segunda-feira, junho 22, 2009

Diário das Minhas Viagens - Angelina Jolie

Comecei a ler o livro no dia 12 de Junho e acabei no dia 19. Adorei este livro, e fiquei a ter um fascinio pela Angelina Jolie.

Os direitos de autor de Angelina Jolie revertem a favor do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
Em 2001, a actriz laureada Angelina Jolie aceitou um papel radicalmente diferente como Embaixadora da Boa Vontade para o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Neste livro reuniu as recordações das suas viagens à Serra Leoa, à Tanzânia, ao Paquistão, ao Camboja e ao Equador, onde viveu, trabalhou e se dedicou de todo o coração aos que sofrem a violência e vitimização mais destruidoras do mundo.
Aqui se encontram os seus testemunhos de alegria e entusiasmo no meio de pura destruição… apelativos instantâneos fotográficos de pessoas corajosas e inspiradoras para as quais a sobrevivência é a tarefa diária… e observações francas sobre uma peregrinação ímpar que alterou completamente a visão do mundo desta actriz - e o seu próprio mundo pessoal.



Excerto
«As crianças aqui agarram-nos as mãos e andam ao nosso lado, sorrindo e cantando. Não têm nada. Usam roupas rasgadas e poeirentas e sorriem… Detesto que toda a gente esteja a sofrer - os amputados, os refugiados, os desalojados… Como é que se diz a estas pessoas para reconstruir as suas vidas quando eles têm a certeza que os rebeldes darão cabo delas outra vez? Hoje à noite comemos peixe e salada. Foi um grande luxo. Fiquei grata, mas tive dificuldade em comer. Sentia-me tão oca por dentro… Sinto respeito e admiração por estas pessoas. Pela sua força de vontade. Pela sua esperança… Há tantas coisas que acontecem no mundo e que não são noticiadas. Precisamos todos de procurar mais fundo e descobrir por nós próprios…»



Angelina Jolie (Angelina Jolie Voight, Los Angeles, 4 de Junho de 1975) é uma atriz dos Estados Unidos da América.

Vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2000, é conhecida principalmente pela suas atuações nos filmes Lara Croft: Tomb Raider e Sr. e Sra. Smith, este último em que contracenou ao lado de seu (mais tarde) marido, o ator Brad Pitt.

Em Junho de 2009, a revista Forbes colocou Angelina Jolie no 1º lugar da sua lista 100 Celebridades mais poderosas do mundo, destronando assim a anterior líder Oprah Winfrey

Angelina é filha do ator Jon Voight, com o qual nunca teve um bom relacionamento, e da ex-atriz e modelo Marcheline Bertrand. Os pais da atriz se separaram quando ela tinha pouco mais de um ano de idade. Angelina ficou com a mãe e seu único irmão, James Haven Voight, vivendo entre New York e Los Angeles. Também é sobrinha de Chip Taylor.

Começou a estudar arte dramática no famoso estúdio Lee Strasberg. No entanto, tornou-se conhecida no mundo cinematográfico ao interpretar a modelo Gia Carangi no filme Gia – Fama e Destruição, produzido para a televisão. Terminou o colegial, na Beverly Hills High School, aos dezesseis anos. Depois foi para faculdade e se formou em Cinema na Universidade de Nova Iorque e também freqüentou o respeitado Lee Strasberg Theater Institute, em New York. Trabalhou também como modelo profissional em Londres, New York e Los Angeles. Participou também de cinco obras que o seu irmão James, realizou para a escola de cinema da Universidade da Califórnia do Sul que frequentava à altura.

Foi casada com o ator Jonny Lee Miller. Na cerimônia, a atriz vestia uma calça preta de couro e uma camiseta branca. Nesta camiseta, Angelina escreveu o nome do ator com o seu próprio sangue. O casal separou-se em menos de um ano, e a atriz logo começou a namorar o também ator Timothy Hutton. O namoro não deu certo e Angelina logo partiu para outro.

No dia 5 de Maio de 2000, a atriz se casou com Billy Bob Thornton, em Las Vegas. O casamento acabou em 2002.

Angelina foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) por seu trabalho junto aos refugiados de Serra Leoa, Tanzânia e Paquistão. Em 2000, após conhecer o Camboja nas gravações do filme Lara Croft: Tomb Raider: A Origem da Vida adotou um bebê cambojano, chamado Maddox.




Em 2005 surgiram rumores que Angelina estaria vivendo um caso amoroso com Brad Pitt (com quem trabalhou no filme Sr. e Sra. Smith), que estava casado com Jennifer Aniston. Pouco tempo depois Brad se divorciou de Jennifer e o romance com Angelina veio á tona. O casal começou a ser fotografado junto e a voar à volta do globo em missões humanitárias, juntamente com o filho adotivo da atriz.

Brad Pitt acompanhou-a à Etiópia em Julho de 2005 para adotar sua filha Zahara Marley, que vivia num orfanato. No fim de 2005, Brad e Angelina visitaram por duas vezes o Paquistão como embaixadores da ONU para ajudar às vítimas de um terremoto. No dia 2 de Dezembro de 2005 foi anunciado que Pitt tinha iniciado o processo legal de adoção dos dois filhos adotivos de Angelina, Maddox e Zahara, tendo requerido também a mudança do sobrenome das crianças para Jolie-Pitt. Pouco mais de um mês depois, no dia 19 de Janeiro de 2006, um juiz de Santa Mônica, na Califórnia, aprovou o pedido. Jolie e Pitt também são pais adotivos de Pax Tien, nascido no Vietnã.

No dia 27 de Maio de 2006, Angelina Jolie deu à luz, em Swakopmund, na Namíbia, o primeiro filho biológico do casal, uma menina a quem chamaram Shiloh Nouvel Jolie-Pitt.

Após muitos rumores de uma nova gravidez, Angelina confessou estar grávida de gêmeos, informação que a imprensa internacional dava como certa, durante o Festival de Cannes 2008, quando divulgava a animação Kung Fu Panda, na qual ela dubla uma personagem.

Angelina e Brad decidiram que seus gêmeos, que se chamaram Knox Leon e Vivienne Marcheline, serão Franceses. Angelina se internou no hospital Lenval, em Nice, França, no dia 29 de Junho de 2008, para esperar o nascimento das crianças. Em entrevista coletiva, na porta do hospital, seu médico, Michel Sussman, disse que Angelina 'é uma paciente como outra qualquer' e que terá seus gêmeos 'nas próximas semanas'. O médico também informou que Angelina está internada para ficar em observação, não por algum problema de saúde. Na semana do Festival de Cannes Angelina afirmou que teria seus gêmeos até 9 de Agosto de 2008.

No dia 12 de Julho de 2008, por volta das 18 horas em Nice, Jolie deu à luz Knox Léon, que pesava 2,27 quilos, e Vivienne Marcheline, de 2,28 quilos. O parto por cesariana foi antecipado alguns dias por razões médicas.A operação foi simplesmente perfeita”, disse o ginecologista Michael Sussmann à revista People. “Angelina está muito animada. Brad Pitt estava ao seu lado”.

A primeira foto dos gêmeos Knox Léon e Vivienne Marcheline, foi vendida por 14 milhões de euros, cerca de 22 milhões de dólares, ou 35 milhões de Reais, para as revistas a americana 'People' e a inglesa 'Hello', o dinheiro será destinado a causas humanitárias. No dia 3 de agosto de 2008, domingo, a 'People' e a 'Hello' publicarão as fotos em seus sites, e no dia 4 de agosto de 2008, as fotos serão publicadas na versão impressa, das revistas.

O casal comprou uma mansão que fica em uma pequena aldeia chamada Brignol no Var, não muito longe de Aix-en-Provence, no Sul da França. A propriedade, adquirida por 35 milhões de libras, cerca de R$ 115 milhões, tem 35 dormitórios. Entre os atrativos do lugar estão as plantações de uva, onde são produzidos alguns tipos de vinho, e de oliveiras, com mais de 13 tipos de azeitonas. Para as crianças a melhor parte fica por conta de um campo imenso, onde são criados pôneis.

Angelina e Brad não são casados oficialmente, apenas moram juntos. O casal declarou que não vê motivo para casar, já que estão felizes do jeito que estão as coisas. Também disseram que só se casarão quando o casamento homossexual for permitido em todo os EUA, pois não acham justo casar quando nem todos podem.

sexta-feira, junho 12, 2009

As Grandes Pirâmides - Gize - Cairo

Cairo Museum

Battlefield - El Alamein - World War II

Egypt in World War II

A Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra aumentasse a sua presença militar no Canal do Suez. Embora o país se tenha declarado neutro, muitos líderes nacionalistas egípcios desejavam uma vitória das potências do Eixo. Eles acreditavam que isso livraria o país da presença inglesa. Em 1942, perante a ofensiva militar da Alemanha sobre a Líbia, o embaixador britânico no Egipto pressionou o rei Faruk a nomear um governo do partido Wafd, já que esta força política tinha assinado o tratado de 1936, dando uma maior segurança à Inglaterra quanto à posição do Egipto no conflito. Nahas Paxá tornou-se primeiro-ministro e colaborou com os Aliados até ao fim da guerra. Mas o prestígio do Wafd no movimento nacionalista viu-se afetado e o partido perdeu muitos líderes. Em uma tentativa de melhorar a sua imagem perante a opinião pública, o partido ordenou reformas na educação e promoveu a formação da Liga Árabe (1945).


