quarta-feira, março 09, 2011

A Casa do Lago - Elizabeth Edmondson

Comecei a ler este livro no dia 27 de Fevereiro de 2011 e acabei no dia 07 de Março de 2011.

Duas mansões inglesas.
Um encontro que mudará tudo.



O Natal aproxima-se e todos os jornais londrinos falam da extraordinária vaga de frio que congelou os lagos no Norte do país. Deixando-se levar pela nostalgia, a jovem Alix Richardson abandona a cidade e regressa à mansão da família para passar a época festiva na companhia de Edwin, o seu irmão gémeo, e Perdita, a irmã mais nova. Três anos antes, Alix fugira dessa mesma casa, desesperada por se libertar da tirania da sua temível avó. Agora, ela está decidida a enfrentá-la, mas não vai ser a única a regressar: um a um, todos os membros da família Richardson e muitos dos seus amigos e conhecidos estão de volta para celebrar o Natal por entre a imensidão das montanhas e dos lagos gelados. No entanto, por detrás da aparente calma da vida familiar, pulsam velhos rancores, paixões e segredos. No ar pairam ainda demasiadas perguntas sobre o acidente de viação que, anos antes, vitimou a sua mãe e a sua irmã mais velha. Dotada agora de uma nova maturidade, Alix está preparada para descobrir a verdade, nem que para tal tenha de desenterrar os fantasmas do passado. Uma decisão que vai mudar a vida de todos …

Elizabeth Edmondson nasceu no Chile e cresceu em Calcutá e Londres, antes de ir estudar para Oxford. Divide actualmente o seu tempo entre Itália e Inglaterra. Está casada com um historiador de arte e tem dois filhos.



A história de A Casa do Lago foi inspirada por uma velha fotografia de uma excêntrica tia-avó e pelas ricas e abundantes memórias e histórias familiares da vida na região dos lagos na década de 1930. Na ASA estão também publicados, com grande sucesso, os seus romances Uma Villa em Itália e A Arte de Amar.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Os Homens Que Odeiam as Mulheres - Stieg Larsson

Comecei a ler este livro no dia 17/02/2011 e acabei de ler no dia 26/02/2011.

O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Millennium não é um livro policial no sentido habitual do termo. O estilo de Stieg Larson é minucioso, detalhado, lento. Como se dispusera de todo o tempo do mundo para apresentar aos leitores as personagens e tudo o que as rodeia. Detalhes, pequenas histórias, situações paralelas, descrições exaustivas. Minúcia no detalhe, em suma. (...) O que resulta de toda esta minúcia são personagens (...) com uma profundidade inabitual que se movem num cenário opressivo, dominado por uma inquietação latente que vem do passado. E de repente, (...) não havendo uma percepção imediata de tal, a trama desenrola-se a uma velocidade manifestamente superior e demonstra que o detalhe, afinal, não foi demais: o que se tinha por difuso revela-se abominável, o que se tinha por suspeito surge como demoníaco. Nada era o que parecia. Era pior. É quando se descobre que o pormenor conta, que Stieg Larson sabia exactamente quando e como encaixar todas as peças de um imenso puzzle (...) Escrito e descrito com mestria, este primeiro volume de uma trilogia promete.»
Luís C. Marinha
«[Larsson cria] um retrato poderoso e fiel deste tempo conflituoso e inquietante em que as mulheres são abusadas e as crianças e animais sujeitas a violência e maus tratos. [...] apesar deste policial ser duro e feroz com os ingredientes que são próprios do género, a verdade é que o autor não negou a sua cultura, mostrando uma preocupação saudável em relação aos problemas de consciência social e política com um olhar extremamente perspicaz no que diz respeito às várias patologias da mente do homem e da mulher contemporâneos.»
Helena Vasconcelos, Público


Stieg Larsson (1954-2004) foi jornalista e editor responsável da revista Expo. Foi um dos maiores peritos mundiais no estudo de movimentos antidemocráticos, de extrema-direita e nazis. Morreu subitamente, pouco tempo depois de entregar à sua editora sueca os três volumes da trilogia Millennium. Tragicamente, não viveu para assistir ao fenómeno mundial em que a sua obra se transformou.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Viagem a Capri - Elizabeth Adler

Comecei a ler este livro no dia 08/02/2011 e acabei no dia 16/02/2011.

Quando o magnata inglês Sir Robert Waldo Hardwick morre de forma misteriosa num acidente de viação, deixa uma carta a nomear seis pessoas que suspeita lhe tenham desejado a morte. Daisy Keane e o investigador Harry Montana juntam-se para levar os suspeitos (e outros convidados como manobra de diversão) num fabuloso cruzeiro pelo Mediterrâneo, com todas as despesas pagas pelo falecido Sir Robert. O mistério aumenta à medida que vão aportando em Monte Carlo, Saint-Tropez e Sorrento. E as reviravoltas inesperadas são apenas o princípio. Por fim, chegam à bela Villa Belkiss em Capri, onde será lido o testamento de Sir Robert... e o assassino desmascarado. Com a beleza da paisagem do Yorkshire, as estâncias do Mediterrâneo e o magnífico iate de cruzeiro, mais a atracção intensa entre o solitário Harry Montana e a desconfiada Daisy, as paixões inflamam-se e o encanto da Villa Belkiss deslumbra. Ninguém escreve viagens maravilhosas ou suspense como Elizabeth Adler.
Todos estão convidados para bordo deste cruzeiro decadente pelo Mediterrâneo… onde nada é o que parece, ninguém diz a verdade e o homicídio paira nas mentes dos passageiros.



Elizabeth Adler é britânica. Autora de mais de vinte romances, é reconhecida internacionalmente pelas suas histórias envolventes que combinam de forma magistral mistério, amor e destinos de sonho. Os seus livros estão publicados em vinte e cinco países, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
A autora adora viajar e visita com frequência a Toscana, um dos seus destinos de eleição. Embora a localidade de Bella Piacere seja ficcional, muitos dos restaurantes, lojas e hotéis mencionados em Romance na Toscana, o seu segundo livro a ser publicado em Portugal, são reais.
Adler e o marido viveram em vários países até que fixaram residência em La Quinta, Califórnia, onde passam dias tranquilos na companhia dos seus dois gatos.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Estou com vontade de ...

