quarta-feira, maio 30, 2012

Pagwagaya - Armando Frazão

Comecei a ler este livro no dia 27/05/2012 e acabei no dia 30/05/2012.

Numa hipotética Madrid do futuro um grupo de pessoas embarca numa viagem para escapar à escassez crítica de recursos. A missão, com destino a Lisboa, força-os a sair da protecção dos escudos da cidade para o exterior, para o desconhecido mundo natural.


Mas a Natureza deixou de ser generosa e subserviente e, em circunstâncias onde há séculos atrás reinariam, agora sentem-se como presas impotentes. É uma aventura repleta de acção e perigos, onde vão abrir os olhos para a Terra e para as suas criaturas. Vão sobretudo aprender que nem sempre se pode fugir.




Armando Frazão nasceu em Angola em 1971. O 25 de Abril cedo ditou o regresso da sua família ao interior de Portugal onde viveu até aos 18 anos de idade e onde cimentou o seu gosto pela natureza. Ingressou depois na universidade em Lisboa onde se licenciou em engenharia e hoje exerce funções ligadas às tecnologias num dos maiores grupos empresariais nacionais. A par desta actividade profissional desenvolveu actividades relacionadas com natureza, ambiente e fotografia.


Em 2011 publicou o seu primeiro romance, Sonhos da Atlântida. Estreou o ano de 2012 com uma exposição individual de fotografia. Também em 2012 publica o seu segundo romance, Pagwagaya. O seu terceiro livro, Uku Pacha, está a ser escrito.

A minha opinião:

Não estava na à espera de uma história assim, uma ótima supressa, um livro de aventuras excecional. Foi o primeiro livro que li deste escritor e acho que estava à espera de um livro mais filosófico, a falar sobre os problemas na Natureza.


Mas foi exatamente o oposto, entramos numa aventura maravilhosa, viajamos para o seculo XXVII, onde vamos abrir os olhos para uma realidade bem diferente da que estávamos à espera.

Encontramos neste livro de ficção, um texto bem estruturado, com alguns erros de tipografia, mas que passamos ao lado.

Gostei tanto de ler desta narrativa, que me prendeu desde o primeiro capitulo, (uma coisa que também gostei, foi de o livro ter capítulos relativamente pequenos, para mim prende-me mais e facilita-me a leitura) que gostaria muito que este livro tive continuação.




Ao Encontro do Nosso Amor - Michael Baron

Comecei a ler este livro no dia 26/05/2012 e acabei no dia 27/05/2012.

 Joseph, um homem à beira dos quarenta anos, acorda desorientado e constrangido num local que não reconhece. Parte numa viagem para encontrar a sua casa, sem saber para onde vai, orientado apenas pela visão preciosa e indelével da mulher que ama. Antoinette é uma mulher de idade, que vive numa residência para séniores e que se refugiou no seu mundo interior. Aí, o corpo e a mente não a atraiçoaram. Aí, é uma jovem recém-casada com um marido que a idolatra e uma vida inteira de sonhos para viver. Aí, ela está verdadeiramente em casa. Warren, filho de Antoinette, é um quarentão anos que atravessa uma das fases mais difíceis da sua vida. Com tempo a mais, resolve tentar recriar as recordações de casa confeccionando os melhores pratos da mãe e saboreá-los com ela. Joseph, Antoinette e Warren são três pessoas que andam à procura de casa, cada uma à sua maneira. No modo como se ligam umas às outras nesta fase crítica das suas vidas reside o fundamento do tipo de história profunda e comovente que nos habituámos a esperar de Michael Baron.
Michael Baron é o pseudónimo de um reconhecido autor de obras de não ficção. A Quinta Essência publicou também Ficarei à tua Espera, o seu primeiro romance.

Visto do Céu - Alice Sebold

Comecei a ler este livro no dia 22/05/2012 e acabei no dia 26/05/2012.

