sexta-feira, outubro 29, 2010

O Diário de um Vampiro Banana - Tim Collins

Comecei a ler este livro no dia 27/10/2010 e acabei no dia 28/10/2010.

Nigel Mullet é o primeiro vampiro banana da História: fracote, desajeitado e pouco popular na sua escola. Transformado aos 15 anos, o Nigel vai permanecer com esta idade para sempre, obrigado a lidar com os eternos problemas da adolescência: acne, voz de valsete e total falta de jeito para as raparigas.
Neste seu hilariante diário, o Nigel escreve pequenas crónicas sobre as suas desesperadas tentativas de captar a atenção do amor da sua vida, Chloe; do constante embaraço causado pelos seus pais vampiros (que por vezes tentam morder os seus amigos) e de como é injusto estar morto há mais de 80 anos e nunca ter tido uma namorada.
Debatendo-se com o seu constante e confuso desejo de afundar os caninos no pescoço de Chloe, será que o Nigel vai conseguir conquistar a sua miúda?



Esta será, provavelmente, a paródia mais divertida do ano. Um livro que irá conquistar os fãs de Twilight e todos aqueles que devoraram a série Diário de Um Banana. Tansos e totós, bananas e vampiros há muitos, mas Nigel é único.
Um adolescente confuso com a sua existência que irá debater-se entre as suas necessidades de vampiro e os ideais românticos. Os seus deliciosos pensamentos e peripécias diárias vão deixar os leitores emocionados e, simultaneamente, a rir às gargalhadas.



Tim Collins é o autor deste hilariante diário que lembra a panóplia de desventuras vividas por Adrian Mole na sua turbulenta passagem pela adolescência, e o universo vampírico dos livros de Stephenie Meyer. As ilustrações de Andrew Pinder completam de forma perfeita este diário, no qual vai sentir ser impossível não ter pena de Nigel. É que os mortos-vivos também se apaixonam!.


quinta-feira, outubro 28, 2010

Frango Tikka Masala

Esta foi a minha refeição no fim de semana passada

Ingredientes:
Azeite
1/2 Cebola
1 dente de Alho
400g de Frango aos cubos e sem pele
1 Frasco de Molho Patak's Masala Tikka
1 Iogurte Natural

Preparação
1.Aquecer o azeite numa panela, acrescente a cebola e o dente de alho, e frite por 2 minutos.
2.Satear na carne de frango e frite por mais 3 minutos.
3.Juntar o conteudo do frasco Masala Tikka na carne. Deixe ferver e cozinhe por 20-25 minutos, até que o frango esteja cozido.
4.Juntar o iogurte
5.Servir quente guarnecido com arroz basmati branco.

A Orquestra passou-se... completamente

terça-feira, outubro 26, 2010

WASHINGTON SQUARE - Henry James

Comecei aler este livro no dia 25 de Outubro de 2010 e acabei no dia 26 de Outubro de 2010.

Nova Iorque, final do século XIX. Catherine Sloper é uma rapariga rica, mas não herdou da mãe nenhuma das características que o seu pai admirava: é pouco carinhosa e o charme, a elegância, a beleza e a inteligência não a favoreceram. Devido à opressão paterna, tornou-se muito tímida até ao dia em que começa a ser insistentemente cortejada por Morris Townsend, um rapaz bonito mas sem dinheiro. Ela apaixona-se loucamente por ele, mas Morris apenas pensa nela como uma forma de sair definitivamente da miséria. Só que, como ele foi o primeiro homem a cortejá-la, Catherine confia plenamente nele.O severo pai de Catherine opõe-se ao casamento e ameaça deserdá-la, fazendo-a ver que todo o charme de Morris se justificava pelo interesse na sua fortuna. Catherine é forçada a fazer uma escolha que afectará para sempre a sua felicidade e a sua vida.



A minha opinião:
Uma historia um pouca enfadonha e com um final bastante pobre e simples. Gostava que tivesse terminado com um pouco mais de paixão

Henry James (Nova York, 15 de abril de 1843 — Londres, 28 de fevereiro de 1916) foi um escritor norte-americano, naturalizado britânico em 1915. Uma das principais figuras do realismo na literatura do século XIX. Autor de alguns dos romances, contos e críticas literárias mais importantes da literatura de língua inglesa.

Filho do teólogo Henry James Senior e irmão do importante filósofo e psicólogo William James.

Seu pai era um homem culto, filósofo, e fazia questão que os filhos recebessem uma ótima educação. Por isso viajou com a família para a Europa, em 1855, quando Henry tinha 12 anos, e durante três anos percorreram Inglaterra, Suíça e França, visitando museus, bibliotecas e teatros.

Regressaram aos Estados Unidos em 1858, para viajar de novo a Genebra e Bonn no ano seguinte. Em 1860, já estavam de volta a Newport, onde Henry e William - o irmão mais velho que se tornaria psicólogo e filósofo - estudaram com o pintor William Morris Hunt.