O Mediterrâneo e o Egito


Na África do Norte as forças de ambos os lados achavam-se durante este período numa incômoda paralisação. Rommel, que se achava detido no seu avanço em direção ao delta do Nilo, constituía uma constante ameaça a pouco mais de 100 km da base de Alexandria. Mas, embora o prêmio estivesse tão próximo, ele não conseguia alcançá-lo. Não só foi obrigado a deter-se, mas também forçado por diversas vezes a deixar que a iniciativa passasse temporariamente às forças que barravam seu avanço. Mas demonstrou também sua habilidade em retomá-la, apesar de não progredir de maneira decisiva. Os ingleses eram bastante fortes para repelir os ataques do Eixo e iniciarem operações de envergadura limitada. Ainda não estavam preparados para um ataque com todas suas forças para destruir o inimigo, o que era, para ambos os contendores, o principal objetivo.

O castigado 8° Exército reorganizado sob o comando de Auchinlek para uma resistência em El Alamein conseguiu transformar completamente a situação em dois dias. As vitoriosas, porém fatigadas tropas de Rommel, defrontaram-se com uma defesa tenaz que em vão tentaram romper. Os ingleses haviam reunido todas as forças que puderam trazer do Oriente Médio para manter a barreira diante da posição vital. A força aérea lançou todo seu peso sobre as colunas mecanizadas do Eixo que avançavam para o assalto. Uma concentração de toda a artilharia disponível bateu o ataque com um fogo devastador. Foi determinado no fim da tarde o aspecto decisivo da batalha com um contra-ataque britânico ao flanco e à retaguarda das forças que Rommel lançara numa tentativa para contornar pelo sul as defesas britânicas. No dia seguinte tomaram os ingleses a iniciativa no setor norte diante de El Alamein. Esta pressão não só deteve os alemães e italianos como forçou-os a recuar e consolidar suas posições de defesa. No fim da semana, a batalha degenerou em assaltos locais de ambos os lados contra as posições inimigas.



Tentavam agora os ingleses não apenas conservar, mas ampliar a iniciativa antes que Rommel pudesse estabilizar suas próprias linhas. No dia 10 de julho um violento assalto a oeste de El Alamein resultou num avanço de 8 km e na captura das elevações de Tel el Eisa. Quatro dias mais tarde lançaram novo ataque no centro, o que lhes deu controle, no dia seguinte, da extremidade leste da cadeia de Ruweisat. Mas careciam de força para transformar estes assaltos locais em uma ofensiva geral ou ameaçar romper as linhas inimigas. Mas em vez disso, os britânicos tinham de lutar arduamente contra ferozes contra-ataques, para reter suas posições adquiridas. Rommel lançou grande parte de suas forças numa tentativa para retomar o terreno perdido e durante uma semana travou-se uma batalha indecisa nas disputadas colinas e montanhas cuja posse daria o domínio do terreno deserto das vizinhanças. Tel el Eisa mudaram de dono por diversas vezes naqueles dias. A posição de Ruweisat foi disputada ainda com mais ardor. Mas os ingleses, finalmente, conseguiram conservar suas conquistas originais e a 20 de julho estabeleceu-se uma ligeira calmaria sobre o campo de batalha.

Foi porém rompida no dia seguinte por novos ataques britânicos nos três setores principais com apoio de uma preparação extremamente pesada de artilharia. O ataque no centro conseguiu alguns progressos ao longo da cadeia de Ruweisat, e o seu peso auxiliou o avanço das tropas para o norte a fim de completar a posse de Tel el Eisa e melhorar suas posições no setor intermediário. Algumas destas conquistas locais foram perdidas em contra-ataques, mas a 24 de julho a maior parte das novas posições foi consolidada. Dois dias mais tarde os britânicos lançaram novo ataque. Os alemães, porém, já haviam construído poderosas defesas; e embora os ingleses fizessem uma brecha nos campos de minas não puderam alargá-la o suficiente para lançar um ataque de tanques; e a artilharia e infantaria alemães situadas em posições poderosamente defendidas impediram que a principal força de ataque tirasse partido de seus êxitos iniciais. A 28 de julho os ingleses desistiram da tentativa e retiraram-se para as posições que ocupavam alguns dias antes.

Estas experiências custosas para ambos os lados demonstraram claramente que o equilíbrio das forças era por demais perfeito para que qualquer dos contendores lançasse uma ofensiva com quaisquer esperanças de êxito. A única solução era que surgisse algum fator alterando o equilíbrio ou que um dos contendores recebesse um reforço que lhe desse uma clara vantagem sobre o inimigo. O elemento característico da situação era a corrida em que se empenhavam ambos os lados no sentido de receber mais reforços, e, sob a calmaria que durou um mês e que se estabeleceu em fins de julho, faziam-se preparativos urgentes a fim de tentar romper o equilíbrio de forças que representava tantas perspectivas de perigo para ambos os lados.

O problema apresentava-se muito mais crítico para os ingleses do que para seus oponentes. No presente estado de equilíbrio a chegada de apenas um comboio poderia fazer pender a balança o suficiente para que o lado favorecido tentasse uma nova ofensiva. Mas um pequeno aumento das forças britânicas teria conseqüências limitadas, que talvez fizessem recuar as forças de Rommel até a fronteira egípcia e diminuir a ameaça imediata à Alexandria, mas que dificilmente conviria ao objetivo de destruir o exército de Rommel, única maneira de obter completa segurança. Por outro lado, bastaria a Rommel uma vantagem relativamente pequena para afetar o assalto temporário que era o que ele necessitava a fim de limpar o caminho para um assalto ao vale do Nilo. Em comparação, os ingleses possuíam uma zona de manobras muito menor, e uma perda de terreno que pouca significação teria para Rommel, poderia ter conseqüências desastrosas para a defesa do Egito e para toda a posição aliada no Oriente Médio.

Uma feliz circunstância contribuiu para aliviar esta situação tensa. No seu discurso de 8 de setembro na Câmara dos Comuns, afirmou Churchill que desde março havia sido aumentada a remessa normal de reforços para o 8° Exército. Foram requisitados dos Estados Unidos navios suplementares com o fim de transportar cerca de 50.000 homens, e a aquiescência do presidente Roosevelt tornou possível enviar um comboio que já estava contornando o cabo da Boa Esperança "num momento crítico" e que poderia preencher as grandes perdas que o 8° Exército sofreu na retirada. Nas semanas subseqüentes continuou o afluxo de homens e abastecimentos, incluindo tanques e aviões provenientes das Estados Unidos e que tinham um papel importante na luta travada naquela região. As desvantagens da longa rota por mar constituíam ainda um sério problema, porém não tinham o caráter tão inexorável quanto poderiam ter sob circunstâncias diferentes.

Rommel também se encontrava em condições desvantajosas. Suas forças ficavam muito mais perto das bases metropolitanas que as dos ingleses, mas as necessidades da campanha da Rússia obrigavam os nazistas a explorarem ao máximo os recursos da Alemanha. Embora Rommel recebesse reforços, eram em quantidades limitadas. Em tanques, o Afrika Korps apenas recebia pouco mais do que o necessário para recuperar-se das perdas, embora uma segunda divisão armada italiana, a Vitória, ter sido acrescentada à divisão Airete. A força aérea de Rommel também permanecia limitada e não conseguia vencer a superioridade de que dispunham, neste período, a RAF e as outras forças aéreas que combatiam a seu lado, inclusive a aviação americana.

Estas limitações eram acentuadas pelas perdas infligidas aos abastecimentos enviados a Rommel. A perda do litoral da Líbia dificultou em parte os ataques da marinha inglesa contra as rotas de navegação no Mediterrâneo, e a posse de Tobruk deu a Rommel o melhor porto entre Trípoli e Alexandria, auxiliando a aliviar suas linhas terrestres de comunicação. Mesmo assim os comboios do Eixo estavam sob constante ataque, particularmente por bombardeiros e submarinos e o número crescente de bombardeiros de grande raio de ação possibilitava a realização de pesados ataques sobre portos distantes como Benghazi e baía de Suda. Em princípios de agosto Tobruk era atacada quase todas as noites. Rotas terrestres, depósitos de abastecimentos, e transportes motorizados eram constantemente atacados. Num esforço para reduzir ao mínimo suas perdas marítimas e tornar os abastecimentos menos sujeitos à utilização dos portos, objetivos favoritos dos bombardeiros britânicos, as forças do Eixo recorreram às barcaças motorizadas de 120 toneladas que eram particularmente úteis no transporte costeiro. Mesmo assim, a declaração britânica de 13 de agosto, afirmando que 53 navios do Eixo de todos os tipos foram afundados ou avariados por ataques aéreos nas últimos 19 dias, indicava o crescente número de barcos perdidos.

Essas perdas causadas pela aviação eram completadas pela atividade das forças navais e terrestres. Coube mais uma vez ao poderio naval britânico a missão de inquietar o flanco costeiro do Eixo. A importante base de Matruh foi seis vezes bombardeada em fins de julho. El Daba foi canhoneada em setembro em coordenação com as operações combinadas contra Tobruk. No dia 13 de agosto, Rodes foi submetido a um bombardeio que durou 12 minutos. Exatamente um mês mais tarde foi levado a cabo, contra Tobruk, um golpe de mão de comandos, apoiado por forças navais, tendo de enfrentar grande resistência e perdendo dois destróieres. Na mesma data, uma coluna móvel que atravessou sem impecilhos a Líbia, atacou Barce e Benghazi, e dois dias depois o oásis de Gialo ocupado pelos italianos sofreu um ataque que durou seis dias e que só foi repelido com o aparecimento de reforços blindados. Quaisquer que tenham sido os êxitos obtidos por esses esforços, indicavam estar bem vivo o espírito ofensivo do 8° Exército.

