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sexta-feira, junho 12, 2009

Egypt in World War II

A Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra aumentasse a sua presença militar no Canal do Suez. Embora o país se tenha declarado neutro, muitos líderes nacionalistas egípcios desejavam uma vitória das potências do Eixo. Eles acreditavam que isso livraria o país da presença inglesa. Em 1942, perante a ofensiva militar da Alemanha sobre a Líbia, o embaixador britânico no Egipto pressionou o rei Faruk a nomear um governo do partido Wafd, já que esta força política tinha assinado o tratado de 1936, dando uma maior segurança à Inglaterra quanto à posição do Egipto no conflito. Nahas Paxá tornou-se primeiro-ministro e colaborou com os Aliados até ao fim da guerra. Mas o prestígio do Wafd no movimento nacionalista viu-se afetado e o partido perdeu muitos líderes. Em uma tentativa de melhorar a sua imagem perante a opinião pública, o partido ordenou reformas na educação e promoveu a formação da Liga Árabe (1945).


O Mediterrâneo e o Egito


Na África do Norte as forças de ambos os lados achavam-se durante este período numa incômoda paralisação. Rommel, que se achava detido no seu avanço em direção ao delta do Nilo, constituía uma constante ameaça a pouco mais de 100 km da base de Alexandria. Mas, embora o prêmio estivesse tão próximo, ele não conseguia alcançá-lo. Não só foi obrigado a deter-se, mas também forçado por diversas vezes a deixar que a iniciativa passasse temporariamente às forças que barravam seu avanço. Mas demonstrou também sua habilidade em retomá-la, apesar de não progredir de maneira decisiva. Os ingleses eram bastante fortes para repelir os ataques do Eixo e iniciarem operações de envergadura limitada. Ainda não estavam preparados para um ataque com todas suas forças para destruir o inimigo, o que era, para ambos os contendores, o principal objetivo.

O castigado 8° Exército reorganizado sob o comando de Auchinlek para uma resistência em El Alamein conseguiu transformar completamente a situação em dois dias. As vitoriosas, porém fatigadas tropas de Rommel, defrontaram-se com uma defesa tenaz que em vão tentaram romper. Os ingleses haviam reunido todas as forças que puderam trazer do Oriente Médio para manter a barreira diante da posição vital. A força aérea lançou todo seu peso sobre as colunas mecanizadas do Eixo que avançavam para o assalto. Uma concentração de toda a artilharia disponível bateu o ataque com um fogo devastador. Foi determinado no fim da tarde o aspecto decisivo da batalha com um contra-ataque britânico ao flanco e à retaguarda das forças que Rommel lançara numa tentativa para contornar pelo sul as defesas britânicas. No dia seguinte tomaram os ingleses a iniciativa no setor norte diante de El Alamein. Esta pressão não só deteve os alemães e italianos como forçou-os a recuar e consolidar suas posições de defesa. No fim da semana, a batalha degenerou em assaltos locais de ambos os lados contra as posições inimigas.



Tentavam agora os ingleses não apenas conservar, mas ampliar a iniciativa antes que Rommel pudesse estabilizar suas próprias linhas. No dia 10 de julho um violento assalto a oeste de El Alamein resultou num avanço de 8 km e na captura das elevações de Tel el Eisa. Quatro dias mais tarde lançaram novo ataque no centro, o que lhes deu controle, no dia seguinte, da extremidade leste da cadeia de Ruweisat. Mas careciam de força para transformar estes assaltos locais em uma ofensiva geral ou ameaçar romper as linhas inimigas. Mas em vez disso, os britânicos tinham de lutar arduamente contra ferozes contra-ataques, para reter suas posições adquiridas. Rommel lançou grande parte de suas forças numa tentativa para retomar o terreno perdido e durante uma semana travou-se uma batalha indecisa nas disputadas colinas e montanhas cuja posse daria o domínio do terreno deserto das vizinhanças. Tel el Eisa mudaram de dono por diversas vezes naqueles dias. A posição de Ruweisat foi disputada ainda com mais ardor. Mas os ingleses, finalmente, conseguiram conservar suas conquistas originais e a 20 de julho estabeleceu-se uma ligeira calmaria sobre o campo de batalha.