Susie Salmon tem o olhar vivo e irrequieto dos seus catorze anos. Observa o desenrolar da vida: os colegas da escola, a família, o lento passar dos meses e das estações. Está tudo muito calmo, tudo parece muito acolhedor. Um único pormenor desmente tanta placidez: é que, de facto, Susie já morreu. Estranhamente, o céu parece-se muito com o recreio da escola, nem sequer faltam os baloiços. A pouco e pouco, Susie compreende que é o centro das atenções: os colegas comentam os rumores sobre o seu desaparecimento, a família ainda acredita que ela poderá ser encontrada, o assassino tenta esconder as pistas do seu crime...


Críticas de imprensa

«Uma história de esperança incrustada numa realidade cinzenta.» The New York Times Magazine «Leitura extraordinária e compulsiva, um trabalho impressionante.» The Bookseller

«Brilhante primeiro romance que alcança um feito raro na ficção: construir um universo idealizado, simultaneamente tangível e etéreo, aproximando de forma sublime e realidade e a espiritualidade.» Village Voice

O primeiro livro que Alice Sebold publicou chama-se Sorte e é um doloroso relato na primeira pessoa: uma memória da sua própria violação, por um colega da Universidade de Syracuse, obra que brevemente será editado em Portugal pela Casa das Letras. O Village Voice distinguiu-a, então, com um prémio de revelação. Posteriormente, começou a trabalhar no New York Times e no Chicago Tribune. Visto do Céu, no original The Lovely Bones, o seu primeiro romance, tem sido celebrado como um potencial clássico. Com mais de um milhão e 300 mil exemplares vendidos em dois meses, nos Estados Unidos, esteve cinco meses em primeiro lugar na lista dos títulos mais vendidos do New York Times. Já foi traduzido em dezoito línguas e Peter Jackson, o produtor da trilogia O Senhor dos Anéis, comprou os direitos cinematográficos

Não Contes a Ninguém - Karen Rose

Comecei a ler este livro no dia 16/05/2012 e acabei no dia 21/05/2012.

Mary Grace Winters sabia que a única forma de ela e o filho escaparem ao marido, um agente da polícia que os maltratava, passava pela simulação das suas mortes. Agora, tudo o que resta da sua antiga vida jaz no fundo do lago... Com uma nova identidade, numa nova cidade, encontrou um refúgio a centenas de quilómetros de distância. Quase se esqueceu do pesadelo vivido há nove anos. Até resolveu tentar a sua sorte no amor com Max Hunter, um homem que também carrega as suas próprias feridas. Contudo, o marido descobre-os e, pouco a pouco, o perigo aproxima-se e ameaça tudo e todos.



Karen Rose é uma escritora premiada que se apaixonou pelos livros assim que aprendeu a ler, começando a escrever quando as personagens na sua cabeça começaram a falar ininterruptamente, recusando silenciar-se. Antiga engenheira química e professora de Química e Física no ensino secundário, Karen vive na Flórida há vinte anos com o marido, dois filhos e o gato da família. Quando não está a escrever, Karen treina para ver se consegue o próximo cinto de karate!

Siddhartha - Hermann Hesse

Comecei a ler este livro no dia 13/05/2012 e acabei de ler no dia 15/05/2012.

Siddhartha, filho de um brâmane, nasceu na Índia no século VI a.C. Passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra. Na sua longa viagem existencial, Siddhartha experimenta de tudo, usufruindo tanto as maravilhas do sexo, quanto o jejum absoluto. Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir «o caminho do meio», libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a paz interior. Em páginas de rara beleza, Siddhartha descreve sensações e impressões como raramente se consegue. Lê-lo é deixar-se fluir como o rio onde Siddhartha aprende que o importante é saber escutar com perfeição.

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1946

Romancista e poeta alemão, Hermann Hesse nasceu em 1877 na pequena cidade de Calw, na orla da Floresta Negra e no estado de Wüttenberg. Como os pais depositavam esperanças no facto de Hermann Hesse poder vir a seguir a tradição familiar em teologia, enviaram-no para o seminário protestante de Maulbronn, em 1891, mas acabou por ser expulso. Passando a uma escola secular, o jovem Hermann tornou a revelar inadaptação, pelo que abandonou os seus estudos.