Comer um gelado com as seguintes coisas por cima :






terça-feira, fevereiro 08, 2011

Monster High - Lisi Harrison

Comecei a ler este livro no dia 02/02/2011 e acabei no dia 07/02/2011.

Frankie Stein fica em pulgas quando os seus pais lhe dizem que está pronta para ir para a escola. Frankie tem muitas expectativas para o liceu - fazer amigos, fazer brilhar o seu espectacular guarda-roupa em público... Frankie passara toda a sua vida (os seus 15 dias de existência) no laboratório do pai, e os seus únicos amigos são os Glitterati (os seus ratos de estimação) e os seus pais.



Para além da pele verde, dos parafusos no pescoço e das costuras que lhe seguram os membros, não há nada de estranho nela. Mas Frankie fica muito preocupada quando descobre que ela e os outros monstros vão ter que se misturar com os normais.

Lisi Harrison (born Elyse E. Harrison on July 29, in Toronto, Canada[2]) is a Canadian author of young adult novels.

Lisi Harrison was born in Toronto, Canada to Shaila and Ken Gottlieb. Up until ninth grade she went to a local Hebrew school, then switched to Forest Hill Collegiate, a public high school. When she was eighteen she moved to Montreal to become a film major in McGill University. However, after only two years in McGill she left with the full intention of being a writer as opposed to a filmmaker.



She transferred to Emerson College, in Boston, where she eventually graduated with a Bachelor of Fine Arts in Creative Writing. Soon after graduating, Harrison managed to get a casting job on an MTV game show called Lip Service. For twelve years, she worked at MTV and worked her way up to Head Writer and then, Senior Director of Development. While still working in MTV, she wrote the first two books of her Clique series: The Clique and Best Friends For Never. By June in 2004, she had quit her job and was planning to write full time. In January, 2007 Lisi left New York City and moved to Laguna Beach, CA, where she currently resides.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

O Deus das Pequenas Coisas - Arundhati Roy

Comecei a ler este livro no dia 24/01/2011 e acabei no dia 02/02/2011

"O Deus das Pequenas Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan.



Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.
"O Deus das Pequenos Coisas" é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez.

Arundhati Roy cursou arquitectura na Universidade de Deli e foi autora de guiões para séries televisivas e filmes. Com este seu primeiro romance – traduzido em dezasseis línguas e que constituiu um acontecimento literário em todos os países em que foi publicado – obteve o Booker Prize de 1997.

terça-feira, janeiro 25, 2011

A Mulher do Viajante no Tempo - Audrey Niffenegger

Comecei a ler este livro no dia 17/01/2011 e acabei de ler no dia 24/01/2011.

Audrey Niffenegger estreia-se na ficção com um primeiro romance absolutamente prodigioso. Revelando uma concepção inovadora do fenómeno da viagem temporal, cria um enredo intrigante e arrebatador, que alia com magistralidade a riqueza emocional a um apurado sentido do suspense. Este livro é, antes de mais, uma celebração do poder do amor sobre a tirania inflexível do tempo. Para Henry, essa inexorabilidade assume contornos estranhamente inusitados: ele é prisioneiro do tempo, mas não como o comum dos mortais. Cronos preparou-lhe uma armadilha caprichosa que o faz viajar a seu bel-prazer, para uma data e um local inesperados, onde aparece completamente desprovido de roupa ou de outros bens materiais. A Clare, sua mulher e seu grande amor, resta o papel de Penélope, de uma Penélope eternamente reiterada a cada nova partida de Henry para onde ela não pode segui-lo. Quando Clare e Henry se encontram pela primeira vez, ela é uma jovem estudante de artes plásticas de vinte anos e ele um intrépido bibliotecário de vinte e oito. Clare já o conhecia desde os seis anos… Henry acabava de a conhecer… Estranho?! Poderia parecer, não fosse a mestria de Audrey para tecer os fios do tempo com uma espantosa clareza. Intenso e fascinante, "A Mulher do Viajante no Tempo" é um livro inesquecível pela qualidade das reflexões que provoca, pela sensibilidade com que nos retrata a luta pela sobrevivência do amor no oceano alteroso do tempo. Na orla desse oceano, perscrutando o horizonte, ficará sempre Clare, à espera de um regresso anunciado…



Críticas de imprensa
"... um romance magistral, quer na concepção quer na feitura."
J.G.M., Expresso, 30 de Abril de 2005

Audrey Niffenegger was born in 1963 in the idyllic hamlet of South Haven, Michigan. Her family moved to Evanston, Illinois when she was little; she has lived in or near Chicago for most of her life.

She began making prints in 1978 under the tutelage of William Wimmer. Miss Niffenegger trained as a visual artist at the School of the Art Institute of Chicago, and received her MFA from Northwestern University’s Department of Art Theory and Practice in 1991. She has exhibited her artist’s books, prints, paintings, drawings and comics at Printworks Gallery in Chicago since 1987.

Her first books were printed and bound by hand in editions of ten. Two of these have since been commercially published by Harry N. Abrams: The Adventuress and The Three Incestuous Sisters.



In 1997 Miss Niffenegger had an idea for a book about a time traveler and his wife. She originally imagined making it as a graphic novel, but eventually realized that it is very difficult to represent sudden time shifts with still images. She began to work on the project as a novel, and published The Time Traveler’s Wife in 2003 with the independent publisher MacAdam/Cage. It was an international best seller, and has been made into a movie.