Foi porém rompida no dia seguinte por novos ataques britânicos nos três setores principais com apoio de uma preparação extremamente pesada de artilharia. O ataque no centro conseguiu alguns progressos ao longo da cadeia de Ruweisat, e o seu peso auxiliou o avanço das tropas para o norte a fim de completar a posse de Tel el Eisa e melhorar suas posições no setor intermediário. Algumas destas conquistas locais foram perdidas em contra-ataques, mas a 24 de julho a maior parte das novas posições foi consolidada. Dois dias mais tarde os britânicos lançaram novo ataque. Os alemães, porém, já haviam construído poderosas defesas; e embora os ingleses fizessem uma brecha nos campos de minas não puderam alargá-la o suficiente para lançar um ataque de tanques; e a artilharia e infantaria alemães situadas em posições poderosamente defendidas impediram que a principal força de ataque tirasse partido de seus êxitos iniciais. A 28 de julho os ingleses desistiram da tentativa e retiraram-se para as posições que ocupavam alguns dias antes.

Estas experiências custosas para ambos os lados demonstraram claramente que o equilíbrio das forças era por demais perfeito para que qualquer dos contendores lançasse uma ofensiva com quaisquer esperanças de êxito. A única solução era que surgisse algum fator alterando o equilíbrio ou que um dos contendores recebesse um reforço que lhe desse uma clara vantagem sobre o inimigo. O elemento característico da situação era a corrida em que se empenhavam ambos os lados no sentido de receber mais reforços, e, sob a calmaria que durou um mês e que se estabeleceu em fins de julho, faziam-se preparativos urgentes a fim de tentar romper o equilíbrio de forças que representava tantas perspectivas de perigo para ambos os lados.

O problema apresentava-se muito mais crítico para os ingleses do que para seus oponentes. No presente estado de equilíbrio a chegada de apenas um comboio poderia fazer pender a balança o suficiente para que o lado favorecido tentasse uma nova ofensiva. Mas um pequeno aumento das forças britânicas teria conseqüências limitadas, que talvez fizessem recuar as forças de Rommel até a fronteira egípcia e diminuir a ameaça imediata à Alexandria, mas que dificilmente conviria ao objetivo de destruir o exército de Rommel, única maneira de obter completa segurança. Por outro lado, bastaria a Rommel uma vantagem relativamente pequena para afetar o assalto temporário que era o que ele necessitava a fim de limpar o caminho para um assalto ao vale do Nilo. Em comparação, os ingleses possuíam uma zona de manobras muito menor, e uma perda de terreno que pouca significação teria para Rommel, poderia ter conseqüências desastrosas para a defesa do Egito e para toda a posição aliada no Oriente Médio.

Uma feliz circunstância contribuiu para aliviar esta situação tensa. No seu discurso de 8 de setembro na Câmara dos Comuns, afirmou Churchill que desde março havia sido aumentada a remessa normal de reforços para o 8° Exército. Foram requisitados dos Estados Unidos navios suplementares com o fim de transportar cerca de 50.000 homens, e a aquiescência do presidente Roosevelt tornou possível enviar um comboio que já estava contornando o cabo da Boa Esperança "num momento crítico" e que poderia preencher as grandes perdas que o 8° Exército sofreu na retirada. Nas semanas subseqüentes continuou o afluxo de homens e abastecimentos, incluindo tanques e aviões provenientes das Estados Unidos e que tinham um papel importante na luta travada naquela região. As desvantagens da longa rota por mar constituíam ainda um sério problema, porém não tinham o caráter tão inexorável quanto poderiam ter sob circunstâncias diferentes.

