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quinta-feira, janeiro 12, 2012

Mais Negro do que a Morte - Tami Hoag

Comecei a ler este livro no dia 08/01/2012 e acabei de ler no dia 12/01/2012.

Califórnia, 1985. Quatro crianças correm pelo bosque depois de uma aula e descobrem o cadáver de uma mulher, parcialmente enterrado, com os olhos e a boca fechados com cola. A professora Anne Navarre, que as acompanha, fica chocada com a descoberta e desolada por testemunhar o fim da inocência daquelas crianças. Entretanto, o investigador do FBI Vince Leone põe em prática uma técnica nova – a elaboração de um perfil – para elaborar uma teoria sobre os homicídios. Enquanto são descobertas novas vítimas, Vince e Anne desconhecem que alguém muito próximo é um psicopata brutal e calculista.



Discreta e reservada na vida, ousada e romântica na escrita. Uma aparente contradição que a diva americana do suspense articula entre a variedade de personagens e o arrepiante esculpir da intriga.
Natural do Minnesota, filha de um vendedor de seguros, casa com apenas 18 anos de idade e, enquanto o marido termina a sua formação académica, Tami Hoag sobrevive entre trabalhos. Treina cavalos, distribui jornais, tenta escrever mais de trinta palavras num minuto enquanto dactilógrafa, mas é a escrita que desde sempre a fascina. Hoje aponta «The Long Goodbye», de Raymond Chandler, como o seu livro favorito mas foi a partir da leitura de «The Wolf and the Dive» que ensaiou um primeiro texto com princípio, meio e fim. Com o dinheiro do seu primeiro sucesso, o mencionado «The Trouble With J.J.» (1988), compra um computador. Escreve então «Magic», «Sarah Sin», e faz uma primeira incursão nos domínios do suspense com «O Perigo Espreita», «Águas Calmas» e «Paraíso das Trevas». Com «Pecados na Noite», «A Mão do Pecado», «Falso Alarme» e «Barreiras Ocultas» assume definitivamente uma viragem do romance para o thriller. Um nova opção que a autora não hesita em justificar.



Calma e reservada, Tami Hoag vive hoje num quinta em Charlottesville, na Virgínia, onde se dedica ao seu trabalho e aos animais que animam a casa. Cavalos e cães parecem garantir o equilíbrio que rompe num metódico vasculhar da mente criminosa e dos motivos nem sempre esclarecidos do serial-killer. Para além de se dedicar à leitura de obras sobre psicologia criminal, acompanha alguns casos de criminalidade de perto. Antes de escrever os seus livros, pesquisa entre casos resolvidos pelo FBI e analisa as suas técnicas de investigação, chegando mesmo a entrevistar alguns agentes familiarizados com o crime. Feito o trabalho de campo, Tami Hoag parte da construção das personagens para chegar a uma intriga de mistério. Não planeia, afirma, deixa-se surpreender pela escrita. Certo é que, num meticuloso crescente de passos e suspeitas, encontra quase sempre um inesperado final a fazer justiça ao estatuto de diva do suspense que obteve nos EUA.

Eu já há muito tempo atrás havia lido o meu primeiro livro desta escritora - Antecedentes Perigosos, e tinha ficado bastante impressionado com esse policial.
Sugeriu agora a oportunidade de voltar a ler um novo policial desta maravilhosa escritora, que nos consegue bem presos nas páginas deste enredo. Onde nos consegue reter a respiração ao passar de cada capítulo, para tentarmos descobrir um pequena pista para a descoberta da verdadeira identidade do perpetrador de tantas atrocidades.
A escrita é de fácil compreensão e leitura, o trama está bem estruturado, as personagens são misteriosas o suficiente para que nos leve a pensar que todas são os possíveis criminosos. Ao iniciarmos a leitura destes policiais, quase que conseguimos vestir o papel de um Sherlock Homes dos tempos modernos.
Já descobri que existem mais dois volumes desta coleção Oak Knoll, e espero ter a oportunidade de vir a conseguir lê-los.

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