Entrementes Malta continuava como base de onde poderiam ser desfechados ataques contra os portos italianos e comboios do Eixo no mar. Notava-se, em agosto, que diminuíra a intensidade dos bombardeios contra a ilha, que ainda assim era submetida a contínuos ataques aéreos. Mas isso não era devido a que Malta tivesse perdido em importância, e sim em conseqüência das exigências inadiáveis da campanha russa. Quando um poderoso comboio, incluindo três porta-aviões conseguiu levar novos abastecimentos à ilha, esta sofreu um feroz ataque no dia 11 e 12 de agosto, que resultou na perda do porta-aviões Eagle, do cruzador Manchester, do cruzador antiaéreo Vairo e do destróier Foresight. A violência do ataque e o fato de que tais perdas fossem aceitas como o preço da sobrevivência de Malta, demonstraram a importância desta ilha para ambos os lados.

Agosto chegou, pois, a seu termo sem que se verificasse qualquer mudança importante no equilíbrio das forças em presença na África do Norte. Rommel recebeu reforços não só da divisão blindada Vitória, mas também da 164a divisão de infantaria alemã e das tropas italianas resultando que suas forças ficaram com quatro divisões blindadas e sete divisões de infantaria. Foi a maior força que Rommel já teve a seu dispor. Porém as forças britânicas também estavam crescendo - Churchill afirmou que haviam aumentado não apenas de modo absoluto mas também relativo, apesar de não possuir tantos tanques pesados e tanta artilharia de calibre médio quanto o inimigo. Além disso, as tropas britânicas estavam mais uma vez sob novo comando. O general Auchinlek havia ganho merecida reputação por sua bem sucedida resistência em El Alamein e pelo forte espírito ofensivo demonstrado em operações subseqüentes. Insinuara-se, porém, durante a retirada anterior que a organização utilizada por Auchinlek não era eficiente, que entre seus membros não existia harmonia e que ficara demonstrado que a hesitação do general em efetuar uma reorganização drástica no seu Estado-Maior constituíra um grave defeito. Churchill aproveitou sua viagem a Moscou para investigar a situação e chegou à conclusão de que, se quisesse obter êxitos decisivos no Oriente Médio, era preciso gente completamente nova. Sua escolha para o comando supremo desta região - da qual estavam separadas agora as forças do Irã e do Iraque - recaiu sobre o general Alexander, cuja reputação fôra aumentada por sua atuação em Dunquerque e na Birmânia. Às suas ordens, foi colocado o general Montgomery na qualidade de comandante do 8° Exército. Churchill expressou sua satisfação porque "esta combinação forma um comando bem adaptado às nossas necessidades e constitui o melhor que atualmente possuímos à nossa disposição."

A habilidade destes generais iria ser submetida à prova quase imediatamente. Em fins de agosto era evidente que o inimigo preparava um assalto. Rommel, naturalmente, mostrava-se impaciente por alcançar o vale do Nilo e queria atacar logo que tivesse qualquer apreciável superioridade de forças. O início do ataque a Stalingrado deu dupla oportunidade de uma ofensiva coordenada contra Alexandria e Suez. A chegada dos reforços do Eixo, inclusive algumas unidades de pára-quedistas, foi notada a tempo pelos ingleses. Observaram também o movimento do material de artilharia e das forças motorizadas para as zonas avançadas. E, o que não era menos importante, parecia que o grosso das tropas alemães havia sido retirado da linha e substituído pela infantaria italiana. Isto sugeria que as tropas de choque estavam descansando a fim de preparar-se para novo esforço.

Os ingleses, até este momento, ainda não se sentiam em condições de se adiantarem a uma ofensiva do Eixo, desencadeando, por sua vez, uma ofensiva. Tinham por outro lado, boas razões para confiar em sua capacidade para rechaçar o ataque e infligir, possivelmente, sérias perdas aos atacantes. Os defensores da zona de El Alamein haviam sido reforçados com todas as reservas disponíveis, e, especialmente, com poderosa concentração de artilharia. Suas posições não constituíam uma linha firme desde o mar até a depressão de Qattara; escalonavam-se, antes, em profundidade. Haviam desenvolvido, na campanha precedente, um sistema de fortins próprios para deserto, isto é, entrincheiramentos protegidos por campos de minas e densos obstáculos de arame, poderosamente defendidos pela artilharia. Tal dispositivo constituía a característica das posições mais fortes em torno de El Alamein. A concentração de forças determinada por este método impedira os ingleses de cobrir com as tropas toda a orla da depressão, e o flanco sul achava-se protegido principalmente por campos de minas e forças móveis. Havia por conseguinte a possibilidade de que Rommel avançasse por um corredor situado naquela extremidade, lançando-se na direção do vale do Nilo. Com tal operação, porém, arriscar-se-ia a que o grosso do 8° Exército caísse sobre o flanco e a retaguarda de suas tropas; e para tornar ainda mais arriscada a tentativa, organizaram os britânicos uma força defensiva localizada mais à retaguarda, para os lados do próprio Nilo. O 8° Exército sentia-se, desta forma, aliviado da idéia de ser a última defesa do Egito, ficando então com a liberdade de empregar uma tática que conduzisse à destruição das forças de Rommel caso a ousadia do chefe nazista as deixasse expostas.

Rommel, porém, não estava preparado para tais riscos. Atacou, na primeira oportunidade, o flanco meridional que se achava fraco. Avançou nas primeiras horas do dia 31 de agosto com as tropas veteranas do Afrika Korps - duas divisões panzer e a 90a divisão ligeira de elite apoiadas por elementos do 20° corpo motorizado italiano. Enquanto outras tropas italianas eram incumbidas de um ataque de diversão no centro da linha, a poderosa força atacante de Rommel contornava o flanco sul e atravessava os campos de minas, avançando para o norte em direção das principais posições britânicas.

Seu avanço, embora bastante extenso, teve pouca importância tática. Esta arremetida levou-o cerca de 40 km em direção da zona situada entre El Hemeimat e as elevações de Ruweisat, encontrando apenas oposição de forças ligeiras móveis. Mas, apesar de ter esta investida aproximado Rommel a 24 km da estrada costeira, teve de enfrentar, nesta altura, as posições fortificadas britânicas. Não conseguiu descobrir um ponto fraco na linha, e foi incapaz de atrair a principal força blindada britânica a um ataque que poderia arrastá-la a uma emboscada. Um ataque de três pontas de lança desfechado sobre as posições britânicas na noite de 1o de setembro foi rechaçado por uma poderosa defesa com apoio de concentração de fogo de artilharia sem precedente. A força aérea aliada, que mantinha a supremacia sobre o campo de batalha, castigava as concentrações avançadas de Rommel e martelava suas bases e comunicações, enquanto as unidades blindadas britânicas efetuavam ataques rápidos e violentos contra as forças avançadas inimigas. Dois oficiais alemães sob a proteção de uma bandeira branca tentaram convencer os defensores de que estes estavam cercados e deveriam render-se. Sua única resposta foi uma explosão de gargalhadas. Defrontando-se com poderosas e firmes defesas e sofrendo grande pressão por parte dos contra-ataques britânicos, Rommel recuou lentamente. Alcançara uma valiosa posição no cume do El Hemeimat onde sua retaguarda permaneceu fortemente entrincheirada, mas, de um modo geral, foi forçado a recuar às suas antigas posições com perdas apreciáveis.

Este revés, embora sério, não constituía de modo algum, uma derrota decisiva. Rommel recuou lentamente e em boa ordem. As arremetidas britânicas do setor central lançadas contra a retaguarda da ponta de lança blindada do Eixo foram rechaçadas por contra-ataques. A principal força britânica não percebia que o revés de Rommel era suficientemente importante para lançar um contra-ataque que pudesse desalojá-lo de suas posições principais. Era uma característica reveladora o fato de que o Eixo não pudera retirar da Europa forças suficientes para realizar uma ofensiva esmagadora. Mas esta situação talvez fosse temporária e não havia certeza de que o presente equilíbrio de forças não pudesse desfazer-se com desvantagens para os ingleses. Enquanto permanecesse dentro das fronteiras do Egito, o exército de Rommel constituiria uma ameaça constante da máxima gravidade. Não fôra pequena a façanha de havê-lo detido com tanta eficácia após os desastres da campanha de junho, mas unicamente uma ofensiva esmagadora que destruísse sua capacidade de ataque e, se possível, seu exército, daria segurança final a uma posição que constituía mais do que nunca um baluarte das esperanças aliadas.




In September 1918, Egypt made the first moves toward the formation of a wafd, or delegation, to voice its demands for independence at the Paris Peace Conference. On February 28, 1922, Britain unilaterally declared Egyptian independence without any negotiations with Egypt. Four matters were "absolutely reserved to the discretion" of the British government until agreements concerning them could be negotiated: the security of communications of the British Empire in Egypt; the defense of Egypt against all foreign aggressors or interference, direct or indirect; the protection of foreign interests in Egypt and the protection of minorities; and Sudan. Sultan Ahmad Fuad became King Fuad I, and his son, Faruk, was named as his heir. On April 19, a new constitution was approved. Also that month, an electoral law was issued that ushered in a new phase in Egypt's political development--parliamentary elections. On April 28, 1936, King Fuad died and was succeeded by his son, Faruk. In the May elections, the Wafd won 89 percent of the vote and 157 seats in Parliament.