Hermann Hesse começou depois a trabalhar, primeiro como aprendiz de relojoeiro, como empregado de balcão numa livraria, como mecânico, e depois como livreiro em Tübingen, onde se teria juntado a uma tertúlia literária, "Le Petit Cénacle", que teria, não só grandemente fomentado a voracidade de leitura em Hesse, como também determinado a sua vocação para a escrita. Assim, em 1899, Hermann Hesse publicou os seus primeiros trabalhos, Romantischer Lieder e Eine Stunde Hinter Mitternacht , volumes de poesia de juventude.

Depois da aparição de Peter Camenzind, em 1904, Hesse tornou-se escritor a tempo inteiro. Na obra, reflectindo o ideal de Jean-Jacques Rousseau do regresso à Natureza, o protagonista resolve abandonar a grande cidade para viver como São Francisco de Assis. O livro obteve grande aceitação por parte do público. Em 1911, e durante quatro meses, Hermann Hesse visitou a Índia, que o teria desiludido mas, em contrapartida, constituído uma motivação no estudo das religiões orientais. No ano seguinte, o escritor e a sua família assentaram arraiais na Suíça.

Nesse período, não só a sua esposa começou a dar sinais de instabilidade mental, como um dos seus filhos adoeceu gravemente. No romance Rosshalde (1914), o autor explora a questão do casamento ser ou não conveniente para os artistas, fazendo, no fundo, uma introspecção dos seus problemas pessoais. Durante a Primeira Guerra Mundial, Hesse demonstrou ser desfavorável ao militarismo e ao nacionalismo que se faziam sentir na altura e, da sua residência na Suíça, procurou defender os interesses e a melhoria das condições dos prisioneiros de guerra, o que lhe valeu ser considerado pelos seus compatriotas como traidor. Finda a guerra, Hesse publicou o seu primeiro grande romance de sucesso, Demian (1919). A obra, de carácter faustiano, reflectia o crescente interesse do escritor pela psicanálise de Carl Jung, e foi louvada por Thomas Mann.

Assinada nas primeiras edições com o nome do seu narrador, Emil Sinclair, Hesse acabaria por confessar a sua autoria. Deixando a sua família em 1919, Hermann Hesse mudou-se para o Sul da Suíça, para Montagnola, onde se dedicou à escrita de Siddharta (1922), romance largamente influenciado pelas culturas hindu e chinesa e que, recriando a fase inicial da vida de Buda, nos conta a vida de um filho de um Bramane que se revolta contra os ensinamentos e tradições do seu pai, até poder eventualmente encontrar a iluminação espiritual. A obra, traduzida para a língua inglesa nos anos 50, marcou definitivamente a geração Beat norte-americana. 1919 foi também o ano em que Hesse travou conhecimento com Ruth Wenger, filha da escritora suíça Lisa Wenger e bastante mais nova que o autor.

O escritor renunciou à cidadania alemã, em 1923, optando pela suíça. Divorciando-se da sua primeira esposa, Maria Bernoulli, casou com Ruth Wenger em 1924, tendo o casamento durado apenas alguns meses. Dessa experiência teria resultado uma das suas obras mais importantes, Der Steppenwolf (1927). No romance, o protagonista Harry Haller confronta a sua crise de meia-idade com a escolha entre a vida da acção ou da contemplação, numa dualidade que acaba por caracterizar toda a estrutura da obra. Em 1931 voltou a casar, desta feita com Ninon Doldin, de origem judaica. Com apenas quatorze anos, havia enviado, em 1909, uma carta a Hermann Hesse, e desde então a correspondência entre ambos não mais cessou. Conhecendo-se acidentalmente em 1926, foram viver juntos para a Casa Bodmer, estando Ninon separada do pintor B. F. Doldin, e a existência de Hesse ter-se-à tornado mais serena.

Durante o regime Nacional-Socialista, os livros de Hermann Hesse continuaram a ser publicados, tendo sido protegidos por uma circular secreta de Joseph Goebbels em 1937. Quando escreveu para o jornal pró-regime Frankfürter Zeitung, os refugiados judeus em França acusaram-no de apoiar os Nazis. Embora Hesse nunca se tivesse abertamente oposto ao regime Nacional-Socialista, procurou auxiliar os refugiados políticos. Em 1943 foi finalmente publicada a obra Das Glasperlernspiel, na qual Hesse tinha começado a trabalhar em 1931.

