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segunda-feira, agosto 18, 2008

"O Deus das Pequenos Coisas" - Arundhati Roy

"O Deus das Pequenas Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan.
Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
"O Deus das Pequenos Coisas" é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.


Uma história envolvente de sofrimentos e lutas vividas pelos membros de uma família indiana.
No início, pode parecer muito complexo, porque a narrativa avança e recua constantemente e os nomes das personagens são difíceis de memorizar. Mas, à medida que a história se constrói, torna-se cada vez mais difícil de abandonar a leitura.




Arundhati escreve de uma forma peculiar: neologismos, eufemismos e um fluxo cronológico não-linear conquistam a atenção do leitor e o transportam para um mundo mágico - mas também angustiante.



Suzanna Arundhati Roy (24 de Novembro de 1961) é uma escritora, novelista e activista anti-globalização indiana. Venceu o Man Booker Prize em 1997 pela sua primeira novela, The God of Small Things, e o Lannan Cultural Freedom Prize em 2002.

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