Henry começou a carreira de direito em Harvard em 1862. Mais interessado na leitura de Balzac, Hawthorne e George Sand e nas relações com intelectuais como Charles Eliot Norton e William Dean Howels, abandonou o direito para se dedicar à literatura. Seus primeiros textos e críticas apareceram em alguns jornais.

No começo de 1869, foi à Inglaterra, Suíça, Itália e França, países que lhe forneceriam uma grande quantidade de material para suas obras. Regressou a Cambridge em 1875. Viveu um ano em Paris, onde conheceu o círculo de Flaubert (Daudet, Maupassant, Zola) e, em 1876, fixou-se em Londres, onde escreveu a maior parte de sua extensa obra.

A carreira literária de Henry James teve três etapas. A primeira foi na década de 1870, com "Roderick Hudson" (1876), "The American" (1877) e "Daisy Miller" (1879) e culminou com a publicação de "Retrato de Uma Senhora", em 1881, cujo tema é o confronto entre o novo mundo com os valores do velho continente.

Na segunda etapa, James experimentou diversos temas e formas. De 1885 até 1890, escreveu três novelas de conteúdo político e social, "The Bostonians" (1886), "The Princess Casamassima" (1886) e "The Tragic Muse" (1889), histórias sobre reformadores e revolucionários que revelam a influência da corrente naturalista.

Nos anos 1890-1895, chamados "os anos dramáticos", James escreveu sete obras de teatro, das quais duas foram encenadas, com pouco êxito. James voltou à narrativa com "A Morte do Leão" (1894), "The Coxon Fund" (1894), "The Next Time" (1895), "What Maisie Knew" (1897) e "Outra volta do parafuso" (1898).

As obras "The Beast in the Jungle" (1903), "The Great Good Place" (1900) e "The Jolly Corner" (1909), fazem parte da última etapa do trabalho de James, considerada por muitos críticos como a mais importante, quando o autor explora o complexo funcionamento da consciência humana. Sua prosa torna-se densa, com a sintaxe cada vez mais intrincada. Essas características definem as três grandes obras dessa etapa final, "As Asas da Pomba" (1902), "Os Embaixadores" (1903) e "A Taça de Ouro" (1904).

Além dos romances, relatos curtos e obras de teatro, o autor deixou inúmeros ensaios sobre viagens, críticas literárias, cartas, e três obras autobiográficas. Os últimos anos da sua vida transcorreram em absoluto isolamento na sua casa, que só deixou em 1904 para regressar brevemente aos Estados Unidos depois de 20 anos de ausência. Em 1915, com a Primeira Guerra Mundial, James adotou a cidadania britânica. Morreu aos 72 anos, pouco depois de receber a Ordem do Mérito britânica.


segunda-feira, outubro 25, 2010

As Serviçais - Kathryn Stoc­kett

Comecei a ler este livro no dia 18/10/2010 e acabei no dia 23/10/2010.

Ske­e­ter tem vinte e dois anos e aca­bou de regres­sar da uni­ver­si­dade a Jack­son, Mis­sis­sippi. Mas esta­mos em 1962, e a sua mãe só irá des­can­sar quando a filha tiver uma ali­ança no dedo.
Aibi­leen é uma cri­ada negra, uma mulher sábia que viu cres­cer dezas­sete cri­an­ças. Quando o seu pró­prio filho morre num aci­dente, algo se que­bra den­tro dela. Minny, a melhor amiga de Aibi­leen, é pro­va­vel­mente a mulher com a lín­gua mais afi­ada do Mis­sis­sippi. Cozi­nha divi­na­mente, mas tem sérias difi­cul­da­des em man­ter o emprego… até ao momento em que encon­tra uma senhora nova na cidade.
Estas três per­so­na­gens extra­or­di­ná­rias irão cruzar-​se e ini­ciar um pro­jecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulhe­res, cri­a­das e senho­ras, que habi­tam Jack­son. São as suas vozes que nos con­tam esta his­tó­ria ines­que­cí­vel cheia de humor, espe­rança e tris­teza.
Uma his­tó­ria que con­quis­tou a Amé­rica e está a con­quis­tar o mundo.



A his­tó­ria é-nos con­tada a três vozes: Aibe­leen e Minny, duas cri­a­das negras, e Ske­e­ter, uma jovem branca. Aibel­len tem espe­cial jeito para cri­an­ças e é notó­rio o cari­nho que dedica à pequena Mae Mobley, filha da sua mais recente senhora. Minny é uma mulher impe­tu­osa, que diz o que pensa e que arranja cons­tan­te­mente pro­ble­mas devido a isso  — no iní­cio da his­tó­ria, encontra-​se desem­pre­gada mas surge-​lhe uma opor­tu­ni­dade de emprego, para ser­vir uma senhora muito pecu­liar. Ske­e­ter é uma jovem desen­qua­drada no meio em que se insere: alta, magra e sem ser con­si­de­rada uma beleza, aca­lenta o sonho de um dia se tor­nar escri­tora. Para além de tudo isso, sente-​se mui­tas vezes inco­mo­dada com a forma como o seu cír­culo de “ami­za­des” trata as empre­ga­das e com a natu­ra­li­dade com que a dis­cri­mi­na­ção é encarada.