In 1994 a group of book artists, papermakers and designers came together to found a new book arts center, the Columbia College Chicago Center for Book and Paper Arts. Miss Niffenegger was part of this group and taught book arts for many years as a professor in Columbia College’s MFA program in Interdisciplinary Book and Paper Arts. She is now on the faculty of the Columbia College Fiction Writing Department. Miss Niffenegger has also taught for the Newberry Library, Penland School of Craft and other institutions of higher learning.

Miss Niffenegger is a founding member of the writing collective Text 3 (T3). Recent T3 endeavors include the litmag little Bang and some rather amusing dinner parties.

Miss Niffenegger’s second novel, Her Fearful Symmetry, was published in 2009 by Scribner (USA), Jonathan Cape (UK) and many other fine publishers around the world. In 2008 she made a serialized graphic novel for the London Guardian, The Night Bookmobile, which was published in book form in September, 2010. She is working on her third novel, The Chinchilla Girl in Exile.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Três Contos - Máximo Gorki

Comecei a ler este livro no dia 16/01/2011 e acabei de ler no dia 17/01/2011.



Máximo Gorki (Максим Горький), pseudônimo de Aleksei Maksimovich Peshkov (em russo, Алексей Максимович Пешков) (Nijni Nóvgorod,28 de março de 1868 – Moscovo, 18 de junho de 1936), foi um famoso escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo. Gorki foi escritor de escola naturalista que formou uma espécie de ponte entre as gerações de Tchekhov e Tolstoi, e a nova geração de escritores soviéticos.

Gorki nasceu em um meio social pobre, em Nizhny Novgorod, cidade que em 1932 passou a se chamar Gorki por ordem de Stalin. O nome da cidade foi revertido para o nome original em 1991. Órfão de pai foi criado pelo avô materno que era tintureiro. Em 1878 quando sua mãe faleceu teve que deixar a casa do avô para ir trabalhar. Foi sapateiro, desenhista, lavador de pratos num navio que percorria o Volga, onde teve contato com alguns livros emprestados pelo cozinheiro, o que acabou despertando sua consciência política.



Em 1883, com apenas 15 anos, publica dois romances, Romá Gordieiev e Os Três; aos 16 anos, muda-se para Kazan, onde tenta cursar gratuitamente a universidade, porém, não consegue e, frustrado, vai trabalhar como vigia num teatro para sobreviver. Mais tarde torna-se pescador no mar Cáspio e vendedor de frutas em Astrakan. Como a situação não melhorava, decide ir em busca de melhores oportunidades, e viaja para Odessa com um grupo de marginais nômades que iam de cidade em cidade à procura de emprego. Assim, ele exerce várias profissões, sofre com a miséria, a fome e o frio. Aos 19 anos volta a morar em Kazan, onde, desesperado com a situação e sem vontade de continuar vivendo, tenta o suicídio com um tiro, o qual atinge um dos pulmões, mas sobrevive e para piorar mais a situação, adquire tuberculose. Mas essa experiência fatídica resultará anos depois em dois escritos: Um incidente na vida de Makar, escrito em 1892, e, Como aprendi a escrever, publicado, muito mais tarde, em 1912.

Após sair da prisão em 1901, começa a escrever para teatro, escreve Pequenos Burgueses, peça teatral, a qual, segundo críticos atuais, se Gorki escrevesse hoje, não mudaria uma única palavra. O texto foi concebido em 1900, quando ainda se encontrava preso, e Gorki trabalhou algum tempo na peça, até que ela atingisse uma forma satisfatória. No início tinha o título de: Cenas em Casa dos Bessemov, Esboço Dramático em Quatro Atos. Na verdade, a peça não segue uma linha de ação única, mas é antes um mosaico de situações e personagens representativas da vida russa da época. As personagens de Pequenos Burgueses vivem num meio mesquinho, revelando-se quase sempre impotentes para vencer as barreiras desse meio. A impotência, em vários níveis, é o único elemento comum a todas elas. Cada um por seus motivos não consegue romper o asfixiante círculo familiar. A peça mostra o conflito entre os membros de uma família de comerciantes, dominada pela figura do pai autoritário que reprime os impulsos do filho intelectual e da filha deprimida. O único insurgente é o filho adotivo, o ferroviário Nill, que Gorki elege como uma espécie de operário do ano, isto é, um herói que vai conduzir a Rússia à revolução.

Ainda em 1901, em julho, escreve Ralé, peça em que a fala é menos pronunciável e os gestos reconstituídos que o intangível fluxo de almas humanas no interminável e escorregadio contato de uma com as outras. A peça reúne suas cambiantes sobre um foco definido e sua conclusão tem uma firmeza clássica. Em 1902 acontece a estréia de Pequenos Burgueses no Teatro de Arte de Moscou, e a peça obtém um grande sucesso, mesmo com os cortes impostos pela censura.

Solitude - Sérgio Brota

Comecei a ler no dia 14/01/2011 e acabei de ler no dia 15/01/2011.

"A viagem é uma forma privilegiada de acesso ao conhecimento; possibilita a reflexão e o crescimento pessoal. Por isso, quem tem alma de viajante procura a diferença, não a semelhança. E ser viajante é muito mais do que ser turista: é percorrer o mundo como uma criança , mastigar devagar alimentos que não se conhecem, experimentar sensações novas, ver tudo como se fosse a primeira vez; é deixar que outras pessoas e outras culturas nos emocionem e nos deixem mais ricos como seres humanos." Roland Barthes



Sérgio Brota nasceu em 1977. Um eterno apaixonado pelo tema das viagens, foi autor de vários projectos associados a mais de trinta países em quatro continentes e tem várias publicações e exposições fotográficas, de onde se destacam “Ventos de lá” e “A estação do frio” as mais reconhecidas, como freelancer. As viagens aconteceram por acaso. Hoje são um modo de vida e um vício e delas nasceu “Solitude”, um livro que conta histórias do mundo.
As fotografias, tal como as viagens são “companheiras que, no fundo, misturavam uma vontade profunda de correr para lugares improváveis, conhecer novas culturas e experiências de vida com o desejo de trazer momentos irrepetíveis”, lê-se no seu site. Do mundo que abraça, faz um lugar de conhecimento e de troca de experiências: “Quem viaja sozinho procura a diferença, não a semelhança. Torna-se, de um modo natural, mais compreensivo e, por isso, com muito mais possibilidades de ter boas experiências. Existe uma partilha diferente de quando viajamos com alguém conhecido, é uma partilha com quem nos cruzamos. Isso dá um sabor especial às experiências.”



