tenho certeza que não se arrependerá.





Vejam bem os azuleijos... da estação...



...são lindos!!!



Já tentaram encontrar este pormenor na Estação do Rossio??



Gostei muito deste pormenor desta joalharia...





Banco Totta e Açores

Edifício urbano, implantado em terreno plano. Incluído do conjunto da Baixa Pombalina (v. 1106190103), faz parte integrante de uma frente de quarteirão que se estende desde o nº 62 ao nº 108 da R. do Ouro. Destacado, interrompe o ritmo próprio e característico das fachadas pombalinas. Uma obra assinada pelo Arq. Miguel Ventura Terra (1866 - 1919) e por Jorge Pereira, Escultor-Modelador.
Em 1875 é fundado o Banco Lisboa & Açores em 9 de Abril com sede na R. do Comércio, contando-se entre os seus fundadores Adolfo Lima Mayer. Em 1905, o Banco adquire, em Lisboa, os terrenos onde viria a edificar a sua nova sede, na R. Áurea, encomendando o projecto ao arquitecto Miguel Ventura Terra.
O edifício foi sendo ao longo dos anos sujeito a remodelações.
Em 1969, o Banco Lisboa & Açores vê-se forçado a considerar a fusão com outra instituição, tendo-lhe despertado o interesse a proposta do Banco Totta-Aliança e em 1970 foi deliberada em Assembleia Geral a fusão dos dois Bancos. A partir deste ano, o Banco Totta & Açores leva a cabo uma política de remodelação e modernização das suas dependências por todo o país e a uniformização da sua imagem, tendo celebrado contrato com a empresa construtora Profabril, a fim que esta se responsabilizasse por todos os projectos, decoração, direcção e coordenação de obras e estudos de mercado e a criação de modelos. Surge uma preocupação com a normalização e racionalização dos projectos, sendo estes caracterizados por bastantes elementos em comum, como o design dos balcões, caixas, equipamento diverso e lettering, a definição prévia dos materiais com um conjunto de recomendações e exigências construtivas, dando origem a uma primeira imagem corporativa das agências do Banco Totta & Açores.
Em 1991 foi feito um estudo inteiramente realizado no Departamento de instalações do Banco Totta & Açores, que foi aprovado em Conselho de Administração em 31 de Janeiro do mesmo ano, passado a elaboração de projectos e a construção de futuras agências, a ter de compatibilizar na sua solução arquitectónica, as características particulares de cada espaço com os parâmetros definidos no estudo. Ficaram definidas 4 tipologias possíveis: Balcão tradicional - balcão modular com área protegida para atendimento personalizado. Balcão misto - balcão modular eventualmente com zona de atendimento personalizado, com ou sem área automática individualizada. Balcão especial -área automática individualizada e atendimento personalizado. Balcão automático - só área automática individualizada. A organização funcional do Estabelecimento Tipo, ficou caracterizado em 3 tipos de espaços: a Zona Pública, a Zona Semi-privada e a Zona Privada.



Arcadas da Praça do Comercio



Ainda fomos dar um passeio de autocarro Sigthseeing Tour..



Às 9:30 da manhã no dia 1 de novembro em 1775, Lisboa sentiu um grande terramoto. O terramoto continuou por 10 minutos em 3 intervalos. O primeiro terraoto foi um grande barulho que se transmitiu pela a cidade. O segundo terremoto, que veio depois de um minuto, foi o mais destruidor. O terceiro terramoto destruiu o resto da cidade. Como era dia de todos os santos e era a hora de missa, as igrejas estavam cheias de pessoas e morreram muitos deles. Foi falado que cinco por cento da população de 270,000 pessoas morreram. Muitos das pessoas morreram queimadas, esmagadas, ou afogadas. O terramoto foi o desastre natural que mais afectou a Europa durante o século XVIII. Uma grande pergunta depois do terramoto foi porque o terramoto aconteceu no dia de todos os santos e na hora das missas?