Kathryn Stoc­kett estreou-​se como escri­tora com este livro, cujo enredo decorre nos anos 60 em Jack­son, no Mis­sis­sípi, Sul dos Esta­dos Uni­dos, numa altura em que a segre­ga­ção racial já come­çava a ser con­tes­tada, mas ainda pre­va­le­cia neste estado ame­ri­cano em par­ti­cu­lar. Como refere nas notas finais deste livro, a autora, tam­bém ela oriunda de Jack­son, deci­diu con­tar uma his­tó­ria decor­rida nessa época sen­sí­vel e vio­lenta que viven­ciou enquanto cri­ança, ela pró­pria pra­ti­ca­mente cri­ada por uma cri­ada negra.





Eu tenho um sonho…Estou feliz por juntar-me a vós, hoje, o dia que ficará para a história como o da maior manifestação pela liberdade nos anais da nossa nação.

Seria fatal não levar a sério a urgência do momento.

Digo-vos hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e das frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado do seu credo: “Consideramos estas verdades como evidentes em si mesmas: todos os homens são criados iguais”.

Sonho que um dia todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares inóspitos serão amenizados, os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.

Esta é a nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao sul.

Que a liberdade ressoe dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire!
Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque!
Que a liberdade ressoe dos montes Alleghenies da Pensilvania!
Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve da Cordilheira Rochosa do Colorado!
Que a liberdade ressoe das encostas curvilíneas da Califórnia!
Que a liberdade ressoe da Montanha Rochosa da Geórgia!
Que a liberdade ressoe da cidade de Lookout Mountain no Tennessee!
Que a liberdade ressoe de cada monte e de cada pequena elevação do Mississipi!
Que de cada lado das montanhas da liberdade ressoe!
Quando tal acontecer, quando deixarmos a liberdade ressoar em cada vila e em cada aldeia, em cada estado e em cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar o antigo espiritual negro: “Por fim, liberdade! Por fim, liberdade! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, somos livres, finalmente!”
Martin Luther king Jr., 1967

segunda-feira, outubro 18, 2010

A Chave Maldita - James Rollins

Comecei a ler este livro no dia 08/10/2010 e acabei no dia 18/10/2010.

Universidade de Princeton. Um geneticista famoso morre num laboratório biológico de alta segurança. Em Roma, um arqueólogo do Vaticano é encontrado morto na Basílica de São Pedro. Em África, o filho de um senador americano é morto num acampamento da Cruz Vermelha. Três assassinatos em três continentes têm uma ligação terrível: todas as vítimas estão marcadas por uma cruz pagã druida, queimada na sua carne.

Os bizarros assassinatos conduzem o comandante Gray Pierce e a Força Sigma numa corrida contra o tempo para resolver um enigma que remonta a muitos séculos atrás, a um crime medonho contra a humanidade escondido num códice críptico medieval. A primeira peça do puzzle é descoberta num cadáver mumificado, enterrado num pântano inglês, um segredo horrível que ameaça a América e o mundo.
Ajudado por duas mulheres de seu passado - uma, a sua ex-amante, a outra, a sua nova parceira - Gray tem de reunir todas as peças de uma terrível verdade. Mas as revelações têm um custo elevado e, para salvar o futuro, Pierce terá que sacrificar uma das mulheres ao seu lado. Isso por si só pode não ser suficiente, à medida que o verdadeiro caminho para a salvação vai sendo revelado numa sombria profecia da maldição.



A Força Sigma enfrenta a maior ameaça que a Humanidade já conheceu, numa aventura que vai desde o Coliseu romano aos picos gelados da Noruega, a partir das ruínas de mosteiros medievais aos túmulos perdidos de reis Celtas. O último dos pesadelos é trancado dentro de um talismã enterrado por um santo morto - um artefacto antigo conhecido como a chave do Juízo Final.

Autor:
James Rollins é Doutorado em Medicina Veterinária pela Universidade do Missouri. Para além de O Mapa dos Ossos, é também autor de seis outros best-sellers: Subterranean, Excavation, Deep Fathom, Amazónia, Ice Hunt e Sandstorm. Espeleologista amador e grande aficionado da prática de mergulho, é frequente encontrá-lo tanto debaixo de terra, como no fundo do mar. Actualmente vive em Sacramento, na Califórnia, onde concilia as consultas veterinárias com a escrita.



A minha opinião:

Já havia lido o primeiro livro deste escritor – O Mapa dos Ossos, e havia sido um livro que eu tinha gostado muito.
Neste novo best-seller, podemos continuar a apreciar este excelente mestre na arte de combinar a intriga histórica e religiosa com as aventuras mais alucinantes.
James Rollins traz-nos de volta a Força SIGMA para combater um grupo de cientistas sem escrúpulos que lançaram um projecto de bioengenharia capaz de conduzir a Humanidade à sua extinção.
Neste livro podemos encontrar referências à Maçonaria, aos Templários, a uma possível descendente dos faros Akenaton e Nefertiti que apareceu em Inglaterra (uma Nossa Senhora Negra) e muito mais…







Clássica, mas pouco.... - Espectacular!!

quarta-feira, outubro 13, 2010

STEALTH - AMEAÇA SILENCIOSA



Ontem vi este filme ... e adorei!!!

sexta-feira, outubro 08, 2010

Quem me dera que estivesses aqui - Fransec Miralles

Comecei a ler este livro no dia 06/10/2010 e acabei no dia 07/10/2010.

