sexta-feira, dezembro 26, 2008

Prendas de Natal - 2008

Este Natal recebi as seguintes prendinhas:



Este livro do meu amigo M. (T-Dog... Obrigadoooooooooooooooo!!! A-D-O-R-E-I!!!)



Recebi estes cremes para os pés da minha amiga M. (Vai dar um jeitão lol!!!)



Recebi estes brincos e esta linda pulseira dos meus queridos amigos L. e T. (Tão uinda!!! Ameiiiii!!!)



Recebi estes brincos de mim mesma ;D!!!!!



Recebi esta linda peça da Pandora...oferta da minha querida mana.... Adoreiii!! (siginfica a Familia)



Recebi este perfume da minha mãe...(era mesmo isto que eu queria... bigada!!!)

Prémios Darwin - Wendy Northcutt

Comecei a ler no dia 19 de Dezembro e acabei no dia 24.

Prémios à estupidez humana.

"Apenas duas coisas são infinitas - o Universo e a estupidez humana, e no que respeita ao Universo não tenho grandes certezas".

-Albert Einstein (Consultor Científico para os Prémios Darwin)



Quem nunca cometeu um acto estúpido e depois se penalizou por isso? Penso que todos nós, em determinadas alturas da vida, já fizemos uma ou outra coisa completamente destituída de bom senso...como pôr em banho-maria uma lata de salsichas fechada ou coisa pior. Mas estamos vivos, não estamos? Logo, não temos qualquer direito a receber um Prémio Darwin mas sim, quanto muito, uma Menção Honrosa.

O que são?

Os Prémios Darwin são homenagens póstumas a indivíduos que por terem cometido actos de uma estúpidez imensa se auto-excluíram da nossa espécie ou ficaram impedidos de passar os seus genes a novas gerações, o que comprovadamente em nada as beneficiaria.

A ideia partiu de um jovem estudante de biologia molecular, Wendy Northcutt: "O princípio fundamental dos Prémios Darwin consiste na celebração da auto-exclusão da raça humana do material geneticamente incompetente. Assim, o potencial vencedor deve morrer ou, pelo menos, ficar incapaz de se reproduzir."

Partindo deste princípio e firmemente ancorado à teoria evolucionista de Darwin, Northcutt começou a pesquisar , a recolher factos reais de pessoas que haviam morrido por pura estupidez e criou um site onde são anualmente divulgados os prémios atribuídos. Depois vieram os livros, embora em Portugal só tenha sido publicado o 1º volume pela editora Replicação, que eu saiba.

Condições para a atribuição do prémio

1. A narrativa tem de ser verdadeira (algumas histórias inverídicas vão para a secção "Lendas Urbanas" por serem engraçadas e criativas);

2. O candidato deve exibir uma total falta de discernimento e morrer em função disso ou ficar incapaz de perpetuar a sua espécie (caso fique vivo e capaz recebe uma "menção honrosa").



Um galardoado

"Um homem, de quarenta e dois anos, matou-se perto de Kaiserslautern, quando observava o eclipse total do sol ao mesmo tempo que conduzia. Uma testemunha viu-o andar aos ziguezagues de um lado para o outro, à medida que se concentrava no sol parcialmente oculto. De repente, acelerou e embateu num pilar da ponte. Aparentemente, tinha acabado de pôr os óculos de sol, os quais são suficientemente escuros para eclipsar tudo, à excepção do sol."

Adorei o livro... bem o ser humano é bastante estupido... enquanto lia este livro não conseguia pensar noutra coisa... mas que estupidos!!!!... como é que são capazes de fazer tamanha estupidez???... Mas parti o "caco" a rir... muito giro...

Muito obrigada Marialeitora, por esta oferta de Natal...estou a pensar abrir um Ring para este livro ;D, o que acham??? Para aprenderemos a não fazermos mais coisas estupidas ;)



Wendy Northcutt (b. September 17, 1963) is the creator of the Darwinawards.com website and author of five books on the Darwin Awards.

According to the short biographies in her books and on her website, Northcutt completed a degree in molecular biology at Berkeley, worked in a neuroscience research lab at Stanford, and later managed the protein purification group at a biotech startup developing cancer and diabetes therapeutics.

domingo, dezembro 21, 2008

Cão Vermelho - Louis de Bernieres.

