segunda-feira, dezembro 01, 2008
Nights in Rodanthe Trailer
Ontem fui ao FreePort Alchochete, ver este filme, baseado no livro "Sorriso das Estrelas" do Nicholas Sparks, com o M., a E e a S.
.
Saiumos de lá todos com os olhos a "brilhar". A-D-O-R-E-I.!!!!!
Saiumos de lá todos com os olhos a "brilhar". A-D-O-R-E-I.!!!!!
Feira de Artesanato em Setubal
Este fim de semana passado estive a ajudar umas amigas minhas na Feira de Artesanato que se realizou no Porto de Setubal (por causa da chuva).
Podem visitar aqui alguns trabalhos que tivemos à venda.
Para a proxima feira, que se vai realizar em Dezembro, vou vos avisar com antecedência, que é para que apareçam e possam comprar algumas coisas
Podem visitar aqui alguns trabalhos que tivemos à venda.
Para a proxima feira, que se vai realizar em Dezembro, vou vos avisar com antecedência, que é para que apareçam e possam comprar algumas coisas
quinta-feira, novembro 27, 2008
Viver o Amor - Osho
Comecei a ler o livro no dia 19 de Novembro e acabei hoje dia 27.
O que é o amor?
Neste livro, tão provocante quanto sábio, Osho, um dos pensadores mais revolucionários do nosso tempo, desafia-nos a reflectir sobre tudo aquilo que sabemos acerca do amor. Com a sua perspicácia habitual, Osho analisa os padrões destrutivos dos relacionamentos amorosos, convidando-nos a redescobrir o sentido do amor. Só assim nos poderemos abrir à essência do verdadeiro amor – um sentimento natural e cheio de força, livre de possessividade e ciúme. Ao longo destas páginas, Osho responde a algumas das dúvidas mais angustiantes que o ser humano tem sobre o amor, e apresenta uma forma totalmente inovadora de amarmos os outros – e de nos amarmos a nós próprios.

Sobre Viver o Amor
«Osho é um mestre iluminado que se esforça por ajudar a humanidade a desenvolver a sua consciência.» | Dalai Lama
«Estes pensamentos brilhantes serão uma ajuda preciosa para todos aqueles que desejam conhecer melhor o potencial inerente a cada ser humano.» | Deepak Chopra
Sobre Osho

Osho nasceu na Índia, em 1931. Foi um aluno sobredotado e, de 1958 a 1966, foi professor catedrático de Filosofia na Universidade de Jabalpur. A partir de então passou a dedicar-se totalmente ao estudo da espiritualidade. Fundou vários retiros de meditação e comunas, e ensinou e realizou palestras em todo o mundo. Faleceu em 1990. É considerado o autor indiano de maior sucesso: os seus livros vendem mais de um milhão de exemplares por ano e estão traduzidos em dezenas de idiomas. Oficialmente, é autor de mais de seiscentos livros, mas todos eles são transcrições das suas palestras. Osho acreditava no poder da palavra viva e do diálogo, e é isso mesmo que os seus livros transmitem.
O que é o amor?
Neste livro, tão provocante quanto sábio, Osho, um dos pensadores mais revolucionários do nosso tempo, desafia-nos a reflectir sobre tudo aquilo que sabemos acerca do amor. Com a sua perspicácia habitual, Osho analisa os padrões destrutivos dos relacionamentos amorosos, convidando-nos a redescobrir o sentido do amor. Só assim nos poderemos abrir à essência do verdadeiro amor – um sentimento natural e cheio de força, livre de possessividade e ciúme. Ao longo destas páginas, Osho responde a algumas das dúvidas mais angustiantes que o ser humano tem sobre o amor, e apresenta uma forma totalmente inovadora de amarmos os outros – e de nos amarmos a nós próprios.

Sobre Viver o Amor
«Osho é um mestre iluminado que se esforça por ajudar a humanidade a desenvolver a sua consciência.» | Dalai Lama
«Estes pensamentos brilhantes serão uma ajuda preciosa para todos aqueles que desejam conhecer melhor o potencial inerente a cada ser humano.» | Deepak Chopra
Sobre Osho

Osho nasceu na Índia, em 1931. Foi um aluno sobredotado e, de 1958 a 1966, foi professor catedrático de Filosofia na Universidade de Jabalpur. A partir de então passou a dedicar-se totalmente ao estudo da espiritualidade. Fundou vários retiros de meditação e comunas, e ensinou e realizou palestras em todo o mundo. Faleceu em 1990. É considerado o autor indiano de maior sucesso: os seus livros vendem mais de um milhão de exemplares por ano e estão traduzidos em dezenas de idiomas. Oficialmente, é autor de mais de seiscentos livros, mas todos eles são transcrições das suas palestras. Osho acreditava no poder da palavra viva e do diálogo, e é isso mesmo que os seus livros transmitem.
SAW V Trailer
Na passada sexta-feira dia 21 fui ao cinema com a M., com a M. e com o M., ver o Saw V... eramos quase os únicos na sala... esta só mais um casal ... deve haver as suas razões... lol
Quantum Of Solace - Official Theatrical Trailer
No passado domingo dia 16 de Novembro fui ao cinema do Vasco da Gama ver o último filme do James Bond.
quinta-feira, novembro 20, 2008
Como Água para Chocolate - Laura Esquível
Comecei a ler este maravilhoso livro no dia 17/11/2008 e acabei de ler no dia 18/11/2008.
Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se “cozem” e “temperam” amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte.
Enorme sucesso editorial, Como Água para Chocolate foi já traduzido em numeros países e adaptado ao cinema.

Uma história lindíssima sobre um amor proibido em que cada capítulo começa sempre com uma receita que se mistura com um enredo cheio de cheiros e sabores.
Laura Esquivel (born September 30, 1950) is a Mexican author making a noted contribution to Latin-American literature. She was born the third of four children of Julio César Esquivel, a telegraph operator, and Josefa Valdés.
In her first novel Como agua para chocolate (Like Water for Chocolate), released in 1989, Esquivel uses magical realism to combine the ordinary and the supernatural, similar to Isabel Allende. The novel, taking place in nineteenth century Mexico, shows the importance of the kitchen in Esquivel's life. Esquivel believes that the kitchen is the most important part of the house and characterizes it as a source of knowledge and understanding that brings pleasure.
The "title refers to a colloquial phrase used by the Spanish that means an extremity of feeling. It refers to a boiling point in terms of anger, passion and sexuality."
The idea for the book came to Esquivel "while she was cooking the recipes of her mother and grandmother."
Reportedly, "Esquivel used an episode from her own family to write her book. She had a great-aunt named Tita, who was forbidden to wed. Tita never did anything but care for her own mother. Soon after her mother died, so did Tita."
"The book has been a tremendous international success: The No. 1 best-selling book in Mexico for three years, it's also been translated into 23 languages."[2]
Like Water for Chocolate was developed into a film, which was released in 1993 concurrently with the book's English translation. In the United States, Like Water for Chocolate became one of the largest grossing foreign films ever released in the US. Esquivel earned the Mexican Academy of Motion Pictures award; she received eleven in all, from Ariel Awards.[citation needed]

Esquivel's second novel, The Law of Love (1996) takes place in the twenty-third century Mexico City and combines romance and science fiction. Reportedly, "the theme of romantic love, particularly love thwarted, appears repeatedly throughout her novels, as does the setting in Mexico."
Her Between the Fires (2000) featured essays on life, love, and food. Her most recent novel, Malinche (2006), "explores the life of a near mythic figure in Mexican history-the woman who served as Spanish conquistador Hernan Cortez's interpreter and mistress" as he fought to overthrow the Aztecs. Reportedly, although "since the 15th century, Mexican history and folklore have interpreted her actions as traitorous to her people, in Esquivel's book, we learn of Malinche's rich cultural heritage." Esquivel characterized La Malinche as a strong woman - an ambassador and a genius.[citation needed] The novel includes an Aztec codex (by Jordi Castells) which acts as Malinche's own diary.
Esquivel was once married to director Alfonso Arau. She currently lives in Guatama Bay, Mexico.
Bibliography
•Como agua para chocolate (1989) (English: Like Water for Chocolate)
•La ley del amor (1995) (English: The Law of Love)
•Íntimas suculencias (1998)
•Estrellita marinera (1999)
•El libro de las emociones (2000)
•Tan veloz como el deseo (2001) (English: Swift as Desire)
•Malinche (2006)
Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se “cozem” e “temperam” amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte.
Enorme sucesso editorial, Como Água para Chocolate foi já traduzido em numeros países e adaptado ao cinema.

Uma história lindíssima sobre um amor proibido em que cada capítulo começa sempre com uma receita que se mistura com um enredo cheio de cheiros e sabores.
Laura Esquivel (born September 30, 1950) is a Mexican author making a noted contribution to Latin-American literature. She was born the third of four children of Julio César Esquivel, a telegraph operator, and Josefa Valdés.
In her first novel Como agua para chocolate (Like Water for Chocolate), released in 1989, Esquivel uses magical realism to combine the ordinary and the supernatural, similar to Isabel Allende. The novel, taking place in nineteenth century Mexico, shows the importance of the kitchen in Esquivel's life. Esquivel believes that the kitchen is the most important part of the house and characterizes it as a source of knowledge and understanding that brings pleasure.
The "title refers to a colloquial phrase used by the Spanish that means an extremity of feeling. It refers to a boiling point in terms of anger, passion and sexuality."
The idea for the book came to Esquivel "while she was cooking the recipes of her mother and grandmother."
Reportedly, "Esquivel used an episode from her own family to write her book. She had a great-aunt named Tita, who was forbidden to wed. Tita never did anything but care for her own mother. Soon after her mother died, so did Tita."
"The book has been a tremendous international success: The No. 1 best-selling book in Mexico for three years, it's also been translated into 23 languages."[2]
Like Water for Chocolate was developed into a film, which was released in 1993 concurrently with the book's English translation. In the United States, Like Water for Chocolate became one of the largest grossing foreign films ever released in the US. Esquivel earned the Mexican Academy of Motion Pictures award; she received eleven in all, from Ariel Awards.[citation needed]

Esquivel's second novel, The Law of Love (1996) takes place in the twenty-third century Mexico City and combines romance and science fiction. Reportedly, "the theme of romantic love, particularly love thwarted, appears repeatedly throughout her novels, as does the setting in Mexico."
Her Between the Fires (2000) featured essays on life, love, and food. Her most recent novel, Malinche (2006), "explores the life of a near mythic figure in Mexican history-the woman who served as Spanish conquistador Hernan Cortez's interpreter and mistress" as he fought to overthrow the Aztecs. Reportedly, although "since the 15th century, Mexican history and folklore have interpreted her actions as traitorous to her people, in Esquivel's book, we learn of Malinche's rich cultural heritage." Esquivel characterized La Malinche as a strong woman - an ambassador and a genius.[citation needed] The novel includes an Aztec codex (by Jordi Castells) which acts as Malinche's own diary.
Esquivel was once married to director Alfonso Arau. She currently lives in Guatama Bay, Mexico.
Bibliography
•Como agua para chocolate (1989) (English: Like Water for Chocolate)
•La ley del amor (1995) (English: The Law of Love)
•Íntimas suculencias (1998)
•Estrellita marinera (1999)
•El libro de las emociones (2000)
•Tan veloz como el deseo (2001) (English: Swift as Desire)
•Malinche (2006)
segunda-feira, novembro 17, 2008
Um Homem com Sorte - Nicholas Sparks
Comecei a ler no dia 10 de Novembro e acabei no dia 15.
Sinopse
Depois de um ano de interregno Nicholas Sparks regressa com o seu mais recente romance para encantar os leitores portugueses. Logan Thibault sempre foi um homem que em tudo se pode considerar comum. No entanto a sua vida estava prestes a mudar… A combater no Iraque, Thibault encontra a fotografia de uma mulher nas areias do deserto, e apanha-a pensando que alguém acabará por a reclamar. Mas ninguém aparece e, apesar de rejeitar a ideia, a fotografia passa a ser encarada como um talismã da sorte que faz com que Thibault sobreviva, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo.

De regresso aos EUA, o militar não consegue esquecer a mulher da fotografia decidindo procurá-la pelo país. Mas assim que a encontra a sua vida toma um rumo inesperado e o segredo que Thibault guarda pode custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Uma história apaixonante sobre a força avassaladora do destino.
Nicholas Sparks

Nicholas Sparks (n. 31 de Dezembro de 1965, Omaha, Nebraska) é um romancista norte-americano.
Nicholas Sparks viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «Diário da Nossa Paixão», à Warner Books.
Obras Publicadas
Diário Da Nossa Paixão — The Notebook, 11-01-1999, adaptado para filme lançado em 2004 com James Garner e Gena Rowlands no presente, e na narrativa com Ryan Gosling e Rachel McAdams.
As Palavras Que Nunca Te Direi — título original: Message in a Bottle(Portugal). O filme foi gravado no Maine, Chicago e Wilmington na Carolina do Norte, em 1999 foi interpretado por Kevin Costner.
Um amor para recordar — A Walk to Remember, 02-11-1999, filmado em 2002, estrelando Mandy Moore e Shane West - adaptação para filme em 2002, com Mandy Moore e Shane West.
Corações em Silêncio — The Rescue, 15-11-2000
Uma Viagem Espiritual (01.03.2001)
Uma Promessa Para Toda a Vida (A bend in the road) — 31-10-2001
O Sorriso das Estrelas — 05-11-2002
Laços Que Perduram — 06-05-2004
A Alquimia do Amor — 14-10-2003
Três Semanas Com O Meu Irmão — Three Weeks With My Brother, 06-07-2004
Quem Ama Acredita — True Believer, 05-07-2005
À Primeira Vista - "At First Sight" - Março-2006; (sequela do Romance "Quem Ama Acredita")
Juntos ao Luar - "Dear John" - Outubro-2006
Uma Escolha por Amor - The Choice - Setembro 2007
Um Homem com Sorte — The Lucky one - Outubro 2008
Sinopse
Depois de um ano de interregno Nicholas Sparks regressa com o seu mais recente romance para encantar os leitores portugueses. Logan Thibault sempre foi um homem que em tudo se pode considerar comum. No entanto a sua vida estava prestes a mudar… A combater no Iraque, Thibault encontra a fotografia de uma mulher nas areias do deserto, e apanha-a pensando que alguém acabará por a reclamar. Mas ninguém aparece e, apesar de rejeitar a ideia, a fotografia passa a ser encarada como um talismã da sorte que faz com que Thibault sobreviva, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo.