Tendo enviado o manuscrito, em 1942, para Berlin, foi-lhe recusada a edição e o autor foi colocado na Lista Negra Nacional-Socialista. Não obstante, a obra valer-lhe-ia o prémio Nobel em 1946. Após a atribuição do famoso galardão, Hesse não publicou mais nenhuma obra de calibre. Entre 1945 e 1962 escreveria cerca de meia centena de poemas e trinta e dois artigos para os jornais suíços.

A nove de Agosto de 1962, Hermann Hesse veio a falecer, aos oitenta e cinco anos, durante o sono, vítima de uma hemorragia cerebral.

Sangue Derramado - Asa Larsson

Comecei a ler este livro no dia 04/05/2012 e acabei de ler no dia 12/05/2012.

É Verão na Suécia, quando brilha o Sol da meia-noite e o longo Inverno foi esquecido. Neste tempo mágico, uma pastora protestante, Mildred, é encontrada morta com sinais de tortura, na cidade de Kiruna. Mildred era uma feminista, uma lutadora tão amada como odiada. É evidente que nem todos aceitam uma mulher na Igreja. Rebecka Martinsson regressa a Kiruna, o lugar onde cresceu, e rapidamente se vê envolvida neste caso misterioso: só ela é capaz de desmascarar os habitantes desta cidade gélida. Åsa Larsson surpreendeu os leitores com Aurora Boreal, um êxito que a enalteceu como a autora revelação do romance negro escandinavo. Com Sangue Derramado, vencedor do Prémio para o Melhor Romance Negro Sueco do Ano, Åsa Larsson volta a envolver-nos na inesquecível e inquietante atmosfera de Kiruna.


Críticas de imprensa

«Como romance negro está construído de maneira inteligente, mas o que aparece em primeiro plano, a caça ao assassino, não é o mais importante. Åsa Larsson deleita-se a mostrar o retrato desse mundo fechado que constitui o adubo perfeito para o crime.» Der Kleine Bund


Åsa Larsson nasceu em Kiruna em 1966. Estudou Direito e, tal como a sua personagem Rebecka Martinsson, exerceu durante uns tempos como advogada de direito fiscal. Em 2003 publicou o romance Aurora Boreal, e foi-lhe atribuído o Prémio da Associação de Escritores Suecos de Romance Policial para o Melhor Primeiro Romance, sendo adaptado ao cinema. Sangue Derramado também foi galardoado com o Prémio para o Melhor Romance Policial Sueco. Os seus livros têm sido um êxito imediato, obtendo o elogio da crítica e dos leitores nos vários países.

Se eu Fechar os Olhos Agora - Edney Silvestre

Comecei a ler este livro no dia 02/05/2012 e acabei no dia 3/05/2012.

Numa pequena cidade da antiga zona do café fluminense, em abril de 1961, dois meninos de 12 anos encontram o corpo de uma linda mulher, que foi morta e mutilada, às margens de um lago onde vão fazer gazeta. Eles não aceitam a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido, o dentista da cidadezinha, motivado por ciúme. Começam uma investigação, ajudados por um velho que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas, que acaba se tornando um terrível caminho de amadurecimento para chegar à vida adulta.

Para Sempre meu Amor - Cathy Kelly

Comecei a ler este livro no dia 27/04/2012 e acabei no dia 01/05/2012.

As fadas madrinhas existem, mesmo nas tranquilas colinas irlandesas. Na bonita cidade de Carrickwell vivem três mulheres cujas vidas se encontravam completamente delineadas: a ambiciosa Mel estava determinada a ter uma carreira e uma família; a atenciosa Daisy sonhava em ter um filho com o namorado, e a impetuosa Cleo queria terminar o seu curso e entrar no negócio da família. Mas as circunstâncias mudaram e tudo se desmoronou. Quando Leah, uma enigmática mulher a braços com os seus próprios problemas, abre o Spa Cloud’s Hill, Mel, Daisy e Cleo desenvolvem uma amizade e a coragem de descobrir o que realmente importa para elas, para sempre...