Rommel também se encontrava em condições desvantajosas. Suas forças ficavam muito mais perto das bases metropolitanas que as dos ingleses, mas as necessidades da campanha da Rússia obrigavam os nazistas a explorarem ao máximo os recursos da Alemanha. Embora Rommel recebesse reforços, eram em quantidades limitadas. Em tanques, o Afrika Korps apenas recebia pouco mais do que o necessário para recuperar-se das perdas, embora uma segunda divisão armada italiana, a Vitória, ter sido acrescentada à divisão Airete. A força aérea de Rommel também permanecia limitada e não conseguia vencer a superioridade de que dispunham, neste período, a RAF e as outras forças aéreas que combatiam a seu lado, inclusive a aviação americana.

Estas limitações eram acentuadas pelas perdas infligidas aos abastecimentos enviados a Rommel. A perda do litoral da Líbia dificultou em parte os ataques da marinha inglesa contra as rotas de navegação no Mediterrâneo, e a posse de Tobruk deu a Rommel o melhor porto entre Trípoli e Alexandria, auxiliando a aliviar suas linhas terrestres de comunicação. Mesmo assim os comboios do Eixo estavam sob constante ataque, particularmente por bombardeiros e submarinos e o número crescente de bombardeiros de grande raio de ação possibilitava a realização de pesados ataques sobre portos distantes como Benghazi e baía de Suda. Em princípios de agosto Tobruk era atacada quase todas as noites. Rotas terrestres, depósitos de abastecimentos, e transportes motorizados eram constantemente atacados. Num esforço para reduzir ao mínimo suas perdas marítimas e tornar os abastecimentos menos sujeitos à utilização dos portos, objetivos favoritos dos bombardeiros britânicos, as forças do Eixo recorreram às barcaças motorizadas de 120 toneladas que eram particularmente úteis no transporte costeiro. Mesmo assim, a declaração britânica de 13 de agosto, afirmando que 53 navios do Eixo de todos os tipos foram afundados ou avariados por ataques aéreos nas últimos 19 dias, indicava o crescente número de barcos perdidos.

Essas perdas causadas pela aviação eram completadas pela atividade das forças navais e terrestres. Coube mais uma vez ao poderio naval britânico a missão de inquietar o flanco costeiro do Eixo. A importante base de Matruh foi seis vezes bombardeada em fins de julho. El Daba foi canhoneada em setembro em coordenação com as operações combinadas contra Tobruk. No dia 13 de agosto, Rodes foi submetido a um bombardeio que durou 12 minutos. Exatamente um mês mais tarde foi levado a cabo, contra Tobruk, um golpe de mão de comandos, apoiado por forças navais, tendo de enfrentar grande resistência e perdendo dois destróieres. Na mesma data, uma coluna móvel que atravessou sem impecilhos a Líbia, atacou Barce e Benghazi, e dois dias depois o oásis de Gialo ocupado pelos italianos sofreu um ataque que durou seis dias e que só foi repelido com o aparecimento de reforços blindados. Quaisquer que tenham sido os êxitos obtidos por esses esforços, indicavam estar bem vivo o espírito ofensivo do 8° Exército.

Entrementes Malta continuava como base de onde poderiam ser desfechados ataques contra os portos italianos e comboios do Eixo no mar. Notava-se, em agosto, que diminuíra a intensidade dos bombardeios contra a ilha, que ainda assim era submetida a contínuos ataques aéreos. Mas isso não era devido a que Malta tivesse perdido em importância, e sim em conseqüência das exigências inadiáveis da campanha russa. Quando um poderoso comboio, incluindo três porta-aviões conseguiu levar novos abastecimentos à ilha, esta sofreu um feroz ataque no dia 11 e 12 de agosto, que resultou na perda do porta-aviões Eagle, do cruzador Manchester, do cruzador antiaéreo Vairo e do destróier Foresight. A violência do ataque e o fato de que tais perdas fossem aceitas como o preço da sobrevivência de Malta, demonstraram a importância desta ilha para ambos os lados.