Dos lugares desse mundo que diariamente se reinventa, realça dois: “A Patagónia, o sul da Argentina e do Chile, porque considero uma viagem lindíssima em termos de natureza. Os espaços são gigantescos, em especial para nós, que estamos habituados à ideia de espaço europeu, e absolutamente encantadores. Tem montanha, planícies, praia, neve, boa comida, bom vinho e excelentes pessoas. A outra viagem é o Transiberiano, e recordo-a sobretudo pelo desafio que deixa a cada pessoa que o faz. Não é uma viagem fácil mas é (quase) uma lição de vida, por tudo aquilo a que obriga a passar e, inevitavelmente, pela sua história.” Histórias, há muitas. Mas as que nascem do futebol têm um sabor especial: “As histórias mais giras costumam começar pelo futebol, curiosamente. Ao longo dos anos percebi a universalidade dessa linguagem, que Figo e Ronaldo são sempre dois bons inícios de conversa ou a melhor maneira de passarmos de desconhecidos a grandes-amigos-aos-quais-devemos-pagar-umas-bebidas e outras vezes confundirem-nos com o Nuno Gomes, também facilita o diálogo com Agentes de Fronteira mal-humorados. Houve muitas personagens engraçadas ao longo das viagens, muita mímica hilariante para perguntar a um vendedor à beira da estrada se o que vende é queijo de cabra ou de ovelha, para comunicar com um siberiano que veste uma t-shirt que diz ‘Algarve’ ou aprender a jogar Carrom Board num pequeno café de aldeia nos Himalaias … Quase todas as situações acabam numa foto com todos a rir. Acho que isso as torna giras, não é?”
Da primeira viagem, fala com um orgulho grande: “Lembro-me da viagem que deu o impulso decisivo para continuar, feita em conjunto com um grande amigo a um país absolutamente apaixonante, a Eslovénia. Na altura tínhamos pouca experiência nisto das viagens mas ainda assim decidimos sair à descoberta duma nação que tinha saído há pouco tempo de uma situação complicada [com os países da antiga Jugoslávia]. Juntamo-nos, viajamos de avião até à costa italiana e alugamos um carro, iniciando aí a descoberta e a aventura, que começou logo a partir da fronteira. Até essa data só conhecíamos a Europa, tínhamos perspectivas diferentes do mundo, mas ainda hoje ambos recordamos essa viagem muitas vezes de um modo muito especial.”

sexta-feira, janeiro 14, 2011

O Calafrio - Henry James

Li este livro no dia 13 de Janeiro de 2011.

«Uma jovem perceptora aceita um cargo que lhe parece vir a ser ideal: o de cuidar de duas crianças órfãs, de grande docilidade, beleza e inteligência. Mas a sua felicidade com o lugar que conseguiu em breve desvanecer-se. Especialmente quando vê pessoas estranhas a rondar a casa à procura de algo ou alguém. E especialmente quando vem a descobrir que essas pessoas estão mortas. »



Henry James (Nova York, 15 de abril de 1843 — Londres, 28 de fevereiro de 1916) foi um escritor norte-americano, naturalizado britânico em 1915. Uma das principais figuras do realismo na literatura do século XIX. Autor de alguns dos romances, contos e críticas literárias mais importantes da literatura de língua inglesa.

Filho do teólogo Henry James Senior e irmão do filósofo e psicólogo William James.

Seu pai era um homem culto, filósofo, e fazia questão que os filhos recebessem uma ótima educação. Por isso viajou com a família para a Europa, em 1855, quando Henry tinha 12 anos, e durante três anos percorreram Inglaterra, Suíça e França, visitando museus, bibliotecas e teatros.

Regressaram aos Estados Unidos em 1858, para viajar de novo a Genebra e Bonn no ano seguinte. Em 1860, já estavam de volta a Newport, onde Henry e William - o irmão mais velho que se tornaria psicólogo e filósofo - estudaram com o pintor William Morris Hunt.



Henry começou a carreira de direito em Harvard em 1862. Mais interessado na leitura de Balzac, Hawthorne e George Sand e nas relações com intelectuais como Charles Eliot Norton e William Dean Howels, abandonou o direito para se dedicar à literatura. Seus primeiros textos e críticas apareceram em alguns jornais.

No começo de 1869, foi à Inglaterra, Suíça, Itália e França, países que lhe forneceriam uma grande quantidade de material para suas obras. Regressou a Cambridge em 1875. Viveu um ano em Paris, onde conheceu o círculo de Flaubert (Daudet, Maupassant, Zola) e, em 1876, fixou-se em Londres, onde escreveu a maior parte de sua extensa obra.

A carreira literária de Henry James teve três etapas. A primeira foi na década de 1870, com "Roderick Hudson" (1876), "The American" (1877) e "Daisy Miller" (1879) e culminou com a publicação de "Retrato de Uma Senhora", em 1881, cujo tema é o confronto entre o novo mundo com os valores do velho continente.

Na segunda etapa, James experimentou diversos temas e formas. De 1885 até 1890, escreveu três novelas de conteúdo político e social, "The Bostonians" (1886), "The Princess Casamassima" (1886) e "The Tragic Muse" (1889), histórias sobre reformadores e revolucionários que revelam a influência da corrente naturalista.

Nos anos 1890-1895, chamados "os anos dramáticos", James escreveu sete obras de teatro, das quais duas foram encenadas, com pouco êxito. James voltou à narrativa com "A Morte do Leão" (1894), "The Coxon Fund" (1894), "The Next Time" (1895), "What Maisie Knew" (1897) e "Outra volta do parafuso" (1898).