A Praça de D. Pedro IV, mais conhecida pelo seu antigo nome de Rossio, tem constituído o centro nevrálgico de Lisboa desde há seis séculos. Assistiu a touradas, festivais, paradas militares e também a autos-de-fé durante a Inquisição.

Hoje assiste a ocasionais comícios políticos, e os seus sóbrios edifícios pombalinos, estão ocupados por lojas de recordações, joalharias e cafés.

Em meados do século XIX a praça foi calcetada a preto e branco, com padrões ondulantes. Foi um dos primeiros desenhos desse tipo a decorar os pavimentos da cidade. No lado norte da praça fica o Teatro Nacional D. Maria II, que recebeu o nome da filha de D. Pedro, D. Maria II.

No centro da praça, ergue-se a estátua de D. Pedro IV, primeiro imperador do Brasil independente. Na sua base, as quatro figuras femininas são alegorias à Justiça, à Sabedoria, à Força e à Moderação, qualidades atribuídas ao Rei-Soldado.

Criou-se uma lenda urbana de que a referida estátua de D. Pedro IV na verdade teria sido, originalmente, concebida para o imperador Maximiliano do México. Como o imperador mexicano foi fuzilado em 1867, pouco antes da estátua ter sido finalizada para o envio, prontamente foi essa reaproveitada para o projeto de revitalização do Rossio, o que explicaria as semelhanças entre ambos os monarcas. Vários estudiosos, como o historiador José Augusto França em A arte em Portugal no século XIX, já se demonstravam contra essa teoria, visto que a peça apresenta claros sinais de se tratar duma figura nacional portuguesa: os escudos nos botões, o colar da Torre e Espada e a Carta Constitucional. Recentes descobertas na base da estátua em meados de 2001, durante obras de restauro, reafirmam tratar-se da figura de D. Pedro IV: dois frascos de vinte centímetros cada, contendo documentos e uma fotografia revelada em albumina, que estão a ser analisados pelo Instituto Português de Conservação



Em 1580 Espanha ocupou Portugal. A revolução de 1 de Dezembro de 1640 expulsou os espanhóis de Portugal, e o traidor Vasconcelos foi morto. Ainda hoje a revolução é um feriado nacional que marca a independência de Portugal. No ano de 1668 Espanha reconheceu Portugal como um país independente. Um obelisco,em Lisboa, foi construído no ano de 1886 para commemorar a independência de Portugal.





O Parque Eduardo VII de Inglaterra é o maior parque do centro de Lisboa, sendo comumente conhecido apenas por Parque Eduardo VII. Foi baptizado em honra de Eduardo VII do Reino Unido que visitou Lisboa em 1902 para reafirmar a aliança entre os dois países.
A grande vertente relvada que se estende por vinte e cinco hectares foi aberta no princípio do século XX como prolongamento da Avenida da Liberdade. No canto noroeste do parque encontra-se a Estufa Fria, com uma diversidade de plantas exóticas, riachos, cascatas, palmeiras e trilhos, fúcsias, arbustos em flor e bananeiras e a Estufa Quente com plantas luxuriantes, lagos e cactos bem como aves tropicais.
Perto das estufas encontra-se um lago com grandes carpas e um parque para as crianças brincarem, com a forma de um galeão. No lado leste está o Pavilhão Carlos Lopes que recebeu o nome do vencedor da maratona olímpica de 1984.
No topo norte encontra-se o Monumento ao 25 de Abril inaugurado em 1997, realizado por João Cutileiro, e alvo de muita polémica pela sua forma. Seguido pelo Jardim Amália Rodrigues que homenageia a diva do fado portuguesa.
A Feira do Livro de Lisboa realiza-se anualmente na zona central do Parque.




A Praça Marquês de Pombal situa-se entre a Avenida da Liberdade e o Parque Eduardo VII. No centro ergue-se o monumento a Marquês de Pombal, inaugurado em 1934.