Comecei e acabei de ler no dia 19 de Dezembro de 2008.
É um livro que se lê muito bem..têm momentos para rir e momentos que nos faz chorar :(.

Sinopse
Depois de Milu e Rantanplan, há que integrar o protagonista desta história no panteão canino. Na senda de La Fontaine, Louis de Bernières escreveu uma fábula enternecedora com um protagonista inesquecível: um cão sem morada ou destino fixos, apaixonado pela liberdade e pelos espaços amplos, um nómada louco por aventuras que não gosta de vínculos ou constrangimentos. De facto, O Cão Vermelho está longe de ser um cachorrinho mimado; ele é fedorento, impulsivo, independente… e tem a característica muito especial de tocar as vidas de todos os que encontra no seu caminho.



Numa linguagem delicada e ligeira, Louis de Bernières pinta um retrato tocante, baseado num facto real (O Cão Vermelho existiu mesmo), cheio de personagens inesquecíveis e tendo por palco um cenário arrebatador – o da Austrália profunda.
Um terno romance de evasão que se recomenda aos leitores de todas as idades.
Críticas de imprensa
"A escrita de Bernières é clara e consegue, mais uma vez, uma abordegem tocante mas também divertida. Acerca desta narrativa, confessa com ironia: «Espero que o meu gato nunca descubra que escrevi uma história em honra de um cão»".
Rita Pimenta, in Mil Folhas (Público), 04 de Setembro de 2004 "O Cão Vermelho é de Bernières vintage, com abundante humor, compaixão e respeito."
The Financial Times
"A curta e muito doce ‘biografia’ de De Bernières de um altamente cativante animal é de um deleite especial."
The Observer



Louis de Bernières (born London, UK on December 8, 1954) is a British novelist most famous for his book Captain Corelli's Mandolin. In 1993, de Bernières was selected as one of the 20 Best of Young British Novelists, part of a promotion in Granta magazine.[1] His fourth novel, Captain Corelli's Mandolin, was published in the following year, winning the Commonwealth Writers Prize for Best Book. It was also shortlisted for the 1994 Sunday Express Book of the Year. It has been translated into over 11 languages and is an international bestseller.

On 16 July 2008, he was awarded an Honorary Doctorate in the Arts by the De Montfort University in Leicester, which he had previous attended when it was known as Leicester Polytechnic.

De Bernières grew up in Surrey, his surname being inherited from a French Huguenot forefather. He was educated at Bradfield College, and joined the army when he was 18, but left after four months of service at Sandhurst. He attended the Victoria University of Manchester and the Institute of Education, University of London. Before he began to write full-time he held a wide variety of jobs, including being a mechanic, a motorcycle messenger, an English teacher in Colombia. He now lives near Bungay in Suffolk with his partner and two children.[4]

His Latin American trilogy
It was his experiences in Colombia (as well as the influence of writer Gabriel García Márquez, describing himself as a 'Márquez parasite') that, he says, profoundly influenced his first three novels, The War of Don Emmanuel's Nether Parts (1990), Señor Vivo and the Coca Lord (1991) and The Troublesome Offspring of Cardinal Guzman (1992).


Captain Corelli's Mandolin
De Bernières' most famous book is his fourth, Captain Corelli's Mandolin, in which the eponymous hero is an Italian soldier who is part of the occupying force on a Greek island during the Second World War.

In 2001, the book was turned into a film, also titled Captain Corelli's Mandolin. De Bernières strongly disapproved of the film version, commenting, "It would be impossible for a parent to be happy about its baby's ears being put on backwards."

Since the release of the book and the movie, Cephalonia, the island on which Captain Corelli's Mandolin is set, has become a major tourist destination, and, as a result, the tourist industry on the island has begun to capitalise on the book's name. Of this, de Bernières said

"I was very displeased to see that a bar in Agia Efimia has abandoned its perfectly good Greek name and renamed itself Captain Corelli's, and I dread the idea that sooner or later there might be Captain Corelli Tours, or Pelagia Apartments."