No dia em que faz 30 anos, Daniel, um arquitecto de sucesso em Barcelona, é abandonado repentinamente pela sua noiva. Em pleno naufrágio emocional, tenta distrair-se a ouvir um disco que lhe foi oferecido por uma das suas poucas amigas íntimas. O CD é de uma jovem cantora quase desconhecida chamada Eva Winter - e, para de Daniel surpresa, casa canção do álbum parece descrever, ao pormenor, a sua vida e as suas emoções. Intrigado, Daniel toma uma decisão impetuosa: sem avisar ninguém, parte para Paris, em busca desta misteriosa cantora que parece conhecê-lo melhor que qualquer pessoa. À sua espera, encontra as mais insólitas surpresas… e talvez até o amor da sua vida.



Filho de uma modista e de um administrativo muito dado às artes e às letras, Francesc Miralles nasceu em Barcelona em 1968. Estudou Jornalismo na Universidade Autónoma de Barcelona, mas abandonou o curso passados 4 meses para trabalhar numa taberna do bairro gótico onde aprendeu a tocar piano. Voltou à universidade após um ano, onde estudou Filologia Inglesa. Viciado em viagens desde jovem, decidiu então deixar tudo e vaguear pelo mundo. Ao regressar a Barcelona, retomou a vida académica. Não só completou a licenciatura como ainda fez um mestrado em Edição de Livros. Ingressou no mundo editorial primeiro como tradutor, e depois como editor. Teve uma preenchida carreira editorial de 3 meses que serviu de inspiração ao seu primeiro romance em Castelhano, Barcelona Blues, e o levou a tomar uma decisão: não voltar a trabalhar numa empresa. Tem-se dedicado à escrita, embora também exerça funções de assessor literário e consultor em várias editoras.



O amor verdadeiro encontrar-te-á por fim,
então perceberás quem era teu amigo.
Não estejas triste, sei que não é fácil,
mas não desistas até que
o amor verdadeiro te encontre por fim

Esta é uma promessa com uma cilada:
só o encontrarás se o procurares,
porque o amor verdadeiro também te está a procurar a ti.
Como te reconhecerá se não dás um passo em direcção à luz?
Por isso não deves desistir até que
o amor verdadeiro te encontre por fim.

Daniel Johnston



quarta-feira, outubro 06, 2010

Os Pilares da Terra (Vol II) - Ken Follet

Comecei a ler este livro no dia 23/09/2010 e acabei no dia 05/10/2010.

Segundo volume da obra-prima de Ken Follett.


Na Inglaterra do século XII, Tom, um humilde pedreiro e mestre-de-obras, tem um sonho majestoso – construir uma imponente catedral, dotada de uma beleza sublime, digna de tocar os céus. E é na persecução desse sonho que com ele e a sua família vamos encontrando um colorido mosaico de personagens que se cruzam ao longo de gerações e cujos destinos se entrelaçam de formas misteriosas e surpreendentes, capazes de alterar o curso da história.



Recheado de suspense, corrupção, ambição e romance, Os Pilares da Terra é decididamente a obra-prima de um autor que já vendeu 90 milhões de livros em todo o mundo.


Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição!

«Grandiosa e brilhante. Uma magnífica obra épica».- Cosmopolitan

«Um romance grandioso e fascinante».- Chicago Sun-Times

«A obra-prima monumental de um escritor de enorme talento».- Booklist

«Um romance que entretém, instrui e satisfaz em larga escala».- Publishers Weekly

«Um misterioso puzzle envolvendo um homem inocente».- ALA Booklist



Ken Follett, nasceu a 5 de Junho de 1949, em Cardiff, Wales. Formado em filosofia, é um autor de grande sucesso, que vê os seus livros darem regularmente origem a filmes ou séries televisivas. A sua primeira obra foi publicada em 1978 sob o título Eye of the Needle, um thriller que venceu o Edgar Award e deu origem a um filme. O seu próximo projecto será a muito aguardada sequela de Os Pilares da Terra. O espólio de Ken Follet está armazenado numa colecção exposta na Saginaw Valley State University, nos Estados Unidos e inclui notas, esboços, manuscritos e correspondência. Follett é um grande apreciador de Shakeaspere e um músico amador.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Libertação de livros






No fim de semana passado aproveitei o maravilho dia de Verão e fui passear até Lisboa para tirar fotografias e levei alguns livros para libertar!!!
E logo o primeiro livro a libertar (desta remessa) foi acolhido por uma pessoa que nesse dia tomou conhecimento do Bookcrossing e também nesse dia se registou nesta grande comunidade!!! Muito bem vindo e boas leituras.
Os restantes 3 livros, que libertei ainda não deram noticias :(, mas espero que tenham encontrado uma nova casa, onde possam ser apreciados ;)!!!

