quarta-feira, agosto 20, 2008

Receitas de Amor - Anthony Capella

Laura é o estereótipo da mulher com que sonha qualquer homem italiano: é jovem, bonita e está apenas de passagem por Itália. Beneficiando de um programa de intercâmbio, saiu dos Estados Unidos e vai passar um ano em Roma a estudar História da Arte. Cansada dos homens que lhe têm cabido em sorte, decide que abrirá o seu coração apenas a um tipo de homem muito particular: um chefe de cozinha.

Tommaso é atraente e um sedutor nato. Tem um fraquinho por mulheres estrangeiras e, com o objectivo de conquistar Laura, diz-lhe que é chef num dos melhores restaurantes de Itália. Na realidade, é apenas um humilde empregado de mesa.

O melhor amigo de Tommaso, Bruno, que é realmente chef – e um chef brilhante – concorda em ajudá-lo nesta missão de sedução culinária. Por ironia do destino, apaixona-se perdidamente por Laura. Mas a timidez e a lealdade para com o amigo levam-no a cozinhar em segredo…

Inspirado em Cyrano de Bergerac, "Receitas de Amor" é uma divertida comédia de equívocos!


Comecei a ler no dia 16/08/2008 e acabei no dia 19/08/2008



Anthony Capella
Anthony Capella é um investigador da gastronomia italiana, que divide o seu tempo entre Londres, Oxford e Itália. Receitas de Amor é o seu primeiro romance.

segunda-feira, agosto 18, 2008

"O Deus das Pequenos Coisas" - Arundhati Roy

"O Deus das Pequenas Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan.
Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
"O Deus das Pequenos Coisas" é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.


Uma história envolvente de sofrimentos e lutas vividas pelos membros de uma família indiana.
No início, pode parecer muito complexo, porque a narrativa avança e recua constantemente e os nomes das personagens são difíceis de memorizar. Mas, à medida que a história se constrói, torna-se cada vez mais difícil de abandonar a leitura.




Arundhati escreve de uma forma peculiar: neologismos, eufemismos e um fluxo cronológico não-linear conquistam a atenção do leitor e o transportam para um mundo mágico - mas também angustiante.



Suzanna Arundhati Roy (24 de Novembro de 1961) é uma escritora, novelista e activista anti-globalização indiana. Venceu o Man Booker Prize em 1997 pela sua primeira novela, The God of Small Things, e o Lannan Cultural Freedom Prize em 2002.

sábado, agosto 16, 2008

The Banquet International Trailer

The Illusionist - Trailer

Ontem à noite estive a ver este filme... muito bom mesmo.. adorei o final... bem adorei tudo...muito bem realizado

Sinopse:

O famoso ilusionista Eisenheim assombra as platéias de Viena com seu impressionante espetáculo de mágica. Suas apresentações despertam a curiosidade de um dos mais poderosos e céticos homens da Europa, o Príncipe Leopold. Certo de que as mágicas não passam de fraudes, Leopold vai ao show de Eisenheim disposto a desmascará-lo. Quando Sophie, noiva de Leopold, é chamada ao palco para participar de um número, ela reconhece em Eisenheim uma paixão juvenil. Eles iniciam um romance clandestino e o príncipe delega a um inspetor de polícia a missão de expor a verdade por trás do trabalho do mágico. Este, no entanto, prepara-se para executar a maior de suas ilusões.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Em Banda Desenhada és o quê????

lançaram-me este desafio, para descobrir qual Boneco de Banda desenhado eu sou??

http://www.jeeze.com/funstuff/cartoonquiz/

E o resultado foi este:



You are Tweety!

You are cute, and everyone loves you.
You are a best friend that no one takes the chance of losing. You never hurt feelings and seldom have your own feelings hurt. Life is a breeze. You are witty, and calm most of the time. Just keep clear of backstabbers, and you are worry free.

terça-feira, agosto 12, 2008

Postal da China

FDC - 1º dia de circulação

Através do Postcrossing tive um pedido para enviar selos de 1º dia de circulação, para o Egipto. Ao principio não sabia o que era e quando fui questionar no balcão dos Correios, os funcionários também não sabiam o que era... nem tinha para venda.
Tive que consultar o site dos CTT, na zona da Filatelia encontrei então os ditos cujos. E encomedei uns quandos (os que eu achei mais bonitos).

São envelopes dos CTT com os selos colados no rosto do envelope e estão carimbados com um carimbo especial, alusivo aos selos.