O despótico estadista, que conduziu o país para a Era do Iluminismo, governou entre 1750-77. A sua imagem, está no alto da coluna, com a mão pousada num leão (símbolo de poder), com os olhos virados para a Baixa.

Na base do monumento, as imagens alegóricas representam as reformas políticas, educacionais e agrícolas que efectuou. As figuras de pé representam a Universidade de Coimbra, onde criou uma nova Faculdade de Ciências. As pedras partidas na base do monumento e as ondas representam a destruição causada pelo Terramoto de 1755. As esculturas e inscrições no pedestal que relatam as proezas de Pombal podem ser vistas seguindo a passagem subterrânea para o centro da praça. A calçada em volta da rotunda está decorada com armas de Lisboa.

Outrora chamada de Rotunda, foi aqui que tiveram lugar os acontecimentos decisivos que levaram à Proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910.





Marquês de Saldanha foi um título nobiliárquico criado por D. Maria II de Portugal, por decreto de 27 de Maio de 1834, a favor do marechal João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, em substituição do título de conde de Saldanha que lhe havia sido concedido a 14 de Janeiro de 1833. O título de conde de Saldanha foi depois usado por alguns dos herdeiros presuntivos dos marqueses de Saldanha.
Ao primeiro marquês de Saldanha também foi concedido o título em vida de duque de Saldanha a 4 de Novembro de 1846. O título de duque voltou a ser concedido aos segundo e quarto marqueses de Saldanha.
Ligado ao marquesado está também o título de conde de Almoster que é concedido a alguns dos filhos dos marqueses de Saldanha.












Na segunda metade do século XVIII, D. Maria I, filha de D. José I, fez voto de que construiria uma igreja se tivesse um filho para herdar o trono. O seu desejo foi satisfeito e a construção da Basílica da Estrela, em Lisboa, iniciou-se em 1779. Contudo, o filho José morreu de varíola dois anos antes do fim da construção, em 1790.
A enorme igreja, com uma cúpula, numa colina na zona oeste da cidade, é uma das suas grandes referências. A Basílica foi construída por arquitectos da Escola de Mafra no estilo barroco final e neoclássico. A fachada é ladeada por duas torres gémeas e decorada com estátuas de santos e figuras alegóricas.
O amplo interior, de mármore cinzento, rosa e amarelo, iluminado por aberturas na cúpula, infunde respeitoso temor. Várias pinturas de Pompeo Batoni adornam o seu interior. O túmulo estilo império, de D. Maria I, que morreu no Brasil, está no transepto direito. Encerrado numa sala ali perto, existe um extraordinário presépio de Machado de Castro, formado por mais de 500 figuras de cortiça e terracota.
Foi a primeira igreja no mundo dedicada ao sagrado Coração de Jesus