Negotiations with the British for a treaty to resolve matters that had been left outstanding since 1922 had resumed. The British delegation was led by its high commissioner, Miles Lampson, and the Egyptian delegation by Wafdist leader and prime minister, Mustafa Nahhas. On August 26, a draft treaty that came to be known as the Anglo-Egyptian Treaty of 1936 was signed. The treaty provided for an Anglo-Egyptian military and defense alliance that allowed Britain to maintain a garrison of 10,000 men in the Suez Canal Zone. In addition, Britain was left in virtual control of Sudan. This contradicted the Anglo-Egyptian Condominium Agreement of 1899 that provided that Sudan be governed by Egypt and Britain jointly. In spite of the agreement, however, real power was in British hands. Egyptian army units had been withdrawn from Sudan in the aftermath of the Stack assassination, and the governor general was British. Nevertheless, Egyptian nationalists, and the Wafd particularly, continued to demand full Egyptian control of Sudan. The treaty did provide for the end of the capitulations and the phasing out of the mixed courts. The British high commissioner was redesignated ambassador to Egypt, and when the British inspector general of the Egyptian army retired, an Egyptian officer was appointed to replace him. In spite of these advances, the treaty did not give Egypt full independence, and its signing produced a wave of antiWafdist and anti-British demonstrations.

With the beginning of World War II, Egypt again became vital to Britain's defense. Britain had to assure, if not the wholehearted support of Egypt, at least its acquiescence in British military and political policies during the crisis. For its part, Egypt considered the war a European conflict and hoped to avoid being entangled in it. As one Axis victory succeeded another, Egyptians grew increasingly convinced that Germany would win the war. Some were pleased at the prospect of a German victory, not because they were attracted to the Nazi ideology, but because they viewed any enemy of their enemy, Britain, as a friend. Meanwhile, the British were determined to prevent an Egyptian-German alliance. The war gave the Wafd the opportunity to return to power. The Wafd set out to convince the British that they would not lead an anti-British insurrection during the wartime crisis. Uncertain of the loyalty of Prime Minister Ali Maher and convinced that the king was intriguing against them, the British decided to entrust the Egyptian government to the Wafd. On February 2, 1942, with the German army under General Erwin Rommel advancing toward Egypt, Lampson, the British ambassador, ordered the king to ask Mustafa Nahhas, the Wafdist leader, to form a government. The incident clearly demonstrated that real power in Egypt resided in British hands and that the king and the political parties existed only so long as Britain was prepared to tolerate them. It also eroded popular support for the Wafd because it showed that the Wafd would make an alliance with the British for purely political reasons. The Wafd's credibility was eroded further in 1943 when a disaffected former Wafd member, Makram Ubayd, published his Black Book. The book contained details of Nahhas's corrupt dealings over the years and seriously damaged his reputation.

The Wafdist government fell in 1944, and the Wafd boycotted the elections of 1945, which brought a government of Liberal Constitutionalists and Saadists to power. As World War II ended, the Wafd was splintered into several competing camps. The political initiative and popular support swung toward the militant organizations on the right, such as the Muslim Brotherhood and Young Egypt.

In 1945 a Labour Party government with anti-imperialist leanings was elected in Britain. This election encouraged Egyptians to believe that Britain would change its policy. The end of the war in Europe and the Pacific, however, saw the beginning of a new kind of global war, the Cold War, in which Egypt found itself embroiled against its will. Concerned by the possibility of expansion by the Soviet Union, the West would come to see the Middle East as a vital element in its postwar strategy of "containment." In addition, pro-imperialist British Conservatives like Winston Churchill spoke of Britain's "rightful position" in the Suez Canal Zone. He and Anthony Eden, the Conservative Party spokesman on foreign affairs, stressed the vital importance of the Suez Canal as an imperial lifeline and claimed international security would be threatened by British withdrawal.

In December 1945, Egyptian prime minister Mahmud Nuqrashi, sent a note to the British demanding that they renegotiate the 1936 treaty and evacuate British troops from the country. Britain refused. Riots and demonstrations by students and workers broke out in Cairo and Alexandria, accompanied by attacks on British property and personnel. The new Egyptian prime minister, Ismail Sidqi, a driving force behind Egyptian politics in the 1930s and now seventy-one and in poor health, took over negotiations with the British. The British Labour Party prime minister, Clement Atlee, agreed to remove British troops from Egyptian cities and bases by September 1949. The British had withdrawn their troops to the Suez Canal Zone when negotiations foundered over the issue of Sudan. Britain said Sudan was ready for self-government while Egyptian nationalists were proclaiming "the unity of the Nile Valley," that is, that Sudan should be part of Egypt. Sidqi resigned in December 1946 and was succeeded by Nuqrashi, who referred the question of Sudan to the newly created United Nations (UN) during the following year. The Brotherhood called for strikes and a jihad (holy war) against the British, and newspapers called for a guerrilla war.

In 1948 another event strengthened the Egyptian desire to rid the country of imperial domination. This event was the Declaration of the Establishment of the State of Israel by David Ben-Gurion in Tel Aviv. The Egyptians, like most Arabs, considered the State of Israel a creation of Western, specifically British, imperialism and an alien entity in the Arab homeland. In September 1947, the League of Arab States (Arab League) had decided to resist by force the UN plan for partition of Palestine into an Arab and a Jewish state. Thus, when Israel announced its independence in 1948, the armies of the various Arab states, including Egypt, entered Palestine to save the country for the Arabs against what they considered Zionist aggression. The Arabs were defeated by Israel, although the Arab Legion of Transjordan held onto the Old City of Jerusalem and the West Bank (see Glossary), and Egypt saved a strip of territory around Gaza that became known as the Gaza Strip.

When the war began, the Egyptian army was poorly prepared and had no plan for coordination with the other Arab states. Although there were individual heroic acts of resistance, the army did not perform well, and nothing could disguise the defeat or mitigate the intense feeling of shame. After the war, there were scandals over the inferior equipment issued to the military, and the king and government were blamed for treacherously abandoning the army. One of the men who served in the war was Gamal Abdul Nasser, who commanded an army unit in Palestine and was wounded in the chest. Nasser was dismayed by the inefficiency and lack of preparation of the army. In the battle for the Negev Desert in October 1948, Nasser and his unit were trapped at Falluja, near Beersheba. The unit held out and was eventually able to counterattack. This event assumed great importance for Nasser, who saw it as a symbol of his country's determination to free Egypt from all forms of oppression, internal and external. Nasser organized a clandestine group inside the army called the Free Officers. After the war against Israel, the Free Officers began to plan for a revolutionary overthrow of the government. In 1949 nine of the Free Officers formed the Committee of the Free Officers' Movement; in 1950 Nasser was elected chairman."

quinta-feira, junho 11, 2009

Iris & Ruby - Rosie Thomas

Comecei a ler este livro no dia 29 de Maio e acabei ontem dia 10 de Junho de 2009.

Simplesmente A-D-O-R-E-I !!!!

Uma história de amor, perda, e da distância entre as gerações.
Na quente e poeirenta cidade do Cairo, vive Iris de 82 anos. Mas a sua casa sossegada e claustrofóbica no velho Cairo, é subitamente agitada pela chegada da sua teimosa e obstinada neta Ruby. Fugindo de uma relação conflituosa com a família, ela procura consolo com a avó que não via há anos.

Um inesperado laço surge entre elas à medida que as duas se tornam confidentes. Iris recorda um Cairo deslumbrante e cosmopolita da Segunda Guerra Mundial. Nesse tempo em que entregou o coração ao seu único e verdadeiro amor, que perdeu numa guerra devastadora.



No passado de Iris reside a resposta para o futuro de Ruby. Esta necessidade de fazer as pazes com o passado vai conduzi-las ao perigoso deserto egípcio, onde esperam encontrar todas as respostas. Mas estarão preparadas para enfrentar o perigo que as aguarda?


Rosie Thomas is a writer, currently living in London. Her numerous novels, several of them top ten bestsellers, deal with the common themes of love and loss.

She is a keen traveller and mountaineer who has climbed in both the Alps and the Himalayas. She has also competed in the Peking to Paris car rally and spent time at a Bulgarian research station in Antarctica.



Bibliography
Celebration (1982)
Love's Choice (1982)
Follies (1983)
Sunrise (1984)
The White Dove (1986)
Strangers (1987)
Bad Girls, Good Women (1988)
Murder in Manhattan (1988)
A Woman of Our Times (1990)
All My Sins Remembered (1991)
Other People's Marriages (1993)
A Simple Life (1995)
Every Woman Knows a Secret (1996)
Moon Island (1998)
White (2000)
The Potter's House (2001)
If My Father Loved Me (2003)
Sun at Midnight (2004)
Iris and Ruby (2006)
Constance (2007)

sábado, junho 06, 2009

quarta-feira, junho 03, 2009

Sonho de uma Noite de Verão



Tenho este filme em VHS (chiiiii!!! tão antigo), e adoro este filme, mas com muita pena minha ainda não o encontrei à venda em DVD!!! Gostava tanto de ter este filme em DVD!!!

