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domingo, outubro 18, 2009

Choke - Asfixia - Chuck Palahniuk

Comecei a ler este no dia 3 de Outubro e acabei no dia 14 de Outubro.

Victor Mancini especializou-se numa forma bizarra de demonstrar o seu amor pela mãe e, em particular, de continuar a pagar a respectiva conta do hospital. De restaurante em restaurante, Mancini finge-se engasgado pela comida, à beira da mais patética asfixia. Ele sabe que a piedade do género humano é muito previsível. Assim, há sempre alguém que o salva. Aí começa, se não uma grande amizade, pelo menos uma relação de protecção para o resto da vida. Com uma componente que Mancini cultiva com sofisticada prudência: semana sim, semana não, ele vai recebendo cheques dos seus salvadores…
Entretanto dedica-se a diversas obras humanitárias, incluindo o tratamento dos mais diversos párias da sociedade. A sua especialidade: cuidar de viciados de sexo que ele gosta de reunir, à volta de uma mesa, em sessões de terapia colectiva.


Excerto
«Quero dizer, num mundo sem Deus, as mães não são os novos deuses? A última posição inexpugnável e sagrada. Não é a maternidade o último milagre mágico e perfeito? Mas um milagre que é impossível para os homens.»




Críticas de imprensa
«Pureza e uma ferocidade anárquica de criatividade são as matérias-primas deste livro.»
The New York Times

«Poucos escritores contemporâneos conseguem misturar escândalo e humor com tanto entusiasmo. A excitação anárquica de Chuck Palahniuk faz dele um digno herdeiro de Ken Kesey.»
Newsday

« Palahniuk tem um dom único para a sátira, bem como uma aptidão surpreendente para criar frases hipnotizantes.»
San Francisco Examiner


Chuck Palahniuk (nascido em Pasco, Washington a 21 de Fevereiro 1961) é um escritor residente em Portland, Oregon. O seu trabalho mais popular é Fight Club (Clube de Combate em Portugal e Clube da Luta no Brasil), que foi posteriormente adaptado para cinema.

Os personagens na obra de Palahniuk são indivíduos que, de uma ou outra forma, foram marginalizados pela sociedade, frequentemente reagindo com agressividade auto-destrutiva. A narrativa nos livros de Palahniuk começam, não raramente, no seu fim cronológico, com o protagonista a recontar os eventos que conduziram ao ponto que forma o princípio do livro. Por bastantes vezes há um ponto de viragem da história, na forma de uma revelação inesperada perto do fim. O estilo de Palahniuk é caracterizado pelo uso e repetição de frases curtas plenas de humor cínico ou irónico. O autor gosta de descrever o seu estilo como Ficção transgressional.



Os direitos cinematográficos de Survivor (Sobrevivente) foram vendidos, mas nenhum estúdio se empenhou na adaptação do romance. Isto deve-se ao facto de o protagonista de Survivor se suicidar ao despencar de um avião contra o solo do deserto australiano. Depois dos ataques no Pentágono e no World Trade Center a 11 de Setembro os estúdios de cinema consideraram o romance demasiado controverso.

A edição de Março de 2004 da revista Playboy publicou um conto de Chuck Palahniuk intitulado Guts (que integra o seu último livro, Haunted). Quando da sua digressão em 2003 para promover o romance Diary, o autor leu o conto para as audiências. Alegadamente mais de 35 pessoas desmaiaram ao ouvir a leitura, embora os eventos sejam factuais, a veracidade das reacções é bastante discutida.

Em 2003, foi realizado por membros do site oficial do autor um documentário em filme sobre a sua vida, chamado Postcards from the Future: The Chuck Palahniuk Documentary. O site oficial, "The Cult" (O Culto) como se auto-intitulada, iniciou uma oficina de escrita onde o próprio Chuck Palahniuk ensina os seus truques. Todos os meses o autor escreve um ensaio sobre um dos truques (ensaios estes que serão compilados num livro sobre escrita minimalista). É um autor muito dedicado aos seus fãs como pode ser observado no site oficial.

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