Cathy Kelly nasceu em Belfast e cresceu en Dublin. Iniciou a sua carreira num jornal nacional irlandês, onde foi editora de moda e de notícias, crítica cinematográfica e autora da popular coluna de conselhos «Dear Cathy». Actualmente colabora com o jornal Sunday World. Editou o seu primeiro romance, Woman to Woman, em 1997, que se transformou de imediato num êxito de vendas e converteu Cathy Kelly numa autora reconhecida internacionalmente: os seus livros estão traduzidos em mais de quinze idiomas, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Algué Como Tu recebeu o prémio Romantic Novel of the Year, para o melhor romance do ano em 2001. Actualmente, Cathy Kelly vive no condado de Wicklow, na Irlanda, com o companheiro e os filhos gémeos.

quinta-feira, maio 17, 2012

segunda-feira, abril 30, 2012

O Diário de um Vampiro Banana 3 - Tim Collins

Comecei a ler este livro no dia 25/04/2012 e acabei de ler no dia 26/04/2012.

Depois do sucesso alcançado por Nigel Mullet, o único vampiro banana da história, surge uma nova personagem, igualmente banana, igualmente com poderes sobrenaturais, mas mais peludo! Após ter sido mordido por um lobo, Luke Thorpe apercebe-se que tem uma súbita vontade de devorar carne crua e de uivar à lua. Nigel tornou-se amigo de Luke, mas tão amigo que o deixou escrever este novo diário. Para aprender a lidar com as vergonhas causadas pelas suas transformações, Luke junta-se a um grupo de lobisomens onde conhece Chloe, o grande amor de Nigel. É então que fica a saber que os lobos estão a planear um ataque ao castelo onde vive Nigel. Conseguirão os três amigos bananas fazer a paz entre vampiros e lobisomens?

Circulo de Sangue - Jérôme Delafosse

Comecei a ler este livro no dia 20/04/2012 e acabei de ler no dia 24/04/2012.

Um homem acorda de um prolongado coma num hospital da Noruega. Não sabe quem é nem se lembra do passado. Nathan Fahl é o nome que consta dos seus documentos de identificação e bem depressa se apercebe de que corre perigo. Em ritmo frenético a trama desenrola-se em diferentes direcções. Que relação haverá entre uma expedição árctica e sinistras experiências médicas no Ruanda? E que seita é aquela que há trezentos anos vem perpetrando acções terroristas? Nathan corre contra o tempo porque só poderá combatê-la se recuperar a memória. Um thriller poderoso, que arrasta o leitor numa vertigem, entre horrores antigos e actuais, sangrentos rituais religiosos, armas biológicas e terrorismo internacional.

Uma Outra maneira de Ser - Elizabeth Moon

Comecei a ler este livro no dia 11/04/2012 e acabei de ler no dia 19/04/2012

Prémio Nebula 2003 (um dos principais prémios literários dos Estados Unidos da América).


Finalista do Arthur C. Clarke Award



Lou Arrendale nasceu autista. Os seus pais em consonância com a sociedade julgam que sabem como Lou se deve comportar tendo em conta a sua desordem. Os avanços na medicina e desenvolvimento das novas tecnologias ajudam a corrigir a doença e imprimem uma nova esperança aos progenitores, que esquecem porém que a identidade de um indivíduo é muito complexa, e vai além de um tratamento. Um livro com descrições pormenorizadas e um dos mais filosoficamente intrigantes romances de ficção científica dos últimos anos.

A Visita Inesperada - Agatha Christie

Li este livro no dia 07/04/2012.