Red Dog
His book, Red Dog (2002), was inspired by a statue of a dog he saw during a visit to Australia. [5]

Birds Without Wings
Birds Without Wings (2004), is set in Turkey, and tells the story of how a small community is affected by the First World War. The book also covers the history of Kemal Atatürk.


A Partisan's Daughter
A Partisan's Daughter tells of the relationship between a young Yugoslavian woman and a middle-aged English man around the time of Tito's demise.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

B-a-Ba dos Templários - Bernard Marillier



Comecei a ler no dia 17 de Dezembro e acabei no dia 18.

Este B.A.-BA dos Templários, acessível a todos, permite aos leitores iniciarem-se, de maneira sintética, na história, tanto espiritual como temporal, da Ordem dos Templários.




Jacques Molay




Templários



Moeda dos Templários

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Que livro és? You're Cat's Cradle!




You're Cat's Cradle!

by Kurt Vonnegut

You believe quite firmly that free will deserted you long ago and far
away. As a result, it's hard to take responsibility for anything. Even though you show
great potential as a leader of a small 3rd world country, the choices are all made ahead
of time. You're rather fond of games involving string. Your fear of nuclear weaponry is
trumped only by your fear of ice.



Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Natal Artesanal - Bookcrossing

Muito obrigada à minha madrinha ... adorei a minha prenda artesanal, cheira tão bem a alfazema... é o meu perfume favorito.. Muito Obrigado !!! HO!HO!HO!

Prenda do Pai Natal - Bookcrossing



Muito obrigada à minha madrinha do bookcrossing, MariaLeitora, por esta prendinha maravilhasa... e que ainda por cima me vai ajudar no Desafio - Alfabeto dos Autores
E também gostaria de agradecer ao Pai Natal do Bookcrossing, pois as prendas são aquelas que nós gostamos mais L-I-V-R-O-S-!-! ;)

Crepúsculo - Trailer

Twilight ganhou uma versão cinematográfica, que estreou em 21 de Novembro de 2008 nos EUA, no dia 4 de Dezembro, do mesmo ano, em Portugal e, dias mais tarde, 19 de dezembro, no Brasil. Crepúsculo já bateu o recorde de espectadores num final de semana. O elenco conta com Kristen Stewart como Isabella Swan, Robert Pattinson como Edward Cullen e Taylor Lautner como Jacob Black.

Crepúsculo - Stephenie Meyer

Comecei a ler o livro no dia 7 de Dezembro e acabei no dia 16.

Twilight (Crepúsculo, em português) é uma história sobre vampiros escrita por Stephenie Meyer, publicada originalmente em capa dura em 2005. É o gênesis da saga Twilight e apresenta Isabella "Bella" Swan, que se muda de Phoenix, Arizona, para Forks, Washington, que se coloca em perigo ao apaixonar-se pelo vampiro Edward Cullen.



Bella Swan decide se mudar da ensolarada Phoenix, Arizona para a chuvosa cidade de Forks, Washington, para viver com seu pai, Charlie, para que a sua mãe, Renée, possa se deslocar com o seu novo marido, Phil Dwyer, aos jogos de basebol, pois este é um jogador da segunda divisão. Embora Bella não tivesse muitos amigos em Phoenix ela gostava do lugar, pois o Sol brilhava por lá. Pelo contrário, Forks, é uma das cidades dos Estados Unidos onde mais chove durante o ano e que possui os dias mais nublados.

Bella chega a Forks despertando bastante curiosidade nos seus colegas. Por ser uma cidade pacata, onde todos se conhecem, a sua chegada era bastante aguardada por muitas pessoas. Na escola, Bella conhece muitas pessoas logo no primeiro dia e torna-se amiga de Mike, Jessica, Angela, Eric e Tyler.