Agosto chegou, pois, a seu termo sem que se verificasse qualquer mudança importante no equilíbrio das forças em presença na África do Norte. Rommel recebeu reforços não só da divisão blindada Vitória, mas também da 164a divisão de infantaria alemã e das tropas italianas resultando que suas forças ficaram com quatro divisões blindadas e sete divisões de infantaria. Foi a maior força que Rommel já teve a seu dispor. Porém as forças britânicas também estavam crescendo - Churchill afirmou que haviam aumentado não apenas de modo absoluto mas também relativo, apesar de não possuir tantos tanques pesados e tanta artilharia de calibre médio quanto o inimigo. Além disso, as tropas britânicas estavam mais uma vez sob novo comando. O general Auchinlek havia ganho merecida reputação por sua bem sucedida resistência em El Alamein e pelo forte espírito ofensivo demonstrado em operações subseqüentes. Insinuara-se, porém, durante a retirada anterior que a organização utilizada por Auchinlek não era eficiente, que entre seus membros não existia harmonia e que ficara demonstrado que a hesitação do general em efetuar uma reorganização drástica no seu Estado-Maior constituíra um grave defeito. Churchill aproveitou sua viagem a Moscou para investigar a situação e chegou à conclusão de que, se quisesse obter êxitos decisivos no Oriente Médio, era preciso gente completamente nova. Sua escolha para o comando supremo desta região - da qual estavam separadas agora as forças do Irã e do Iraque - recaiu sobre o general Alexander, cuja reputação fôra aumentada por sua atuação em Dunquerque e na Birmânia. Às suas ordens, foi colocado o general Montgomery na qualidade de comandante do 8° Exército. Churchill expressou sua satisfação porque "esta combinação forma um comando bem adaptado às nossas necessidades e constitui o melhor que atualmente possuímos à nossa disposição."

A habilidade destes generais iria ser submetida à prova quase imediatamente. Em fins de agosto era evidente que o inimigo preparava um assalto. Rommel, naturalmente, mostrava-se impaciente por alcançar o vale do Nilo e queria atacar logo que tivesse qualquer apreciável superioridade de forças. O início do ataque a Stalingrado deu dupla oportunidade de uma ofensiva coordenada contra Alexandria e Suez. A chegada dos reforços do Eixo, inclusive algumas unidades de pára-quedistas, foi notada a tempo pelos ingleses. Observaram também o movimento do material de artilharia e das forças motorizadas para as zonas avançadas. E, o que não era menos importante, parecia que o grosso das tropas alemães havia sido retirado da linha e substituído pela infantaria italiana. Isto sugeria que as tropas de choque estavam descansando a fim de preparar-se para novo esforço.

Os ingleses, até este momento, ainda não se sentiam em condições de se adiantarem a uma ofensiva do Eixo, desencadeando, por sua vez, uma ofensiva. Tinham por outro lado, boas razões para confiar em sua capacidade para rechaçar o ataque e infligir, possivelmente, sérias perdas aos atacantes. Os defensores da zona de El Alamein haviam sido reforçados com todas as reservas disponíveis, e, especialmente, com poderosa concentração de artilharia. Suas posições não constituíam uma linha firme desde o mar até a depressão de Qattara; escalonavam-se, antes, em profundidade. Haviam desenvolvido, na campanha precedente, um sistema de fortins próprios para deserto, isto é, entrincheiramentos protegidos por campos de minas e densos obstáculos de arame, poderosamente defendidos pela artilharia. Tal dispositivo constituía a característica das posições mais fortes em torno de El Alamein. A concentração de forças determinada por este método impedira os ingleses de cobrir com as tropas toda a orla da depressão, e o flanco sul achava-se protegido principalmente por campos de minas e forças móveis. Havia por conseguinte a possibilidade de que Rommel avançasse por um corredor situado naquela extremidade, lançando-se na direção do vale do Nilo. Com tal operação, porém, arriscar-se-ia a que o grosso do 8° Exército caísse sobre o flanco e a retaguarda de suas tropas; e para tornar ainda mais arriscada a tentativa, organizaram os britânicos uma força defensiva localizada mais à retaguarda, para os lados do próprio Nilo. O 8° Exército sentia-se, desta forma, aliviado da idéia de ser a última defesa do Egito, ficando então com a liberdade de empregar uma tática que conduzisse à destruição das forças de Rommel caso a ousadia do chefe nazista as deixasse expostas.