Numa noite de nevoeiro cerrado, o carro de Michael Starkwedder despista-se numa estrada rural. Em redor, há apenas uma casa isolada. Quando Michael se aproxima para tentar pedir ajuda, o cenário com que se depara é arrepiante: numa cadeira de rodas, jaz o cadáver de um homem; a seu lado, está uma atraente mulher com uma arma na mão. A solução do caso parece simples, não fosse o facto de o morto ter uma longa lista de inimigos. Michael percebe que está perante o cadáver de um monstro. Quem de entre os muitos alvos da sua malvadez poderá ter cometido o crime? A resposta pode estar dentro da própria casa e dos seus inúmeros suspeitos…




Escrito originalmente por Agatha Christie em 1958 como uma peça de teatro, A Visita Inesperada (The Unexpected Guest) foi adaptado para romance por Charles Osborne em 1999.

Irmã - Rosamund Lupton

Comecei a  ler este livro no dia 2/04/2012 e acabei no dia 06/04/2012.

Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess - e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.


Críticas de imprensa


«Ao mesmo tempo comovente e arrepiante, Irmã provoca um surto de adrenalina capaz de causar calafrios na tarde mais soalheira.»

The New York Times Book Review



«O conhecimento de Lupton sobre a dor e a culpa no seio familiar é aliado a um enredo desenvolvido com segurança.»

The Independent



«Vai adorar cada momento.»

People

O Nascimento de Vénus - Sarah Dunant

Comecei a ler este livro no dia 23/03/2012 e acabei no dia 31/03/2012

Alessandra Cecchi ainda não tem quinze anos quando o seu pai, um próspero comer-ciante de tecidos, traz um jovem pintor do norte da Europa para decorar a capela do palácio da família, em Florença. Uma criança do Renascimento, com uma mente precoce e um grande amor pelas artes, Alessandra fica entoxicada pelo talento do jovem pintor. Mas a sua relação com ele é bruscamente interrompida quando os pais da jovem lhe arranjam um casamento com um fidalgo rico e muito mais velho.

Entretanto, Florença está a mudar, oprimida pelo fundamentalismo imposto pelo monge Savonarola que cobiça o poder político e religioso. Alessandra e a sua cidade são apanhadas entre a tradição dos Medici, com o seu amor pelo luxo, conhecimento e artes, e o novo Inferno pregado pelos seguidores de Savonarola. Com este pano de fundo revolucionário e violento, a vida de casada de Alessandra revela-se uma desilusão, excepto pela liberdade que lhe traz, e que lhe permite procurar de novo aquele pintor, cuja arte exerce sobre si um fascínio tão forte e erótico.

Críticas de imprensa

"Envolvente e impressionante, O Nascimento de Vénus é a obra mais poderosa de Dunant".

—SUNDAY TIMES


"Sarah Dunant retrata de uma forma viva e intensa a Florença Renascentista: a imoralidade, a brutalidade, a vitalidade, as maquinações políticas... magistral!"

—DAILY TELEGRAPH

"Erótico e absorvente... Dunant consegue que a arte e o pensamento da época pareçam novos e perigosos."

—INDEPENDENT ON SUNDAY

"Mal acabei de ler este romance apeteceu-me voltar ao início e recomeçar a ler."

—OBSERVER

"Simplesmente fabuloso, por vezes intoleravelmente excitante, e sempre maravilhosamente escrito."

—ANTONIA FRASER


"Ninguém devia visitar a Toscânia sem ler O Nascimento de Vénus."

—PUBLISHERS WEEKLY


"Soberbamente escrito e empolgante até ao fim."

—TIMES

Seita Maldita - Tess Gerritsen

Comecei a ler este livro no dia 23/02/2012 e acabei no dia 26/02/2012

Maura Isles junta-se a um velho amigo, que leva a filha e mais dois amigos, para esquiar. Durante a viagem, o jipe avaria e os cinco têm de procurar abrigo em Kingdom Come, uma aldeia misteriosamente


abandonada da noite para o dia, abrigo de uma estranha seita religiosa liderada pelo carismático Jeremiah Goode. Dias depois, Rizzoli recebe a notícia de que o corpo de Isles foi encontrado carbonizado numa ravina das montanhas. Determinada a descobrir a verdade, a detetive parte para Kingdom Come, onde revelações horrendas estão enterradas e onde paira a ameaça de um inimigo implacável.
 