As obras "The Beast in the Jungle" (1903), "The Great Good Place" (1900) e "The Jolly Corner" (1909), fazem parte da última etapa do trabalho de James, considerada por muitos críticos[quem?] como a mais importante, quando o autor explora o complexo funcionamento da consciência humana. Sua prosa torna-se densa, com a sintaxe cada vez mais intrincada. Essas características definem as três grandes obras dessa etapa final, "As Asas da Pomba" (1902), "Os Embaixadores" (1903) e "A Taça de Ouro" (1904).

Além dos romances, relatos curtos e obras de teatro, o autor deixou inúmeros ensaios sobre viagens, críticas literárias, cartas, e três obras autobiográficas. Os últimos anos da sua vida transcorreram em absoluto isolamento na sua casa, que só deixou em 1904 para regressar brevemente aos Estados Unidos depois de 20 anos de ausência.

Em 1915, com a Primeira Guerra Mundial, James adotou a cidadania britânica. Morreu aos 72 anos, pouco depois de receber a Ordem do Mérito britânica.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Alma de Viajante - Filipe Morato Gomes

Comecei a ler este livro no dia 11/01/2011 e acabei no dia 12/01/2011.

O livro é um relato apaixonante dos 14 meses desta viagem solitária à volta do mundo que, semana após semana, o Jornal Público editou com o título "volta ao Mundo", no seu suplemento "Fugas" . Mais do que um relato de viagem, este livro é uma viagem de emoções.



Filipe Morato Gomes é o fundador e actual editor do site de viagens Alma de Viajante. Nasceu no Porto, corria o ano de 1971, e costuma dizer que é uma mescla de jornalista de viagens, designer gráfico, e viajante. Dedica-se, actualmente, a viajar - ofício a que, convenhamos, custa chamar profissão. Mas escreve e fotografa - coisa mais “digna” -, registos que vai publicando em revistas de viagens em Portugal e no Brasil, para além do referido espaço online. Em 2007, editou o homónimo livro “Alma de Viajante”, resultado final de uma volta ao mundo com 14 meses de duração.




Site: http://www.almadeviajante.com

terça-feira, janeiro 11, 2011

Uma Ideia da India - Alberto Moravia

Comecei a ler este livro no dia 08/01/2011 e acabei no dia 10/01/2011.

“A Índia não é um país bonito como, por exemplo, a Itália, nem pitoresco como, por exemplo o Japão. A Índia é um continente em que são dignos de interesse, sobretudo, os aspectos humanos. Desse ponto de vista, a Índia é com certeza a nação mais original de toda a Ásia, pelo menos para nós, europeus, que logo tentamos descobrir semelhanças e afinidades que procuraremos em vão na China ou no Japão. A aventura política, social, religiosa e artística daquele ramo da estirpe nórdica que, em vez de se dirigir para a Europa, desceu ao subcontinente, é plena de fascínio e de ensinamentos para os europeus. Diríamos mesmo que não se pode compreender por completo a civilização europeia se não se conhecer a Índia.”



Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle (Roma, 28 de novembro de 1907 — Roma, 26 de setembro de 1990) foi um escritor e jornalista italiano. O nome Moravia como será conhecido mundialmente era de sua avó paterna. Seu pai,Carlo Pincherle Moravia, arquiteto e pintor era nascido em Veneza, de uma família judaica. Sua mãe, Teresa Iginia De Marsanich, era de Ancona .

Quando jovem, Moravia sofreu de tuberculose e teve de passar uma significativa parte de sua adolescência em convalescência, tendo sido prejudicado nos estudos.



Começou escrevendo para a revista 900 onde publicou seu primeiro conto. Escreveu sua primeira novela,Os Indiferentes em 1929. Trabalhou durante muitos anos no jornal Il Corriere della Sera, tendo viajado para a Inglaterra, onde morou dois anos, aos Estados Unidos, México e China.

Em Abril de 1945 casa-se com Elsa Morante. Autor considerado persona non grata pelo regime fascista de Mussolini, é obrigado a trabalhar como roteirista cinematográfico sob outro nome, por causa das leis raciais vigentes. No pós-guerra, volta a trabalhar como escritor e roteirista,conhecendo Pier Paolo Pasolini e também começa a trabalhar como crítico cinematográfico no L'Expresso. Foi também eleito representante da Itália no Parlamento europeu, por uma lista do PCI, de 1984 até sua morte.

O Mundo é Fácil - Gonçalo Cadilhe

Comecei a ler este livro no dia 4/01/2011 e acabei no dia 07/01/2011.

Desde há cinco anos que as viagens de Gonçalo Cadilhe apaixonam os leitores. Desta vez, e porque a sua experiência assim o permite, o viajante-escritor mais popular da actualidade apresenta um guia de viagens único e imprescindível que se vai revelar da maior utilidade na mala de qualquer turista ou viajante mais ou menos ousado. O Mundo é Fácil partilha com o leitor as dicas para a viagem perfeita e inesquecível. Sozinho ou acompanhado, antes de partir, durante e no final da viagem, saiba o que pode encontrar e o que é fundamental levar. Seja por três dias ou seis meses aprenda todos os pormenores sobre a arte de bem viajar. Tranquilo ou radical, aqui ou no Extremo-Oriente, este é o guia que não pode deixar de fazer parte da bagagem da sua próxima viagem.




Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968, onde reside habitualmente. Precisou de uma licenciatura em Gestão de Empresas e de sete meses a picar o ponto para compreender que não tinha percebido nada da vida: tudo o que lhe interessava se encontrava na direcção oposta. Despediu-se do emprego, da família e do país e começou a viajar e a escrever. Iniciou a actividade de jornalista independente na Grande Reportagem, colaborando actualmente com o Expresso. Ao longo de uma deliciosa carreira que não o levou ainda a lado nenhum, para sua grande felicidade, excepto aos lugares mais remotos do planeta, continua a guiar a sua actividade literária pelo princípio sagrado de escrever para comer.


terça-feira, janeiro 04, 2011

1 Km de Cada Vez - Gonçalo Cadilhe

Comecei a ler este livro no dia 31/12/2010 e acabei no dia 03/01/2011.