Rommel, porém, não estava preparado para tais riscos. Atacou, na primeira oportunidade, o flanco meridional que se achava fraco. Avançou nas primeiras horas do dia 31 de agosto com as tropas veteranas do Afrika Korps - duas divisões panzer e a 90a divisão ligeira de elite apoiadas por elementos do 20° corpo motorizado italiano. Enquanto outras tropas italianas eram incumbidas de um ataque de diversão no centro da linha, a poderosa força atacante de Rommel contornava o flanco sul e atravessava os campos de minas, avançando para o norte em direção das principais posições britânicas.

Seu avanço, embora bastante extenso, teve pouca importância tática. Esta arremetida levou-o cerca de 40 km em direção da zona situada entre El Hemeimat e as elevações de Ruweisat, encontrando apenas oposição de forças ligeiras móveis. Mas, apesar de ter esta investida aproximado Rommel a 24 km da estrada costeira, teve de enfrentar, nesta altura, as posições fortificadas britânicas. Não conseguiu descobrir um ponto fraco na linha, e foi incapaz de atrair a principal força blindada britânica a um ataque que poderia arrastá-la a uma emboscada. Um ataque de três pontas de lança desfechado sobre as posições britânicas na noite de 1o de setembro foi rechaçado por uma poderosa defesa com apoio de concentração de fogo de artilharia sem precedente. A força aérea aliada, que mantinha a supremacia sobre o campo de batalha, castigava as concentrações avançadas de Rommel e martelava suas bases e comunicações, enquanto as unidades blindadas britânicas efetuavam ataques rápidos e violentos contra as forças avançadas inimigas. Dois oficiais alemães sob a proteção de uma bandeira branca tentaram convencer os defensores de que estes estavam cercados e deveriam render-se. Sua única resposta foi uma explosão de gargalhadas. Defrontando-se com poderosas e firmes defesas e sofrendo grande pressão por parte dos contra-ataques britânicos, Rommel recuou lentamente. Alcançara uma valiosa posição no cume do El Hemeimat onde sua retaguarda permaneceu fortemente entrincheirada, mas, de um modo geral, foi forçado a recuar às suas antigas posições com perdas apreciáveis.

Este revés, embora sério, não constituía de modo algum, uma derrota decisiva. Rommel recuou lentamente e em boa ordem. As arremetidas britânicas do setor central lançadas contra a retaguarda da ponta de lança blindada do Eixo foram rechaçadas por contra-ataques. A principal força britânica não percebia que o revés de Rommel era suficientemente importante para lançar um contra-ataque que pudesse desalojá-lo de suas posições principais. Era uma característica reveladora o fato de que o Eixo não pudera retirar da Europa forças suficientes para realizar uma ofensiva esmagadora. Mas esta situação talvez fosse temporária e não havia certeza de que o presente equilíbrio de forças não pudesse desfazer-se com desvantagens para os ingleses. Enquanto permanecesse dentro das fronteiras do Egito, o exército de Rommel constituiria uma ameaça constante da máxima gravidade. Não fôra pequena a façanha de havê-lo detido com tanta eficácia após os desastres da campanha de junho, mas unicamente uma ofensiva esmagadora que destruísse sua capacidade de ataque e, se possível, seu exército, daria segurança final a uma posição que constituía mais do que nunca um baluarte das esperanças aliadas.