Bella depressa descobre como seria monótona e entediante a sua vida em Forks, caso Edward Cullen, o lindo e misterioso rapaz que se senta a seu lado na aula de Biologia, não lhe despertasse tanta curiosidade e servisse de escape à sua rotina diária. No primeiro dia que ela o vê, Edward "parece" sentir repulsa por ela, chegando mesmo a tentar mudar os seus horários para evitá-la. Entretanto, quando um carro fora de controle está prestes a atropelar Bella no estacionamento, Edward salva-a do perigo sobrenaturalmente, como é percebido pela jovem, que assiná-la que ele estava muito distante de si para poder puxá-la da trajectória do veículo e que, a mossa deixada no automóvel após o embate, era em tudo semelhante à estrutura dos ombros de Edward. O rapaz recusa-se, no entanto, a falar sobre o assunto. Bella evita falar com Edward durante algum tempo, mas no dia em que ela vai com as suas amigas até Port Angeles, mete-se, de novo, em apuros, de modo que Edward salva-a novamente. A partir deste instante, a cada passagem do livro, ambos acabam por se tornar cada vez mais próximos.

Ela acaba descobrindo por seu amigo Jacob Black, da tribo Quileute, que Edward e sua família, os Cullen, são vampiros vegetarianos, ou seja, que não se alimentam de sangue humano.

Apesar da natureza da família Cullen, Bella e Edward apaixonam-se e mantêm-se juntos por um período de tempo. A sua relação aparentemente perfeita, no entanto, é lançada no desespero quando James, um vampiro rasteador, pousa os seus olhos em Bella. Sob a suspeita de que James sequestrou sua mãe, Bella se dirige a um antigo estúdio de balé no qual ela dançava, aonde o rastreador pretende matá-la. Edward, junto com os outros membros da família Cullen, resgatam-na antes que James conseguisse matá-la.

Segue-se uma lista dos capítulos do livro em inglês, português brasileiro e português europeu:

- Nos EUA - Little, Brown and Company, no Brasil - Editora Intrínseca e em Portugal - Edições Gailivro -

Preface / Prológo / Prefácio
01 - First Sight / À Primeira Vista / Primeira Vista
02 - Open Book / Livro Aberto / Livro Aberto
03 - Phenomenon / Fenômeno / Fenómeno
04 - Invitations / Convites / Convites
05 - Blood Type / Tipo Sangüíneo / Grupo Sanguíneo
06 - Scary Stories / Histórias de Terror / Histórias Assustadoras
07 - Nightmare / Pesadelo / Pesadelo
08 - Port Angeles / Port Angeles / Port Angeles
09 - Theory / Teoria / Teoria
10 - Interrogations / Interrogações / Interrogações
11 - Complications / Complicações / Complicações
12 - Balancing / Oscilando / Equilíbrio
13 - Confessions / Confissões / Confissões
14 - Mind Over Matter / A Mente Domina a Matéria / O Domínio da Mente sobre a Matéria
15 - The Cullens / Os Cullen / Os Cullen
16 - Carlisle / Carlisle / Carlisle
17 - The Game / O Jogo / O Jogo
18 - The Hunt / A Caçada / A Caçada
19 - Goodbyes / Despedidas / Despedidas
20 - Impatience / Impaciência / Impaciência
21 - Phone Call / Telefonema / Telefonema
22 - Hide-and-Seek / Esconde-Esconde / Jogar às Escondidas
23 - The Angel / O Anjo / O Anjo
24 - An Impasse / Um Impasse / Um Impasse
Epilogue: An Occasion / Epílogo: Um Acontecimento Especial / Epílogo: Uma Ocasião Especial

Stephenie Meyer (24 de Dezembro de 1973, Hartford, Connecticut) é uma escritora estadunidense famosa pela série de livros Twilight (Crepúsculo).

Nasceu em 1973 em Connecticut, mudando-se quatro anos mais tarde para Phoenix, Arizona, onde ainda mora. É a segunda de três meninas. Tem ainda três irmãos mais novos.



Freqüentou a escola em Scottsdale, Arizona. Recebeu o National Merit Scholarship e usou-o para pagar a sua formação na Brigham Young University (Provo, Utah).

Casada desde 1994 com Pancho, cujo verdadeiro nome é Christian, tem três filhos: Gabe, Seth e Eli. É também membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Crepúsculo (Twilight nos EUA), é o seu primeiro romance. Depois da sua publicação, Stephenie foi escolhida como um dos "novos autores mais promissores de 2005" pela a Publishers Weekly.


Série Twilight
- Crepúsculo (Twilight)
- Lua Nova (New Moon)
- Eclipse
- Amanhecer (Breaking Dawn)
- Sol da Meia-Noite (Midnight Sun)

domingo, dezembro 07, 2008

Vida Amorosa de Uma Mulher - Zeruya Shalev

Comecei a ler no dia 27/11/2008 e acabei de ler ontem dia 06/12/2008.



