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quinta-feira, maio 16, 2013

A Menina que Circum-Navegou o Reino Encantado (num barco que ela mesma fez) - Catherynne M. Valente

Setembro tinha uma vida uma vida normal, até o pai ir para a guerra e a mãe ir trabalhar. Certo dia, encontra-se à janela da cozinha com um Vento Verde, que a convida para uma aventura. A nova Marquesa é imprevisível e volúvel, e não muito mais velha do que Setembro.
Só Setembro conseguirá recuperar da floresta encantada um talismã que a Marquesa deseja, e, se não o fizer… a Marquesa fará a vida negra aos habitantes do Reino Encantado. Por esta altura, Setembro já começou a fazer novos amigos, incluindo um dragão alado que adora livros e um rapaz misterioso chamado Sábado.

Catherynne M. Valente é autora de mais de uma dúzia de obras de ficção e poesia, Palimpsest, a série Orphan’s Tales, Deathless, The Habitation of the Blessed e o fenómeno de auto-publicação A Menina que Circum-Navegou o Reino Encantado (num barco que ela mesma fez). Venceu o Tiptree Award, o Mythopoeic Award, o Lambda Award, o Andre Norton Award, o Rhysling Award, três Locus Awards e o Million Writers Award. Foi nomeada para o Hugo e o Spectrum Awards, o Pushcart Prize, e foi finalista do World Fantasy Award em 2007 and 2009.
Vive numa ilha ao largo da costa do Maine com o seu marido, dois cães e um gato enorme.

A minha opinião:


A menina que circum navegou o reino encantado é um conto de fadas dos tempos modernos, mas mantem o charme e o espíritos dos melhores contos.

Sim é um conto de fadas fora do vulgar, que nos deixa com a cabeça à roda, com tantas descrições e com tantas trocas de “nomes” e “adjetivos”.

Este conto fez-me muito lembrar os contos de C.S. Lewis (As Crónicas de Narnia), e até é feita uma referência ao livro “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, pois começa com a viagem de Setembro para o Reino Encantado, onde tem que lutar com a Marquesa e vai conhecer muitas e estranhas criaturas. E no final tem que voltar para o tempo dela (que decorre durante a 2º Grande Guerra), mas sabe que pode sempre voltar para o Reino Encantado onde deixou os seus amigos: incluindo um dragão alado que adora livros (A-até-L), Centelha e um rapaz misterioso chamado Sábado.

Já vi no site Goodreads, que existe a continuação da história (mais dois livros) e como estou desejosa que saiam que saber o que vai acontecer a Setembro e a todos os seus amigos e em que mais aventuras eles se vão meter.

É engraçado como a escritora fazer com que um conto de fadas seja tão complicado e fale de assuntos tão sérios, como é o caso da historia da Marquesa (Malva / Maud Elizabeth Smythe) e os problemas familiares que ela tinha no nosso mundo (um pai agricultor e bêbado que batia na família) e uma mãe costureira que faleceu. E que por não gostar de viver no nosso mundo, decide “viajar” para o reino encantado, um mundo que ela pode controlar e fazer com que esse mundo seja tudo o que ela desejou. E depois a história volta a repetir-se com a Setembro (Campânula Matutina de Setembro), que também está infeliz no nosso mundo pois o pai (foi obrigada a ir combater na guerra) e a mãe também passa pouco tempo com ela, pois tem que trabalhar uma fabrica para reparar aviões (pois todos os homens estão a lutar).

E assim a Setembro para ocupar os seus tempos sozinha, “sonha” que está num reino encantado, onde tem que encontrar uma colher magica, que foi roubada pela Marquesa e na sua busca de uma “Chave” e vive aventuras que nunca nos seus sonhos pensaria ser possível e descobre que apesar de ser pequena e estar sozinha consegue realizar tarefas impensáveis, só para poder salvar os seus amigos. 

Recomendo e gostava que os próximos livros não demorem muito tempo a serem publicados.

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