A primeira ideia sobre a construção de uma ponte que ligasse a cidade de Lisboa a Almada, situada na margem esquerda do Tejo, remonta ao ano de 1876.
Nessa altura, o engenheiro Miguel Pais sugere que a sua construção seja feita entre Lisboa e Montijo. Em 1888 , um engenheiro norte-americano, de nome Lye, propõe que a ponte seja construída entre a zona do Chiado, em Lisboa, e Almada.
No ano de 1889, dois engenheiros franceses, de nome Bartissol e Seyrig, sugerem a ligação rodoviária e ferroviária a partir da zona da Rocha Conde de Óbidos, do lado de Lisboa, e Almada. Logo no ano seguinte, surge uma nova proposta, feita por uma empresa alemã, que propunha a ligação entre a zona do Beato, do lado de Lisboa, e o Montijo. Esta ideia teve bastante aceitação por parte da opinião pública.
Já no século vinte, no ano de 1913, o governo português recebe uma sugestão para a construção de uma ponte, retomando a ligação entre a zona da Rocha Conde de Óbidos e Almada. Esta proposta é reatada, em 1921, pelo engenheiro espanhol Alfonso Peña Boeuf, chegando o seu projecto a ser discutido no Parlamento português. Decorria o ano de 1929, quando o engenheiro português António Belo solicita a concessão de uma via férrea a estabelecer sobre o Rio Tejo, a partir da zona do Beato, em Lisboa, e o Montijo.
Perante esta iniciativa, o ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco, acaba por nomear, no ano de 1933, uma Comissão, com o fim de analisar a proposta em causa, tendo ele próprio, apresentado, em 1934, uma proposta ao Governo, de que fazia parte, para a construção de uma ponte rodo-ferroviária sobre o Rio Tejo.
Contudo, todas estas propostas vão acabando por ser preteridas em favor das obras da ponte de Vila Franca de Xira.
Só no ano de 1953 é que o Governo português cria uma Comissão com o objectivo de estudar e apresentar soluções sobre a questão do tráfego ferroviário e rodoviário entre Lisboa e a margem sul do Rio Tejo.
Finalmente, em 1958, os governantes portugueses decidem oficialmente a construção de uma ponte. No ano seguinte, é aberto um concurso público internacional, para que sejam apresentadas propostas para a construção. Após a apresentação de quatro propostas, o que aconteceu no ano de 1960, a obra é adjudicada à empresa norte-americana United States Steel Export Company, que, já em 1935, tinha apresentado um projecto para a sua construção.
A 5 de Novembro de 1962 iniciam-se os trabalhos de construção. Menos de quatro anos após o início destes, ou seja, passados 45 meses, a ponte sobre o Tejo é inaugurada (seis meses antes do prazo previsto), cerimónia que decorreu no dia 6 de Agosto de 1966, do lado de Almada, na presença das mais altas individualidades portuguesas, das quais se destacam o Presidente da República, Almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás, o Presidente do Governo, António de Oliveira Salazar e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, passando a ser chamada, oficialmente, Ponte Salazar.
Logo a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974, o seu nome é mudado para Ponte 25 de Abril. O seu custo rondou, preço à época da sua construção, o valor de dois milhões e duzentos mil contos, o que corresponde, sem ajustes à inflação, a perto de 11 milhões de euros.
Ainda que projectada para suportar, em simultâneo, tráfego ferroviário e rodoviário, nesta fase só fica preparada para a passagem de veículos rodoviários. É em 1990, que o Governo português procede à elaboração de um projecto para a instalação do tráfego ferroviário, através da montagem de um novo tabuleiro, alguns metros abaixo, do tabuleiro do trânsito rodoviário, já em funcionamento. A 30 de Julho de 1999 é inaugurada este novo tipo de travessia.
As consequências resultantes desta travessia não se fizeram esperar, desde a sua entrada em funcionamento, designadamente no que se refere à explosão urbanística que surgiu na margem esquerda do Rio Tejo, de Almada a Setúbal, estimulando, igualmente, o crescimento económico e turístico do sul de Portugal, destacando-se, neste caso, a região do Algarve.
Desde o início do seu funcionamento que a circulação rodoviária é intensa, do que resultam situações de congestionamento automóvel diárias. Esclarecedores são os números referentes ao início do ano de 2006: passam na Ponte 25 de Abril sete mil carros, nos dois sentidos, na “hora de ponta” e cento e cinquenta mil, em média, por dia, o que corresponde a mais de 300 mil utilizadores diários.
Também a circulação ferroviária é intensa, correspondendo esta à passagem de 157 comboios, diariamente, nos dois sentidos, transportando estes cerca de oitenta mil passageiros dia.
Só no ano de 2005 foram transportados 21 milhões de utentes pela via ferroviária.
A grandeza e a imponência da Ponte 25 de Abril está bem expressa no facto de, à data da sua inauguração, ser a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos da América. Passados quarenta anos, após a sua inauguração, ocupa, agora, o 66º lugar, a nível mundial.
Anualmente, em meados de Março, a ponte é cortada ao trânsito por umas horas para a realização da Meia-Maratona de Lisboa