O Primeiro Dia - Marc Levy

Comecei a ler este livro no dia 18/09/2010 e acabei no dia 22/09/2010.

Um objecto misterioso encontrado num vulcão adormecido vai mudar para sempre a vida de Adrian e Keira. Juntos embarcarão numa aventura extraordinária que os levará das margens do lago Turkana, no coração de África, até às montanhas da China, em busca da resposta a uma das perguntas ancestrais da humanidade: como começou a vida na Terra?
Keira é uma arqueóloga ambiciosa e cheia de paixão que está a dirigir a sua primeira escavação no vale do Omo, na Etiópia. Quando uma tempestade de areia destrói a escavação, ela não tem outra hipótese senão abandonar a expedição e regressar a Paris. Traz consigo uma jóia estranha que lhe foi oferecida por um órfão etíope…



Adrian é um astrofísico de sucesso que está de licença sabática a fazer investigação num observatório remoto, no planalto de Atacama, no Chile. Contudo, incapaz de lidar com o ar rarefeito da altitude montanhosa, é obrigado a regressar a Londres.
Enquanto competem por uma bolsa prestigiosa em Londres, os caminhos de Keira e Adrian cruzam-se. Acidentalmente, Keira deixa a sua jóia com Adrian, fazendo despertar a sua curiosidade científica. Adrian começa a investigar as origens desta enigmática jóia, e rapidamente se apercebem de que há misteriosas personagens atrás do precioso objecto…

Marc Levy nasceu em 1961. Passou a maior parte de sua infância no Sul de França. Em 1978, filiou-se ao Comité da Cruz Vermelha francesa, onde recebeu treino intensivo numa das unidades de atendimento. Em 1983, foi promovido a director da Cruz Vermelha numa das suas unidades de resgate urbano. Morou seis anos entre Paris e São Francisco, antes de retornar a França, em 1991, para dirigir o seu escritório de arquitectura.
Em janeiro de 2000, após a publicação do seu primeiro livro, passa a dedicar-se à literatura e a contar histórias para o seu filho. Actualmente, vive entre Londres e Paris.



A minha opinião:

É uma historia magnifica, adorei!! Só tinha vontade de fazer as malas e viajar com o Adrian e a Keira por todas as cidades/locais por onde eles passaram: Londres, Paris, Atenas, Etiópia, Pequim, Xi'an, Amesterdão, etc.
Um romance maravilhoso!! Até onde vais para descobrir os mistérios da criação do Universo ou para saber onde nasceu o primeiro homem.
Fico a aguardar com bastante expectativa a sequência deste livro, no próximo romance de Marc Levy: A Primeira Noite, pois este romance não acabou aqui!!!

segunda-feira, setembro 20, 2010

O Caso do Colar Desaparecido - S.S.Van Dine

Li este livro no dia 17/09/2010.

S. S. Van Dine, pseudónimo de Willard Huntington Wright (Charlottesville, 15 de Outubro de 1888 — Nova Iorque, 11 de Abril de 1939), foi um crítico e escritor americano.



Foi ele que criou o detetive Philo Vance, personagem fictícia que se tornou conhecida, inicialmente em livros nos anos 20 e mais tarde no cinema e rádio.

Willard Huntington Wright began his career in California writing book reviews for the Los Angeles Times. In 1911 he moved to New York and was soon named editor of the monthly magazine The Smart Set. Also an important art critic, he championed the modernist trends of the day in Modern Painting (1915) and The Future of Painting (1923). A nervous breakdown during the mid-1920s sparked a new phase in his literary career. Confined to his bed for two years, he sought relaxation in fiction and became a master of the detective novel, which he wrote under the pseudonym S. S. Van Dine.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Anástasis - Maria Araujo Lima

Comecei a ler este livro no dia 14/09/2010 e acabeo no dia 16/09/2010.

Susan Fletcher está internada num hospício, na cidade de Londres, há já dois anos e sem progressos a registar. Com o passar do tempo, os seus familiares e amigos vêem-se envolvidos numa série de crimes e ondas de suspeição.
Frank Douglas, detective inglês e investigador de serial killers, é chamado a intervir e a investigar os sucessivos casos de homicídio. Enquanto Dr. Evans, médico no hospital, pertence a uma seita secreta, que vai alterar o rumo da história. Gary Molony, padre irlandês e amigo de Susan Fletcher, guarda o segredo que pode estar na origem de todos os mistérios.
Uma história policial, desenrolada em Inglaterra, onde o suspense é a palavra de ordem e a verdadeira resposta só será conhecida no final.
Cada virar de página e passar de capítulo desvenda mais um segredo.
Anástasis é a prova real de que nós só acreditamos naquilo que vemos.



Maria Araújo Lima tem 31 anos e é natural do Porto. Escreve desde que se lembra, sendo a escrita a sua grande paixão.
É licenciada em Comunicação Social pela Escola Superior de Jornalismo (Porto). Tem experiência em rádio, televisão e assessoria de imprensa...
Anástasis é uma edição de autor e uma grande concretização profissional e pessoal. Foi escrito em 9 meses e terminado no ano 2008, altura em a autora tentou junto de algumas editoras o seu lançamento, mas sem êxito. No início deste ano, ao continuar a acreditar no seu sucesso, decidiu fazê-lo chegar aos leitores por meios próprios e está satisfeita com o resultado, que se tem comprovado bastante satisfatório.