Sinopse: A obra «Vida Amorosa de Uma Mulher» relata a tempestuosa e angustiante relação entre uma jovem mulher e um homem com o dobro da sua idade, em que o amor e a paixão assumem a forma de um terrível vício.
Yaará nunca havia sentido aquele misto de intensa atracção e de profunda repulsa que assaltava agora todo o seu ser, o seu corpo, subitamente desperto, a sua vida, monótona e descolorida à luz impúdica daquela nova paixão. Não conseguiria dizer o que a mantinha cativa de Arieh – amigo de juventude de seu pai -, do seu inexplicável magnetismo, da sua atitude displicente, rude, deliberadamente ambígua na estranha forma de manifestar os sentimentos. E, no entanto, sabia que o seu amor por ele se tornaria, fatidicamente, obsessivo, desesperado, destruidor. Num minuto vagava no mais luminoso mar de felicidade e, no momento seguinte, descia ao inferno, submersa nas dúvidas, nos ressentimentos, no jogo mórbido da subjugação afectiva e sexual. A doentia fascinação que sentia por aquele homem desencadeara a derrocada do seu quotidiano – a carreira académica – e, ironicamente, desvelara os contornos ocultos dos muitos ódios, culpabilidades e renúncias que povoavam o passado de seus pais e, até, a sua própria infância. No decorrer desta história, Yaará atravessa um período de grande sofrimento que acaba por despoletar um processo de maturação e crescimento interior, passando de um estado de dependência e culpabilidade para a conquista da independência psicológica e física e do amor-próprio. Uma narrativa ousada, de contornos nitidamente eróticos, inquietante e profunda, de uma beleza crepuscular, prenúncio dos insondáveis mistérios da noite que, por vezes, envolve o universo do desejo, da dependência, da obsessão sexual, no que ele tem de mais sublime e de mais grotesco, de sagrado e de profano.





Zeruya Shalev nasceu em 1959, no Kibbutz Kinneret, sito nas redondezas do Mar da Galileia. Aí passou grande parte da sua infância, até que os pais acharam impossível permanecer num lugar onde as crianças, mesmo doentes, são criadas longe dos progenitores. Mãe, pai e filhos mudaram-se para um campus universitário que cedia habitações aos funcionários. Com as habilitações alcançadas em Jerusalém, o pai de Zeruya tornou-se professor de Estudos Bíblicos e Judaicos, Literatura, Geografia e Matemática, enquanto a mãe leccionava Arte. Longe de tudo e de todos, Zeruya e o irmão ocupavam muito do seu tempo a enriquecer a imaginação, inventando músicas, histórias, contos de fadas e histórias de terror. Mais tarde, passou tudo para o papel. Os pais acharam que ser escritora era um futuro promissor, visto que a família contava já com uma longa linhagem de escritores, ensaístas, poetas. Antes de frequentar a Faculdade, Zeruya cumpriu o serviço militar, trabalhando com os psicologicamente carenciados, o que alterou os seus planos iniciais de estudar Psicologia. Em Jerusalém cursa estudos Bíblicos e História de Israel, não por devoção religiosa, mas para compreender melhor um tesouro e uma tradição com a qual cresceu, e para perceber o lado mais íntimo da Bíblia. Foi durante os anos de estudo na Universidade que começou a sua produção literária: um livro de poesia intitulado «Easy Target for Snipers», publicado em 1988. O primeiro livro recebeu altas ovações da crítica, sendo premiado com três galardões de literatura nacionais. No mesmo ano termina o seu MBA e começa a trabalhar como editora de livros em Jerusalém. Rapidamente mudou da poesia para a prosa, e como peça de transição surge «I Danced I Stood». «A Vida Amorosa de Uma Mulher» é o seu segundo romance, publicado em Israel em 1997, conquistando um geral consenso e aclamação por parte da crítica nacional e internacional, e também uma excelente carreira comercial. A obra foi alvo de um gigantesco sucesso não só no seu país de origem, como rapidamente atingiu os lugares cimeiros de vários top's mundiais, incluindo países como os Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Holanda.
Casada com um escritor israelita e mãe de dois filhos, Zeruya Shalev é hoje considerada uma das grandes, e mais promissora, figuras da actual literatura israelita.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Origami

A minha grande amiga M. esteve na passa terça feita a dar-me umas aulas de Origami, aprendi a fazer uma caixa (ficou uinda!!!), um Tsuro (bem este deu água pelas barbas, lol), uma arvore de Natal e uma estrela.