De regresso aos EUA, o militar não consegue esquecer a mulher da fotografia decidindo procurá-la pelo país. Mas assim que a encontra a sua vida toma um rumo inesperado e o segredo que Thibault guarda pode custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Uma história apaixonante sobre a força avassaladora do destino.
Nicholas Sparks

Nicholas Sparks (n. 31 de Dezembro de 1965, Omaha, Nebraska) é um romancista norte-americano.
Nicholas Sparks viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «Diário da Nossa Paixão», à Warner Books.
Obras Publicadas
Diário Da Nossa Paixão — The Notebook, 11-01-1999, adaptado para filme lançado em 2004 com James Garner e Gena Rowlands no presente, e na narrativa com Ryan Gosling e Rachel McAdams.
As Palavras Que Nunca Te Direi — título original: Message in a Bottle(Portugal). O filme foi gravado no Maine, Chicago e Wilmington na Carolina do Norte, em 1999 foi interpretado por Kevin Costner.
Um amor para recordar — A Walk to Remember, 02-11-1999, filmado em 2002, estrelando Mandy Moore e Shane West - adaptação para filme em 2002, com Mandy Moore e Shane West.
Corações em Silêncio — The Rescue, 15-11-2000
Uma Viagem Espiritual (01.03.2001)
Uma Promessa Para Toda a Vida (A bend in the road) — 31-10-2001
O Sorriso das Estrelas — 05-11-2002
Laços Que Perduram — 06-05-2004
A Alquimia do Amor — 14-10-2003
Três Semanas Com O Meu Irmão — Three Weeks With My Brother, 06-07-2004
Quem Ama Acredita — True Believer, 05-07-2005
À Primeira Vista - "At First Sight" - Março-2006; (sequela do Romance "Quem Ama Acredita")
Juntos ao Luar - "Dear John" - Outubro-2006
Uma Escolha por Amor - The Choice - Setembro 2007
Um Homem com Sorte — The Lucky one - Outubro 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
Nicholas Sparks - Sessão de Autógrafos no Jumbo de Setúbal
No passado dia 12 de Novembro, o escritor Nicholas Sparks, veio a Setúbal para uma Sessão de autógrafos e para o Lançamento do seu último Livro: "Um Homem com Sorte".

Eu tive a "sorte" e o privilégio de lá estar, e levei os meus 15 livros para serem autografados ;)!!! Ele é tão simpático !!! A-D-O-R-E-I !!!

Eu tive a "sorte" e o privilégio de lá estar, e levei os meus 15 livros para serem autografados ;)!!! Ele é tão simpático !!! A-D-O-R-E-I !!!
quarta-feira, novembro 12, 2008
Magusto
O Magusto é uma festa popular, as formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam as castanhas para comer, bebe-se a jeropiga ou vinho novo, fazem-se brincadeiras , as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também na Galiza e nas Astúrias.
Na Aldeia Viçosa o "Magusto da Velha" é uma tradição local.

Leite de Vasconcelos considerava o magusto como o vestígio dum antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”.

A celebração do magusto está associada a uma lenda a qual dizia que um soldado romano, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz que neste preciso momento parou de chover daí a expressão: "Verão de São Martinho".
Na Aldeia Viçosa o "Magusto da Velha" é uma tradição local.

Leite de Vasconcelos considerava o magusto como o vestígio dum antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”.

A celebração do magusto está associada a uma lenda a qual dizia que um soldado romano, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz que neste preciso momento parou de chover daí a expressão: "Verão de São Martinho".
segunda-feira, novembro 10, 2008
Depois de Tu Partires
Comecei a ler no dia 3 de Novembro e acabei de ler no dia 10 de Novembro.
Sinopse
Alice Raikes dirige-se à estação de King’s Cross onde irá apanhar o comboio que a levará até à Escócia para visitar a sua família. Horas mais tarde encontra-se em coma no hospital de Londres, após um acidente que se suspeita ter sido uma tentativa de suicídio. A partir daqui, Alice começa a reconstituir o passado que lhe trará respostas para o sucedido.
Críticas de imprensa
"Complexidade narrativa, embrenhando com à-vontade o leitor nos meandros da história, facilidade no tratamento e construção de personagens, fica o convite para se travar de razões com a empolgante história de Alice, uma jovem viúva que certo dia vê algo que nunca deveria ter visto..."
In Os Meus Livros, Novembro de 2004
comentários dos leitores

Após ter estudado literatura inglesa em Cambridge e ter viajado pela Mongólia, mudou-se para Londres, onde trabalha numa sociedade de poesia e a par disso desenvolve a sua carreira de jornalista. Depois de Tu Partires é o seu primeiro romance publicado em Portugal.(...)
Maggie O'Farrell (born 1972, Coleraine Northern Ireland) is a British author of contemporary fiction, who features in Waterstones' 25 Authors for the Future[1] It is possible to identify several common themes in her novels - the relationship between sisters is one, another is loss and the psychological impact of those losses on the lives of her characters.
Maggie was born in Northern Ireland and grew up in Wales and Scotland. At the age of eight she missed a year of school due to a viral infection[2], an event that is echoed in The Distance Between Us. Maggie worked as a journalist, both in Hong Kong and as the Deputy Literary Editor of The Independent on Sunday. She has also taught creative writing.

She is married to the novelist William Sutcliffe, whom she met at Cambridge. They live in Edinburgh.
Sinopse
Alice Raikes dirige-se à estação de King’s Cross onde irá apanhar o comboio que a levará até à Escócia para visitar a sua família. Horas mais tarde encontra-se em coma no hospital de Londres, após um acidente que se suspeita ter sido uma tentativa de suicídio. A partir daqui, Alice começa a reconstituir o passado que lhe trará respostas para o sucedido.
Críticas de imprensa
"Complexidade narrativa, embrenhando com à-vontade o leitor nos meandros da história, facilidade no tratamento e construção de personagens, fica o convite para se travar de razões com a empolgante história de Alice, uma jovem viúva que certo dia vê algo que nunca deveria ter visto..."
In Os Meus Livros, Novembro de 2004
comentários dos leitores

Após ter estudado literatura inglesa em Cambridge e ter viajado pela Mongólia, mudou-se para Londres, onde trabalha numa sociedade de poesia e a par disso desenvolve a sua carreira de jornalista. Depois de Tu Partires é o seu primeiro romance publicado em Portugal.(...)
Maggie O'Farrell (born 1972, Coleraine Northern Ireland) is a British author of contemporary fiction, who features in Waterstones' 25 Authors for the Future[1] It is possible to identify several common themes in her novels - the relationship between sisters is one, another is loss and the psychological impact of those losses on the lives of her characters.
Maggie was born in Northern Ireland and grew up in Wales and Scotland. At the age of eight she missed a year of school due to a viral infection[2], an event that is echoed in The Distance Between Us. Maggie worked as a journalist, both in Hong Kong and as the Deputy Literary Editor of The Independent on Sunday. She has also taught creative writing.

She is married to the novelist William Sutcliffe, whom she met at Cambridge. They live in Edinburgh.
sexta-feira, novembro 07, 2008
Novo Visual!!
Olá a Todos!!
Já andava um bocado cansada como o meu antigo template, por isso hoje decidi mudar...
Espero que gostem!! Dêem a vossa opnião!!
Obrigada!!
Já andava um bocado cansada como o meu antigo template, por isso hoje decidi mudar...
Espero que gostem!! Dêem a vossa opnião!!
Obrigada!!
quinta-feira, novembro 06, 2008
"Depois de tu Partires"
O mais estranho nisto tudo é que um pensamento pode andar às voltas dentro da nossa cabeça, não conseguimos deixar de estar obcecados com ele, e não quaisquer travões que possamos utilizar para estancar as coisas acerca das quais não queremos pensar mais. Numa vida normal, distraímo-nos – pegamos no jornal, saímos para dar um passeio, ligamos a televisão ou telefonamos a alguém. Podemos encher a nossa mente, enganarmo-nos, pensando que está tudo bem, que aquilo que nos tem andando a assombrar já está resolvido. É claro que não funciona durante muito tempo – uma hora, duas, se tivermos sorte – porque ninguém é assim tão estúpido e porque estas coisas voltam sempre quando estamos mais uma vez inactivos e sem distracções: nas tardias e escuras horas da madrugada, ou quando estamos a ser impelidos para um estado vazio de pensamentos num autocarro.
Um excerto do livro que eu estou ler, “Depois de tu Partires” – Maggie O’ Farrell
Um excerto do livro que eu estou ler, “Depois de tu Partires” – Maggie O’ Farrell
quarta-feira, novembro 05, 2008
Karate Kid
O Último Papa - Luís Miguel Rocha
Comecei a ler no dia 28/10/2008 e acabei de ler no dia 03/11/2008
Sinopse
Intriga, acção e suspense, num thriller vertiginoso que o vai mergulhar no mais obscuro segredo do Vaticano.
1978, CIDADE DO VATICANO
Às 4.30 da manhã , a irmã Vicenza, assistente pessoal de João Paulo I, chega à antecâmara dos aposentos pontífices com o pequeno-almoço. Deseja os bons dias ao Papa mas, pela primeira vez, não é convidada a entrar. Só quando mais tarde ganha coragem e abre a porta, descobre que Albino Luciani, representante de Deus na Terra, jaz morto na cama. Tinha sido eleito Papa há apenas 33 dias. E em 2000 anos de história, nunca nenhum Papa havia morrido sozinho.
2006, LONDRES
Sarah Monteiro, uma jovem jornalista portuguesa, está de regresso a Londres depois de umas férias na terra natal. Ao chegar, encontra entre a correspondência um envelope que lhe chama a atenção. Lá dentro, uma lista com nomes de personalidades públicas e pessoas desconhecidas, entre eles o de seu pai. A lista tem mais de 25 anos e muitos dos nomeados já faleceram. Mas como cedo irá descobrir, aquela lista poderá transformar-se num bilhete para a morte.

Com ajuda de um homem misterioso com muitos nomes e poucas respostas, inicia uma frenética corrida para escapar à morte. De Londres a Lisboa e a Nova Iorque, terá de levar a melhor a uma organização secreta que não olha a meios para deitar a mão à lista, e impedir a divulgação de um segredo que o Vaticano esconde há mais de trinta anos.
Prepare-se, pois desta vez a conspiração é baseada em factos verídicos. E Portugal está envolvido.
Críticas de imprensa
"Inquietante e Diabólico. Um Sucesso."
La Nazione

Luís Miguel Rocha (Porto, Fevereiro de 1976) é um escritor português.
Foi estudante de Humanidades até ao 12º ano. Começou a sua vida profissional como técnico da produtora que era responsável pelas missas da TVI, aos vinte anos de idade. Supervisionou guiões para produtores ingleses e nacionais e foi tradutor de livros e contos já publicados. Actualmente, dedica-se apenas à escrita.
O livro que lhe trouxe inesperadamente a riqueza e o sucesso foi O Último Papa, onde expõe uma teoria sobre a misteriosa morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, envolvendo a loja maçónica italiana Propaganda Due (P2) e outras agências secretas internacionais, como a CIA. O autor alega que esta teoria é verdadeira e que tem documentos que a comprovam, cedidos por um acessor de um ministro italiano.
Na sequela deste livro, Bala Santa, Luís Miguel Rocha mostra uma outra tese, desta vez relacionada com o atentado a Karol Wojtila, o Papa João Paulo II.
O seu próximo livro está previsto para ser lançado a 13 de Maio de 2009.
Sinopse
Intriga, acção e suspense, num thriller vertiginoso que o vai mergulhar no mais obscuro segredo do Vaticano.
1978, CIDADE DO VATICANO
Às 4.30 da manhã , a irmã Vicenza, assistente pessoal de João Paulo I, chega à antecâmara dos aposentos pontífices com o pequeno-almoço. Deseja os bons dias ao Papa mas, pela primeira vez, não é convidada a entrar. Só quando mais tarde ganha coragem e abre a porta, descobre que Albino Luciani, representante de Deus na Terra, jaz morto na cama. Tinha sido eleito Papa há apenas 33 dias. E em 2000 anos de história, nunca nenhum Papa havia morrido sozinho.
2006, LONDRES
Sarah Monteiro, uma jovem jornalista portuguesa, está de regresso a Londres depois de umas férias na terra natal. Ao chegar, encontra entre a correspondência um envelope que lhe chama a atenção. Lá dentro, uma lista com nomes de personalidades públicas e pessoas desconhecidas, entre eles o de seu pai. A lista tem mais de 25 anos e muitos dos nomeados já faleceram. Mas como cedo irá descobrir, aquela lista poderá transformar-se num bilhete para a morte.

Com ajuda de um homem misterioso com muitos nomes e poucas respostas, inicia uma frenética corrida para escapar à morte. De Londres a Lisboa e a Nova Iorque, terá de levar a melhor a uma organização secreta que não olha a meios para deitar a mão à lista, e impedir a divulgação de um segredo que o Vaticano esconde há mais de trinta anos.
Prepare-se, pois desta vez a conspiração é baseada em factos verídicos. E Portugal está envolvido.
Críticas de imprensa
"Inquietante e Diabólico. Um Sucesso."
La Nazione

Luís Miguel Rocha (Porto, Fevereiro de 1976) é um escritor português.
Foi estudante de Humanidades até ao 12º ano. Começou a sua vida profissional como técnico da produtora que era responsável pelas missas da TVI, aos vinte anos de idade. Supervisionou guiões para produtores ingleses e nacionais e foi tradutor de livros e contos já publicados. Actualmente, dedica-se apenas à escrita.
O livro que lhe trouxe inesperadamente a riqueza e o sucesso foi O Último Papa, onde expõe uma teoria sobre a misteriosa morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, envolvendo a loja maçónica italiana Propaganda Due (P2) e outras agências secretas internacionais, como a CIA. O autor alega que esta teoria é verdadeira e que tem documentos que a comprovam, cedidos por um acessor de um ministro italiano.
Na sequela deste livro, Bala Santa, Luís Miguel Rocha mostra uma outra tese, desta vez relacionada com o atentado a Karol Wojtila, o Papa João Paulo II.
O seu próximo livro está previsto para ser lançado a 13 de Maio de 2009.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Que bicho você é?

Você é um cachorro, no bom sentido da palavra, é claro!
O cachorro é o amigo inseparável. Ele não consegue ficar longe dos amigos e adora festas e encontros. É o companheiro fiel que toda pessoa gostaria de ter sempre ao seu lado. Outra característica canina é ser o vigilante de sua casa. Você realmente gosta de tomar conta da sua família e proteger quem está ao seu redor. Coitado de quem invadir o seu espaço.
Entretanto, se você parar de pensar, encontrará uma certa dificuldade em ficar sozinho. O cachorro é capaz de ajudar os outros, mas não sabe lidar direito com os seus problemas. Talvez seja preciso abrir sua conexão ao divino. Afinal, o cão conhece melhor do que ninguém o mundo do Além.
terça-feira, outubro 28, 2008
Quatro Amigas e um Par de Calças - Ann Brashares
Comecei a ler este livro no dia 23/10/2008 e acabei hoje dia 28/10/2008.

Esta é a história de quatro grandes amigas que, pela primeira vez, vão estar separadas nas férias de Verão. Antes de partirem, fazem um original acordo: partilhar umas "calças mágicas" compradas em segunda mão, que enviarão por correio umas às outras. Nestas férias, cada uma delas viverá algo de completamente novo, tendo como única testemunha o par de calças.

Ann Brashares (born 1967[1]) is an American writer of young adult fiction. She is best known as the author of The Sisterhood of the Traveling Pants series of books.
Brashares was born in Alexandria, Virginia and grew up in Chevy Chase, Maryland. She attended elementary and high school at the Sidwell Friends School in Washington D.C.. After studying philosophy at Barnard College, she worked as an editor for 17th Street Productions. 17th Street was acquired by Alloy Entertainment, and following the acquisition she worked briefly for Alloy. After leaving Alloy she wrote "The Sisterhood of the Traveling Pants" which became an international best seller that was followed with three more titles in the "Pants" series, the last of which, Forever in Blue, was released in January, 2007. The first book in the series was made into a film in 2005, and a second film based on the other three series titles was released in August, 2008. Brashares's first adult novel, The Last Summer (of You and Me) was released in 2007. She lives in New York with her artist husband, Jacob Collins, and children Nathaniel, Samuel, and Susannah.