A minha opinião:
Magnifica história, muito bem contada. Uma escritora a seguir com muita atenção.
Fiquei surpresa com o final, mas acho que com a frase que aparece na capa do livro "A verdade é uma mentira" este era o final que mais se adequava.

Recomendo esta história para todas as pessoas que gostam deste género de livros, com muito mistério, mentiras ocultas do passado e suspense

quarta-feira, setembro 15, 2010

Os Pilares da Terra (Vol I) - Ken Follet

Comecei a ler no dia 06/09/2010 e acabei no dia 13/09/2010.

Do mesmo autor do thriller "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição.



Críticas de imprensa
«Grandiosa e brilhante. Uma magnífica obra épica».
Cosmopolitan
«Um romance grandioso e fascinante».
Chicago Sun-Times

«A obra-prima monumental de um escritor de enorme talento».
Booklist

«Um romance que entretém, instrui e satisfaz em larga escala».
Publishers Weekly

«Um misterioso puzzle envolvendo um homem inocente».
ALA Booklist


Kenneth Martin Follett (Cardiff, 5 de junho de 1949) é um escritor galês.

É formado em Filosofia pela University College, de Londres, começou sua carreira como jornalista, primeiro no South Wales Echo e, depois, no Evening Standard de Londres. Logo em seguida passou a escrever pequenos contos nos finais de semana, e, encorajado por amigos e colegas de profissão que admiravam seus escritos, passou a escrever romances. Quando o seu carro avariou, Follett escreveu o seu primeiro livro num curto espaço de tempo, aplicando o dinheiro da publicação no arranjo do carro.



Seu primeiro best seller foi O Buraco da Agulha (Eye of the Needle), vencedor do Edgar Award como melhor romance de 1978. Encorajado pela excelente recepção, escreveu nos anos seguintes uma sequência de sucessos como O Triângulo, A chave de Rebeca, Na Toca do Leão, O Homem de São Petesburgo, Uma Fortuna Perigosa, O Vôo da Aguia e o Terceiro Gêmeo, rapidamente criando um público fiel e entusiamado. O tema primordial de seus livros é a ação de espionagem e de guerra, com ritmo rápido e abundância de situações-clímax, que tende a prender até mesmo os leitores mais casuais. Seus livros regularmente dão origem a séries televisivas e filmes, caso de O Buraco da Agulha e A Chave de Rebeca. Em 1989 lança o seu livro de maior sucesso, Os Pilares da Terra (The Pillars of the Earth) que foge a regra dos seus temas usuais, por se tratar de um romance histórico passado na idade média européia; ironicamente o livro não foi um grande sucesso na altura do seu lançamento, apenas ganhando popularidade ao longo da década de noventa, quando entrava regularmente nos mais diversos círculos e clubes de leitura graças à propaganda boca-a-boca. A obra ganhou uma sequencia em 2007: Mundo Sem Fim (World Without End). O espolio de Ken Follett está armazenado numa coleção exposta na Saginaw Valley University, nos Estados Unidos e inclui notas, esboços, manuscritos e correspondência. Follett é um grande apreciador de Shakespeare e um músico amador, é casado com Barbara Follett e tem dois filhos, vive atualmente na Inglaterra.

segunda-feira, setembro 06, 2010

A Proxima Vez - Marc Levy

Comecei a ler no dia 3 de Setembro e acabei no dia 4 de Setembro.

Jonathan é um especialista em arte com uma paixão inexplicável pela obra do pintor russo Vladimir Radskin. Quando, nas vésperas do seu casamento, lhe chega a notícia de que uma galeria em Londres tem em sua posse cinco quadros do pintor – entre eles, possivelmente, a sua mítica última obra, A Jovem de Vestido Vermelho, misteriosamente desaparecida em 1868 –, Jonathan não hesita em partir.
Ao chegar a Londres, encontra Clara, a dona da galeria, e é acometido por uma forte sensação de déjà vu: certamente já viu aquele rosto, já ouviu aquela voz. Mas onde, e quando? Será que entre eles há algo mais em comum do que uma paixão por pintura?
A sua busca leva-os da galeria em Picadilly Circus a uma loja de tintas em Florença, de um laboratório no Louvre a uma misteriosa mansão em Inglaterra. Quanto mais Jonathan e Clara descobrem acerca da última obra de Radskin, mais descobrem acerca de si próprios: três vidas muito diferentes, três destinos entrelaçados, presos numa corrida contra o tempo...