Digam lá se não são lindos???









segunda-feira, agosto 11, 2008

A Estrela de Gonçalo Enes - Rosa Lobato Faria

Comecei a ler o livro dia 08/08/2008 e acabei no dia 11/08/2008.


Trata-se de uma obra leve e descontraída sobre a vida e aventuras de dois personagens quase esquecidos da História de Portugal, mais especificamente da Época das Descobertas. São personagens reais se bem que quase todo o enredo seja ficcionado.

Gonçalo Enes ficou na História pela descoberta das grutas de Tassili N’Ajjer.
Trata-se de um jovem órfão de pai, nascido e criado na aldeia algarvia de Bensafrim.
Encantado pela estrela Sirius, que o ilumina e encanta durante toda a vida, o jovem Gonçalo, desiludido por um amor impossível, abre o seu destino às incríveis aventuras do Império que El-rei D. Afonso sonhava construir.
Pelas aldeias indígenas de África, pelas cidades encantadas de Marrocos, pelas areias misteriosas do deserto, Gonçalo leva consigo o espírito de aventura e coragem que transformou este pequeno país num mundo inteiro de esperança e riqueza.

Fica, desta “estória”, o encanto de um tempo ido, em que a pobreza se enganava com grandes sonhos, do tamanho do Império. Um livro belo e fresco, descontraído, sem ambições mas que encanta pela extraordinária simplicidade e singeleza da escrita de Rosa Lobato Faria.
Gonçalo, mal-amado e desprezado, vive no sonho, mas um sonho que o faz feliz. A amizade, a camaradagem, a fidelidade ao sonho são valores que fazem dele um herói, mesmo que esquecido pela História, como tantos outros que, anonimamente, construíram as páginas mais brilhantes da nossa história.




Gostei muito de ler o meu primeiro livro de Rosa Lobato Faria, o estilo inconfundível num romance histórico de quebrar o coração.

Sobre a escritora

Rosa Lobato de Faria (Lisboa, 20 de Abril de 1932) é uma actriz, escritora e autora portuguesa. O percurso de Rosa Lobato de Faria divide-se entre a Literatura, a Televisão, o Teatro e o Cinema.



Escreveu mais de uma dezena de romances.
O Pranto de Lúcifer (1995),
"Os Pássaros de Seda" (1996),
"Os três Casamentos de Camilla S." (1997),
Romance de Cordélia (1998),
O Prenúncio das Águas (1999 que lhe valeu o prémio Máxima de literatura em 2000),
"A Trança de Inês (2001),
"O Sétimo Véu" (2003),
"Os Linhos da Avó" (2004), e
"A Flor do Sal (2005).

Mais recentemente participou nas obras
"Os Novos Mistérios de Sintra" e
"O Código D'Avintes" conjuntamente com seis escritores.

Escreveu também alguns contos infantis, entre os quais:
A Erva milagrosa,
As quatro Portas do Céu e
Histórias de Muitas cores.

Alguns dos seus romances estão traduzidos em França e na Alemanha, e está representada em várias colectâneas de contos de Portugal e no estrangeiro.

Para o teatro escreveu as peças A Hora do Gato, Sete Anos – Esquemas de um Casamento e A Severa (adaptação da peça de Júlio Dantas) e como actriz representou A Gaivota e Celestina.

A sua experiência cinematográfica passa pela participação nos filmes Tráfico e A mulher que acreditava ser Presidente dos EUA de João Botelho, assim como nos filmes Barão de Altamira e Perdido por Cem. Actualmente faz parte do elenco da série cómica Aqui Não Há Quem Viva.

Para televisão, escreveu Telhados de vidro, Passerelle, Nem o Pai morre..., Pisca-Pisca, Tudo ao Molho e Fé em Deus e Trapos e Companhia. Como actriz, actualmente dá vida à personagem Conceição em Aqui não há quem viva, mas já participou em inúmeras novelas e séries, das quais destacam-se:
Ninguém como Tu,
A minha sogra é uma bruxa,
Crime na pensão estrelinha II,
Humor de Perdição,
Telhados de Vidro,
Palavras Cruzadas,
Origens e Vila Faia.

Para além de actriz, também foi apresentadora dos programas Chá das 5 e Cartas de Amor. É autora da letra do hino do CDS-Partido Popular e da Juventude Popular.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Chris McCandless - Alexander Supertramp

O Verdadeiro Christopher McCandless

O Lado Selvagem - Into the Wild

Lado Selvagem

Comecei a ler no dia 03/08/2008 e acabei de ler no dia 08/08/08.