Não há maior liberdade do que viajar ao sabor do tempo.

Neste novo livro de textos inéditos, o viajante apresenta ao leitor as suas impressões sobre as suas mais recentes andanças. Durante quinze meses, andou sem pressas e sem datas por destinos tão fabulosos e longínquos como as Galápagos, o Sudeste Asiático, a América Central, a África Austral, a Polinésia, as Caraíbas ou a Oceânia.



E, de terra em terra, entre um abraço e uma despedida, Gonçalo Cadilhe partilha com o leitor os encontros, os lugares, as leituras, os contratempos e as alegrias de uma viagem em slow-motion pelas estradas de um planeta sem segredos para o viajante mais determinado da actualidade.

Excerto
«Não sei como estará a madrugada dentro de umas horas em Poon Hill. Deve estar completamente encoberta. A muralha exuberante das montanhas mais altas do planeta permanecerá ocultada por uma cortina de nuvens. Para muitos caminhantes que chegaram de todo o mundo será uma experiência frustrante. Para mim, uma revelação: volta sempre ao lugar onde foste feliz, Gonçalo. Mas à procura de outros tipos de felicidade, que aconteçam a outras horas do dia.»



Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968, onde reside habitualmente. Precisou de uma licenciatura em Gestão de Empresas e de sete meses a picar o ponto para compreender que não tinha percebido nada da vida: tudo o que lhe interessava se encontrava na direcção oposta. Despediu-se do emprego, da família e do país e começou a viajar e a escrever. Iniciou a actividade de jornalista independente na Grande Reportagem, colaborando actualmente com o Expresso. Ao longo de uma deliciosa carreira que não o levou ainda a lado nenhum, para sua grande felicidade, excepto aos lugares mais remotos do planeta, continua a guiar a sua actividade literária pelo princípio sagrado de escrever para comer.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Em Nome da Memória - Ann Brashares

Comecei a ler este livro no dia 24/12/2010 e acabei no dia 30/12/2010.

Daniel passou vários séculos a apaixonar-se pela mesma rapariga. Vida após vida, atravessando continentes e dinastias, ele e Sophia (apesar de ela mudar de nome e forma) têm sido atraídos um para o outro, e ele lembra-se de tudo. Daniel tem «a memória», a capacidade de recordar vidas passadas e reconhecer as almas daqueles com quem viveu anteriormente. É um dom e uma maldição. Por todas as vezes que ele e Sophia estiveram juntos ao longo da história, também foram afastados dolorosamente, fatalmente. Um amor sempre demasiado curto.



Intercalados na actual relação de Sophia e Daniel há vislumbres da sua longa história juntos. Da Ásia Menor em 552 à Inglaterra de 1918 e à Virgínia de 1972, as duas almas partilham um longo e, por vezes, tortuoso caminho de busca contínua uma pela outra. Mas quando a jovem Sophia (agora «Lucy» no presente) começa finalmente a despertar para o segredo do seu passado em comum, a compreender a verdadeira razão da intensidade da sua atracção, a força misteriosa que sempre os afastou reaparece. Em última análise, têm de compreender o que se atravessa no caminho do seu amor para poderem passar a vida juntos.
Em Nome da Memória, uma história mágica de amor verdadeiro, devastadora e cheia de suspense, prova o poder e a resistência de uma união que estava destinada a ser.

Ann Brashares é autora dos bestsellers juvenis Quatro Amigas e um Par de Calças, O Segundo Verão das Quatro Amigas e um Par de Calças, O Terceiro Verão das Quatro Amigas e um Par de Calças, Amigas para a Vida e Forever in Blue, com mais de oito milhões de leitores. A Quinta Essência publicou anteriormente O Último Verão, bestseller do New York Times, que apresentava um novo grupo de personagens e de relacionamentos adultos, tão encantadores quanto inesquecíveis. Ann Brashares vive em Manhattan e passa os Verões em Fire Island, Nova Iorque.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Oogy - Larry Levin

Comecei a ler este livro no dia 23 de Dezembro de 2010 e acabei no dia 24 de Dezembro de 2010.



Oogy – O cão que só uma família poderia amar, é um livro sobre o poder da redenção e o modo como os animais e as pessoas podem superar a maior das adversidades. E Oogy é um animal incrivelmente especial, cujo sentimento de segurança e a necessidade de ser amado prevaleceu apesar da sua provação. Este cão especial e a sua história verdadeira entram nos nossos corações e ali permanecem durante muito tempo.




Autor:
Larry Levin nasceu em Filadélfia e já viveu em vários locais como a Nova Inglaterra, antes de regressar às origens. É advogado há trinta anos, exercendo agora por conta própria.







Em 1982, casou-se com Jennifer Berke, uma jurista. Os filhos, Noah e Dan, nasceram em 1990. Este é o seu primeiro livro.


quinta-feira, dezembro 23, 2010

Analise de Fim de Ano

Quando chega o fim do ano, gosto de fazer algumas analises ao número de livros nesse ano (para comparar com anos anteriores) e este ano estive a analisar quais são os autores, cujos livros eu leio mais (desde sempre, não foi só este ano).
Este foi o resultado:

Nicholas Sparks - 14
Nora Roberts - 13
Daniel Silva - 9
J. K. Rowling - 7
Marc Lévy - 6
Charlaine Harris - 5
Stephenie Meyer - 5

Paises Visitados

A Primeira Noite - Marc Lévy

Comecei a ler este livro no dia 18/12/2010 e acabei no dia 22/12/2010.