Esta é a história de quatro grandes amigas que, pela primeira vez, vão estar separadas nas férias de Verão. Antes de partirem, fazem um original acordo: partilhar umas "calças mágicas" compradas em segunda mão, que enviarão por correio umas às outras. Nestas férias, cada uma delas viverá algo de completamente novo, tendo como única testemunha o par de calças.

Ann Brashares (born 1967[1]) is an American writer of young adult fiction. She is best known as the author of The Sisterhood of the Traveling Pants series of books.
Brashares was born in Alexandria, Virginia and grew up in Chevy Chase, Maryland. She attended elementary and high school at the Sidwell Friends School in Washington D.C.. After studying philosophy at Barnard College, she worked as an editor for 17th Street Productions. 17th Street was acquired by Alloy Entertainment, and following the acquisition she worked briefly for Alloy. After leaving Alloy she wrote "The Sisterhood of the Traveling Pants" which became an international best seller that was followed with three more titles in the "Pants" series, the last of which, Forever in Blue, was released in January, 2007. The first book in the series was made into a film in 2005, and a second film based on the other three series titles was released in August, 2008. Brashares's first adult novel, The Last Summer (of You and Me) was released in 2007. She lives in New York with her artist husband, Jacob Collins, and children Nathaniel, Samuel, and Susannah.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Viagem Sem Regresso - Katy Gardner
Comecei a ler no dia 13 de Outubro e acabei no dia 23.
Seis anos passaram sobre a morte de Gemma. Seis anos de dúvidas e angústias, durante os quais a vida de Esther foi um inferno permanente.
Quando as duas amigas decidem fazer uma viagem juntas, nada faria prever que apenas uma delas regressaria. Esther era bela, sofisticada e destemida, Gemma o seu oposto. Ávidas de novas experiências, partem para a Índia em busca de aventura. O que elas ignoravam era que estavam prestes a entrar num mundo onde as regras sociais que lhes eram familiares não se aplicavam e que o tão almejado afastamento do mundo ocidental era afinal uma porta aberta para o que de mais sombrio traziam dentro de si. E foi rápida e inesperadamente que o sentimento que as unia foi posto à prova, levando-as a confrontar-se com ressentimentos e segredos antigos.
Numa tentativa de descobrir toda a verdade e de se libertar dos fantasmas que ainda a atormentam, Esther tenta agora dar um sentido à tragédia que vitimou a sua melhor amiga e mudou irreversivelmente a sua vida. Seis anos passados sobre a morte de Gemma, Esther está de volta à Índia…

Katy Gardner é licenciada pela Universidade de Cambridge e tirou o doutoramento na London School of Economics. Actualmente, dá aulas de Antropologia Social na Universidade de Sussex.
Viagem sem Regresso é o seu primeiro romance e está a ser publicado em doze países.
Seis anos passaram sobre a morte de Gemma. Seis anos de dúvidas e angústias, durante os quais a vida de Esther foi um inferno permanente.
Quando as duas amigas decidem fazer uma viagem juntas, nada faria prever que apenas uma delas regressaria. Esther era bela, sofisticada e destemida, Gemma o seu oposto. Ávidas de novas experiências, partem para a Índia em busca de aventura. O que elas ignoravam era que estavam prestes a entrar num mundo onde as regras sociais que lhes eram familiares não se aplicavam e que o tão almejado afastamento do mundo ocidental era afinal uma porta aberta para o que de mais sombrio traziam dentro de si. E foi rápida e inesperadamente que o sentimento que as unia foi posto à prova, levando-as a confrontar-se com ressentimentos e segredos antigos.
Numa tentativa de descobrir toda a verdade e de se libertar dos fantasmas que ainda a atormentam, Esther tenta agora dar um sentido à tragédia que vitimou a sua melhor amiga e mudou irreversivelmente a sua vida. Seis anos passados sobre a morte de Gemma, Esther está de volta à Índia…

Katy Gardner é licenciada pela Universidade de Cambridge e tirou o doutoramento na London School of Economics. Actualmente, dá aulas de Antropologia Social na Universidade de Sussex.
Viagem sem Regresso é o seu primeiro romance e está a ser publicado em doze países.
Elizabeth M. Gilbert
Sobre a autora
Elizabeth Gilbert (www.elizabethgilbert.com) é autora de uma coletânea de contos, Pilgrims (“Peregrinos”, inédito no Brasil e finalista do Prêmio Pen/Hemingway), de um romance, Stern Men (“Homens sisudos”, inéditos no Brasil), e de um livro de não-ficção, The Last American Man (“O último homem americano”, também inédito no Brasil, indicado ao National Book Award e escolhido pelo The New York Times como um dos livros notáveis de 2002). Escreve para a revista norte-americana GQ, onde recebeu duas indicações para o National Magazine Award por seus artigos. Elizabeth Gilbert vive hoje na Filadélfia.
Elizabeth M. Gilbert (born July 18, 1969 in Waterbury, Connecticut) is an American novelist, essayist, short story writer, biographer and memoirist.
Background
Along with her only sister, novelist and historian Catherine Gilbert Murdock, Gilbert grew up on a small family Christmas tree farm in Connecticut. She attended New York University and graduated in 1991 with a BA in Political Science, after which she lived the life of a literary vagabond — experiencing life as a cook, a waitress, and a magazine lackey — in order to write about it. Her experiences as a cook on a dude ranch found their way into both short stories and her book The Last American Man (Viking 2002).

Journalism
Esquire published Gilbert's short story “Pilgrims” in 1993, under the headline, “The Debut of an American Writer.” She was the first unpublished short story writer to debut in Esquire since Norman Mailer. This led to steady work as a journalist for a variety of national magazines including, SPIN, GQ, The New York Times Magazine, Allure, Real Simple, and Travel + Leisure.
Her 1997 GQ article, "The Muse of the Coyote Ugly Saloon," a memoir of Gilbert’s career as a bartender in a lowdown East Village dive, was the basis for the film Coyote Ugly. She adapted her 1998 GQ article, "Eustace Conway is Not Like Any Man You've Ever Met," into a biography of the modern naturalist, The Last American Man. It received a nomination for the National Book Award in non-fiction. "The Ghost," a profile of Hank Williams III published by GQ in 2000, was included in Best American Magazine Writing 2001.
Books
Her first book Pilgrims (Houghton-Mifflin 1997), a collection of short stories, received the Pushcart Prize and was a finalist for the PEN/Hemingway Award. This was followed by her novel Stern Men (Houghton-Mifflin 2000), selected by The New York Times as a "Notable Book".

Most recently, she published Eat, Pray, Love: One Woman's Search for Everything Across Italy, India and Indonesia (Viking, 2006), a chronicle of the author's year of spiritual and personal exploration while traveling abroad. The memoir was on the New York Times Best Seller list of non-fiction in the spring of 2006, and in October, 2008, after 88 weeks, the book was still on the list at # 2., and subsequently she appeared on The Oprah Winfrey Show. The book has been optioned by Paramount Pictures, with Julia Roberts slated to star.
Elizabeth Gilbert (www.elizabethgilbert.com) é autora de uma coletânea de contos, Pilgrims (“Peregrinos”, inédito no Brasil e finalista do Prêmio Pen/Hemingway), de um romance, Stern Men (“Homens sisudos”, inéditos no Brasil), e de um livro de não-ficção, The Last American Man (“O último homem americano”, também inédito no Brasil, indicado ao National Book Award e escolhido pelo The New York Times como um dos livros notáveis de 2002). Escreve para a revista norte-americana GQ, onde recebeu duas indicações para o National Magazine Award por seus artigos. Elizabeth Gilbert vive hoje na Filadélfia.
Elizabeth M. Gilbert (born July 18, 1969 in Waterbury, Connecticut) is an American novelist, essayist, short story writer, biographer and memoirist.
Background
Along with her only sister, novelist and historian Catherine Gilbert Murdock, Gilbert grew up on a small family Christmas tree farm in Connecticut. She attended New York University and graduated in 1991 with a BA in Political Science, after which she lived the life of a literary vagabond — experiencing life as a cook, a waitress, and a magazine lackey — in order to write about it. Her experiences as a cook on a dude ranch found their way into both short stories and her book The Last American Man (Viking 2002).

Journalism
Esquire published Gilbert's short story “Pilgrims” in 1993, under the headline, “The Debut of an American Writer.” She was the first unpublished short story writer to debut in Esquire since Norman Mailer. This led to steady work as a journalist for a variety of national magazines including, SPIN, GQ, The New York Times Magazine, Allure, Real Simple, and Travel + Leisure.
Her 1997 GQ article, "The Muse of the Coyote Ugly Saloon," a memoir of Gilbert’s career as a bartender in a lowdown East Village dive, was the basis for the film Coyote Ugly. She adapted her 1998 GQ article, "Eustace Conway is Not Like Any Man You've Ever Met," into a biography of the modern naturalist, The Last American Man. It received a nomination for the National Book Award in non-fiction. "The Ghost," a profile of Hank Williams III published by GQ in 2000, was included in Best American Magazine Writing 2001.
Books
Her first book Pilgrims (Houghton-Mifflin 1997), a collection of short stories, received the Pushcart Prize and was a finalist for the PEN/Hemingway Award. This was followed by her novel Stern Men (Houghton-Mifflin 2000), selected by The New York Times as a "Notable Book".

Most recently, she published Eat, Pray, Love: One Woman's Search for Everything Across Italy, India and Indonesia (Viking, 2006), a chronicle of the author's year of spiritual and personal exploration while traveling abroad. The memoir was on the New York Times Best Seller list of non-fiction in the spring of 2006, and in October, 2008, after 88 weeks, the book was still on the list at # 2., and subsequently she appeared on The Oprah Winfrey Show. The book has been optioned by Paramount Pictures, with Julia Roberts slated to star.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert
Comecei a ler no dia 4 de Outubro e acabei no dia 13. Gostei muito.
As alegrias do divórcio
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.

O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.
As alegrias do divórcio
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.