 

Abraça-me - Claudio Ramos

Comecei a ler este livro no dia 22/02/2012 e acabei no di 22/02/2012.

«A televisão estava desligada e conseguia ouvir um vento encrespado que soprava e entrava pela fresta das janelas ainda nuas de cortinas. O barulho parava quando o vento era encurralado por algum papelão. Estava ali parado no tempo e dava-me conta que o tempo corria muito depressa. Há quem diga que “o tempo é o que se faz com ele”. Gostava tanto de ter feito do nosso tempo uma história mais bonita e muito mais feliz...»

«Adormeço ao som de uns carros que vão passando de longe a longe e do vasculho dos homens da junta que tentam varrer as ruas molhadas e enfeitadas com as folhas verdes que caíram com a força da chuva. Fecho os olhos e sinto o tempo escorrer-me pelas mãos ao som de um tic-tac que o despertador vai fazendo. Nunca fazemos isso, mas já viste que o tempo pode sentir-se se ouvires cada segundo a passar. Não lhe damos valor, mas cada segundo que passa é menos um segundo que temos e leva com ele tantas coisas. Tantas coisas que cabem num segundo e que ficaram lá atrás, irremediavelmente aprisionadas no passado.»

«A nossa casa é o nosso porto de abrigo. Acho que é só em casa que na realidade somos verdadeiros e autênticos. Sempre fizemos muita questão de ter o nosso canto, feito à nossa medida e recheado de recordações, não foi Marta? Atravesso a sala e rumo ao quarto do Gabriel, tão colorido, uma verdadeira bagunça, brinquedos por todo o lado. Nunca sei muito bem se ele está arrumado ou por arrumar. Com os pés, afasto meia dúzia de carros telecomandados e tento pendurar na parede, por cima da cama dele, a fotografia onde estamos os três na praia. Ele tem aqui no quarto várias fotos tuas, mas nenhuma tão grande como esta. Não vou insistir, mas se ele me perguntar conto-lhe a história deste dia.»

Grandes Esperanças - Charles Dickens

Comecei a ler este livro no dia 19/02/2012 e acabei no dia 21/02/2012.

Pip é um pobre órfão entregue à tutela de uma irmã desalmada e cruel. Todavia, o encontro terrífico com um condenado fugido da prisão irá mudar a sua vida: de aprendiz de ferreiro, Pip passará a rico protegido de um benfeitor desconhecido. Esta inesperada fortuna vai permitir-lhe ter "grandes esperanças": tornar-se um cavalheiro educado e poder casar com a menina que ama...


segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Amor e Guloseimas - Kate Jacobs

Comecei a ler este livro no dia 17/02/2012 e acabei no dia 18/02/2012.

Prestes a completar cinquenta anos, Augusta "Gus" Simpson, a popular apresentadora de Cozinhar com Gusto!, dá consigo a planear um aniversário que preferiria ignorar - o seu. Está a ficar cansada de ser a anfitriã perfeita, a mãe-galinha, a mulher que é sempre o porto de abrigo para todos os que a rodeiam. Para piorar as coisas, a sua carreira corre perigo - o canal de televisão quer aumentar as audiências do programa e para isso vai buscar a bela e ambiciosa Carmen Vega, ex-Miss Espanha, que depressa se transformará na nova menina bonita da culinária.
Mas Gus não vai desistir sem dar luta - e a temperatura vai subir, no estúdio e fora dele. Porque ela percebe que poderá não só rejuvenescer a sua carreira como melhorar a sua vida familiar - e talvez mesmo a sua vida amorosa.



Um romance (doce como uma guloseima) em que se misturam os sabores da infância com os desafios de começar de novo aos cinquenta.

Kate Jacobs cresceu perto de Vancouver, na Columbia Britânica, Canadá, mais tarde mudou-se para Nova Iorque onde desenvolveu a sua atividade profissional como editora da Working Woman, da Family Life e do site da Lifetime Television. Atualmente, vive no Sul da Califórnia.
Já publicado em Portugal, O Clube de Tricô de Sexta à Noite, o seu primeiro romance, foi adaptado ao cinema e vendeu mais de um milhão de exemplares.