O amor é a derradeira aventura - mas todas as aventuras implicam perigos.
Do alto dos planaltos da Etiópia às paisagens glaciais dos Urais, Marc Levy conclui com o seu novo romance a epopeia iniciada em O Primeiro Dia.

Excerto
«Há uma lenda que conta que a criança no ventre de sua mãe conhece todo o mistério da Criação, da origem do mundo até ao fim dos tempos. Ao nascer, um mensageiro passa por cima do berço e põe um dedo sobre os seus lábios para que a criança nunca revele o segredo que lhe foi confiado, o segredo da vida… (…) Este dedo pousado que apaga para sempre a memória da criança deixa uma marca. Essa marca todos nós a temos sobre o lábio superior, excepto eu.
No dia em que nasci, o mensageiro esqueceu-se de me visitar, e eu lembro-me de tudo.»




Críticas de imprensa
«Um triunfo.»
France Soir

«O romantismo deste livro é uma autêntica aventura.»
Le Parisien


Marc Levy é o autor de língua francesa mais lido em todo o mundo: os seus livros contam com cerca de 20 milhões de exemplares vendidos em mais de 41 países. Mas este autor não é só um favorito entre os leitores, também a crítica lhe tem reconhecido um talento excepcional como contador de histórias originais, provocantes e sempre comoventes.
Nasceu em Boulogne Bilancourt, em 1961. Aos 18 anos, juntou-se à Cruz Vermelha Francesa, instituição com a qual colaborou durante seis anos. Paralelamente, formou-se em Gestão e Informática na Université Paris-Dauphine. Em 1983, fundou uma empresa especializada em design e informática, com projectos em França e nos EUA. Mais tarde, viria a dedicar-se ao design de interiores, fundando outra firma em Paris.
Aos 37 anos, Marc Levy escreveu o seu primeiro romance. E Se Fosse Verdade… começou por ser uma história destinada ao homem que o seu filho viria a ser. Encorajado pela irmã, enviou o manuscrito a uma editora, que aceitou publicá-lo. O sucesso fez-se sentir imediatamente e, desde então, os seus romances são presença constante nas listas de best-sellers. Marc Levy tem-se dedicado inteiramente à escrita e dois dos seus romances foram já adaptados com grande sucesso ao cinema.




Link
http://www.lapremierenuit-lelivre.com/

Opinião
Adorei este segundo volume. Para uma pessoa, como eu que adora viajar, este livro é uma óptima prenda. Como eu adoro viajar e adoro tirar fotografias, este livro fez-me voar à volta do Mundo. E este livro despoletou em mim a minha paixão pela arqueologia e pela astronomia.
Mas no final do livro, o escritor não podia deixar de fazer referência à Religião, à fé das pessoas em Deus e de falar na possibilidade de vida depois da morte. E abordou o tema de como surgiu o primeiro ser humano, numa perspectiva muito interessante, mas é claro que eu não vou contar qual foi … têm mesmo que ler o livro.
Recomendo

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Hush Hush - Becca Fitzpatrick

Comecei a ler este livro no dia 13/12/2010 e acabei no dia 17/12/2010.

UM JURAMENTO SAGRADO - UM ANJO CAÍDO - UM AMOR PROIBIDO

Apaixonar-se não fazia parte dos planos de Nora Grey. Nunca se sentira atraída por nenhum dos rapazes da sua escola, apesar da insistência de Vee, a sua melhor amiga.
Então, aparece Patch. Com um sorriso fácil e uns olhos que mais parecem trespassar-lhe a alma, Patch seduz Nora, deixando-a completamente indefesa.



Mas, após uma série de encontros assustadores com Patch, que parece estar sempre onde ela está, Nora não consegue decidir se há-de cair-lhe nos braços ou fugir sem deixar rasto.
Em busca de respostas para o momento mais confuso da sua vida, Nora dá consigo no centro de uma antiga batalha entre imortais. E quando é chegada a altura de escolher um rumo, a opção errada poderá custar-lhe a vida.



Becca Fitzpatrick cresceu a ler as aventuras de Nancy Drew e Trixie Belden, com a ajuda de uma lanterna, debaixo dos lençóis. Licenciou-se em Saúde, vocação que rapidamente trocou pelas histórias. Quando não está a escrever, o mais certo é estar a correr, a vasculhar as prateleiras das lojas em busca de sapatos giros e em saldos ou a ver séries criminais na televisão. Hush, hush é o seu primeiro romance. Vive no Colorado

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Já não se fazem Homens como Antigamente - Vários

Comecei a ler a este livro no dia 10/12/2010 e acabei no dia 13/12/2010.

Lá diz o povo que rir é o melhor remédio. E que a brincar se dizem as coisas sérias. E também as patetices, se tudo correr pelo melhor. Este livro levanta assim questões fundamentais para o futuro da humanidade: Os velhotes não deveriam ter o Viagra comparticipado pelo SNS?



Se as pessoas das relações virtuais fossem assim tão interessantes estariam mesmo nos chats? Não seria já altura de perdermos a vergonha e abastecermos a nossa despensa de artigos da Sex Shop? Estas histórias falam sobre o prato principal, o Amor, isso é garantido! Mas com o acompanhamento de outros sabores como a ilusão, a obsessão, ou a tão portuguesa saudade, num registo humorístico, sentimental e despretensioso.

Miguel Almeida




Nasceu em Rãs, pequena aldeia do distrito de Viseu, em 1970, e fez o ensino básico e secundário em Sátão. Este é o seu terceiro livro publicado, depois de Um Planeta Ameaçado: A Ciência Perante o Colapso da Biosfera (Esfera do Caos, 2006) e A Cirurgia do Prazer: Contos Morais e Sexuais (Esfera do Caos, 2010). Licenciado em Filosofia (Variante de Filosofia da Ciência) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também fez o Mestrado em Filosofia da Natureza e do Ambiente, exerce actualmente funções docentes na Escola Secundária Cacilhas-Tejo, em Almada. Vive na Costa da Caparica, com a mulher, Carla, e o filho, Gabriel, na proximidade poética da família e do mar. Está já a preparar futuros livros, nas áreas da prosa de ficção e da poesia.