O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Dois Estranhos e ... Um Casamento!
Ontem à noite estive a ver este filme com o T-DOG (lol!!!), muito divertido!! :D
segunda-feira, outubro 06, 2008
William Somerset Maugham
William Somerset Maugham (Paris, 25 de janeiro de 1874 — Saint-Jean-Cap-Ferrat, 16 de dezembro de 1965) foi um famoso romancista e dramaturgo britânico.
O pai de Somerset Maugham era um advogado que se ocupava dos assuntos legais da embaixada britânica em Paris. Uma vez que a lei francesa previa que todas as crianças do sexo masculino nascidas em território francês estavam obrigadas a fazer o serviço militar, Robert Ormond Maugham se mobilizou para que William nascesse na embaixada, tirando-lhe, assim, a obrigação de envolver-se em futuras guerras francesas e permitindo que, tecnicamente, ele nascesse em território britânico. Seu avô, também chamado Robert, também havia sido um prestigiado advogado e co-fundador da English Law Society (Sociedade Inglesa de Leis) e que pretendia que Willian seguisse os mesmos passos pela estrada jurídica. Porém as coisas não caminharam assim, apesar de seu irmão mais velho Frederic Herbert Maugham ter desenvolvido destacada carreira jurídica, convertendo-se em Lord Chancellor, entre 1938 e 1939.
A mãe de Maugham, Edith Mary (cujo nome de solteira era Edith Snell) sofria com a tuberculose, uma condição para a qual os médicos da época prescreviam ter filhos. Assim, Maugham tinha três irmãos mais velhos, já escolarizados em centros de internato e, desse modo, ele foi criado quase que como filho único. Desafortunadamente, a gravidez não foi remédio para a enfermidade e Edith May Maugham morreu, aos 41 anos, seis anos depois de dar à luz o seu último filho. A morte de sua mãe deixou Maugham traumatizado por toda a vida e ele sempre contou com a foto dela na cabeceira de sua cama até a sua morte, aos 91 anos, em 1965.
Dois anos depois do passamento de sua mãe, morreu o seu pai, vítima de câncer. William foi enviado para Inglaterra, ficando aos cuidados de seu tio Henry MacDonald Maugham, vigário de Whitstable, em Kent. A mudança foi catastrófica. Henry demonstrou ser frio e emocionalmente cruel. Na The King's School, em Canterbury, quase uma versão do purgatório, como contaria posteriormente o escritor, Willian ficou em regime de internato em seus anos de estudante. Lá foi ridicularizado por falar mal o inglês, já que sua língua materna era o francês, e por sua baixa estatura, uma herança paterna. Nesse período Maugham desenvolveu a disfemia, que o acompanharia por toda vida, ainda que ela fosse esporádica e dependesse de seu estado de ânimo e das circunstâncias.
Sob os olhos do tio era submetido a um total controle e as emoções estavam proibidas. Foi forçado a esconder seu temperamento e não expressava suas emoções. Como garoto pacífico, reservado, porém, muito curioso, essa negação das emoções dos outros foi para ele tão dura como a negação dos próprios sentimentos. O resultado foi que Maugham viveu em desgraça, tanto na comunidade religiosa do tio quanto na escola, onde era maltratado por companheiros. Tal fato fez com que desenvolvesse a habilidade de fazer observações sarcásticas daqueles que o enfureciam. Tal capacidade se refletiria em alguns de seus personagens e em certas narrações.
Aos dezesseis anos, Maugham se recusou em continuar na The King's School, e seu tio lhe deu permissão para viajar para a Alemanha, onde durante um ano estudou literatura, filosofia e alemão na Universidade de Heidelberg. Naquele país conheceu, John Ellingham Brooks, um inglês dez anos mais velho que ele, com quem teve sua primeira experiência sexual.
De volta a Inglaterra, seu tio conseguiu-lhe um emprego em um escritório de contabilidade. No entanto, após um mês o escritor deixou o posto e retornou a Whitstable. O tio ficou desgostoso com a situação e se pôs a buscar um novo emprego para o jovem. O trabalho na igreja foi descartado, já que um pastor disfêmico pareceria ridículo. Também foi descartado o emprego público, já que Maugham não se mostrava animado, e também devido às novas leis que obrigavam o candidato a passar por um exame para ingressar na máquina estatal. Para o tio do jovem, tal condição tornava o serviço público algo indecoroso para um cavalheiro.
O médico local sugeriu a medicina e o tio aceitou, mediante certas objeções. Maugham havia começado a escrever aos quinze anos e desejava de forma efervescente dedicar-se à literatura. Porém, por não ser maior de idade, não se atreveu a confessar seus desejos ao tutor. Como conseqüência, passou os cinco anos seguintes de sua vida como estudante de medicina em Londres.
Primeiras obras
Muitos leitores e alguns críticos assumem que os anos de estudante de medicina constituíram-se em um hiato na verve criativa do escritor. Porém, o próprio Maugham era de opinião contrária. Poder viver a agitação da cidade de Londres, conhecer pessoas das classes mais populares, tipos que nunca havia encontrado em outras profissões, ver pessoas em situações de extrema ansiedade e em busca de significados para suas vidas. Nos seus últimos anos, ele declarou o valor literário de tudo o que viu como estudante de medicina: "Vi homens morrerem. Os vi sofrer de dor. Aprendi o que era esperança, o medo e a ajuda...".
Naquele tempo, estavam na moda os livros escritos por homens e mulheres que viviam de maneira mais liberta, que descreviam o valor moral de uma vida de padecimentos — porém, Maugham viu claramente, uma e outra vez, como é corrosivo o padecimento para os valores humanos, como a enfermidade envolvia de forma hostil e amarga as pessoas e nunca disso se esqueceu. Aqui finalmente estava a vida em toda a sua crueza e também a oportunidade de examinar toda a gama de emoções humanas.
Maugham cuidava de sua casa, tinha várias idéias literárias e escrevia todas as noites, concomitantemente aos estudos de medicina. Em 1897 apresentou seu segundo livro a uma editora — o primeiro havia sido uma biografia de Giacomo Meyerbeer, escrita aos dezesseis anos, em Heidelberg.
Liza of Lambeth (O Pecado de Liza), uma narração sobre um adultério na classe operária e suas conseqüências, bebe nas experiências do estudante praticante de obstetrícia no subúrbio londrino de Lambeth. A novela se enquadra no realismo social dos "escritores dos baixos fundos", como George Gissing e Arthur Morrison. Com toda a franqueza, Maugham ainda se sentiu obrigado a escrever no prólogo da novela que "... é impossível eliminar os erros de fala de Liza e dos outros personagens, portanto, o leitor terá de recompor seus pensamentos nas imperfeições necessárias dos diálogos".
O Pecado de Liza alcançou êxito entre a crítica e o público e a primeira edição foi vendida em semanas. Isso foi o suficiente para convencer Maugham, que já havia se licenciado, a abandonar a medicina e embrenhar-se na carreira literária, atividade na qual ele militaria por 65 anos. Sobre seu debut na profissão de escritor, ele diria posteriormente que "me senti como um peixe na água".
A vida de escritor lhe permitiu viajar e viver em lugares diferentes, como Espanha e Capri, durante a década seguinte. Porém, suas dez obras posteriores não conseguiram rivalizar com o êxito de O Pecado de Liza. A situação mudou radicalmente em 1907 com o extraordinário sucesso de sua peça de teatro Lady Frederick. Durante o ano seguinte, teve quatro obras teatrais representadas simultaneamente em Londres. A revista Punch chegou a publicar uma charge em que Shakespeare aparece roendo as unhas nervoso diante do grande número de peças encenadas do autor.
No ano de 1914, Maugham era um homem famoso, com dez obras de teatro representadas e dez novelas publicadas. Era grande demais para alistar-se na primeira guerra mundial. Maugham, porém, serviu na França, como membro da Cruz Vermelha Britânica, no chamado Literary Ambulance Drivers (Condutores de Ambulância Literários), um grupo de 23 conhecidos escritores, entre os quais estavam Ernest Hemingway, John dos Passos e E. E. Cummings. Nesse período, conheceu Frederick Gerald Haxton, um jovem de São Francisco (Estados Unidos da América), que se converteu em seu companheiro até a sua morte, em 1944. Haxton aparece com o nome de Tony Paxton na obra de teatro de Maugham, de 1917, denominada Our Betters. Mesmo durante a guerra, Maugham continuou escrevendo. Corrigiu nesse período as provas de Of Human Bondage (Servidão Humana) em uma localidade próxima de Dunquerque, durante um período de folga de suas tarefas como condutor de ambulâncias.
Servidão Humana (1915) foi qualificada pelos críticos da época como uma das novelas mais importantes do século XX. O livro parece ser bastante autobiográfico — a gagueira de Maugham se transforma em uma deformação congênita dos pés de Philip Carey, o pastor de Whitestable se converte no pastor de Blackstable, e Philip Carey é um médico —, não obstante, o autor insistiu que a obra se tratava muito mais de ficção que de realidade. Em todo caso, a estreita relação entre realidade e literatura foi uma das características da obra maughaniana, apesar da obrigatória declaração de que os personagens da obra eram fictícios. Em 1938, ele escreveu: "Realidade e ficção estão tão mescladas em minha obra que agora, olhando para ela, dificilmente posso distinguir uma de outra".
Maugham era bissexual. De sua relação com Syrie Wellcomo, filha do fundador de orfanatos Thomas John Barnardo e esposa do empresário farmacêutico inglês, Henry Wellcomo, teve uma filha chamada Mary Elizabeth Maugham, "Liza", nascida Mary Elizabeth Wellcomo, 1915-1998). Henry Wellcome deu entrada no processo de divórcio, designando Maugham como co-responsável. Em maio de 1917, depois da formalização do processo, Syrie e Maugham se casaram. A esposa se converteu em uma famosa decoradora de interiores que popularizou habitações em branco na década de 1920. Em 1922, Maugham lhe dedicou sua coleção de contos On a Chinese Screen (Em Uma Tela Chinesa). Se divorciaram entre 1927 e 1928, depois de um matrimônio tempestuoso agravado pelas freqüentes viagens de Maugham e por sua ininterrupta relação com Haxton.
Maugham voltou à Inglaterra, deixando suas tarefas na unidade de ambulâncias para promover Servidão Humana, porém, tão logo terminou essa divulgação, voltou para o campo de batalha. Incapaz de incorporar-se novamente na unidade de ambulâncias, foi apresentado por Syrie a um oficial da inteligência britânica e, em setembro de 1915, foi trabalhar na Suíça, recolhendo informações para o serviço secreto, apoiando-se em sua condição de escritor.
Em 1916 viajou para o Pacífico, para obter subsídios para sua próxima novela, The Moon and Sixpence, baseada na vida de Paul Gauguin. Foi a primeira das viagens através dos estertores do mundo imperial dos anos 20 e 30, que situaram Maugham de maneira definitiva no imaginário popular como o cronista dos últimos dias do colonialismo na Índia, sudeste asiático, China e Pacífico, ainda que as obras que fundamentam essa reputação não sejam mais que uma fração de toda sua literatura. Nessa viagem, e nas posteriores, esteve acompanhado de Haxton, a quem considerava indispensável para seu êxito como escritor. Maugham era profundamente tímido e o extrovertido Haxton o ajudava constantemente a conseguir material humano que seria convertido em ficção.
Em junho de 1917 foi chamado por Sir Eilliam Wiseman, chefe do Serviço Secreto Britânico, para executar uma missão especial na Rússia, para conseguir implicar o governo provisório russo na guerra, fazendo frente à propaganda pacifista da Alemanha. Dois meses e meio depois, os bolcheviques tomaram o controle do país. O trabalho se tornou impossível, porém Maugham defendeu posteriormente que se tivesse chegado seis meses antes poderia ter obtido êxito.
Tranqüilo e observador, Maugham tinha o temperamento idôneo para o trabalho da inteligência, que ele acreditava ter herdado do homem das leis que fora seu pai: uma destreza para emitir juízos frios e capacidade de não ser enganado pelas aparências. Não deixando perder nenhuma experiência da vida real para a literatura, Maugham aproveitou as suas ações como espião em uma coleção de contos sobre um espião cabeludo, distante e sofisticado, chamado Ashenden, (1928), livro que posteriormente Ian Fleming citaria como uma de suas influências para criar seu famoso James Bond.
Em 1928, Maugham adquiriu a Villa Mauresqe, uma propriedade de doze acres em Cap Ferrat, na Riviera Francesa, que seria a sua casa para o resto da vida e um dos melhores salões sociais e literários dos anos 20 e 30. Sua produção continuou sendo prodigiosa, escrevendo para o teatro, novelas, ensaios e livros de viagens. Por volta de 1940, com a tomada da França pelos alemães, foi forçado a abandonar a Riviera, e converteu-se em um "refugiado". Nessa época era um dos escritores em língua inglesa mais famosos do mundo e também um dos mais ricos.
Maugham, com seus 60 anos, passou quase toda a segunda guerra mundial nos Estados Unidos, primeiramente em Hollywood, onde trabalhou em diversos setores, e onde foi um dos primeiros escritores a conseguir lucros significativos com as adaptações cinematográficas de suas obras e, posteriormente, no sul. Durante sua estada, foi requerido pelo governo norte-americano para apresentar conferências de cunho patriótico em apoio à ajuda norte-americana à Grã-Bretanha. Gerald Haxton morreu em 1944 e Maugham voltou para a Inglaterra e, depois, em 1946, para a sua vila francesa, onde voltou a estabelecer residência, com interrupções devido às freqüentes e longas viagens, até a sua morte.
O vácuo deixado pela morte de Haxton foi preenchido por Alan Searle. Maugham o havia conhecido em 1928. Ele era um jovem do subúrbio londrino de Bermondsey e já havia mantido relações homossexuais com homens mais velhos. Foi uma companhia fiel, senão estimulante. Contudo, a vida sentimental de Maugham jamais foi tranqüila. Certa vez confessou: "Principalmente amei pessoas que não se preocupavam ou faziam pouco de mim. Quando alguém me amava eu me sentia preocupado... para não ferir seus sentimentos, várias vezes simulei uma paixão que não sentia".
Os últimos anos de Maugham foram tristemente marcados por alguns escândalos que, possivelmente, foram desencadeados devido a decadência intelectual do escritor, fruto da demência. O jovem Maugham teria sido demasiado astuto e discreto para cometer tais erros. O pior desses escândalos, e o que lhe custou a perda de muitos amigos, foi um amargo ataque à falecida Syrie, em um volume de memórias denominado Looking Back (Olhando para Trás), lançado em 1962. Ao final da vida, Maugham adotou Searle como filho, com o propósito de assegurar-lhe como herança a vila francesa, decisão que não foi bem aceita por sua filha Liza e seu esposo, Lord Glendevon, que deixou de mencionar Maugham em seus comentários públicos.
O êxito comercial, com elevados volumes de vendas, as produções teatrais de sucesso e uma grande série de adaptações cinematográficas, além de pródigos investimentos em bolsa, permitiram a Maugham viver uma vida muito confortável. Pequeno e débil, Maugham sempre se orgulhou de sua resistência, que lhe permitiu como adulto manter uma abundante produção literário. No entanto, apesar de seus trunfos, jamais conseguiu um elevado respeito por parte dos críticos e companheiros escritores. Esses atribuíam uma carência de lirismo a sua obra, além de criticaram o reduzido vocabulário e um uso pobre da metáfora.
Contudo, parece que Maugham não seguia esse caminho só, pois escrevia em um estilo direto. Não há nada em um livro de Maugham que necessite de explicação ao público por parte dos críticos. Seu pensamento era claro e seu estilo lúcido. Expressava assertivas e, em algumas ocasiões, opiniões em uma prosa bonita e civilizada. Escreveu em um período em que a literatura modernista experimental, como a de William Faulkner, Thomas Mann, James Joyce e Virginia Woolf, ia ganhando popularidade e respeito da crítica. Nesse contexto, sua prosa foi qualificada como um "tecido de clichês de que só maravilha a capacidade do autor de envolver tantos e tantos e sua infalível incapacidade de contar qualquer coisa de maneira original", por Gore Vidal, em artigo de 1990, no The New York Review of Books.
Ao decidir conhecer o mundo e também por ter tido uma significativa aproximação com as classes mais baixas, Maugham assumiu um comportamento literário difuso do pedantismo aristocrático vigente na Europa. Trouxe à tona temas longínquos para o grande público e também trouxe para páginas de livros que repousaram em estantes milionárias um pouco da vivacidade e da dificuldade daqueles que viviam na parte mais baixa da escala social. Em Creatures of circumstance escreveu: "Eu nunca pretendi ser algo mais do que um contador de historias. Eu me divirto contando historias e escrevi muitas delas. Para mim é um infortúnio o fato de contar uma história somente pelo motivo dela em si é uma atividade que não conta com o favor da intelligentsia. É um infortúnio que tento escutar com fortaleza".
Sua inclinação homossexual também impregna sua obra. Dado que na vida real tendia a considerar as mulheres atrativas como rivais sexuais, por várias vezes apresenta as necessidades e tendências sexuais de seus personagens femininos de uma maneira bem diferente dos autores da época. Liza of Lambeth, Cakes and Ale e The Razor's Edge apresentam mulheres dispostas a não renunciar a seus intensos desejos sexuais, sem se preocuparem com as conseqüências.
Também o fato de que a tendência sexual de Maugham era desaprovada e até criminalizada em vários países que visitou, fez com que o escritor fosse particularmente tolerante com os vícios de seus pares. Os leitores e os críticos lamentavam que Maugham não condenasse clara e suficientemente os maldosos de suas obras. O artista replicou em 1938: "Pode ser um defeito meu, mas não me preocupam muito os pecados dos outros, excetuando aqueles que me afetam pessoalmente".
A percepção do mesmo Maugham sobre as suas próprias capacidades era modesta. No final de sua carreira, disse que poderia ser considerado como "um escritor dos melhores entre os escritores da segunda fila".
Maugham iniciou uma coleção de pinturas teatrais antes da primeira guerra mundial e tal coleção ganhou tanta magnitude até se converter na segunda mais importante do mundo, depois apenas da de Garret Club Mander & Mitchenson. Em 1948, ele doou o acervo ao Trustees of the National Theatre, que apresentou a exposição por mais de 14 anos após a morte do escritor. Em 1994, o acervo foi transferido para o Museu do Teatro de Covent Garden.
Se considera que Servidão Humana, obra magna de Maugham, venha a ser uma novela autobiográfica, pois seu protagonista, Philip Carey, é órfão e criado por um tio impiedoso, como no caso do autor. A deformação dos pés de Philip provoca-lhe tormentos e vergonha, que evocam os problemas de Maugham com sua disfemia. As últimas novelas de êxito também foram baseadas em personagens reais: The Moon and Sixpence narra a vida do pintor Paul Gauguin e Cakes and Ale contém sutis caracterizações dos escritores Thomas Hardy e Hugh Walpole. Outra obra francamente inspirada em um personagem real é The Magician (O Mago), na qual o personagem Oliver Haddo é uma caracterização segundo algumas interpretações do místico e satanista Aleister Crowley que usava um acrônimo Maskmelin[1],codename 777(inspirado no antigo Abramelin,o Mago,de sua obra cabalista que foi editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie) um controvertido mágico e agente duplo, infiltrado pela oculta organização "The Seven Circle" nos serviços secretos de alguns paises da Europa .
Uma das obras mais importantes de Maugham, The Razor's Edge (No Fio da Navalha), publicada em 1944, foi um caso atípico de sua produção. A maior parte da história se desenvolve na Europa, seus principais personagens são norte-americanos e não britânicos. O protagonista é um decepcionado veterano da primeira guerra mundial que abandona seus amigos ricos e seu estilo de vida e viaja para a Índia em busca da iluminação. Os temas do misticismo oriental e o asco provocado pela guerra chocaram os leitores num momento em que a segunda guerra mundial terminava. Logo após o aparecimento do livro, uma adaptação cinematográfica dele foi realizada.
Dentre as suas narrações curtas, destacam-se aquelas sobre a vida dos colonos, muitos deles britânicos, e o preço que se paga pelo isolamento. Alguns dos mais destacados contos de Maugham são Rain, Footprints in the Jungle e Outstaions. Rain (Chuva), em especial, narra a desintegração moral de um missionário que tinha a intenção de converter Sadie Thompson, uma prostituta de uma ilha do Pacífico. O conto adquiriu uma grande fama e foi adaptado para o cinema. Maugham disse que muitos de seus contos eram baseados em histórias reais que viu durante suas viagens aos confins do Império Britânico. Deixou para trás uma grande coleção de anfitriões enojados e um escritor "anti-Maugham" contemporâneo escreveu uma memória de suas viagens intitulada Gin and Bitters.
Maugham foi um dos "escritores de viagem" que mais se destacaram nos anos de entreguerras e pode equipar-se com contemporâneos como Evelyn Waugh e Freya Stark. Entre suas melhores obras desse estilo vale destacar The Gentleman in the Parlour, sobre uma viagem através da Birmânia, Tailândia, Camboja e Vietnã, e On a Chinese Screen, uma séria de breves notas que podem ser considerados, inclusive, esboços de contos jamais desenvolvidos.
Influenciado pelos diários que publicou o escritor francês Jules Renard, Maugham publicou em 1949 uma seleção de seus próprios diários, com o título A Writer's Notebook. Os textos selecionados são, por natureza, episódicos e de qualidade variável, cobrindo mais de 50 anos de vida do escritor, e contendo muito material interessante para pesquisadores e admiradores da obra maughaniana.
Em 1947, Maugham instituiu o Prêmio Somerset Maugham para reconhecer o melhor escritor britânico com menos de 35 anos e que tivera uma obra de ficção publicada no ano anterior. Entre os escritores ganhadores do prêmio encontram-se Vidiadhar S. Naipaul, Kingsley Amis, Martin Amis e Thom Gunn. Após sua morte, os manuscritos do prêmio foram repassados para o Royal Literary Fundundation.
Um dos poucos escritores posteriores que reconheceram a influência de Maugham foi Anthony Burgess, autor de livros como Laranja Mecânica e Sementes Malditas, que incluiu um complexo e fictício retrato de Maugham na novela Earthly Powers. George Orwell também manifestou que seu estilo recebeu influências de Maugham. O norte-americano Paul Theroux, em sua compilação de contos The Consul's File, atualiza o mundo colonial do escritor britânico em um ambiente de expatriados na moderna Malásia.
O filme Seven, de 1995, presta homenagens a Maugham, contendo um personagem interpretado por Morgan Freeman chamado tenente Somerset, além de trazer referências explícitas à Servidão Humana.
O pai de Somerset Maugham era um advogado que se ocupava dos assuntos legais da embaixada britânica em Paris. Uma vez que a lei francesa previa que todas as crianças do sexo masculino nascidas em território francês estavam obrigadas a fazer o serviço militar, Robert Ormond Maugham se mobilizou para que William nascesse na embaixada, tirando-lhe, assim, a obrigação de envolver-se em futuras guerras francesas e permitindo que, tecnicamente, ele nascesse em território britânico. Seu avô, também chamado Robert, também havia sido um prestigiado advogado e co-fundador da English Law Society (Sociedade Inglesa de Leis) e que pretendia que Willian seguisse os mesmos passos pela estrada jurídica. Porém as coisas não caminharam assim, apesar de seu irmão mais velho Frederic Herbert Maugham ter desenvolvido destacada carreira jurídica, convertendo-se em Lord Chancellor, entre 1938 e 1939.
A mãe de Maugham, Edith Mary (cujo nome de solteira era Edith Snell) sofria com a tuberculose, uma condição para a qual os médicos da época prescreviam ter filhos. Assim, Maugham tinha três irmãos mais velhos, já escolarizados em centros de internato e, desse modo, ele foi criado quase que como filho único. Desafortunadamente, a gravidez não foi remédio para a enfermidade e Edith May Maugham morreu, aos 41 anos, seis anos depois de dar à luz o seu último filho. A morte de sua mãe deixou Maugham traumatizado por toda a vida e ele sempre contou com a foto dela na cabeceira de sua cama até a sua morte, aos 91 anos, em 1965.
Dois anos depois do passamento de sua mãe, morreu o seu pai, vítima de câncer. William foi enviado para Inglaterra, ficando aos cuidados de seu tio Henry MacDonald Maugham, vigário de Whitstable, em Kent. A mudança foi catastrófica. Henry demonstrou ser frio e emocionalmente cruel. Na The King's School, em Canterbury, quase uma versão do purgatório, como contaria posteriormente o escritor, Willian ficou em regime de internato em seus anos de estudante. Lá foi ridicularizado por falar mal o inglês, já que sua língua materna era o francês, e por sua baixa estatura, uma herança paterna. Nesse período Maugham desenvolveu a disfemia, que o acompanharia por toda vida, ainda que ela fosse esporádica e dependesse de seu estado de ânimo e das circunstâncias.
Sob os olhos do tio era submetido a um total controle e as emoções estavam proibidas. Foi forçado a esconder seu temperamento e não expressava suas emoções. Como garoto pacífico, reservado, porém, muito curioso, essa negação das emoções dos outros foi para ele tão dura como a negação dos próprios sentimentos. O resultado foi que Maugham viveu em desgraça, tanto na comunidade religiosa do tio quanto na escola, onde era maltratado por companheiros. Tal fato fez com que desenvolvesse a habilidade de fazer observações sarcásticas daqueles que o enfureciam. Tal capacidade se refletiria em alguns de seus personagens e em certas narrações.
Aos dezesseis anos, Maugham se recusou em continuar na The King's School, e seu tio lhe deu permissão para viajar para a Alemanha, onde durante um ano estudou literatura, filosofia e alemão na Universidade de Heidelberg. Naquele país conheceu, John Ellingham Brooks, um inglês dez anos mais velho que ele, com quem teve sua primeira experiência sexual.
De volta a Inglaterra, seu tio conseguiu-lhe um emprego em um escritório de contabilidade. No entanto, após um mês o escritor deixou o posto e retornou a Whitstable. O tio ficou desgostoso com a situação e se pôs a buscar um novo emprego para o jovem. O trabalho na igreja foi descartado, já que um pastor disfêmico pareceria ridículo. Também foi descartado o emprego público, já que Maugham não se mostrava animado, e também devido às novas leis que obrigavam o candidato a passar por um exame para ingressar na máquina estatal. Para o tio do jovem, tal condição tornava o serviço público algo indecoroso para um cavalheiro.
O médico local sugeriu a medicina e o tio aceitou, mediante certas objeções. Maugham havia começado a escrever aos quinze anos e desejava de forma efervescente dedicar-se à literatura. Porém, por não ser maior de idade, não se atreveu a confessar seus desejos ao tutor. Como conseqüência, passou os cinco anos seguintes de sua vida como estudante de medicina em Londres.
Primeiras obras
Muitos leitores e alguns críticos assumem que os anos de estudante de medicina constituíram-se em um hiato na verve criativa do escritor. Porém, o próprio Maugham era de opinião contrária. Poder viver a agitação da cidade de Londres, conhecer pessoas das classes mais populares, tipos que nunca havia encontrado em outras profissões, ver pessoas em situações de extrema ansiedade e em busca de significados para suas vidas. Nos seus últimos anos, ele declarou o valor literário de tudo o que viu como estudante de medicina: "Vi homens morrerem. Os vi sofrer de dor. Aprendi o que era esperança, o medo e a ajuda...".
Naquele tempo, estavam na moda os livros escritos por homens e mulheres que viviam de maneira mais liberta, que descreviam o valor moral de uma vida de padecimentos — porém, Maugham viu claramente, uma e outra vez, como é corrosivo o padecimento para os valores humanos, como a enfermidade envolvia de forma hostil e amarga as pessoas e nunca disso se esqueceu. Aqui finalmente estava a vida em toda a sua crueza e também a oportunidade de examinar toda a gama de emoções humanas.
Maugham cuidava de sua casa, tinha várias idéias literárias e escrevia todas as noites, concomitantemente aos estudos de medicina. Em 1897 apresentou seu segundo livro a uma editora — o primeiro havia sido uma biografia de Giacomo Meyerbeer, escrita aos dezesseis anos, em Heidelberg.
Liza of Lambeth (O Pecado de Liza), uma narração sobre um adultério na classe operária e suas conseqüências, bebe nas experiências do estudante praticante de obstetrícia no subúrbio londrino de Lambeth. A novela se enquadra no realismo social dos "escritores dos baixos fundos", como George Gissing e Arthur Morrison. Com toda a franqueza, Maugham ainda se sentiu obrigado a escrever no prólogo da novela que "... é impossível eliminar os erros de fala de Liza e dos outros personagens, portanto, o leitor terá de recompor seus pensamentos nas imperfeições necessárias dos diálogos".
O Pecado de Liza alcançou êxito entre a crítica e o público e a primeira edição foi vendida em semanas. Isso foi o suficiente para convencer Maugham, que já havia se licenciado, a abandonar a medicina e embrenhar-se na carreira literária, atividade na qual ele militaria por 65 anos. Sobre seu debut na profissão de escritor, ele diria posteriormente que "me senti como um peixe na água".
A vida de escritor lhe permitiu viajar e viver em lugares diferentes, como Espanha e Capri, durante a década seguinte. Porém, suas dez obras posteriores não conseguiram rivalizar com o êxito de O Pecado de Liza. A situação mudou radicalmente em 1907 com o extraordinário sucesso de sua peça de teatro Lady Frederick. Durante o ano seguinte, teve quatro obras teatrais representadas simultaneamente em Londres. A revista Punch chegou a publicar uma charge em que Shakespeare aparece roendo as unhas nervoso diante do grande número de peças encenadas do autor.
No ano de 1914, Maugham era um homem famoso, com dez obras de teatro representadas e dez novelas publicadas. Era grande demais para alistar-se na primeira guerra mundial. Maugham, porém, serviu na França, como membro da Cruz Vermelha Britânica, no chamado Literary Ambulance Drivers (Condutores de Ambulância Literários), um grupo de 23 conhecidos escritores, entre os quais estavam Ernest Hemingway, John dos Passos e E. E. Cummings. Nesse período, conheceu Frederick Gerald Haxton, um jovem de São Francisco (Estados Unidos da América), que se converteu em seu companheiro até a sua morte, em 1944. Haxton aparece com o nome de Tony Paxton na obra de teatro de Maugham, de 1917, denominada Our Betters. Mesmo durante a guerra, Maugham continuou escrevendo. Corrigiu nesse período as provas de Of Human Bondage (Servidão Humana) em uma localidade próxima de Dunquerque, durante um período de folga de suas tarefas como condutor de ambulâncias.
Servidão Humana (1915) foi qualificada pelos críticos da época como uma das novelas mais importantes do século XX. O livro parece ser bastante autobiográfico — a gagueira de Maugham se transforma em uma deformação congênita dos pés de Philip Carey, o pastor de Whitestable se converte no pastor de Blackstable, e Philip Carey é um médico —, não obstante, o autor insistiu que a obra se tratava muito mais de ficção que de realidade. Em todo caso, a estreita relação entre realidade e literatura foi uma das características da obra maughaniana, apesar da obrigatória declaração de que os personagens da obra eram fictícios. Em 1938, ele escreveu: "Realidade e ficção estão tão mescladas em minha obra que agora, olhando para ela, dificilmente posso distinguir uma de outra".
Maugham era bissexual. De sua relação com Syrie Wellcomo, filha do fundador de orfanatos Thomas John Barnardo e esposa do empresário farmacêutico inglês, Henry Wellcomo, teve uma filha chamada Mary Elizabeth Maugham, "Liza", nascida Mary Elizabeth Wellcomo, 1915-1998). Henry Wellcome deu entrada no processo de divórcio, designando Maugham como co-responsável. Em maio de 1917, depois da formalização do processo, Syrie e Maugham se casaram. A esposa se converteu em uma famosa decoradora de interiores que popularizou habitações em branco na década de 1920. Em 1922, Maugham lhe dedicou sua coleção de contos On a Chinese Screen (Em Uma Tela Chinesa). Se divorciaram entre 1927 e 1928, depois de um matrimônio tempestuoso agravado pelas freqüentes viagens de Maugham e por sua ininterrupta relação com Haxton.
Maugham voltou à Inglaterra, deixando suas tarefas na unidade de ambulâncias para promover Servidão Humana, porém, tão logo terminou essa divulgação, voltou para o campo de batalha. Incapaz de incorporar-se novamente na unidade de ambulâncias, foi apresentado por Syrie a um oficial da inteligência britânica e, em setembro de 1915, foi trabalhar na Suíça, recolhendo informações para o serviço secreto, apoiando-se em sua condição de escritor.
Em 1916 viajou para o Pacífico, para obter subsídios para sua próxima novela, The Moon and Sixpence, baseada na vida de Paul Gauguin. Foi a primeira das viagens através dos estertores do mundo imperial dos anos 20 e 30, que situaram Maugham de maneira definitiva no imaginário popular como o cronista dos últimos dias do colonialismo na Índia, sudeste asiático, China e Pacífico, ainda que as obras que fundamentam essa reputação não sejam mais que uma fração de toda sua literatura. Nessa viagem, e nas posteriores, esteve acompanhado de Haxton, a quem considerava indispensável para seu êxito como escritor. Maugham era profundamente tímido e o extrovertido Haxton o ajudava constantemente a conseguir material humano que seria convertido em ficção.
Em junho de 1917 foi chamado por Sir Eilliam Wiseman, chefe do Serviço Secreto Britânico, para executar uma missão especial na Rússia, para conseguir implicar o governo provisório russo na guerra, fazendo frente à propaganda pacifista da Alemanha. Dois meses e meio depois, os bolcheviques tomaram o controle do país. O trabalho se tornou impossível, porém Maugham defendeu posteriormente que se tivesse chegado seis meses antes poderia ter obtido êxito.
Tranqüilo e observador, Maugham tinha o temperamento idôneo para o trabalho da inteligência, que ele acreditava ter herdado do homem das leis que fora seu pai: uma destreza para emitir juízos frios e capacidade de não ser enganado pelas aparências. Não deixando perder nenhuma experiência da vida real para a literatura, Maugham aproveitou as suas ações como espião em uma coleção de contos sobre um espião cabeludo, distante e sofisticado, chamado Ashenden, (1928), livro que posteriormente Ian Fleming citaria como uma de suas influências para criar seu famoso James Bond.
Em 1928, Maugham adquiriu a Villa Mauresqe, uma propriedade de doze acres em Cap Ferrat, na Riviera Francesa, que seria a sua casa para o resto da vida e um dos melhores salões sociais e literários dos anos 20 e 30. Sua produção continuou sendo prodigiosa, escrevendo para o teatro, novelas, ensaios e livros de viagens. Por volta de 1940, com a tomada da França pelos alemães, foi forçado a abandonar a Riviera, e converteu-se em um "refugiado". Nessa época era um dos escritores em língua inglesa mais famosos do mundo e também um dos mais ricos.
Maugham, com seus 60 anos, passou quase toda a segunda guerra mundial nos Estados Unidos, primeiramente em Hollywood, onde trabalhou em diversos setores, e onde foi um dos primeiros escritores a conseguir lucros significativos com as adaptações cinematográficas de suas obras e, posteriormente, no sul. Durante sua estada, foi requerido pelo governo norte-americano para apresentar conferências de cunho patriótico em apoio à ajuda norte-americana à Grã-Bretanha. Gerald Haxton morreu em 1944 e Maugham voltou para a Inglaterra e, depois, em 1946, para a sua vila francesa, onde voltou a estabelecer residência, com interrupções devido às freqüentes e longas viagens, até a sua morte.
O vácuo deixado pela morte de Haxton foi preenchido por Alan Searle. Maugham o havia conhecido em 1928. Ele era um jovem do subúrbio londrino de Bermondsey e já havia mantido relações homossexuais com homens mais velhos. Foi uma companhia fiel, senão estimulante. Contudo, a vida sentimental de Maugham jamais foi tranqüila. Certa vez confessou: "Principalmente amei pessoas que não se preocupavam ou faziam pouco de mim. Quando alguém me amava eu me sentia preocupado... para não ferir seus sentimentos, várias vezes simulei uma paixão que não sentia".
Os últimos anos de Maugham foram tristemente marcados por alguns escândalos que, possivelmente, foram desencadeados devido a decadência intelectual do escritor, fruto da demência. O jovem Maugham teria sido demasiado astuto e discreto para cometer tais erros. O pior desses escândalos, e o que lhe custou a perda de muitos amigos, foi um amargo ataque à falecida Syrie, em um volume de memórias denominado Looking Back (Olhando para Trás), lançado em 1962. Ao final da vida, Maugham adotou Searle como filho, com o propósito de assegurar-lhe como herança a vila francesa, decisão que não foi bem aceita por sua filha Liza e seu esposo, Lord Glendevon, que deixou de mencionar Maugham em seus comentários públicos.
O êxito comercial, com elevados volumes de vendas, as produções teatrais de sucesso e uma grande série de adaptações cinematográficas, além de pródigos investimentos em bolsa, permitiram a Maugham viver uma vida muito confortável. Pequeno e débil, Maugham sempre se orgulhou de sua resistência, que lhe permitiu como adulto manter uma abundante produção literário. No entanto, apesar de seus trunfos, jamais conseguiu um elevado respeito por parte dos críticos e companheiros escritores. Esses atribuíam uma carência de lirismo a sua obra, além de criticaram o reduzido vocabulário e um uso pobre da metáfora.
Contudo, parece que Maugham não seguia esse caminho só, pois escrevia em um estilo direto. Não há nada em um livro de Maugham que necessite de explicação ao público por parte dos críticos. Seu pensamento era claro e seu estilo lúcido. Expressava assertivas e, em algumas ocasiões, opiniões em uma prosa bonita e civilizada. Escreveu em um período em que a literatura modernista experimental, como a de William Faulkner, Thomas Mann, James Joyce e Virginia Woolf, ia ganhando popularidade e respeito da crítica. Nesse contexto, sua prosa foi qualificada como um "tecido de clichês de que só maravilha a capacidade do autor de envolver tantos e tantos e sua infalível incapacidade de contar qualquer coisa de maneira original", por Gore Vidal, em artigo de 1990, no The New York Review of Books.
Ao decidir conhecer o mundo e também por ter tido uma significativa aproximação com as classes mais baixas, Maugham assumiu um comportamento literário difuso do pedantismo aristocrático vigente na Europa. Trouxe à tona temas longínquos para o grande público e também trouxe para páginas de livros que repousaram em estantes milionárias um pouco da vivacidade e da dificuldade daqueles que viviam na parte mais baixa da escala social. Em Creatures of circumstance escreveu: "Eu nunca pretendi ser algo mais do que um contador de historias. Eu me divirto contando historias e escrevi muitas delas. Para mim é um infortúnio o fato de contar uma história somente pelo motivo dela em si é uma atividade que não conta com o favor da intelligentsia. É um infortúnio que tento escutar com fortaleza".
Sua inclinação homossexual também impregna sua obra. Dado que na vida real tendia a considerar as mulheres atrativas como rivais sexuais, por várias vezes apresenta as necessidades e tendências sexuais de seus personagens femininos de uma maneira bem diferente dos autores da época. Liza of Lambeth, Cakes and Ale e The Razor's Edge apresentam mulheres dispostas a não renunciar a seus intensos desejos sexuais, sem se preocuparem com as conseqüências.
Também o fato de que a tendência sexual de Maugham era desaprovada e até criminalizada em vários países que visitou, fez com que o escritor fosse particularmente tolerante com os vícios de seus pares. Os leitores e os críticos lamentavam que Maugham não condenasse clara e suficientemente os maldosos de suas obras. O artista replicou em 1938: "Pode ser um defeito meu, mas não me preocupam muito os pecados dos outros, excetuando aqueles que me afetam pessoalmente".
A percepção do mesmo Maugham sobre as suas próprias capacidades era modesta. No final de sua carreira, disse que poderia ser considerado como "um escritor dos melhores entre os escritores da segunda fila".
Maugham iniciou uma coleção de pinturas teatrais antes da primeira guerra mundial e tal coleção ganhou tanta magnitude até se converter na segunda mais importante do mundo, depois apenas da de Garret Club Mander & Mitchenson. Em 1948, ele doou o acervo ao Trustees of the National Theatre, que apresentou a exposição por mais de 14 anos após a morte do escritor. Em 1994, o acervo foi transferido para o Museu do Teatro de Covent Garden.
Se considera que Servidão Humana, obra magna de Maugham, venha a ser uma novela autobiográfica, pois seu protagonista, Philip Carey, é órfão e criado por um tio impiedoso, como no caso do autor. A deformação dos pés de Philip provoca-lhe tormentos e vergonha, que evocam os problemas de Maugham com sua disfemia. As últimas novelas de êxito também foram baseadas em personagens reais: The Moon and Sixpence narra a vida do pintor Paul Gauguin e Cakes and Ale contém sutis caracterizações dos escritores Thomas Hardy e Hugh Walpole. Outra obra francamente inspirada em um personagem real é The Magician (O Mago), na qual o personagem Oliver Haddo é uma caracterização segundo algumas interpretações do místico e satanista Aleister Crowley que usava um acrônimo Maskmelin[1],codename 777(inspirado no antigo Abramelin,o Mago,de sua obra cabalista que foi editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie) um controvertido mágico e agente duplo, infiltrado pela oculta organização "The Seven Circle" nos serviços secretos de alguns paises da Europa .
Uma das obras mais importantes de Maugham, The Razor's Edge (No Fio da Navalha), publicada em 1944, foi um caso atípico de sua produção. A maior parte da história se desenvolve na Europa, seus principais personagens são norte-americanos e não britânicos. O protagonista é um decepcionado veterano da primeira guerra mundial que abandona seus amigos ricos e seu estilo de vida e viaja para a Índia em busca da iluminação. Os temas do misticismo oriental e o asco provocado pela guerra chocaram os leitores num momento em que a segunda guerra mundial terminava. Logo após o aparecimento do livro, uma adaptação cinematográfica dele foi realizada.
Dentre as suas narrações curtas, destacam-se aquelas sobre a vida dos colonos, muitos deles britânicos, e o preço que se paga pelo isolamento. Alguns dos mais destacados contos de Maugham são Rain, Footprints in the Jungle e Outstaions. Rain (Chuva), em especial, narra a desintegração moral de um missionário que tinha a intenção de converter Sadie Thompson, uma prostituta de uma ilha do Pacífico. O conto adquiriu uma grande fama e foi adaptado para o cinema. Maugham disse que muitos de seus contos eram baseados em histórias reais que viu durante suas viagens aos confins do Império Britânico. Deixou para trás uma grande coleção de anfitriões enojados e um escritor "anti-Maugham" contemporâneo escreveu uma memória de suas viagens intitulada Gin and Bitters.
Maugham foi um dos "escritores de viagem" que mais se destacaram nos anos de entreguerras e pode equipar-se com contemporâneos como Evelyn Waugh e Freya Stark. Entre suas melhores obras desse estilo vale destacar The Gentleman in the Parlour, sobre uma viagem através da Birmânia, Tailândia, Camboja e Vietnã, e On a Chinese Screen, uma séria de breves notas que podem ser considerados, inclusive, esboços de contos jamais desenvolvidos.
Influenciado pelos diários que publicou o escritor francês Jules Renard, Maugham publicou em 1949 uma seleção de seus próprios diários, com o título A Writer's Notebook. Os textos selecionados são, por natureza, episódicos e de qualidade variável, cobrindo mais de 50 anos de vida do escritor, e contendo muito material interessante para pesquisadores e admiradores da obra maughaniana.
Em 1947, Maugham instituiu o Prêmio Somerset Maugham para reconhecer o melhor escritor britânico com menos de 35 anos e que tivera uma obra de ficção publicada no ano anterior. Entre os escritores ganhadores do prêmio encontram-se Vidiadhar S. Naipaul, Kingsley Amis, Martin Amis e Thom Gunn. Após sua morte, os manuscritos do prêmio foram repassados para o Royal Literary Fundundation.
Um dos poucos escritores posteriores que reconheceram a influência de Maugham foi Anthony Burgess, autor de livros como Laranja Mecânica e Sementes Malditas, que incluiu um complexo e fictício retrato de Maugham na novela Earthly Powers. George Orwell também manifestou que seu estilo recebeu influências de Maugham. O norte-americano Paul Theroux, em sua compilação de contos The Consul's File, atualiza o mundo colonial do escritor britânico em um ambiente de expatriados na moderna Malásia.
O filme Seven, de 1995, presta homenagens a Maugham, contendo um personagem interpretado por Morgan Freeman chamado tenente Somerset, além de trazer referências explícitas à Servidão Humana.
Véu Pintado - William Somerset Maugham