O Monumento aos Descobrimentos, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se em Belém, na cidade de Lisboa, em Portugal.
Bem destacado na margem do rio Tejo, foi construído em 1960 para assinalar os quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique, o Navegador.
Foi encomendado pelo regime de Salazar, tem 52 metros de altura e celebra os marinheiros, patronos reais e todos os que participaram no desenvolvimento da Era dos Descobrimentos.
O padrão dos descobrimentos que podemos hoje observar já não é o original. O original foi desmontado em 1958. Com efeito o actual foi inaugurado em 1960, e é, construído em betão e com esculturas em pedra de lioz, uma réplica do original, construído em materiais frágeis, que fora construído para a Exposição do Mundo Português, em 1940, pelos arquitectos Cottinelli Telmo (1897-1948) e Leopoldo de Almeida (1898-1975).
O monumento tem a forma de uma caravela com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.
A norte do monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI.
No interior do monumento existe um elevador que vai até ao sexto andar, e uma escada que vai até ao topo de onde se tem um belo panorama de Belém e do rio. A cave é usada para exposições temporárias.
Uma das mais interessantes perspectivas do monumento pode ser observada a partir de oeste, à luz do pôr do sol.



A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.
Classificada como Património Mundial pela UNESCO, em 7 de Julho de 2007 foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal.
Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projetado à época de D. João II (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.
O cronista Garcia de Resende foi o autor do seu risco inicial, tendo registrado:
"E assim mandou fazer então a (...) torre e baluarte de Caparica, defronte de Belém, em que estava muita e grande artilharia; e tinha ordenado de fazer uma forte fortaleza onde ora está a formosa torre de Belém, que el-Rei D. Manuel, que santa glória haja, mandou fazer; para que a fortaleza de uma parte e a torre da outra tolhessem a entrada do rio. A qual fortaleza eu por seu mandado debuxei, e com ele ordenei a sua vontade; e tinha já dada a capitania dela [a] Álvaro da Cunha, seu estribeiro-mor, e pessoa de que muito confiava; e porque el-Rei João faleceu, não houve tempo para se fazer" (RESENDE, Garcia. Crónica de D. João II, 1545.),
A estrutura só viria a ser iniciada em 1514, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que, à época, também dirigia as já adiantadas obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.
Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.
Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registro aduaneiro, posto de sinalização telegráfico, e farol. Os seus paióis foram utilizados como masmorras para presos políticos durante o reinado de D. Filipe I (1580-98), e, mais tarde, por D. João IV (1640-1656). O Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas, D. Sebastião de Matos de Noronha (1636-1641), por coligação à Espanha e fazendo frente a D. João IV, foi preso e mandado recluso para a Torre de Belém.
Sofreu várias reformas ao longo dos séculos, principalmente a do século XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem voltado para o rio e o claustrim.
Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada pela UNESCO como Patrimônio Cultural de toda a Humanidade desde 1983. Nesse mesmo ano, integrou a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.
O monumento reflete influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, ensaiando um dos primeiros baluartes para artilharia no país (ver fortalezas).
Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero.
A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.
A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber:
Primeiro pavimento - Sala do Governador.
Segundo pavimento - Sala dos Reis, com teto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas.
Terceiro pavimento - Sala de Audiências
Quarto pavimento - Capela
Quinto pavimento - Terraço da torre
A nave do baluarte poligonal, ventilada por um claustrim, abre 16 canhoneiras para tiro rasante de artilharia. O terrapleno, guarnecido por ameias, constitui uma segunda linha de fogo, nele se localizando o santuário de Nossa Senhora do Bom Sucesso com o Menino, também conhecida como a Virgem do Restelo.



Monumento à riqueza dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerónimos situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa.

Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.

O monumento é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 é iniciada a obra com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (abóbadas das naves e do transepto – esta com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta sul, sacristia e fachada) que substitui o primeiro em 1516/17. No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.

Deriva o nome de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX.

Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.

Após 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, o templo dos Jerónimos foi destinado a Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Belém.

Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu Nacional de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste.

Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.