E como eu através da aquisição de uma Agenda para 2009 na Wook, recebi como oferta uns papeis e os esquemas para fazer uns Origamis... e aqui ficam as fotos ;)

Wook te faz voar?


Wook te apaixona?


Wook te faz dançar?


Wook te acompanha?

Caixinha para Oferecer

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Marley & Me (2008) - Trailer

Este é um filme que eu não posso perder ;)

A Walk To Remember - Only Hope

A Walk to Remember Trailer

Message in a Bottle - Trailer

The Notebook trailer

Nights in Rodanthe Trailer #2

Nights in Rodanthe Trailer

Ontem fui ao FreePort Alchochete, ver este filme, baseado no livro "Sorriso das Estrelas" do Nicholas Sparks, com o M., a E e a S.

.

Saiumos de lá todos com os olhos a "brilhar". A-D-O-R-E-I.!!!!!

Feira de Artesanato em Setubal

Este fim de semana passado estive a ajudar umas amigas minhas na Feira de Artesanato que se realizou no Porto de Setubal (por causa da chuva).

Podem visitar aqui alguns trabalhos que tivemos à venda.

Para a proxima feira, que se vai realizar em Dezembro, vou vos avisar com antecedência, que é para que apareçam e possam comprar algumas coisas

Estou de Férias de Inverno Huuuupiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, novembro 27, 2008

Viver o Amor - Osho

Comecei a ler o livro no dia 19 de Novembro e acabei hoje dia 27.

O que é o amor?
Neste livro, tão provocante quanto sábio, Osho, um dos pensadores mais revolucionários do nosso tempo, desafia-nos a reflectir sobre tudo aquilo que sabemos acerca do amor. Com a sua perspicácia habitual, Osho analisa os padrões destrutivos dos relacionamentos amorosos, convidando-nos a redescobrir o sentido do amor. Só assim nos poderemos abrir à essência do verdadeiro amor – um sentimento natural e cheio de força, livre de possessividade e ciúme. Ao longo destas páginas, Osho responde a algumas das dúvidas mais angustiantes que o ser humano tem sobre o amor, e apresenta uma forma totalmente inovadora de amarmos os outros – e de nos amarmos a nós próprios.



Sobre Viver o Amor

«Osho é um mestre iluminado que se esforça por ajudar a humanidade a desenvolver a sua consciência.» | Dalai Lama

«Estes pensamentos brilhantes serão uma ajuda preciosa para todos aqueles que desejam conhecer melhor o potencial inerente a cada ser humano.» | Deepak Chopra

Sobre Osho



Osho nasceu na Índia, em 1931. Foi um aluno sobredotado e, de 1958 a 1966, foi professor catedrático de Filosofia na Universidade de Jabalpur. A partir de então passou a dedicar-se totalmente ao estudo da espiritualidade. Fundou vários retiros de meditação e comunas, e ensinou e realizou palestras em todo o mundo. Faleceu em 1990. É considerado o autor indiano de maior sucesso: os seus livros vendem mais de um milhão de exemplares por ano e estão traduzidos em dezenas de idiomas. Oficialmente, é autor de mais de seiscentos livros, mas todos eles são transcrições das suas palestras. Osho acreditava no poder da palavra viva e do diálogo, e é isso mesmo que os seus livros transmitem.

SAW V Trailer

Na passada sexta-feira dia 21 fui ao cinema com a M., com a M. e com o M., ver o Saw V... eramos quase os únicos na sala... esta só mais um casal ... deve haver as suas razões... lol


Quantum Of Solace - Official Theatrical Trailer

No passado domingo dia 16 de Novembro fui ao cinema do Vasco da Gama ver o último filme do James Bond.


quinta-feira, novembro 20, 2008

Viver o Amor - Osho

No âmbito do Desafio Alfabético dos Autores, comecei a ler este livro no dia 19/11/2008.