É uma das coisas que gostava muito de fazer, pegar numa mochila e dar a volta ao Mundo.. a pé.. em busca de uma experiência genuína...
Mas para que tudo corra bem é sempre necessário estarmos preparados para os preçalves.. ou acidentes

Gostei muito do livro, logo no inicio sabemos qual o final do Chris (ou Alex).. mas o objectivo não é descobrir o final da historia nas ultimas páginas.. o objectivo é compreender como é que as coisas aconteceram.. Acidente??? ou Suicidio...
Era necessário explicar a forma de pensar do Chris.. para compreendermos que ele morreu feliz ao conseguir realizar o seu mais profundo desejo... conseguir viver sozinho e do que a natureza nos dá.

Get Smart - Olho Vivo

País: EUA
Género: Comédia, Crime
Distribuidora: Columbia TriStar Warner

Realização: Peter Segal

Intérpretes: Steve Carell, Anne Hathaway, The Rock, Alan Arkin

Sinopse
Quando a sede da agência de espiões Control é atacada e a identidade dos seus agentes comprometida, o Chefe (Arkin) não tem outra alternativa senão promover o seu ansioso analista Maxwell Smart (Carell), que sempre sonhou em trabalhar lado a lado com o Agente 23 (The Rock). No entanto, Smart vai ser parceiro da única agente cuja identidade permanece segura: a encantadora mas letal Agente 99 (Hathaway). Com pouca experiência mas com um entusiasmo desenfreado e a ajuda de alguns gadgets, Smart vai ter de derrotar a KAOS, um sindicato do crime que procura a dominação mundial.

Get Smart - Olho Vivo




Ontem à noite fui ao cinema ver este filme... e ADOREI!!!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Concerto do David Fonseca

Aqui ficam algumas fotos do concerto de ontem do David Fonseca, na Feira de Santiago em Setubal!!... Bem um espetáculo :))))






A M. e o M. muito bem dispostos






Eu e a M. a adorar o concerto ; )











David a tocar Video Killed the Radio Star

Eu e o M.








No momento que estava a tocar Adeus, Não Afastes os Teus Olhos dos Meus



O David Fonseca a tocar uma nova versão da minha musica favorita: Together in Electric Dreams

Semifrio de Morango

Ingredientes
para 6 pessoas

1 lata de ananás
1 embalagem de gelatina de morango
4 ovos
50g de açúcar
1 lata de leite condensado
3 folhas de gelatina
4 morangos

Preparação
1 - No dia anterior, prepare a gelatina de morango (ou outra a gosto)conforme as instruções da embalagem. Depois de feita, verta-a para um pirex e leve ao frigorífico para solidificar.
2 - No próprio dia escorra o ananás, corte-o em pedaços pequenos e escorra-os. Reserve 2dl da calda da lata.
3 - Numa tigela, bata as gemas com o açúcar até obter um creme volumoso.
junte o leite condensado e misture bem.
4 - Demolhe as folhas de gelatina em pouca água fria, depois leve-as ao lume a derreter e junte-as à calda de ananás, mexendo sempre.
Adicione depois ao preparado das gemas e do leite condensado.
Finalmente, bata as claras em castelo e envolva-as também ao preparado.
5 - Retire o pirex do frio com a gelatina já solidificada, disponha o ananás por cima (reserve algum para decoração) e verta cuidadosamente o preparado do leite condensado. Leve novamente ao frio até que a parte de cima solidifique.
6 - Retire do frio, decore com o ananás que reservou e os morangos cortados em pedaços.


terça-feira, agosto 05, 2008

Estantes de Livros

Aqui ficam as fotos as minhas estantes de livros



























Passeio a Alcobaça

O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça (também conhecido como Mosteiro de Alcobaça), é a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Foi fundado em 1178 pelos monges de Cister. É considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. É ainda classificado pelo IPPAR[1] como Monumento Nacional desde 1910.

No fim do século X organizou-se em Cluny, na Borgonha, um novo mosteiro beneditino que procurava renovar a regra de S. Bento. As igrejas cluniacenses eram cheias de belos elementos decorativos. Contra estas manifestações de gosto pela beleza natural, insurgiu-se Bernardo de Claraval, que se recolhera em 1112 em Cister, donde saíra para fundar a Abadia de Claraval e animar mais uma reforma que restituísse à ordem de S. Bento todo o rigor inicial. Os religiosos de Cister deviam viver do seu trabalho, não acumular riquezas, e os mosteiros seriam edificados em lugares ermos, sem qualquer decoração. Enquanto D. Afonso Henriques se empenhava na Reconquista, chegaram ao território português os monges de Cister que fundaram o Mosteiro de São João Baptista de Tarouca em 1140.