Comecei a ler este livro no dia 30/09/2008 e acabei no dia 03/10/2008
Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança… Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens
terça-feira, setembro 30, 2008
Assassínio Na Mesopotâmia - Agatha Christie
Comecei a ler o livro no dia 25/09/2008 e acabei no dia 30/09/2008.
Quando visitava uma escavação arqueológica na Mesopotâmia, Hercule Poirot teve de desvendar mais um mistério e resolver mais um crime. Para isso contou com a ajuda de Amy Leatharan, uma enfermeira que fora contratada para cuidar de uma mulher paranóica que está convencida, e provavelmente com razão, de que alguém a quer matar. Vários anos antes essa mulher estivera noiva de um espião que fora condenado a fuzilamento, mas que conseguiu fugir. Depois disso ela foi-se relacionando com outros homens e, quando isso acontecia, recebia sempre uma carta anónima que a ameaçava de morte, caso viesse a casar, o que a foi impedindo de o fazer. Passados muitos anos acaba por casar e não aparece nenhuma carta. Descobre então que cometeu um terrível erro que lhe custará a vida.
Quando visitava uma escavação arqueológica na Mesopotâmia, Hercule Poirot teve de desvendar mais um mistério e resolver mais um crime. Para isso contou com a ajuda de Amy Leatharan, uma enfermeira que fora contratada para cuidar de uma mulher paranóica que está convencida, e provavelmente com razão, de que alguém a quer matar. Vários anos antes essa mulher estivera noiva de um espião que fora condenado a fuzilamento, mas que conseguiu fugir. Depois disso ela foi-se relacionando com outros homens e, quando isso acontecia, recebia sempre uma carta anónima que a ameaçava de morte, caso viesse a casar, o que a foi impedindo de o fazer. Passados muitos anos acaba por casar e não aparece nenhuma carta. Descobre então que cometeu um terrível erro que lhe custará a vida.
quinta-feira, setembro 25, 2008
Agatha Christie
Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica e autora de mais de oitenta livros. Seus livros são os mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare. É conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos.
Criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne.
Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime[1]. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare. Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Lary Westmacott. Ela é, até hoje, conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, entre outros títulos. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.
Casou-se pela primeira vez em 1914, com o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve uma filha, Rosalind, e divorciou-se em 1928.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno.
Em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan. Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora, e suas viagens juntos contribuíram com material para vários de seus romances situados no Oriente Médio. O casamento duraria até a morte da escritora.
Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.
Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.
A única filha da autora, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos, de causas naturais. Os direitos sobre sua obra pertencem agora a seu neto, Mathew Prichard.
A autora e sua Obra
"Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais." Diz ela. E é assim que Agatha Christie permanece na memória de seus fiéis leitores em todo o mundo. Os números dão conta de seu enorme prestígio: oitenta e seis livros traduzidos em cento e três idiomas, além de uma autobiografia e mais de trezentos e cinquenta milhões de exemplares vendidos até hoje. Natural de Torquay, Inglaterra, onde nasceu em 15 de setembro de 1890, a escritora foi batizada com o nome Agatha Mary Clarissa Miller. Passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois sua mãe se encarregou de dar-lhe formação cultural, proibindo-a de freqüentar escolas públicas. Tinha trinta anos quando conseguiu publicar seu livro de estréia, O misterioso caso de Styles (1921). Agatha Christie criou dois dois tipos inesquecíveis: o detetive belga Hercule Poirot, com suas prodigiosas celulazinhas cinzentas no cérebro, e Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detetive belga. Antes de morrer, em 12 de janeiro de 1976, cuidou também de preparar a morte de Miss Marple; e voltou a mansão Styles, cenário de seu primeiro livro, para encerrar a carreira de Poirot em Cai o pano.
Fonte: Livro "Morte no Nilo" de Agatha Cristie.
Influência da mãe
Agatha começou a escrever sob influência da sua mãe, que a incentivou a criar um conto, para passar o tempo, enquanto Agatha, entediada, se recuperava de uma forte constipação que a deixara de cama. Ela chegou a duvidar da sua capacidade, mas conseguiu. Continuou a escrever, encorajada por Eden Phillpotts, um teatrólogo amigo da família. Quando já era famosa, disse que, durante muitos anos, se divertiu escrevendo histórias melancólicas, em que a maioria dos personagens morria.
O primeiro romance de Agatha Christie, O Misterioso Caso de Styles, foi escrito no final da Primeira Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou como enfermeira. Nele criou Hercule Poirot, o pequeno detetive belga que mais tarde se tornaria o personagem de crimes de ficção mais popular so superado por Sherlock Holmes. Foi publicado em 1920.
O Assassinato de Roger Ackroyd
Em 1926, após uma média de um livro por ano, Agatha Christie escreveu a sua obra-prima: O Assassinato de Roger Ackroyd. Este foi o primeiro dos seus livros a ser publicado pela editora Collins, e marcou o início de um relacionamento autor-editor que durou 50 anos e 70 livros. O Assassinato de Roger Ackroyd também foi o primeiro dos livros de Agatha Christie a ser dramatizado – sob o nome de Álibi – e a fazer sucesso no West End de Londres. A Ratoeira, a sua peça mais famosa, estreou em 1952 e é a peça de maior duração em cartaz da história. Ainda é encenada, no mesmo teatro de Londres, desde então.
Ordem do Império Britânico
Agatha Christie tornou-se Dama da Ordem do Império Britânico em 1971. Morreu em 1976, e desde então vários livros seus foram publicados pós-morte: o romance de sucesso Um Crime Adormecido apareceu mais tarde naquele ano, seguido pela sua autobiografia e pela coleção de pequenas histórias Os Casos Finais de Miss Marple, Problem at Pollensa Bay e Enquanto Houver Luz. Em 1998, Café Preto foi a primeira das suas peças a ser adaptada para o teatro por outro autor, Charles Osborne.
O Caso dos Dez Negrinhos
Um dos seus livros mais famosos, "O Caso dos Dez Negrinhos" (Ten Little Niggers) - cujo título se baseia numa cantiga infantil tradicional de Inglaterra - causou muita polémica na época em que foi publicada nos Estados Unidos devido a preocupações com acusações de racismo; por esse motivo, edições mais recentes receberam o título "Then There Were None" (Então Não Sobrou Nenhum). No Brasil, permanece o título original. O assassino é o Juiz Wargrave.
Agatha Christie morreu de causas naturais em 12 de Janeiro de 1976, deixando inconsoláveis milhões de leitores fiéis, e uma fortuna calculada em 20 milhões de dólares.
Criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne.
Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime[1]. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare. Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Lary Westmacott. Ela é, até hoje, conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, entre outros títulos. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.
Casou-se pela primeira vez em 1914, com o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve uma filha, Rosalind, e divorciou-se em 1928.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno.
Em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan. Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora, e suas viagens juntos contribuíram com material para vários de seus romances situados no Oriente Médio. O casamento duraria até a morte da escritora.
Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.
Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.
A única filha da autora, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos, de causas naturais. Os direitos sobre sua obra pertencem agora a seu neto, Mathew Prichard.
A autora e sua Obra
"Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais." Diz ela. E é assim que Agatha Christie permanece na memória de seus fiéis leitores em todo o mundo. Os números dão conta de seu enorme prestígio: oitenta e seis livros traduzidos em cento e três idiomas, além de uma autobiografia e mais de trezentos e cinquenta milhões de exemplares vendidos até hoje. Natural de Torquay, Inglaterra, onde nasceu em 15 de setembro de 1890, a escritora foi batizada com o nome Agatha Mary Clarissa Miller. Passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois sua mãe se encarregou de dar-lhe formação cultural, proibindo-a de freqüentar escolas públicas. Tinha trinta anos quando conseguiu publicar seu livro de estréia, O misterioso caso de Styles (1921). Agatha Christie criou dois dois tipos inesquecíveis: o detetive belga Hercule Poirot, com suas prodigiosas celulazinhas cinzentas no cérebro, e Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detetive belga. Antes de morrer, em 12 de janeiro de 1976, cuidou também de preparar a morte de Miss Marple; e voltou a mansão Styles, cenário de seu primeiro livro, para encerrar a carreira de Poirot em Cai o pano.
Fonte: Livro "Morte no Nilo" de Agatha Cristie.
Influência da mãe
Agatha começou a escrever sob influência da sua mãe, que a incentivou a criar um conto, para passar o tempo, enquanto Agatha, entediada, se recuperava de uma forte constipação que a deixara de cama. Ela chegou a duvidar da sua capacidade, mas conseguiu. Continuou a escrever, encorajada por Eden Phillpotts, um teatrólogo amigo da família. Quando já era famosa, disse que, durante muitos anos, se divertiu escrevendo histórias melancólicas, em que a maioria dos personagens morria.
O primeiro romance de Agatha Christie, O Misterioso Caso de Styles, foi escrito no final da Primeira Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou como enfermeira. Nele criou Hercule Poirot, o pequeno detetive belga que mais tarde se tornaria o personagem de crimes de ficção mais popular so superado por Sherlock Holmes. Foi publicado em 1920.
O Assassinato de Roger Ackroyd
Em 1926, após uma média de um livro por ano, Agatha Christie escreveu a sua obra-prima: O Assassinato de Roger Ackroyd. Este foi o primeiro dos seus livros a ser publicado pela editora Collins, e marcou o início de um relacionamento autor-editor que durou 50 anos e 70 livros. O Assassinato de Roger Ackroyd também foi o primeiro dos livros de Agatha Christie a ser dramatizado – sob o nome de Álibi – e a fazer sucesso no West End de Londres. A Ratoeira, a sua peça mais famosa, estreou em 1952 e é a peça de maior duração em cartaz da história. Ainda é encenada, no mesmo teatro de Londres, desde então.
Ordem do Império Britânico
Agatha Christie tornou-se Dama da Ordem do Império Britânico em 1971. Morreu em 1976, e desde então vários livros seus foram publicados pós-morte: o romance de sucesso Um Crime Adormecido apareceu mais tarde naquele ano, seguido pela sua autobiografia e pela coleção de pequenas histórias Os Casos Finais de Miss Marple, Problem at Pollensa Bay e Enquanto Houver Luz. Em 1998, Café Preto foi a primeira das suas peças a ser adaptada para o teatro por outro autor, Charles Osborne.
O Caso dos Dez Negrinhos
Um dos seus livros mais famosos, "O Caso dos Dez Negrinhos" (Ten Little Niggers) - cujo título se baseia numa cantiga infantil tradicional de Inglaterra - causou muita polémica na época em que foi publicada nos Estados Unidos devido a preocupações com acusações de racismo; por esse motivo, edições mais recentes receberam o título "Then There Were None" (Então Não Sobrou Nenhum). No Brasil, permanece o título original. O assassino é o Juiz Wargrave.
Agatha Christie morreu de causas naturais em 12 de Janeiro de 1976, deixando inconsoláveis milhões de leitores fiéis, e uma fortuna calculada em 20 milhões de dólares.
Morte no Nilo - Agatha Christie
Comecei a ler o livro no sábado dia 20/09/2008 e acabei na quarta-feira dia 24/09/2008.
Death on the Nile (Morte no Nilo, Brasil e Portugal) é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1937, protagonizado pelo detetive Hercule Poirot.
O livro trata do assassinato de uma moça rica numa viagem em um cruzeiro no Rio Nilo, um assassinato frio e sem explicação lógica. A solução vem depois das investigações do astuto Poirot. O livro também tem em seu enredo histórias de romances mal resolvidos e roubo de jóias.
Death on the Nile is a work of detective fiction by Agatha Christie and first published in the UK by the Collins Crime Club on November 1, 1937 and in the US by Dodd, Mead and Company the following year. The UK edition retailed at seven shillings and sixpence (7/6) and the US edition at $2.00.

