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quarta-feira, outubro 16, 2013

A Magia das Aldeias de Montanha - Paulo Alexandre Loução

Esta edição é uma verdadeira viagem pelas aldeias de montanha da Serra da Estrela, debruça-se mais detalhadamente pela sua vertente sul (Seia), destacando a memória, as tradições e imaginário e ainda os espaços/ locais a visitar em nove dessas aldeias. Algumas delas são conhecidas de muitos portugueses como é o caso de Sabugueiro e Loriga. Outras verdadeiras surpresas que unem a beleza da paisagem natural com a riqueza cultural de comunidades vivas. Trata também, na sua primeira parte, a Serra da Estrela como um todo vivo e orgânico, nas suas dimensões: Elementos, Saúde, Tradição, Renovação, Espaço, Lusitanos e Axis.

A minha opinião:

Um excelente trabalho, onde se pode verificar uma exaustiva compilação de informação histórica, sobre lendas, sobre as tradições e sobre os costumes dos aldeões das aldeias da montanha da Serra da Estrela. O livro encontra-se muito bem dividido, no início uma apresentação mais global (Elementos, Saúde, Tradição, Renovação, Espaço, Lusitanos e Axis) e depois uma descrição pormenorizada das aldeias (Vide, Teixeira, Alvoco da Serra, Cabeça, Loriga, Sazes da Beira, Valezim, Lapa dos Dinheiros e Sabugueiro). E cada capítulo de uma aldeia tem as seguintes subdivisões: Memória; Imaginário e Tradições (Lendas, poesia, musica e gastronomia) e Lugares (apresentação de vários roteiros).

Gostei das sugestões apresentadas para diversos percursos pedestres e não só, para que possamos visitar os lugares mais interessantes e com interesse histórico ou lugares de beleza paisagística, como são as cascatas de águas límpidas e miradouros para podermos observar as características típicas e únicas destas aldeias de montanha, como é o caso dos socalcos de Loriga. Fiquei muito impressionada e com vontade de fazer uma escapadinha até à Serra da Estrela.

E no final da leitura deste livro espero que aceitem o convite do escritor a «Aventure-se a banhar-se nas águas refrescantes da Serra, a beber das suas fontes cristalinas, a contemplar entardecer soberano, a embrenhar-se pelas matas repletas do chilrear dos pássaros, das marcas do homem antigo, a enlear-se dos cheiros silvestres pelos campos onde se passeiam ovelhas brancas…»

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