João Pedro Duarte



Nasceu a dois passos do Chapitô e do Castelo de São Jorge. Era a banda gótica The Cure que lhe enchia os ouvidos quando andava no Liceu de Oeiras. Licenciado em Psicologia, cedo demonstrou interesse por uma área menosprezada, a Psicologia Transpessoal de Carl Jung, que aborda o fenómeno da parapsicologia. Foi Monitor de Educação de crianças internadas em IPSS. Trabalhou com crianças autistas na APPACDM. Vive no centro histórico de Lisboa e já não prescinde da vista panorâmica sobre o rio e das calçadas mouriscas. Cruzou-se entretanto com diversos artistas, cantores, fotógrafos, artesãos e escritores e com eles criou cumplicidades indestrutíveis.


A primeira história a ser focada foi a da autora Daniela Pereira, a história "Clara ou a Cinderela dos Tempos Modernos".Daniela falou um pouco sobre a mensagem que a história encerra,mostrando uma analogia daquela história com os velhinhos contos de encantar.Sugerindo que os protagonistas da história vivem um conto de fadas mas com o final distorcido,porque Clara acaba por descobrir que o seu príncipe encantado Tozé vai revelar ser afinal um autêntico sapo.
A história brinca um pouco com as relações fugazes que se iniciam com atracções mútuas e sem tempo para uma construção sólida.As personagens são postas em situações onde os seus gestos tornam-se tão exagerados que as leva a mostrar um lado ridículo no modo como exprimem o que sentem.Uma história que pretende ser divertida mas com um forte momento de sátira ao comportamento humano nos dias de hoje.



Logo a seguir,João Pedro Duarte apresentou a sua história "Paciência de Chinês". Uma história que foca o medo que algumas pessoas sentem em assumir os seus sentimentos quando eles são verdadeiros.Numa inteligente e divertida peça de teatro guiada por um estranho fantasma,o autor retrata a vida de um casal apaixonado que continua afastado vivendo vidas paralelas numa tentativa frustrada de viver emoções que só juntos poderiam ter.O medo de sufocarem num amor tão intenso faz com que o jovem casal viva ilusões nos vários relacionamentos e experiências amorosas que partilham,mas acabando sempre por cair num vazio profundo.

A 3ª história a ser apresentada nesta sessão foi a hilariante história de um reformado idoso que desejou ter uma noite de prazer com a sua mulher.Falamos da história de Miguel Almeida, "Ele tomou Viagra,Ela chamou a polícia". O autor iniciou a sua apresentação referindo que a sua história tinha sido construída a partir de factos verídicos explicando que teve que sacrificar as férias para conseguir participar neste projecto,mostrando-se muito satisfeito por ter conseguido o seu objectivo.Nesta história o senhor Solidónio Matos tenta convencer o seu médico de família a receitar-lhe o famoso comprimido azul,o Viagra. Cansado de se sentir encerrado num corpo doente e débil,este idoso conduzido pela força das suas memórias e pela vontade do prazer pede ao seu médico a oportunidade de amar a sua mulher novamente.No entanto a toma do Viagra tem efeitos que a pobre da esposa de Solidónio não esperava.

Para terminar a apresentação da obra, o autor Pedro Miguel Rocha falou um pouco sobre a história que defendeu neste livro, "A Lâmina do Amor".Numa história que vasculha o mundo da realidade virtual e o cruza com uma relação real perturbando-a fortemente.Pedro Miguel Rocha refere os perigos e as tentações que os mundos de comunicação criados na net podem causar.A facilidade de encontrar novas pessoas e de estabelecer ligações sem conhecer a pessoa que está do outro lado do ecrã é muitas vezes responsável por enganos e por numerosas desilusões.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

A Lenda do Cisne - Jules Watson

Comecei a ler este livro no dia 29/11/2010 e acabei no dia 09/12/2010.

Um druida profetizou no momento do nascimento de Deirdre que ela seria a mais bela mulher depois de Helena de Tróia e que, devido a essa maldição de beleza, os homens lutariam por ela e o reino seria dividido. Criada na floresta, em reclusão, Dreide não recebe qualquer visita a não ser a do rei cujo desejo em que ela se torne sua mulher tornar-se-á numa obsessão. Baseado num célebre mito irlandês, a história de amor entre Maeve - a rainha guerreira - e os seus desamores.




Críticas de imprensa
“ As personagens de Watson têm, simultaneamente, um encanto sobrenatural e um lado comum que engrandece a sua fragilidade enquanto pessoas e a sua dedicaçãp à vida e ao amor. "
Library Journal

“ A história de Deirdre tem tanto de glorioso como de comovente e Watson utiliza a sua prosa magnífica e profundo conhecimento Celta para tecer um romance espantoso, positivo e mágico. Uma história de amor soberba, com personagens inesquecíveis.”
Romance Reviews Today

“ A escrita de Watson prende o leitor na primeira frase e não o larga até à última página. Os mitos e lendas irlandesas são famosos pelos seus pormenores e estrutura complicada mas, ainda assim, a autora consegue construir um incrível mundo de druidas, reis irlandeses e heróis lendários de modo directo e sensível. Uma leitura obrigatória para todos os amantes do folclore irlandês."
The Romantic Times



Jules Watson, nasceu em Perth, Australia.
Após ter terminado o curso em Arqueologia, na Universidade de Perth, viajou durante algum tempo por todo o Reino Unido, seguindo-se Alemanha, França, Turquia, Jordânia e Peru. Ao regressar, tirou uma segunda licenciatura em Relações Públicas, tendo trabalhado como escritora freelance. Os seus primeiros trabalhos consistem maioritariamente em poemas e pequenos contos, tendo sido vencedora de um concurso literário aos 15 anos de idade.
Reside, actualmente, na Escócia.