The book features the Belgian detective Hercule Poirot. The action takes place in Egypt, mostly on the Nile River.
Plot introduction
While dining at chic restaurant, Chez Ma Tante, Poirot overhears Jacqueline de Bellefort and Simon Doyle speaking to one another, and is concerned by the depth of her love for him. When next he meets her it is far away, in Egypt, and Simon Doyle is married to the woman who was once Jacqueline de Bellefort's best friend: the wealthy and beautiful Linnet Ridgeway. Jacqueline seems determined to have her revenge on them both. Can Poirot persuade her to abandon a course of action that promises disaster to everyone?
Jacqueline follows Simon and Linnet on their honeymoon, appearing without warning wherever they visit. When Simon suggests taking a river cruise aboard the Karnak, he lays a false trail and they think they have escaped, but Jacqueline is there once again and now they are trapped with her. When a boulder is apparently aimed at Linnet's head on a visit ashore, Jacqueline is immediately suspected but proves to have been away from where the incident takes place. (This later proves to be a piece of misdirection. The boulder was dislodged, possibly by accident but more likely on purpose, by Linnet's American legal representative, Mr. Pennington, who is keen to conceal irregularities in his dealings on her behalf. Jim Fanthorp, working for Linnet's English legal representatives, has been sent incognito to thwart Pennington's plans.)
In a dramatic scene after Linnet has gone to bed, Jacqueline shoots Simon in the leg with a pistol that is kicked away under a sofa (and which later is discovered to have disappeared completely). Full of repentance, Jacqueline is taken to be sedated and watched over. Dr. Bessner is awoken and tends to Simon to his cabin where his wound is dressed. Both therefore appear to have perfect alibis when it is discovered that Linnet has been shot in the head. Why then, has a J apparently been drawn on the wall in order to incriminate Jacqueline, while her pistol has been thrown into the river?
Poirot's investigation concentrates on this pistol, which is recovered from the Nile wrapped in a shawl with a bloody handkerchief. A number of red herrings feature, such as a bottle thrown into the water at the same time, and the theft of a pearl necklace in which Tim Allerton is a key suspect. The appearance of Poirot's old friend, Colonel Race, who is seeking an enemy spy, means that many of the holidaymakers are soon implicated or under suspicion.