Diz a lenda que o primeiro rei de Portugal doou parte das terras da região de Alcobaça a S. Bernardo, em cumprimento da promessa feita quando da conquista de Santarém. Se se comparar a planta do Mosteiro de Alcobaça com o da segunda igreja de Claraval, temos que tem o mesmo desenho base. É de cerca de 1152 a construção provisória do mosteiro, e é conhecida no mesmo ano uma referência ao seu abade e a respectiva carta de couto é do ano seguinte.

Os primeiros monges, monges brancos, tiveram uma acção civilizadora notável: em 1269 abrem a primeira escola pública. No tempo do geral Fr. Sebastião de Sotomaior tomaram grande incremento as oficinas de imaginária da Abadia. Também desempenharam acções de assistência e beneficência através da enfermaria e portaria.

Trata-se de uma estrutura de planta em cruz latina. A actual fachada é do século XVIII, restando do gótico primitivo o portal de arcos ogivais e o arco da rosácea. A concepção arquitectónica deste monumento, desprovida de decoração e sem imagens, como ordenava a Ordem de Cister, apresenta uma grandiosidade e beleza indiscutíveis. As naves central e laterais são inteiramente abobadadas, praticamente da mesma altura, dão a sensação de amplo espaço, a que o processo de iluminação, românico ainda, dá pouca luz e o torna maior. As naves laterais prolongam-se pelo deambulatório, e da charola irradiam nove capelas que acompanham a ábside circular, iluminada por frestas altas, o que realça o altar-mor.

A segurar a parte alta da ábside existem arcos-botantes, pouco vulgares nas abadias de Cister, talvez por ser um monumento de transição entre o românico e o gótico. As inovações típicas da arte gótica aparecem ainda com o aspecto de um ensaio, como por exemplo a subida das naves laterais até à altura da central. O transepto apresenta-se com duas naves, mas quando olhamos a planta da igreja, reconhecem-se três, nos alicerces e no corpo central. Contíguo à sacristia fica o Jardim das Murtas, onde em 1690 foi construída a capela de Nossa Senhora do Desterro, com uma bela fachada manuelina. A parte térrea do claustro foi mandada construir por D. Dinis, e é o mais antigo claustro cisterciense de Portugal. Do lado norte do claustro, e ligado a ele, situam-se o refeitório com um púlpito, com uma escada na parede, e a ampla cozinha onde se assavam rezes inteiras.

Deambulatório
O deambulatório é uma obra complexa, a sua estrutura interior - o presbitério, propriamente dito - articula-se com a nave por intermédio de duas paredes opostas, rectas, marcadas por dois pilares nos extremos e de cada lado; oito colunas de grande diâmetro e robustez com capitéis de cesto troncocónico côncavo e ornamentação vegetalista muito simplificada, sustentam arcos quebrados muito aperaltados; a abóbada, nervurada e ligeira, parte de meias colunas cuja raiz se situa acima daqueles capitéis. A parte exterior do Deambulatório é dotada de uma abóbada mais pesada e de acordo com os sistemas mais simples utilizados no restante edifício.

Dormitório
O dormitório dos monges é constituído por três naves e onze tramos acrescidos de mais dois no topo que ocupa o andar superior.

Sala do capítulo
A sala do capítulo, uma das dependências mais importantes na hierarquia funcional da Abadia, reporta-se a um período em que o templo já existia - meados do século XIII - e revela um estado mais avançado dos trabalhos sendo estruturada por quatro pilares centrais, com seis colunas enfeixadas, capitéis de cesto mais alto ornados com temas vegetalistas com «crochets» em dois andares, de onde partem radialmente as nervuras de secção mais complexa com duplo toro boleado.

Claustro de D. Dinis
O claustro de D. Dinis constituído por dois registos com quatro alas de tramos marcados por contrafortes de andares. No registo inferior arcada rebaixada contendo arcos plenos, tribolados, e quebrados, sobre colunas grupadas com capitéis vegetalistas, encimados por óculos; galerias abobadadas com cruzarias de ogivas apoiadas em mísulas. O registo superior abre para a quadra por arcos plenos duplos e triplos sobre colunas assentes no parapeito.

Este claustro foi mandado construir pelo próprio D.Dinis.