Marc Levy é o autor de língua francesa mais lido em todo o mundo: os seus livros contam já com mais de 17 milhões de exemplares vendidos em mais de 41 países. Mas este autor não é só um favorito entre os leitores como também a crítica tem reconhecido o seu talento excepcional como contador de histórias originais, provocantes e sempre comoventes.
Nasceu em Boulogne Bilancourt, em 1961. Aos 18 anos, juntou-se à Cruz Vermelha Francesa, instituição com a qual colaborou durante seis anos. Paralelamente, formou-se em Gestão e Informática na Université Paris-Dauphine. Em 1983, fundou uma empresa especializada em design e informática, com projectos em França e nos EUA. Mais tarde, viria a dedicar-se ao design de interiores, fundando outra firma em Paris.



Aos 37 anos de idade, Marc Levy escreveu o seu primeiro romance. E Se Fosse Verdade… começou por ser uma história destinada ao homem que o seu filho viria a ser. Encorajado pela irmã, enviou o manuscrito a uma editora, que aceitou publicá-lo. O sucesso fez-se sentir imediatamente e, desde então, os seus romances são presença constante nas listas de best-sellers. Marc Levy tem-se dedicado inteiramente à escrita e dois dos seus romances foram já adaptados com grande sucesso ao cinema.

Lindooo!!!

sexta-feira, setembro 03, 2010

Morte na Universidade - Ellery Queen

Comecei a ler este livro no dia 1 de Setembro e acabei no dia 2 de Setembro.

A estudante desaparecida da Universidade de Tisquanto era a filha do rival político do governador Sam Holland. Chama-se Laura Thornton e foi simultaneamente peão e vítima das furiosas sublevações estudantis que o governador Holland não conseguia entender.Quem estaria por detrás do terror que acabou por se instalar após o desaparecimento de Laura? Quem andava a incitar os protestos e desacatos? Um louco brincalhão, um reformador sério? ou estaria EM curso uma conspiração com vista à destruição da universidade?Mike McCall, um detective ao serviço do governador, vai revelar que em Tisquanto encontram-se não apenas marcas dos ódios e violentos da juventude rebelde da época, mas também casos de assassínio.



Ellery Queen é um dos heterónimos colectivos criado em 1929 pelos primos Frederic Dannay e Manfred B. Lee, dois prolíficos escritores norte americanos de romances policiais. É também, ao mesmo tempo, um personagem fictício dos romances produzidos por aqueles autores.

Frederic Dannay e Manfred B. Lee eram primos e nasceram ambos na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos da América, em 1905. Na verdade, mesmo estes são pseudónimos, uma vez que os seus nomes originais são, respectivamente, Daniel Nathan e Maniord Lepofsky. Dannay e Lee conceberam Ellery Queen como um autor que resolvia mistérios e os relatava por escrever romances. Assim, tornava-se uma espécie de personagem que imita os seus próprios autores. Foi criado para um concurso literário, num romance intitulado The Roman Hat Mystery, em 1929, e as suas aventuras foram publicadas por um período de 42 anos. A criação de heterónimos e pseudónimos, incluindo Ellery Queen, autor e personagem que imitava a vida dos seus próprios criadores por ser ele mesmo um escritor de romances policiais, acabou por confundir os leitores. Durante muito tempo, o público acreditava que Ellery Queen seria realmente um escritor verídico e não apenas um heterónimo e, mais ainda, de duas pessoas.

Os dois autores eram também especialistas na pesquisa histórica do género policial, publicando inúmeras colecções e antologias de contos policiais, tal como The Misadventures of Sherlock Holmes. A antologia com quase mil páginas, intitulada 101 Years' Entertainment, The Great Detective Stories, 1841-1941, tornou-se uma obra de referência, mantendo-se nas livrarias por muitas décadas. Foram ainda os co-fundadores da associação Mystery Writers of America.

Este romance inicial estabeleceu a fórmula básica das aventuras seguintes. Ellery Queen é um detective e escritor com um grande poder de observação e dedução, um misto de Sherlock Holmes e Dr. Watson. Mas, assim como Holmes precisava de Watson, Ellery precisava do pai, o Inspector Richard . Outro personagem é Sergeant Velie, o irascível assistente do Inspector Queen. Outros condimentos são um crime incomum, uma série complexa de pistas, e aquilo que viria a tornar-se a parte mais famosa dos romances: "Ellery's Challenge to the Reader" (O Desafio de Ellery ao Leitor). Tratava-se de uma única página, próxima do fim do livro, informado que, naquela parte específica do romance, o leitor já possuía todas as pistas na posse de Ellery, desafiando-o a tentar resolver o mistério antes da leitura do restante da obra.



Quando uma revista da época estabeleceu um prémio para a melhor obra de estreia no género policial, os primos Frederic Dannay e Manfred B. Lee, ambos escritores, decidiram criar um heterónimo colectivo com o mesmo nome da personagem que haviam criado. Apesar de terem vencido o concurso, o romance não chegou a ser publicado na revista uma vez que esta havia sido vendida a novos proprietários. Assim, os primos resolveram levar este primeiro romance a outros editores resultando na publicação da primeira aventura do Detective Ellery Queen, intitulada The Roman Hat Mystery.