While visiting Dr. Bessner's cabin, and within earshot of Bessner and Simon (who is confined there while convalescing) Louise Bourget, Linnet's maid, says something to Poirot that is taken to imply that she could have seen the murderer. Soon afterwards, she is discovered dead, stabbed through the heart, in her cabin. There is the torn corner of a thousand-franc note in her hand; clearly she has attempted to blackmail the murderer with fatal consequences. Just as she seems about to reveal the name of Bourget's killer (having witnessed it firsthand), Mrs. Otterbourne is shot through an open cabin door.
In a celebrated dénouement, it is discovered that Simon and Jacqueline have worked together. The original shooting was staged, leaving a stray bullet lodged in the leg of a table. As soon as he was left alone Simon retrieved the pistol, ran to Linnet's cabin and shot her, and added the J as an incriminating (though unduly theatrical) detail. He then retraced his steps, shot himself in the leg using the shawl to muffle the second shot and, incapable of moving, threw the pistol through a window to dispose of it, in time to be discovered by Dr. Bessner with a real injury.
Jacqueline has been forced to commit the second and third murders in an attempt to cover their tracks. Louise Bourget dropped the hint to Poirot in front of Simon because this was the only way that she could begin to blackmail him while he was confined to Bessner's cabin. Simon subsequently informed Jacqueline of this hint, and she stabbed Louise Bourget with one of Dr. Bessner's surgical knives. When he realized that Mrs. Otterbourne was about to reveal Jacqueline's role in Louise's murder, Simon cried out in an apparently fevered state, warning Jacqueline to make the desperate shot through the open door.
All along, Simon married Linnet to gain her money. Jacqueline planned Linnet's murder as she knew if Simon did it by himself, he would be caught, hence she must come in to protect him. It seems that they will only be united in court, but Poirot allows them to escape justice when she shoots first Simon and then herself with a second pistol. The spy turns out to be Mr. Richetti, whose coded letter was opened in error by Linnet early in the novel. The jewel thief is indeed Tim Allerton, but Poirot allows him to replace the pearl necklace voluntarily and avoid prosecution, largely so that he can marry Rosalie and provide one of the novel's minor happy endings. The other one is the marriage of Cornelia Robson to Dr. Bessner. Mr. Ferguson, a strident left-winger who proves be a member of the British aristocracy traveling in disguise, was also a suitor for Cornelia's hand, but is quite possibly as surprised as the reader that he has lost out to the rather unprepossessing Bessner.
Characters in "Death on the Nile"
Hercule Poirot, the famous Belgian detective
Colonel Race, a friend of Poirot's with espionage connections
Linnet Ridgeway Doyle, rich heiress and the victim, almost got everything in her life
Simon Doyle, Linnet's husband, very handsome and Jacqueline's former fiancée
Jacqueline de Bellefort, Simon's former fiancée
Louise Bourget, Linnet's French maid
Andrew Pennington, Linnet's American lawyer and trustee
Marie Van Schuyler, a very wealthy elderly American snob
Miss Bowers, Miss Schuyler's nurse
Cornelia Robson, Ms. Schuyler's niece
Salome Otterbourne, writer of risque romantic novels
Rosalie Otterbourne, Salome's beautiful daughter
Signor Richetti, an Italian archeologist
Mr. Ferguson, an Englishman with radical leftist ideals
Mr. James Fanthorp, a shy Englishman
Dr. Carl Bessner, an Austrian doctor
Mrs. Allerton, British socialite
Tim Allerton, Mrs. Allerton's son
Fleetwood, Linnet's former maid's ex-fiancee
Joanna Southwood, friend of Linnet's and cousin of Tim Allerton
Charles, Marquess of Windlesham, Linnet's former fiance
The Times Literary Supplement's short review of November 20, 1937 by Caldwell Harpur concluded, "Hercule Poirot, as usual, digs out a truth so unforeseen that it would be unfair for a reviewer to hint at it".
In The New York Times Book Review for February 6, 1938, Isaac Anderson concluded after summarising the set-up of the plot that, "You have the right to expect great things of such a combination [of Agatha Christie and Hercule Poirot] and you will not be disappointed."
In The Observer's issue of November 14, 1937, "Torquemada" (Edward Powys Mathers) started off by saying, "First this week comes Agatha Christie. She scored, I contend, two outers in her last three shots; but she is back on the very centre of the bull with Death on the Nile." He summarised the set-up of the plot and then continued, "Terrible things happen and, without the formality of breaking off her narrative to issue a challenge, the author allows Poirot to summarise his clues in one compressed paragraph sixty pages from the end. It is after that, until the retired but by no means retiring little Belgian chooses to tell us the truth, that we are very angry with ourselves indeed. When he does so, anger is swallowed up in admiration. The appearance of corpse after corse in the feast of death is entirely logical, and the main alibi, unshakeable except for Poirot, is of the first brilliance. It is no less likely than the run of such things in fiction, and is built not with many preliminary falsifications but almost in a single carefully premeditated flash of movement." He concluded, "Though less than secondary, the descriptive work is adequate and hits, as it were, the Nile on the head."
The Scotsman of November 11, 1937 said, "An Agatha Christie story, and especially one with Hercule Poirot applying his 'little grey cells,' is always an event. It is a matter of opinion whether this author has a superior in giving an unexpected twist to concluding chapters, but it is arguable that she has none. In Death on the Nile, however, the solution of the mystery does not come with all that sudden shock of surprise to which Agatha Christie 'fans' are accustomed. At least it should not, providing that one carefully reads a certain chapter and is willing to pursue to their ultimate implications certain hints dropped by Poirot. Whether or not the reader will succeed in naming the murderer, by which is meant discovering how the crime was committed, and not just guessing at one of the least likely persons, is another matter. In any case, here is a problem eminently worth trying to solve." The review finished by saying that, "the author has again constructed the neatest of plots, wrapped it round with distracting circumstances, and presented it to what should be an appreciative public.
E.R. Punshon of The Guardian in his review of December 10, 1937 began by saying, "To decide whether a writer of fiction possesses the true novelist's gift it is often a good plan to consider whether the minor characters in his or her book, those to whose creation the author has probably given little thought, stand out in the narrative in their own right as living personalities. This test is one Mrs. Christie always passes successfully, and never more so than in her new book." He went on to summarise the more outlandish traits of some of the characters and then said, "each and all of these, as well their more normal fellow-passengers, are firmly and clearly sketched, even if they are all a little too much types rather than characters and so miss that full rotundity of life a Dickens or a Thackeray can give." He finished by saying that, "M. Poirot's little grey cells had indeed been obliged to work at full pressure to unravel a mystery which includes one of those carefully worked out alibis that seem alike to fascinate Mrs. Christie and to provide her with the best opportunities for displaying her own skill. A fault-finding critic may, however, wonder whether M. Poirot is not growing just a little too fond of keeping to himself such important facts as the bullet-hole in the table. If he is to enjoy all, a reader should also know all."
Mary Dell in the Daily Mirror of November 11, 1937 said, "Agatha Christie is just grand. Usually if you get a good plot there is something wrong with the writing or the characters. But with her – you have everything that makes a first-class book."
Robert Barnard: "One of the top ten, in spite of an overcomplex solution. The familiar marital triangle, set on a Nile steamer. Comparatively little local colour, but some good grotesques among the passengers – of which the film took advantage. Spies and agitators are beginning to invade the pure Christie detective story at this period, as the slide towards war begins."
Murder on the Nile
Agatha Christie adapted the novel into a stage play which opened at the Dundee Repertory Theatre on January 17, 1944 under the title of Hidden Horizon and opened in the West End on March 19, 1946 under the title Murder on the Nile and on Broadway on September 19, 1946 under the same title.
Main article: Murder on the Nile/Hidden Horizon
Kraft Television Theatre
A live television version of the novel under the name of Murder on the Nile was presented on July 12, 1950 in the US in a one-hour play as part of the series Kraft Television Theatre. The stars were Guy Spaull and Patricia Wheel.
Death on the Nile (1978 film)
The novel was adapted into a highly-successful feature film, released in 1978 and starring Peter Ustinov for the first of his six appearances as Poirot.
Main article: Death on the Nile (1978 film)
BBC Radio 4 adaptation
The novel was adapted as a five part serial for BBC Radio 4 in 1997. John Moffatt reprised his role of Poirot. The serial was broadcast weekly from Thursday, January 2 to Thursday, January 30 at 10.00am to 10.30pm. All five episodes were recorded on Friday, July 12, 1996 at Broadcasting House.
Adapator: Michael Bakewell
Producer: Enyd Williams
Cast:
John Moffatt as Hercule Poirot
Donald Sinden as Colonel Race
Amanda Barton-Chapple as Jacqueline de Bellefort
Robert Daws as Simon Doyle
Elaine Pyke as Linnet Ridgeway
Rosemary Leach as Mrs Allerton
Nicholas Boulton as Tim Allerton
Shirley Dixon as Mrs Otterbourne
Irene Sutcliffe as Mrs Van Shuyler
Teresa Gallagher as Cornelia
Stratford Johns as Pennington
Joanna Monro as Joanna Southwood
Sean Baker as Monsieur Blondin
Ed Bishop as Rockford
Roger May as Fanthorp
Keith Drinkel as Dr. Bessner
Robert Portal as Ferguson
Ioan Meredith as Richetti
Janet Maw as Miss Bowers
with Timothy Bateson, Chris Palvo, Christopher Scott and Ben Thomas
Agatha Christie's Poirot
Death on the Nile, a television adaptation shown in 2004 in the series Agatha Christie's Poirot, starred David Suchet as Poirot. This version changed the romantic pairing of Tim Allerton and Rosalie Otterbourne: Instead of the pair ending up happily together, Tim gently refuses her, implying that he is a homosexual.
Death on the Nile (Morte no Nilo, Brasil e Portugal) é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1937, protagonizado pelo detetive Hercule Poirot.
O livro trata do assassinato de uma moça rica numa viagem em um cruzeiro no Rio Nilo, um assassinato frio e sem explicação lógica. A solução vem depois das investigações do astuto Poirot. O livro também tem em seu enredo histórias de romances mal resolvidos e roubo de jóias.
Death on the Nile is a work of detective fiction by Agatha Christie and first published in the UK by the Collins Crime Club on November 1, 1937 and in the US by Dodd, Mead and Company the following year. The UK edition retailed at seven shillings and sixpence (7/6) and the US edition at $2.00.