O ducado da Terceira foi instituído de juro e herdade, posteriormente acrescentado com honras de parente, por decreto do regente do reino D. Pedro de Bragança, em nome da rainha Dona Maria II de Portugal, assinado no Rio de Janeiro a 8 de Novembro de 1832, em benefício de António José de Sousa Manuel de Menezes Severim de Noronha, sétimo conde de Vila Flor e que havia sido entretanto agraciado com o título de primeiro marquês de Vila Flor.
Foi primeiro conde de Vila Flor D. Sancho Manuel de Vilhena, vencedor da Batalha do Ameixial e herói de Linhas de Elvas, nomeado Vice-Rei do Brasil, Governador da Torre de Belém, Governador de Armas (posto equivalente ao de Marechal) do Alentejo e da Beira, etc.
Herói das Guerras liberais, o sétimo conde de Vila Flor recebeu a mais alta distinção nobiliárquica, a par da ascenção à dignidade de Marechal, em virtude da denodada resistência que promoveu na ilha Terceira. Fez toda a campanha do Algarve, tendo entrado em Lisboa no dia 24 de Julho à cabeça das forças liberais. Vencedor de batalha de Asseisseira, decisiva para a vitória da causa liberal, assinava pouco depois a Convenção de Évora-Monte, em representação de Dom Pedro, duque de Bragança e Regente. Foi por quatro vezes Presidente do Conselho de Ministros.
O duque da Terceira era o chefe do ramo português dos Manoeis de Vilhena (sendo chefes do ramo espanhol os duques de Arévalo d' el Rey, condes de Via Manuel, marqueses de la Puebla de la Rocamora, inúmeras vezes Grandes de Espanha, etc.). Esta família procede do filho segundo do terceiro Senhor de Cheles, Don Juan Manuel de Villena, cavaleiro do Tosão de Ouro, Mordomo-Mor do Imperador Carlos V, que passou a Portugal. Descendia Don Juan Manuel do conde de Seia e Sintra, Dom Henrique Manuel de Vilhena, senhor do Palácio da Vila, filho de Don Juan Manuel, princípe de Vilhena, por seu turno neto do Rei Fernando III, o Santo, de Castela.
Pela morte sem descendência do I duque da Terceira, o uso deste título de juro e herdade só viria a ser pedido pelo ramo da família legitimamente representante de todos os títulos da Casa Vila-Flor na pessoa de Dona Maria Luísa de Almeida Manoel de Vilhena, II duquesa da Terceira.




A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao Rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos. É uma das maiores Praças da Europa, com cerca de 36000m² (180m x 200m).

Em 1511, o rei D. Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para este sítio junto ao rio. Este palácio, bem como a sua biblioteca de 70.000 volumes, foram destruídos pelo terramoto de 1755. Na reconstrução, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. Os edifícios, com arcadas que circundam a praça, albergam alguns departamentos de vários Ministérios do Governo Português, com excepção do famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa.

Após a Revolução de 1910 os edifícios foram pintados a cor-de-rosa republicano. Contudo, voltaram recentemente à sua cor original, o amarelo. O lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo. Essa foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcam chefes de estado e outras figuras de destaque (como Isabel II de Inglaterra ou Gungunhana). Ainda é possível experimentar essa impressionante entrada em Lisboa nos cacilheiros, os barcos que ligam a cidade a Cacilhas. Hoje, o espectáculo é prejudicado pelo trânsito na Avenida da Ribeira das Naus, que corre ao longo da margem. Um facto interessante são os banhos semanais que ocorriam antigamente no cais, nos quais algumas pessoas ousavam e se banhavam nuas - o que causou indignação na época. No centro da praça, vê-se a estátua equestre de D. José I, erigida em 1775 por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. Ao longo dos anos, a estátua de bronze ganhou uma patina verde. No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, é a entrada para a Baixa.



1 comentário:

mother_24 disse...

Grandes vidas... É só passaerrrr lolol aproveita-te gaja que daqui nada quem está de férias sou eu eheh!

jocas pariga