Será que se eu pedir muito, mas mesmo muito, o meu desejo se realiza!!!! Seria tão bom!!!!

Filmes que quero Ir Ver !!!











sexta-feira, maio 29, 2009

A. Christie's Murder She Said - Filme



Só para terem um cheirinho ....a Crime, Ela Disse!!!

O Comboio das 16h50 - Agatha Christie

Comecei a ler este livro no dia 25 de Maio e acabei de lê-lo hoje dia 29 de Maio de 2009.

Elspeth McGillicuddy apanha o comboio que a levará até Brackhampton, de onde seguirá para a aldeia de St. Mary Mead. À sua espera tem uma amiga de longa data, Miss Jane Marple. Por um momento, ao deixar a estação, o comboio avança paralelo a outro. O que observa ao olhar pela janela da sua carruagem ficará para sempre gravado na sua memória: impotente, ela vê um homem estrangular uma mulher. Quem, para além de Miss Marple, poderá levá-la a sério? Afinal, não há suspeitos, mais nenhuma testemunha… e, acima de tudo, não há cadáver.
Originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1957, O Comboio das 16h50 (4.50 from Paddington) foi publicado nos Estados Unidos no mesmo ano, com o título What Mrs. McGillicuddy Saw! Foi adaptado ao cinema em 1962 com o título Murder She Said e à televisão em 1987, contando com Joan Hickson no papel de Miss Marple.




Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica e autora de mais de oitenta livros. Seus livros são os mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare. É conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos.

Criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne.

Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime[1]. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare. Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Mary Westmacott. Ela é, até hoje, conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, entre outros títulos. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.



Casou-se pela primeira vez em 1914, com o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve uma filha, Rosalind, e divorciou-se em 1928.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno.

Em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan. Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora, e suas viagens juntos contribuíram com material para vários de seus romances situados no Oriente Médio. O casamento duraria até a morte da escritora.

Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.

Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.

A única filha da autora, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos, de causas naturais. Os direitos sobre sua obra pertencem agora a seu neto, Mathew Prichard.



Adorei este mistério da Agatha Christie, não estava nada à espera... como sempre lol... muito bem escrito, gostei bastante.

segunda-feira, maio 25, 2009

A Ilha de Nim - Filme

Relização: Jennifer Flackett, Mark Levin

Intérpretes: Abigail Breslin, Jodie Foster, Gerard Butler

Sinopse
Uma jovem menina habita uma ilha isolada com o seu pai cientista e comunica com um autor solitário sobre o romance que lê. É uma existência que espelha a sua personagem literária favorita, Alex Rover, o maior aventureiro do mundo. Mas Alexandra, a autora dos livros Rover, tem uma vida solitária na grande cidade. Quando o pai de Nim desaparece da sua ilha, um golpe de destino junta-a com Alexandra. Agora devem encontrar a força e coragem do seu imaginário herói, para conquistar a Ilha de Nim.








A Ilha de Nim - Wendy Orr

Comecei a ler o livro ontem dia 24 de Maio e acabei-o hoje dia 25 de Maio de 2009.

É um livro pequenino e de fácil leitura. É um livro cheio de aventuras e que foi muito bem retratado no filme, acho que até agora foi o filme que mais parecido ao livro eu vi até ao momento.

Não fizeram alterações de nomes das personagens nem nada que se pareça.

Gostei bastante do livro e tb gostei muito do filme, não fosse o filme com o meu actor preferido (Gerard Butler)




Aventuras cheias de animação, suspense e humor.
Nim vive numa ilha no meio do oceano azul com o seu pai Jack, uma iguana marinha chamada Fred, um leão-marinho chamado Selkie, uma tartaruga chamada Chica e um disco de satélite para receber os e-mails. Ninguém no mundo vive como Nim e ela não trocaria de vida com ninguém.
Mas quando Jack desaparece com o seu barco e o desastre ameaça a sua casa, Nim tem que ser mais corajosa do que alguma vez foi. E precisa de ajuda dos seus amigos, novos e antigos.
Um deliciosa fantasia para jovens leitores da autora de Uma Aventura de Nim no Mar.


Wendy Orr is a Canadian-born Australian writer born in Edmonton, Canada. She is best known as the author of Nim's Island, which was made into a film in 2008 starring Jodie Foster, Abigail Breslin and Gerard Butler.

Férias de Verão!!!!

Faltam precisamente dois meses para as minhas férias.... na CHINA!!!!







Espero bem que o tempo passe depressa!!!

Que Raça de Cão Serias?

domingo, maio 24, 2009

Poupar Mais, Poluir Menos - Filipe Costa Pinto

Hoje li este Guia Prático de Acção Ecológica. Inclui mais de 300 conselhos práticos para poupar água e energia e poluir menos todos os dias.

As Edições Nova Gaia publicam o novo "Guia Prático de Acção Ecológica - Poupar Mais, Poluir Menos", da autoria de Filipe Costa Pinto. Esta obra de divulgação inclui mais de 300 conselhos práticos para poupar água e energia e poluir menos todos os dias.

O "Guia Prático de Acção Ecológica - Poupar Mais, Poluir Menos" constitui um importante instrumento de educação ambiental, único no plano editorial português, que explora a temática actual e pertinente da protecção do meio ambiente, numa perspectiva de sensibilização dos consumidores para a necessidade de poupança dos recursos naturais.

Este guia fornece informação completa e precisa ao longo de 96 páginas densamente coloridas e ilustradas. Fala de poluição, das suas causas e dos principais fenómenos associados, revela a relação existente entre o dispêndio de recursos e a poluição e explica como é que o consumidor, economizando água e energia, poderá reduzir esta ameaça para o meio ambiente e para a saúde humana.



Sendo um livro de curiosidades e de conselhos práticos, que convida o leitor a agir, identifica os problemas globais, regionais e locais relacionados com a poluição (edifícios doentes, chuva ácida, smog urbano, buraco do ozono, aquecimento global, desertificação, desflorestação, eutrofização, marés negras...), e apresenta soluções práticas para diminuir a quantidade e diversidade das emissões no dia a dia.

Filipe Costa Pinto, nasceu no Porto. Publicitário e designer, entusiasta das questões da Ecologia, trabalha em projectos de comunicação e educação ambiental desde 1996. Foi Director Criativo da primeira empresa de comunicação especializada em Ambiente, onde concebeu e desenvolveu ao nível da imagem campanhas publicitárias e de sensibilização, maioritariamente direccionadas às crianças e aos adolescentes, encomendadas por associações de municípios para a gestão de resíduos sólidos urbanos e pelos departamentos locais de ambiente.
Em 1999, para a Lipor, projectou e dirigiu a imagem da maior exposição sobre temática ambiental alguma vez realizada no País - "Conhecer o Lixo" - que recebeu mais de 150 mil visitantes. É autor do livro "Como não Produzir Lixo".

Louca por Compras - Filme




Está decidido ... tenho mesmo que ir ver este filme.... depois de ler o livro, o filme pareceu-me bastante divertido (mesmo já com as alterações que eu já vi que fizeram)

Louca por Compras - Sophie Kinsella

Comecei a ler este livro no dia 21 de Maio de 2009 e acabei hoje dia 24 de Maio de 2009.

Gostei bastante do livro, leve e divertido....
Mas a Rebecca já me estava a tirar do sério... bem ele tinha uma doença muito séria... eu como o seu oposto, sentia-me um bocado incomodada.

Quando não temos dinheiro, não temos vícios (é um dos meus lemas)

Mas acabou tudo bem e isso é que interessa... e eu sei que era só um livro... mas nos dias que correr muitas pessoas sofrem deste problema...o consumismo


Quando as coisas se descontrolam - os descontrolados vão às compras. Rebecca Bloomwood é louca por compras, está enterrada de dívidas até aos ossos e passa o tempo a tentar escapar ao seu gerente de conta. A sua única esperança é tentar ganhar mais e gastar menos. O seu único consolo é comprar alguma coisa - só mais uma coisinha…



Madeleine Sophie Wickham (nee Townley), who also writes under the pseudonym Sophie Kinsella, is an English author of chick lit.

Educated at Putney High School and New College, Oxford, she worked as a financial journalist before turning to fiction. She is best known for writing the Shopaholic novels series of chick-lit novels, which focus on the misadventures of Becky Bloomwood, a financial journalist who cannot manage her own finances. The series focuses on her obsession with shopping and its resulting complications for her life.

The first two Shopaholic books were adapted into a film and released in February 2009, with Isla Fisher playing Becky and Hugh Dancy as Luke Brandon.

Her latest novel under the name Sophie Kinsella will be published in 2009 and is set to be called Twenties Girl.



As Sophie Kinsella

Shopaholic
The Secret Dreamworld of a Shopaholic (also titled Confessions of a Shopaholic) (2000)
Shopaholic Abroad (also titled Shopaholic Takes Manhattan) (2001)
Shopaholic Ties The Knot (2001)
Shopaholic & Sister (2004)
Shopaholic & Baby (2007)

Standalone novels
Can You Keep a Secret? (2003)
The Undomestic Goddess (2005)
Remember Me?
Twenties Girl (to be released on July 21 2009)

quarta-feira, maio 20, 2009

O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Záfon

Comecei a ler este livro no dia 09/05/2009 e acabei no dia 20/05/2009.