The book features the Belgian detective Hercule Poirot. The action takes place in Egypt, mostly on the Nile River.
Plot introduction
While dining at chic restaurant, Chez Ma Tante, Poirot overhears Jacqueline de Bellefort and Simon Doyle speaking to one another, and is concerned by the depth of her love for him. When next he meets her it is far away, in Egypt, and Simon Doyle is married to the woman who was once Jacqueline de Bellefort's best friend: the wealthy and beautiful Linnet Ridgeway. Jacqueline seems determined to have her revenge on them both. Can Poirot persuade her to abandon a course of action that promises disaster to everyone?
Jacqueline follows Simon and Linnet on their honeymoon, appearing without warning wherever they visit. When Simon suggests taking a river cruise aboard the Karnak, he lays a false trail and they think they have escaped, but Jacqueline is there once again and now they are trapped with her. When a boulder is apparently aimed at Linnet's head on a visit ashore, Jacqueline is immediately suspected but proves to have been away from where the incident takes place. (This later proves to be a piece of misdirection. The boulder was dislodged, possibly by accident but more likely on purpose, by Linnet's American legal representative, Mr. Pennington, who is keen to conceal irregularities in his dealings on her behalf. Jim Fanthorp, working for Linnet's English legal representatives, has been sent incognito to thwart Pennington's plans.)
In a dramatic scene after Linnet has gone to bed, Jacqueline shoots Simon in the leg with a pistol that is kicked away under a sofa (and which later is discovered to have disappeared completely). Full of repentance, Jacqueline is taken to be sedated and watched over. Dr. Bessner is awoken and tends to Simon to his cabin where his wound is dressed. Both therefore appear to have perfect alibis when it is discovered that Linnet has been shot in the head. Why then, has a J apparently been drawn on the wall in order to incriminate Jacqueline, while her pistol has been thrown into the river?
Poirot's investigation concentrates on this pistol, which is recovered from the Nile wrapped in a shawl with a bloody handkerchief. A number of red herrings feature, such as a bottle thrown into the water at the same time, and the theft of a pearl necklace in which Tim Allerton is a key suspect. The appearance of Poirot's old friend, Colonel Race, who is seeking an enemy spy, means that many of the holidaymakers are soon implicated or under suspicion.

While visiting Dr. Bessner's cabin, and within earshot of Bessner and Simon (who is confined there while convalescing) Louise Bourget, Linnet's maid, says something to Poirot that is taken to imply that she could have seen the murderer. Soon afterwards, she is discovered dead, stabbed through the heart, in her cabin. There is the torn corner of a thousand-franc note in her hand; clearly she has attempted to blackmail the murderer with fatal consequences. Just as she seems about to reveal the name of Bourget's killer (having witnessed it firsthand), Mrs. Otterbourne is shot through an open cabin door.
In a celebrated dénouement, it is discovered that Simon and Jacqueline have worked together. The original shooting was staged, leaving a stray bullet lodged in the leg of a table. As soon as he was left alone Simon retrieved the pistol, ran to Linnet's cabin and shot her, and added the J as an incriminating (though unduly theatrical) detail. He then retraced his steps, shot himself in the leg using the shawl to muffle the second shot and, incapable of moving, threw the pistol through a window to dispose of it, in time to be discovered by Dr. Bessner with a real injury.
Jacqueline has been forced to commit the second and third murders in an attempt to cover their tracks. Louise Bourget dropped the hint to Poirot in front of Simon because this was the only way that she could begin to blackmail him while he was confined to Bessner's cabin. Simon subsequently informed Jacqueline of this hint, and she stabbed Louise Bourget with one of Dr. Bessner's surgical knives. When he realized that Mrs. Otterbourne was about to reveal Jacqueline's role in Louise's murder, Simon cried out in an apparently fevered state, warning Jacqueline to make the desperate shot through the open door.
All along, Simon married Linnet to gain her money. Jacqueline planned Linnet's murder as she knew if Simon did it by himself, he would be caught, hence she must come in to protect him. It seems that they will only be united in court, but Poirot allows them to escape justice when she shoots first Simon and then herself with a second pistol. The spy turns out to be Mr. Richetti, whose coded letter was opened in error by Linnet early in the novel. The jewel thief is indeed Tim Allerton, but Poirot allows him to replace the pearl necklace voluntarily and avoid prosecution, largely so that he can marry Rosalie and provide one of the novel's minor happy endings. The other one is the marriage of Cornelia Robson to Dr. Bessner. Mr. Ferguson, a strident left-winger who proves be a member of the British aristocracy traveling in disguise, was also a suitor for Cornelia's hand, but is quite possibly as surprised as the reader that he has lost out to the rather unprepossessing Bessner.
Characters in "Death on the Nile"
Hercule Poirot, the famous Belgian detective
Colonel Race, a friend of Poirot's with espionage connections
Linnet Ridgeway Doyle, rich heiress and the victim, almost got everything in her life
Simon Doyle, Linnet's husband, very handsome and Jacqueline's former fiancée
Jacqueline de Bellefort, Simon's former fiancée
Louise Bourget, Linnet's French maid
Andrew Pennington, Linnet's American lawyer and trustee
Marie Van Schuyler, a very wealthy elderly American snob
Miss Bowers, Miss Schuyler's nurse
Cornelia Robson, Ms. Schuyler's niece
Salome Otterbourne, writer of risque romantic novels
Rosalie Otterbourne, Salome's beautiful daughter
Signor Richetti, an Italian archeologist
Mr. Ferguson, an Englishman with radical leftist ideals
Mr. James Fanthorp, a shy Englishman
Dr. Carl Bessner, an Austrian doctor
Mrs. Allerton, British socialite
Tim Allerton, Mrs. Allerton's son
Fleetwood, Linnet's former maid's ex-fiancee
Joanna Southwood, friend of Linnet's and cousin of Tim Allerton
Charles, Marquess of Windlesham, Linnet's former fiance
The Times Literary Supplement's short review of November 20, 1937 by Caldwell Harpur concluded, "Hercule Poirot, as usual, digs out a truth so unforeseen that it would be unfair for a reviewer to hint at it".
In The New York Times Book Review for February 6, 1938, Isaac Anderson concluded after summarising the set-up of the plot that, "You have the right to expect great things of such a combination [of Agatha Christie and Hercule Poirot] and you will not be disappointed."
In The Observer's issue of November 14, 1937, "Torquemada" (Edward Powys Mathers) started off by saying, "First this week comes Agatha Christie. She scored, I contend, two outers in her last three shots; but she is back on the very centre of the bull with Death on the Nile." He summarised the set-up of the plot and then continued, "Terrible things happen and, without the formality of breaking off her narrative to issue a challenge, the author allows Poirot to summarise his clues in one compressed paragraph sixty pages from the end. It is after that, until the retired but by no means retiring little Belgian chooses to tell us the truth, that we are very angry with ourselves indeed. When he does so, anger is swallowed up in admiration. The appearance of corpse after corse in the feast of death is entirely logical, and the main alibi, unshakeable except for Poirot, is of the first brilliance. It is no less likely than the run of such things in fiction, and is built not with many preliminary falsifications but almost in a single carefully premeditated flash of movement." He concluded, "Though less than secondary, the descriptive work is adequate and hits, as it were, the Nile on the head."
The Scotsman of November 11, 1937 said, "An Agatha Christie story, and especially one with Hercule Poirot applying his 'little grey cells,' is always an event. It is a matter of opinion whether this author has a superior in giving an unexpected twist to concluding chapters, but it is arguable that she has none. In Death on the Nile, however, the solution of the mystery does not come with all that sudden shock of surprise to which Agatha Christie 'fans' are accustomed. At least it should not, providing that one carefully reads a certain chapter and is willing to pursue to their ultimate implications certain hints dropped by Poirot. Whether or not the reader will succeed in naming the murderer, by which is meant discovering how the crime was committed, and not just guessing at one of the least likely persons, is another matter. In any case, here is a problem eminently worth trying to solve." The review finished by saying that, "the author has again constructed the neatest of plots, wrapped it round with distracting circumstances, and presented it to what should be an appreciative public.
E.R. Punshon of The Guardian in his review of December 10, 1937 began by saying, "To decide whether a writer of fiction possesses the true novelist's gift it is often a good plan to consider whether the minor characters in his or her book, those to whose creation the author has probably given little thought, stand out in the narrative in their own right as living personalities. This test is one Mrs. Christie always passes successfully, and never more so than in her new book." He went on to summarise the more outlandish traits of some of the characters and then said, "each and all of these, as well their more normal fellow-passengers, are firmly and clearly sketched, even if they are all a little too much types rather than characters and so miss that full rotundity of life a Dickens or a Thackeray can give." He finished by saying that, "M. Poirot's little grey cells had indeed been obliged to work at full pressure to unravel a mystery which includes one of those carefully worked out alibis that seem alike to fascinate Mrs. Christie and to provide her with the best opportunities for displaying her own skill. A fault-finding critic may, however, wonder whether M. Poirot is not growing just a little too fond of keeping to himself such important facts as the bullet-hole in the table. If he is to enjoy all, a reader should also know all."
Mary Dell in the Daily Mirror of November 11, 1937 said, "Agatha Christie is just grand. Usually if you get a good plot there is something wrong with the writing or the characters. But with her – you have everything that makes a first-class book."
Robert Barnard: "One of the top ten, in spite of an overcomplex solution. The familiar marital triangle, set on a Nile steamer. Comparatively little local colour, but some good grotesques among the passengers – of which the film took advantage. Spies and agitators are beginning to invade the pure Christie detective story at this period, as the slide towards war begins."
Murder on the Nile
Agatha Christie adapted the novel into a stage play which opened at the Dundee Repertory Theatre on January 17, 1944 under the title of Hidden Horizon and opened in the West End on March 19, 1946 under the title Murder on the Nile and on Broadway on September 19, 1946 under the same title.
Main article: Murder on the Nile/Hidden Horizon
Kraft Television Theatre
A live television version of the novel under the name of Murder on the Nile was presented on July 12, 1950 in the US in a one-hour play as part of the series Kraft Television Theatre. The stars were Guy Spaull and Patricia Wheel.
Death on the Nile (1978 film)
The novel was adapted into a highly-successful feature film, released in 1978 and starring Peter Ustinov for the first of his six appearances as Poirot.
Main article: Death on the Nile (1978 film)
BBC Radio 4 adaptation
The novel was adapted as a five part serial for BBC Radio 4 in 1997. John Moffatt reprised his role of Poirot. The serial was broadcast weekly from Thursday, January 2 to Thursday, January 30 at 10.00am to 10.30pm. All five episodes were recorded on Friday, July 12, 1996 at Broadcasting House.
Adapator: Michael Bakewell
Producer: Enyd Williams
Cast:
John Moffatt as Hercule Poirot
Donald Sinden as Colonel Race
Amanda Barton-Chapple as Jacqueline de Bellefort
Robert Daws as Simon Doyle
Elaine Pyke as Linnet Ridgeway
Rosemary Leach as Mrs Allerton
Nicholas Boulton as Tim Allerton
Shirley Dixon as Mrs Otterbourne
Irene Sutcliffe as Mrs Van Shuyler
Teresa Gallagher as Cornelia
Stratford Johns as Pennington
Joanna Monro as Joanna Southwood
Sean Baker as Monsieur Blondin
Ed Bishop as Rockford
Roger May as Fanthorp
Keith Drinkel as Dr. Bessner
Robert Portal as Ferguson
Ioan Meredith as Richetti
Janet Maw as Miss Bowers
with Timothy Bateson, Chris Palvo, Christopher Scott and Ben Thomas
Agatha Christie's Poirot
Death on the Nile, a television adaptation shown in 2004 in the series Agatha Christie's Poirot, starred David Suchet as Poirot. This version changed the romantic pairing of Tim Allerton and Rosalie Otterbourne: Instead of the pair ending up happily together, Tim gently refuses her, implying that he is a homosexual.
segunda-feira, setembro 22, 2008
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