Claustro de D. Afonso VI
O claustro de D. Afonso VI tem dois andares, uma sala rectangular procedida por galeria com cinco arcos e duas salas abobadadas em aresta.

O interior do edifício demonstra a existência de um gótico avançado, o exterior do edifício exprime a austeridade cisterciense, neste caso orientada para objectivos mais pragmáticos. De facto, como aconselhava a regra, não existem torres, e as fachadas, nomeadamente o frontispício possuía apenas uma parede lisa com empena triangular. As paredes são contrafortadas, exceptuando a cabeceira, na qual surgem pela primeira vez arcobotantes na arquitectura portuguesa. A coroação do templo, pelo exterior, é composta por merlões com topo biselado dos dois lados, sobre um parapeito que descansa numa fiada de modilhões. Esta característica confere ao conjunto uma solidez militar um ar de fortaleza.

Estes e outros aspectos poderão desmentir a escassa influência do mosteiro de Alcobaça na história da arquitectura portuguesa. De facto, o monumento tem sido sempre encarado como uma excepção no quadro do modo gótico produzido em Portugal como uma peça única e experimental sem antecedentes nem descendentes.

Panteão régio
Os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro encontram-se no Mosteiro de Alcobaça. São duas verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal, cuja a construção se situa entre 1358 e 1367 e de autoria desconhecida.

Em 1340, D. Pedro I casa-se com a princesa castelhana D. Constança Manuel. Uma das aias que acompanhava D. Constança era Inês de Castro, por quem D. Pedro se apaixonou. Em 1348-1349, D. Constança morre e então D. Pedro assume mais abertamente o relacionamento com Inês de Castro em terras de Coimbra. O rei D. Afonso IV (pai de D. Pedro), temia o poderio da família de Inês de Castro e da sua influência na sucessão do infante D. Fernando, filho primogénito e herdeiro de D. Pedro. No dia 7 de Janeiro de 1355, Inês de Castro, encontrando-se nos Paços de Santa Clara em Coimbra (embora a lenda diga que ela estava à beira da Fonte da Lágrimas - Quinta das Lágrimas), foi assassinada por Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco, sendo sepultada em Coimbra. D. Pedro sobe ao trono em 1357 e uma das suas primeiras medidas foi mandar construir um túmulo majestoso para Inês de Castro. Em 1360, acabado o túmulo, D. Pedro ordenou que o colocassem no transepto sul do Mosteiro de Alcobaça e em seguida que transladassem para lá o corpo de D. Inês. D. Pedro I mandou construir um túmulo semelhante para si próprio, sendo colocado lado a lado (do lado esquerdo) do de D. Inês. O rei morre em 1367, indo repousar nessa altura ao lado da sua amada.

Os túmulos são de estilo gótico e feitos em calcário da região de Coimbra. A localização primitiva dos túmulos era lado a lado (estando o de D. Inês do lado direito de D. Pedro, o que deveria acontecer entre marido e mulher) no transepto sul da Igreja do Mosteiro de Alcobaça. Daqui passaram para a Sala dos Túmulos. No século XX voltaram a ser colocados no transepto da Igreja, onde se encontram actualmente: frente a frente, estando o túmulo de D. Inês no braço norte do transepto e o túmulo de D. Pedro I no braço sul, de tal modo a que quando ressuscitarem se levantem e vejam um ao outro. Nos jacentes ambas as figuras estão coroadas, de expressão tranquila e rodeadas por seis anjos que lhes ajeitam as roupagens e lhes levantam a cabeça (como que a elevá-los para o Céu). As faces dos sarcófagos estão decorados com temática heráldica (representações de brasões das respectivas famílias), bíblica, vegetalista e geométrica. Em termos escultóricos, o túmulo de D. Pedro I é considerado uma melhor obra, chegando os altos-relevos a atingir 15 cm de profundidade, enquanto no túmulo de D. Inês atingem os 10 cm.

Túmulo de D. Inês de Castro
Inês de Castro está representada com a expressão tranquila, rodeada por anjos e coroada de rainha. A mão direita toca na ponta do colar que lhe cai do peito e a mão esquerda, enluvada, segura a outra luva.

Os temas representados no túmulo são: nos frontais, a Infância de Cristo e a Paixão de Cristo e, nos faciais, o Calvário e o Juízo Final.