Gostei bastante deste livro, sempre muito mistério e muito bem narrado.

Um excerto do livro que eu gostei bastante:

"Todos os livros têm alma, a alma de os escreveu, a alma daqueles que os leram e viveram e sonharam com eles.
De cada vez que um livro muda de mãos, de cada vez que alguém desliza o olhar pela suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se mais forte."


Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.



Excerto
«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»

Carlos Ruiz Zafón (Barcelona, 1964) é um escritor espanhol.

Em 1993 ganhou o prêmio Ebedé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Desde então, publicou quatro romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos para um público mais jovem, e intitulam-se de El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina. Nos últimos anos transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com A Sombra do Vento, finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d'Escrita, do ano de 2006.



O autor vive atualmente em Los Angeles, onde escreve roteiros para o cinema e trabalha em um novo romance. Zafón colabora também nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País. A Sombra do Vento já vendeu mais de 6,5 milhões de cópias no mundo

David Fonseca - Vendas Novas

E no passado Sábado dia 16 de Maio, fui até Vendas Novas assistir (mais uma vez ;D, YES!!!!), ao concerto do melhor musico portugues : David Fonseca



Um espectáculo!!!! Até nos tirou uma foto e tudo !!!!

Anjos e Demónios - Trailer



Fui ao cinema ver este filme, muito bom, gostei bastante

domingo, maio 10, 2009

Viagem ao Centro da Terra - Trailer

Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne

Comecei a ler este livro no dia 3/5/2009 e acabei no dia 8/5/2009.

Mais um livro para o Desafio Filmes dos Livros.
Gostei bastante... mas o filme está muito diferente do livro, foi bastante actualizado para os nossos tempos.


Em conjunto com 20 000 Léguas Submarinas, a Viagem ao Centro da Terra (1864) é um dos mais famosos romances de Júlio Verne.
Depois de descobrir e decifrar um misterioso manuscrito rúnico, onde um alquimista islandês afirma ter ido ao centro da Terra, o Professor Otto Lidenbrock, o seu sobrinho Axel e Hans, um caçador islandês, partem numa grandiosa viagem às profundezas da Terra. E é então que começa a verdadeira aventura. Um novo mundo aguarda-os, um mundo onde o tempo parou… onde os dinossáurios ainda andam pelas florestas, gigantescos animais dominam os mares e homens pré-históricos habitam as cavernas.
Mas conseguirá o grupo regressar a casa e abandonar um mundo repleto de perigos?



Jules Verne (aportuguesado para Júlio Verne) (Nantes, 8 de Fevereiro de 1828 — Amiens, 24 de Março de 1905) foi um escritor francês.

Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado (avoué), e Sophie Allote de la Fuÿe, esta de um família burguesa de Nantes. É considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.

Infância e juventude

Júlio Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul. Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, o que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve em 1861 um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.

Carreira literária

A carreira literária de Júlio Verne começou a se destacar quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.

Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas em um balão. Essa história continha detalhes tão minunciosos de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores se perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado em um balão ou viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e capacidade de pesquisa.

Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente tirou algumas de suas ideias.



O sucesso de Cinco semanas em um balão lhe rendeu fama e dinheiro. Sua produção literária seguia em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram: Vinte Mil Léguas Submarinas, Viagem ao centro da terra, A volta ao mundo em oitenta dias, Da terra à lua, Robur - o conquistador.

Seu último livro publicado foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado por bisneto de Verne. Livro de conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não publicá-lo na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu seu conselho e guardou o manuscrito em um cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.

Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 70 livros.

Últimos anos

Michel, seu filho, era considerado um rapaz rebelde, e não seguiu as orientações do pai. Júlio Verne mandou o seu filho, aos 16 anos, em uma viagem de instrução em um navio, por 18 meses, com esperança que a disciplina a bordo e a vida no mar corrigissem o seu carácter rebelde, mas de nada adiantou. Michel não se corrigiu e acabou por casar com uma actriz, contra a vontade do pai, tendo com ela dois filhos.

Em 9 de Março de 1886, seu sobrinho Gaston deu dois tiros contra o autor, quando este chegava em casa na cidade de Amiens. Um dos tiros o atingiu no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Não se sabe bem por que seu sobrinho tenha cometido o atentado, mas ele foi considerado louco e internado em um manicômio até o final da vida. Este episódio serviu para aproximar pai e filho, pois Michel vendo-se em vias de perder o pai passou a encarar a vida com mais seriedade. Neste mesmo ano, morria o editor Pierre Hetzel, grande amigo de Júlio Verne, facto que o deixou muito abalado.

Nos últimos anos, Verne escreveu muitos livros sobre o uso erróneo da tecnologia e os seus impactos ambientais, sua principal preocupação naquela época. Continuou sua obra até a sua morte em 24 de Março de 1905. O seu filho Michel editou seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo alguns capítulos que estavam faltando, quando da morte do pai.

Adaptações
Do conjunto das obras de Júlio Verne, trinta e três foram levadas ao cinema, dando lugar a um total de noventa e cinco filmes, sem contar com as adaptações para séries de televisão. A obra mais vezes adaptada foi Miguel Strogoff (dezesseis vezes), seguida de Vinte Mil Léguas Submarinas (nove vezes) e Viagem ao Centro da Terra (cinco vezes).


Principais filmes baseados nas suas obras
Viagem à Lua, de 1902, realizado por Georges Méliès.
A ilha misteriosa, de 1951, realizado por Spencer Gordon Bennet e protagonizada por Richard Crane.
20.000 léguas submarinas, de 1954, realizado por Richard Fleischer com Kirk Douglas no papel de Ned e James Mason como o capitão Nemo.
Michel Strogoff, de 1956, realizado por Carmine Gallone e com Curd Jürgens como Miguel Strogoff.
A volta ao mundo em 80 dias, de 1956, realizado por Michael Anderson com David Niven como Phileas Fogg e Cantinflas como Passpartout.
Da Terra à Lua, de 1958, realizado por Byron Haskin com Joseph Cotten, Debra Paget e George Sanders.
Viagem ao centro da Terra, de 1959, realizado por Henry Levin e protagonizada por James Mason.
A ilha misteriosa, de 1961, realizado por Cy Endfield com Michael Craig como protagonista.
Os filhos do capitão Grant, de 1962, realizado por Robert Stevenson e com Maurice Chevalier, George Sanders e Hayley Mills como protagonistas.
Cinco semanas em balão, de 1962, realizado por Irwin Allen, com Red Buttons e Barbara Eden.
O farol do fim do mundo, de 1971, realizado por Kevin Billington e interpretado por Kirk Douglas, Yul Brynner e Fernando Rey.
A volta ao mundo em 80 dias, de 2004, realizado por Frank Coraci, com Jackie Chan.
A ilha misteriosa de Júlio Verne, filme para a televisão de 2005, realizado por Russell Mulcahy e interpretado por Kyle MacLachlan, Patrick Stewart e Gabrielle Anwar.
Viagem ao centro da terra, de 2008, realizado por Eric Brevig e interpretado por Brendan Fraser, Josh Hutcherson e Anita Briem.

As Diferenças entre os Sexos:

Estes são alguns excertos dos livro «Lençois de Cetim» - Kathy Lette, espero que gostem tanto como eu gostei.

- Origem

As mulheres são oriundas de Vénus

Os homens, bom.. quase sempre vêm da Merdaleja.

- Inteligência

Porque será que os homens gostam das mulheres espertas?
Porque os opostos se atraem-se.

- Compromisso

As mulheres querem amor, casamento e felizes para sempre…

Os homens querem uma noite «de farra» - de preferência com sete prostitutas bissexuais.

- Devoção

As mulheres tendem a adorar os homens imbuídas de devoção religiosa.

Os homens interrogam-se: Se as mulheres são tão extraordinárias, porque será que Deus não arranjou nenhuma?

- Sexo

Homem: «Querida, sou o primeiro homem a fazer amor contigo?»
Mulher:«Claro. Não sei por que motivo vocês, os homens, fazem sempre a mesma pergunta tola.»

- Excitação

Os homens excitam-se com cerveja, futebol, louras e canal da Playboy
As mulheres ficam todas excitadas com nada – e depois casam com eles.

- Apoio

Homens: Por trás de cada homem bem sucedido existe uma mulher….
Por baixo de cada homem bem sucedido existe uma amante (mistress), (Também conhecida por colchão) (mattress)

Mulheres: A única coisa que aguenta uma mulher é o sutiã. (Assim chamado porque quando tiramos nos interrogamos para onde foram o raio das mamas)

- Tarefas Caseiras

«Cozinhar em casa» é precisamente onde o marido julga que a mulher está…

- Comunicação

Mulheres: Então, ligas-me amanhã?

Homens: Claro… Ligo-te a dizer que és uma parva por acreditares que eu te telefono amanhã.

- Fidelidade

Mulheres: A menos que seja cruzada, a fêmea das espécies tende para a fidelidade e a constância

Homens: Há algumas espécies em que o macho guarda fidelidade até à morte, em larga medida como resultado de ser comido pela parceira fêmea depois do acasalamento.

- Mudança

Uma mulher pensa que, pronto, o homem dela tem uns quantos defeitos, mas que com o tempo ela consegue mudá-lo

Os homens sabem que a única altura em que uma mulher os muda é na idade das fraldas.

- Como Impressionar

Como impressionar uma mulher: com ternura, carícias, falinhas mansas, devoção, confiança, verdade, proximidade.