In September 1918, Egypt made the first moves toward the formation of a wafd, or delegation, to voice its demands for independence at the Paris Peace Conference. On February 28, 1922, Britain unilaterally declared Egyptian independence without any negotiations with Egypt. Four matters were "absolutely reserved to the discretion" of the British government until agreements concerning them could be negotiated: the security of communications of the British Empire in Egypt; the defense of Egypt against all foreign aggressors or interference, direct or indirect; the protection of foreign interests in Egypt and the protection of minorities; and Sudan. Sultan Ahmad Fuad became King Fuad I, and his son, Faruk, was named as his heir. On April 19, a new constitution was approved. Also that month, an electoral law was issued that ushered in a new phase in Egypt's political development--parliamentary elections. On April 28, 1936, King Fuad died and was succeeded by his son, Faruk. In the May elections, the Wafd won 89 percent of the vote and 157 seats in Parliament.

Negotiations with the British for a treaty to resolve matters that had been left outstanding since 1922 had resumed. The British delegation was led by its high commissioner, Miles Lampson, and the Egyptian delegation by Wafdist leader and prime minister, Mustafa Nahhas. On August 26, a draft treaty that came to be known as the Anglo-Egyptian Treaty of 1936 was signed. The treaty provided for an Anglo-Egyptian military and defense alliance that allowed Britain to maintain a garrison of 10,000 men in the Suez Canal Zone. In addition, Britain was left in virtual control of Sudan. This contradicted the Anglo-Egyptian Condominium Agreement of 1899 that provided that Sudan be governed by Egypt and Britain jointly. In spite of the agreement, however, real power was in British hands. Egyptian army units had been withdrawn from Sudan in the aftermath of the Stack assassination, and the governor general was British. Nevertheless, Egyptian nationalists, and the Wafd particularly, continued to demand full Egyptian control of Sudan. The treaty did provide for the end of the capitulations and the phasing out of the mixed courts. The British high commissioner was redesignated ambassador to Egypt, and when the British inspector general of the Egyptian army retired, an Egyptian officer was appointed to replace him. In spite of these advances, the treaty did not give Egypt full independence, and its signing produced a wave of antiWafdist and anti-British demonstrations.

With the beginning of World War II, Egypt again became vital to Britain's defense. Britain had to assure, if not the wholehearted support of Egypt, at least its acquiescence in British military and political policies during the crisis. For its part, Egypt considered the war a European conflict and hoped to avoid being entangled in it. As one Axis victory succeeded another, Egyptians grew increasingly convinced that Germany would win the war. Some were pleased at the prospect of a German victory, not because they were attracted to the Nazi ideology, but because they viewed any enemy of their enemy, Britain, as a friend. Meanwhile, the British were determined to prevent an Egyptian-German alliance. The war gave the Wafd the opportunity to return to power. The Wafd set out to convince the British that they would not lead an anti-British insurrection during the wartime crisis. Uncertain of the loyalty of Prime Minister Ali Maher and convinced that the king was intriguing against them, the British decided to entrust the Egyptian government to the Wafd. On February 2, 1942, with the German army under General Erwin Rommel advancing toward Egypt, Lampson, the British ambassador, ordered the king to ask Mustafa Nahhas, the Wafdist leader, to form a government. The incident clearly demonstrated that real power in Egypt resided in British hands and that the king and the political parties existed only so long as Britain was prepared to tolerate them. It also eroded popular support for the Wafd because it showed that the Wafd would make an alliance with the British for purely political reasons. The Wafd's credibility was eroded further in 1943 when a disaffected former Wafd member, Makram Ubayd, published his Black Book. The book contained details of Nahhas's corrupt dealings over the years and seriously damaged his reputation.