Neste túmulo salienta-se um dos faciais, que representa o Juízo Final. Pensa-se que D. Pedro, com a representação desta cena dramática da religião cristã, quis mostrar a todos (inclusive a seu pai e aos assassinos) que ele e Inês tinham um lugar no Paraíso e que quem os fizera sofrer tanto podia ter a certeza que iria entrar pela bocarra de Levitão representada no canto inferior direito do facial. Podemos observar também a figura de Cristo entronizado, e a Virgem e os Apóstolos que à sua direita rezam. Em baixo estão representados os mortos que se levantam das suas sepulturas para serem julgados.

Túmulo de D. Pedro I
D. Pedro I está representado também com a expressão tranquila, coroado e rodeado por anjos. Segura o punho da espada na mão direita, enquanto com a esquerda agarra a bainha. Nas faces do túmulos estão representadas: nos frontais, a Infância de S. Bartolomeu e o Martírio de S. Bartolomeu e, nos faciais, a Roda da Vida e a Roda da Fortuna e ainda a Boa Morte de D. Pedro.

Neste túmulo destaca-se o facial da cabeceira onde está representada a Roda da Vida e a Roda da Fortuna.

A Roda da Vida possui 12 edículas com os momentos da vida amorosa e trágica de D. Pedro e de D. Inês. Na leitura das edículas (feita no sentido ascendente e da esquerda para a direita), podemos observar: D. Inês acaricia um dos filhos; o casal convive com os três filhos; D. Inês e D. Pedro jogam xadrez; os dois amantes mostram-se em terno convívio; D. Inês subjuga uma figura prostrada no chão; D. Pedro sentado num grandioso trono; D. Inês apanhada de surpresa pelos assassinos enviados pelo rei D. Afonso IV; D. Inês desmascarando um dos seus assassinos; degolação de D. Inês; D. Inês já morta; castigo dos assassinos de Inês; D. Pedro I envolto numa mortalha.

Nas edículas interiores – Roda da Fortuna – podemos observar (no mesmo sentido da Roda da Vida): D. Inês sentada à esquerda de D. Pedro (por ainda não estarem casados); o casal troca de posição (D. Inês sentada à direita de D. Pedro, o que indica que já estão casados); D. Pedro e D. Inês sentados lado a lado parecendo um retrato oficial; D. Afonso IV a expulsar (pelo apontar do dedo) Inês do reino; D. Inês repele um homem que parece ser de novo D. Afonso IV; D. Pedro e D. Inês prostrados no chão subjugados pela figura híbrida da Fortuna que segura com as mãos a roda.

Tostas com Tomate e Queijo

Ingredientes para o Molho de Vinagrete
4 colheres de sopa de Azeite
1 colher de vinagre
1 gema de ovo cozida
1 clara de ovo cozida picada

Preparação
Junte o azeite, o vinagre, e a gema de ovo e bata tudo num robot ou copo de mistura, tempere com flor de sal.

Ingredientes
4 Fatias de Pão Tostado
8 Fatias de Tomate bem vermelho e duro
4 Fatias de Queijo Rabaçal com 30 gr cada
200g de Alfaces variadas

Preparação
À parte leve ao forno as 4 fatias de pão coberta com 4 fatias de tomate e sobre este as 4 fatias de queijo.
Leve ao forno bem quente a derreter e aquecer bem o queijo.
Coloque sobre o pão cubinhos de tomate e as folhas de alfaces temperadas com o molho vinagrete.
Disponha pelos 4 pratos em doses iguais as fatias de pão e junte as claras de ovo cozida e picadas


Convite para todos a que interessar






Venho por este meio convidar a todos os que gostem (ou que ainda não conheçam e possam passar a gostar) a vir dar um passeio até Setúbal, visitar a Feira de Santiago, pois hoje à noite temos a presença de um convidado muito especial...

DAVID FONSECA....










segunda-feira, agosto 04, 2008

O Jardim Encantado - Sarah Addison Allen

Comecei a ler este livro no dia 30/07/2008 e acabei de lê-lo ontem dia 03/08/2008.
Gostei bastante.




Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.

Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.

Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

Encantador e pungente, este fascinante romance irá, seguramente, enfeitiçar o leitor.

Críticas de imprensa
«Fascinante e encantador. Este impressionante romance de estreia vai seduzir os fãs de Alice Hoffman e Laura Esquivel.»
Booklist

«Um romance mágico.»
BookPage

«O Jardim Encantado vai seduzir muitos leitores.»
Publishers Weekly

«É refrescante encontrar um romance de um autor sulista que se baseia no realismo mágico. Compre este livro, leia-o e recomende-o a outros.»
Library Journal

«Um toque de Como Água para Chocolate...»
Bookseller