A personagem Ellery era, ele mesmo, um escritor de romances policiais, presunçoso, educado em Harvard, com uma fortuna considerável dedicando-se à pesquisa policial simplesmente por considerar a resolução de crimes uma actividade intelectualmente estimulante. Estas características eram herdadas da mãe, a filha de um rico aristocrata nova iorquino que casou com o Inspector Queen, um irlandês de origens humildes. No entanto, ao se iniciarem as histórias de Ellery, a sua mãe já havia morrido. Apesar da sua atitude arrogante e presunçosa, retratada nos romances iniciais, a partir do livro Calamity Town, publicado em 1940, Ellery torna-se mais humano e várias vezes chega a ficar emocionalmente afectado pelas pessoas com quem se cruza nos seus casos. No entanto, nas suas últimas obras, Ellery torna-se uma pessoa quase sem personalidade, cujo papel é meramente o de solucionar os mistérios apresentados.

As aventuras de Ellery Queen foram levadas à rádio, ao cinema e à televisão. A primeira de uma série de longas metragens sobre o detective, foi o filme intitulado Ellery Queen, Master Detective.

Dannay e Lee criaram também a Ellery Queen's Mystery Magazine, em 1941, revista que publicou o que havia de melhor em ficção policial na época, ainda hoje considerada uma das melhores do género, durante o Século XX. Outros escritores escreveram para Ellery Queen. Talmage Powell e Richard Deming escreveram a serie de Tim Cornagan. Outros romancistas anónimos também escreveram para Ellery Queen e Barnaby Ross, outro dos pseudónimos dos primos escritores.


O romance inicial estabeleceu a fórmula básica das aventuras seguintes. Ellery Queen é um detective e escritor com um grande poder de observação e dedução, um misto de Sherlock Holmes e Dr. Watson. Mas, assim como Holmes precisava de Watson, Ellery precisava do pai, o Inspector Richard . Outro personagem é Sergeant Velie, o irascível assistente do Inspector Queen. Outros condimentos são crimes incomuns, uma série complexa de pistas, e aquilo que viria a tornar-se a parte mais famosa dos romances: "Ellery's Challenge to the Reader" (O Desafio de Ellery ao Leitor). Tratava-se de uma única página, próxima do fim do livro, informado que, naquela parte específica do romance, o leitor já possuía todas as pistas na posse de Ellery, desafiando-o a tentar resolver o mistério antes da leitura do restante da obra.

Os romances de Queen são o exemplo clássico das histórias policiais em que se tenta encontrar o autor do crime, marcando aquela que se veio a tornar a época áurea das obras policiais. Todas as pistas são dadas ao leitor, dessa forma tornando a leitura um verdadeiro desafio intelectual. No livro The Greek Coffin Mystery, de 1932, são propostas soluções múltiplas para o mistério, particularidade que veio a ser retomada em romances posteriores, nomeadamente Double, Double e Ten Days' Wonder. A típica "falsa solução, seguida pela verdadeira" veio a tornar-se uma marca distintiva dos mistérios de Ellery.

Em 1932, os primos criaram um outro herói, mais um detective fictício, Drury Lane, sob o pseudónimo Barnaby Ross. Este outro detective era mais teatral do que Ellery. Durante a década de 30, do Século XX, "Ellery Queen" e "Barnaby Ross" chegaram mesmo a realizar uma série de debates públicos, sendo que cada um dos primos encarnava um dos detectives, ambos usando máscaras para manter o anonimato.

Após o sucesso cinematográfico de Ellery, tanto o escritor como o seu personagem começaram a sofrer mudanças, introduzindo-se mais elementos psicológicos e temas mais introspectivos. O "Desafio ao Leitor" deixou de ser publicado. Apesar de alguns romances das décadas posteriores serem considerados clássicos, especialmente Calamity Town e Cat of Many Tails (um dos primeiros romances a incluir um serial killer, ou assassino em série), alguns criticaram a combinação de elementos religiosos com os métodos policiais, considerando essa experiência desastrada e pretensiosa. Vários dos últimos romances atribuídos a Ellery Queen foram na verdade escritos por escitores-fantasma ou anónimos, tais como Theodore Sturgeon e Avram Davidson.

Já no final das suas carreiras, os primos Frederic Dannay e Manfred B. Lee publicaram outros romances, alguns da sua autoria, outros escritos por escritores anónimos, lançados sob o nome de Ellery Queen, apesar do personagem com o mesmo nome não surgir no enredo das obras. Entre elas estão três romances protagonizados pelo personagem Mike McCall e intituladas The Campus Murders, em 1969, escrita por Gil Brewer, The Black Hearts Murder, de 1970, escrita por Richard Deming e The Blue Movie Murders, de 1972, escrita por Edward D. Hoch. O bem conhecido autor de ficção científica Jack Vance também escreveu três destes livros de Ellery, incluindo o claustrofóbico A Room to Die In.

Os dois primos, sob o seu pseudónimo colectivo, Ellery Queen, receberam o Grand Master Award pela excelência na área do romance de mistério policial, atribuído pelo Mystery Writers of America em 1961.

terça-feira, agosto 31, 2010

Cliff Richard - Summer Holiday



Uma musica que me deixa sempre contente, mesmo quando estou em baixo :)