Como impressionar um homem:
a) aparecer nua;
b) trazer uma supermodelo nua e bem cotada que seja dona de uma fábrica de cerveja e tenha uma irmã gémea com um espírito aberto;
c) praticar luta livre na lama.

- Posições

Os homens julgam que «Orgasmo Mútuo» é uma companhia de seguros. Por isso é que a posição que as mulheres preferem na cama é à cão – ele gane como um cão enquanto ela se rebola e se finge de morta.

- Admitir que metemos o pé na argola

Os homens nunca admitem que fizeram asneira

As mulheres são capazes de admitir que fizeram asneira… a começar pelo facto de terem escolhido um sujeito que não deviam.

- Religião

Quando um homem ideal aparece, as mulheres têm força suficiente para dizer: Não, muito obrigada! Já sou casada.

Os homens por outro lado vão a direito desde a puberdade à idade adulta.

- O Tempo

Os homens afirmam que as mulheres são como os ciclones: foram molhadas quando se vêm e levam a casa quando se vão.

As mulheres é que a sabem a toda: os homens é que são como os ciclones: nunca se sabem quando se vêm, quanto tempo vão ficar… ou quantos centímetros vamos obter.

- Magnetismo Animal

Os homens referem-se às mulheres como sendo umas vacas ou vacas parvas.

As mulheres afirmam existir uma boa razão para os homens não contraírem a Doença das Vacas Loucas… É porque eles são uns porcos.

- Tempo de Lazer

Os homens pensam que estar-se sentado na sanita é uma actividade de lazer.

No correspondente tempo de lazer de uma mulher esta limpa o armário dos temperos, forra os livros escolares com plástico, escreve cartões de Boas-Festas, cola fotografias de férias em álbuns, enche a máquina de lavar roupa, esvazia a maquina de lavar roupa, arruma os temperos por ordem alfabética, faz o almoço aos filhos, engoma os uniformes dos filhos, puxa o lustro aos sapatos dos filhos, põe de parte o dinheiro para as excursões da escola, acaba os trabalhos de casa dos filhos (o que implica ler em latim a odisseia completa de Ulisses), leva o cão a passear porque mais ninguém o faz, num assomo masoquista depila-se para o seu homem, coze no forno o muesli sueco porque um dos filhos converteu-se ao vegetarianismo, telefona à sogra para lhe comunicar que o filho a ama, tenta cozinhar coq au vin para um jantar destinado a clientes do marido, do qual só teve conhecimento uns segundos antes, resgata o porquinho-da-índia que desaparecera e se encontrava atrás da estante dos livros, e passa meia hora à procura do marido – que ainda não saiu da sanita.

- Humor

Os homens afirmam que as mulheres não sabem contar anedotas.

As mulheres pensam que se calhar é porque casaram com eles.

- Parceiros

Muitas vezes os homens se queixam:
«Ora, de que andam as mulheres à procura?»

E as mulheres tentam responder-lhes:
«Oh, de nada em especial. Desde que ele tenha peitorais, um canudo, um rabo jeitoso, uma atitude não sexista, um bronzeado maravilhoso, um pénis bem letrado, saiba fazer suflês, pratique luta livre com crocodilos, queira uma relação amorosa e saiba proporcionar sexo tão bom que até derrete o tutano dos ossos… será pedir de mais a um bilionário?»

- Saúde

As mulheres apanham constipações, dores de cabeça, neuroses.

Os homens têm exactamente os mesmos sintomas, apanham gripes, enxaquecas, e depressões suicidas… A hipocondria é o eufemismo de «homem». Se um homem o negar, então a única doença que não tem é mesmo a hipocondria.

- Impulso Sexual

Os homens pensam que «impulso sexual» é fazê-lo no carro – influenciados se calhar pelo pequeno aviso no espelho retrovisor que diz:«Os objectos reflectidos neste espelho podem parecer maiores do que são na realidade.»

- Necessidades

Homens: o casamento é muito mais vantajoso para os homens do que para as mulheres. Os homens casados vivem mais tempo que os solteiros, sofrem de menos doenças cardíacas e têm menos problemas mentais.

Mulheres: bom, na essência é assim, se os nossos vibradores pudessem matar os aranhiços que vão para as banheiras, beijar-nos as pálpebras superiores e dizer-nos que não parecemos gordas vestidas de fatos de licra justos, será que precisaríamos de homem? Não.


Nenhuma mulher é uma Ilha.

Como podemos ganhar a guerra dos sexos se teimamos em confraternizar com o inimigo?

segunda-feira, maio 04, 2009

Lençois de Cetim - Kathy Lette

Comecei a ler o livro no dia 26 de Abril e acabei no dia 2 de Maio.



Um canal de televisão promove um concurso que implica um casamento e os vendedores são Kit e Shelly - duas pessoas que nunca se encontraram anteriormente. Com o objectivo de ganharem um apartamento de luxo em Docklands, uma lua-de-mel de cinco estrelas e um avultado prémio em dinheiro, é-lhes lançado um repto... Shelly e Kit têm de permanecer casados para conquistarem a recompensa. E enquanto as câmaras de televisão seguem a "benção" matrimonial e todos os passos do casal, torna-se evidente que esta irá ser a primeira e a última experiência em termos de TV real.

Kathy Lette (born 11 November 1958) is an Australian author who has written a number of bestselling books.


Born in Sydney's southern suburbs, she first attracted attention in 1979 as the coauthor (with friend Gabrielle Carey) of Puberty Blues, a strongly autobiographical, proto-feminist teen novel about two 13-year-old southern suburbs girls attempting to improve their social status by ingratiating themselves with the "Greenhill gang" of surfers. The book was made into a successful movie in 1981.

As an adult, Lette became a newspaper columnist and sitcom writer, but returned to the novel form with Girls' Night Out in 1988 and has since written several more successful novels and plays, including Foetal Attraction, Mad Cows in 1996 (which was made into a film starring Joanna Lumley and Anna Friel) and Dead Sexy.

Despite her stereotyping of English people as condescending and unfriendly,[1] and her perceived dislike of men,[2] Lette lives in London and is married to a fellow Australian expatriate, the "silk", television host and author Geoffrey Robertson QC, whom she first met when appearing on his Hypotheticals panel debate show. They have two children, Julius and Georgina. She was earlier married to Kim Williams, now Chief Executive Officer of Foxtel, while he was CEO of the Australian Film Commission.

In 2007, Lette joined Sunrise as a London correspondent a part of the Global Notebook; she kept this position until mid 2007.

With Imogen Edwards-Jones, Lette edited an anthology by prominent women writers of erotic short-stories, In Bed with... (2009), including contributions from Louise Doughty, Esther Freud, Ali Smith, Joan Smith and Fay Weldon, each publishing under a pseudonym.

In April 2009, Lette contributed to the fourth issue of the literary magazine Notes from the Underground with a piece honoring her close friend John Mortimer.[3]

Réunion ou Reunião é um departamento francês no Oceano Índico, localizado a leste de Madagáscar. A ilha principal é uma das duas maiores Ilhas Mascarenhas, sendo o seu vizinho mais próximo a outra: a Maurícia. Reunião tem, no entanto, várias dependências, espalhadas em torno de Madagáscar, no Índico e no Canal de Moçambique. Capital: Saint-Denis.

Tem estatuto de região administrativa, assim como a Martinica, a Guadalupe e a Guiana Francesa.

História



Saint-Denis, capital de Reunião.Reunião foi visitada, embora não colonizada, por marinheiros europeus, árabes e polinésios, e foi reclamada pela primeira vez em 1644 pela Companhia Francesa das Índias Orientais, que levou à ilha colonizadores franceses e escravos africanos. Em 1764 a ilha passou a ser governada diretamente pela França, e as revoltas de escravos que se produziram propiciaram a fuga de muitos para o interior e o estabelecimento de seus próprios povoados. A ilha experimentou uma forte crise, quando a escravidão foi abolida a princípios do século XIX, e os franceses tiveram de importar mão de obra hindu que passaria a modificar a composição demográfica da ilha. Após a 2ª Guerra Mundial, Reunião passou ser Departamento francês, e desde os anos 1970 têm surgido pressões desde os partidos da esquerda para lograr uma maior autonomia para a ilha.



Política

A máxima autoridade da ilha é um Prefeito nomeado pela França, assistido pelos presidentes do Comitê Econômico e Social e do Conselho Geral. Na Assembléia Geral francesa a ilha está representada por três senadores e cinco deputados. Tem estatuto de região administrativa, assim como a Martinica, a Guadeloupe e a Guiana Francesa.

Geografia
Reunião, com uma extensão de 2.510 km2, está situada no Oceano Índico, cerca de 800 km a leste de Madagascar. A ilha têm forma ovalada e está atravessada por duas zonas montanhosas principais: Cirques de Cilaos, Salazie e Mafate, e a zona vulcânica em volta do Piton de la Fournaise.

Economia
O país está primordialmente dedicado à agricultura, predominando o cultivo do milho e o açúcar.



Demografia
A população é formada, principalmente, de proprietários franceses de plantações, camponenses bretões, imigrantes africanos, trabalhadores indianos e comerciantes chineses.

Cultura
Duas importantes figuras do parnasianismo nascidos nesta ilha foram Léon Dierx e Leconte de Lisle.