The Wafdist government fell in 1944, and the Wafd boycotted the elections of 1945, which brought a government of Liberal Constitutionalists and Saadists to power. As World War II ended, the Wafd was splintered into several competing camps. The political initiative and popular support swung toward the militant organizations on the right, such as the Muslim Brotherhood and Young Egypt.

In 1945 a Labour Party government with anti-imperialist leanings was elected in Britain. This election encouraged Egyptians to believe that Britain would change its policy. The end of the war in Europe and the Pacific, however, saw the beginning of a new kind of global war, the Cold War, in which Egypt found itself embroiled against its will. Concerned by the possibility of expansion by the Soviet Union, the West would come to see the Middle East as a vital element in its postwar strategy of "containment." In addition, pro-imperialist British Conservatives like Winston Churchill spoke of Britain's "rightful position" in the Suez Canal Zone. He and Anthony Eden, the Conservative Party spokesman on foreign affairs, stressed the vital importance of the Suez Canal as an imperial lifeline and claimed international security would be threatened by British withdrawal.

In December 1945, Egyptian prime minister Mahmud Nuqrashi, sent a note to the British demanding that they renegotiate the 1936 treaty and evacuate British troops from the country. Britain refused. Riots and demonstrations by students and workers broke out in Cairo and Alexandria, accompanied by attacks on British property and personnel. The new Egyptian prime minister, Ismail Sidqi, a driving force behind Egyptian politics in the 1930s and now seventy-one and in poor health, took over negotiations with the British. The British Labour Party prime minister, Clement Atlee, agreed to remove British troops from Egyptian cities and bases by September 1949. The British had withdrawn their troops to the Suez Canal Zone when negotiations foundered over the issue of Sudan. Britain said Sudan was ready for self-government while Egyptian nationalists were proclaiming "the unity of the Nile Valley," that is, that Sudan should be part of Egypt. Sidqi resigned in December 1946 and was succeeded by Nuqrashi, who referred the question of Sudan to the newly created United Nations (UN) during the following year. The Brotherhood called for strikes and a jihad (holy war) against the British, and newspapers called for a guerrilla war.

In 1948 another event strengthened the Egyptian desire to rid the country of imperial domination. This event was the Declaration of the Establishment of the State of Israel by David Ben-Gurion in Tel Aviv. The Egyptians, like most Arabs, considered the State of Israel a creation of Western, specifically British, imperialism and an alien entity in the Arab homeland. In September 1947, the League of Arab States (Arab League) had decided to resist by force the UN plan for partition of Palestine into an Arab and a Jewish state. Thus, when Israel announced its independence in 1948, the armies of the various Arab states, including Egypt, entered Palestine to save the country for the Arabs against what they considered Zionist aggression. The Arabs were defeated by Israel, although the Arab Legion of Transjordan held onto the Old City of Jerusalem and the West Bank (see Glossary), and Egypt saved a strip of territory around Gaza that became known as the Gaza Strip.

When the war began, the Egyptian army was poorly prepared and had no plan for coordination with the other Arab states. Although there were individual heroic acts of resistance, the army did not perform well, and nothing could disguise the defeat or mitigate the intense feeling of shame. After the war, there were scandals over the inferior equipment issued to the military, and the king and government were blamed for treacherously abandoning the army. One of the men who served in the war was Gamal Abdul Nasser, who commanded an army unit in Palestine and was wounded in the chest. Nasser was dismayed by the inefficiency and lack of preparation of the army. In the battle for the Negev Desert in October 1948, Nasser and his unit were trapped at Falluja, near Beersheba. The unit held out and was eventually able to counterattack. This event assumed great importance for Nasser, who saw it as a symbol of his country's determination to free Egypt from all forms of oppression, internal and external. Nasser organized a clandestine group inside the army called the Free Officers. After the war against Israel, the Free Officers began to plan for a revolutionary overthrow of the government. In 1949 nine of the Free Officers formed the Committee of the Free Officers' Movement; in 1950 Nasser was elected chairman."

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