Alguns artigos apreciados e procurados por quem visita a Reunião são os artesanatos em madeira, tecidos de brilhantes coloridos, telas bordadas nas lojas da capital, essências de flores em Chez Bonoit, Bégue e Guillaume-Saint Paul e espécies como a baunilha (especialmente no mercado de St. Paul).

segunda-feira, abril 27, 2009

IX Feira Doçaria Conventual - 24, 25 e 26 de Abril

Este Domingo fui até Portalegre, ao Mosteiro de São Bernardo, visitar a Feira Doçaria Conventual. Que feira mais doce!!!! Que Tentação!!! Tão Bom!!!


Encharcada



Portalegre oferece-lhe uma doce e tentadora proposta, para que passe um fim-de-semana diferente.


Papos de Anjo



Traga a família e os amigos e ceda ao pecado da gula na IX Feira de Doçaria Conventual de Portalegre, de 24 a 26 de Abril, no Mosteiro de S. Bernardo, em Portalegre.
Fartes e leite serafim, manjar branco e lampreia de ovos, barrigas de freira e queijinhos do céu e rebuçados de ovo, entre muitos outros doces cuja confecção permanece no segredo dos deuses, prometem adoçar a sua boca, enquanto o espírito é animado pela programação musical preparada para este fim-de-semana.
Doces e doceiros chegam de todos os pontos do país e do estrangeiro, oferecendo saborosos pecados que, misturados com muita animação, espectáculos e lazer, constituem o programa perfeito para um fim-de-semana em família.
Por 1€, vale a pena cair em tentação. Aceite esta proposta irrecusável, conheça Portalegre e leve para casa o sabor e a recordação de bons momentos.
Prove um doce. Guarde um segredo.



Eu comprei uma caixa com 6 Rebuçados de Ovo.O rebuçado de ovo de Portalegre é um doce nascido nos conventos desta região há vários séculos. A sua receita foi transmitida ao longo dos séculos e o seu segredo preservado entre as doceiras da Região até aos nossos dias. A Fábrica do Rebuçado escolheu esta emblemática receita para trazer a si o primeiro de muitos doces. Conjugar a tradicionalidade da receita com as mais modernas exigências em termos de controlo da produção, em termos de Investigação e Desenvolvimento resultou num produto que continua fiel às suas origens artesanais, mas que garante simultaneamente que a qualidade, a aparência e o sabor do rebuçado se mantêm ao longo do tempo. Da mistura de ovos e açúcar, com segredos de antigamente, resulta um rebuçado embrulhado em papel de seda que se derrete na boca dos namorados, reconforta crianças, anima festas ou é simplesmente uma boa companhia para um café depois da refeição

Dizer a mesma coisa com palavras diferentes!

Lindo!!!



Este filme é uma curta metragem que este ano foi premiado no Festival de Cannes! É a "História de um Letreiro! Mostra a força que tem, o dizer a mesma coisa com palavras diferentes! Lindo!

domingo, abril 26, 2009

Underworld - Triologia

Este fim de semana foi dedicado ao SUBMUNDO!! Na sexta-feira à noite vi o primeiro filme, Submundo. No Sábado à tarde vi o segundo filme, Submundo - Evolução. E no Sábado à noite fui ao cinema ver o terceiro filme, Submundo - A Revolta.


Underworld




Underworld - Evolução



Underworld - A Revolta


Para quem gosta deste género de filmes ... foi um fim de semana em Grande!!!

O Pequeno Herói - Fiódor Dostoiévski

Li este livro no dia 25 de Abril de 2009.

O Pequeno Herói é o retrato de uma criança na qual a súbita adolescência acorda as dolorosas e cândidas contradições de Eros; um retrato de uma infância sensível e silenciosa, mas também da descoberta do amor e do despertar dos sentidos.



Fiódor Mikhailovich Dostoiévski; Moscovo, 11 de Novembro de 1821 — São Petersburgo, 9 de Fevereiro de 1881) – ocasionalmente grafado como Dostoievsky – foi um escritor russo, considerado um dos maiores romancistas da literatura russa e um dos mais inovadores artistas de todos os tempos. É tido como o fundador do existencialismo, mais frequentemente por Notas do Subterrâneo, descrito por Walter Kaufmann como a "melhor proposta para existencialismo já escrita."

A obra dostoievskiana explora a autodestruição, a humilhação e o assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio: seus escritos são chamados por isso de "romances de idéias", pela retratação filosófica e atemporal dessas situações. O modernismo literário e várias escolas da teologia e psicologia foram influenciadas por suas idéias.



Dostoiévski, aos 17 anos, teve uma grande crise de epilepsia após saber que seu pai havia sido assassinado pelos próprios colonos, e deixou o exército cinco anos depois para dedicar-se integralmente à atividade literária. Dostoiévski passou a afastar-se das armas, mas acabou envolvendo-se em conspirações revolucionárias, das quais passou pela prisão e pela condenação de morte, embora a pena tenha sido comutada. Alguns autores acreditam que essas dificuldades pessoais auxiliariam Fiódor a se estabelecer como um dos maiores romancistas do mundo, mas de fato seu reconhecimento definitivo como "escritor universal" veio somente depois dos anos 1860, com a publicação de seus grandes romances: O Idiota e Crime e Castigo, este publicado em 1866, considerado por muitos como uma das obras mais famosas da literatura mundial.

Seu último romance, Os Irmãos Karamazov, foi considerado por Sigmund Freud como o melhor romance já escrito. Segundo o biógrafo Nicholas Berdiaiev, a obra dostoievskiana vem atingindo grande popularidade no Brasil por causa de "[...][suas] características muito próximas do brasileiro", e salienta que "[a obra de Fiódor] é marcada pelo anticapitalismo, por uma reação ao capitalismo selvagem, algo que parece tocar o leitor brasileiro hoje." A obra de Dostoiévski exerce uma grande influência no romance moderno, legando a ele um estilo caótico, desordenado e que apresenta uma realidade alucinada.


Primeiros anos

Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoyevski e Maria Fedorovna. Mikhail era um pai autoritário, então médico no Hospital de pobres Mariinski, em Moscou, e a mãe era vista pelos filhos como um paraíso de amor e de proteção do ambiente familiar.

Seu pai tornou-se um nobre em 1828. Até 1833, Fiódor foi educado em casa, mas com a morte precoce da mãe por tuberculose em 1837, e a decorrente depressão e alcoolismo do pai, foi conduzido, com o irmão Fiódor Mikhail, à Escola Militar de Engenharia de São Petersburgo, onde começou a demonstrar interesse pela Literatura.

Em 1839, quando tinha dezoito anos, recebeu a notícia de que seu pai havia morrido. É aceito hoje, porém sem provas concretas, que o doutor Mikhail Dostoiévski, seu pai, foi assassinado pelos próprios servos de sua propriedade rural em Daravói, indignados com os maus tratos sofridos. Tal fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Fiódor, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo Dostoiévski e o Parricídio.

Dostoiévski sofria de epilepsia e seu primeiro ataque ocorreu quando tinha nove anos. Suas experiências epiléticas serviram-lhe de base para a descrição de alguns de seus personagens, como o príncipe Myshkin no romance O idiota, e de Smerdyakov na obra Os Irmãos Karamazov.


Início da carreira literária
Na Academia Militar de Engenharia, em São Petersburgo, Dostoiévski aprendeu matemática, um tema que desprezava. Também estudou a obra de Shakespeare, Pascal, Victor Hugo e E.T.A. Hoffmann. Nesse mesmo ano, escreveu duas peças românticas, Mary Stuart e Boris Godunov, influenciado pelo poeta romântico alemão Friedrich Schiller. Dostoiévski descrevia-se como um "sonhador" em sua juventude e, em seguida, um admirador de Schiller. Em 1843, terminou seus estudos de engenharia e adquiriu a patente de tenente militar, ingressando na Direcção-Geral dos Engenheiros, em São Petersburgo.

Em 1844, Honoré de Balzac o visitou em São Petersburgo, e Dostoiévski, como uma forma de admiração, fez sua primeira tradução, Eugenia Grandet, e saldou uma dívida de 300 rublos com um agiota. Esta tradução despertou sua vocação, levando-o pouco tempo depois a abandonar o exército para dedicar-se exclusivamente à literatura. Trabalhou como desenhista técnico no Ministério da Guerra, em São Petersburgo. Fez traduções de Balzac e George Sand.

Alugou, em 1844, uma casa em São Petersburgo e dedicou-se à escrita de corpo e alma. Nesse mesmo ano, deixou o exército e começou a escrever sua primeira obra, o romance epistolar Gente Pobre, trabalho que iria fornecer-lhe êxitos da crítica literária, cuja leitura de Bielínski, o mais influente crítico da literatura russa, o fez acreditar ser Dostoiévski "a mais nova revelação do cenário literário do pais."

Em O Diário de um Escritor, recordou que após concluir Gente Pobre deu uma cópia para seu amigo Dmitry Grigorovich, que a entregou ao poeta Nikolai Alekseevich Nekrasov. Com a leitura do manuscrito em voz alta, ambos ficaram extasiados pela percepção psicológica da obra. Às quatro horas da manhã, foram até Dostoiévski para dizer que seu primeiro romance era uma obra-prima. Nekrasov mais tarde entregou a obra a Bielínski. "Um novo Gogol apareceu!", disse Nekrasov. "Com você, a primavera de Gogol nasce como cogumelos!". Bielínski respondeu a Dostoiévski.