Como Água para Chocolate - Trailer




Como Água para Chocolate - Laura Esquível

Comecei a ler este maravilhoso livro no dia 17/11/2008 e acabei de ler no dia 18/11/2008.


Neste romance surpreendente e admirável, que revelou ao leitor português uma grande escritora mexicana, toda a trama narrativa roda em torno da cozinha e de um certo número de elementos culinários. Cada capítulo abre com uma receita fora do comum (mas ao mesmo tempo perfeitamente realizável), a pretexto e em volta da qual não apenas se juntam os comensais, mas também se “cozem” e “temperam” amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte.
Enorme sucesso editorial, Como Água para Chocolate foi já traduzido em numeros países e adaptado ao cinema.




Uma história lindíssima sobre um amor proibido em que cada capítulo começa sempre com uma receita que se mistura com um enredo cheio de cheiros e sabores.

Laura Esquivel (born September 30, 1950) is a Mexican author making a noted contribution to Latin-American literature. She was born the third of four children of Julio César Esquivel, a telegraph operator, and Josefa Valdés.
In her first novel Como agua para chocolate (Like Water for Chocolate), released in 1989, Esquivel uses magical realism to combine the ordinary and the supernatural, similar to Isabel Allende. The novel, taking place in nineteenth century Mexico, shows the importance of the kitchen in Esquivel's life. Esquivel believes that the kitchen is the most important part of the house and characterizes it as a source of knowledge and understanding that brings pleasure.

The "title refers to a colloquial phrase used by the Spanish that means an extremity of feeling. It refers to a boiling point in terms of anger, passion and sexuality."

The idea for the book came to Esquivel "while she was cooking the recipes of her mother and grandmother."

Reportedly, "Esquivel used an episode from her own family to write her book. She had a great-aunt named Tita, who was forbidden to wed. Tita never did anything but care for her own mother. Soon after her mother died, so did Tita."

"The book has been a tremendous international success: The No. 1 best-selling book in Mexico for three years, it's also been translated into 23 languages."[2]
Like Water for Chocolate was developed into a film, which was released in 1993 concurrently with the book's English translation. In the United States, Like Water for Chocolate became one of the largest grossing foreign films ever released in the US. Esquivel earned the Mexican Academy of Motion Pictures award; she received eleven in all, from Ariel Awards.[citation needed]



Esquivel's second novel, The Law of Love (1996) takes place in the twenty-third century Mexico City and combines romance and science fiction. Reportedly, "the theme of romantic love, particularly love thwarted, appears repeatedly throughout her novels, as does the setting in Mexico."
Her Between the Fires (2000) featured essays on life, love, and food. Her most recent novel, Malinche (2006), "explores the life of a near mythic figure in Mexican history-the woman who served as Spanish conquistador Hernan Cortez's interpreter and mistress" as he fought to overthrow the Aztecs. Reportedly, although "since the 15th century, Mexican history and folklore have interpreted her actions as traitorous to her people, in Esquivel's book, we learn of Malinche's rich cultural heritage." Esquivel characterized La Malinche as a strong woman - an ambassador and a genius.[citation needed] The novel includes an Aztec codex (by Jordi Castells) which acts as Malinche's own diary.
Esquivel was once married to director Alfonso Arau. She currently lives in Guatama Bay, Mexico.

Bibliography
•Como agua para chocolate (1989) (English: Like Water for Chocolate)
•La ley del amor (1995) (English: The Law of Love)
•Íntimas suculencias (1998)
•Estrellita marinera (1999)
•El libro de las emociones (2000)
•Tan veloz como el deseo (2001) (English: Swift as Desire)
•Malinche (2006)

segunda-feira, novembro 17, 2008

Um Homem com Sorte - Nicholas Sparks

Comecei a ler no dia 10 de Novembro e acabei no dia 15.

Sinopse
Depois de um ano de interregno Nicholas Sparks regressa com o seu mais recente romance para encantar os leitores portugueses. Logan Thibault sempre foi um homem que em tudo se pode considerar comum. No entanto a sua vida estava prestes a mudar… A combater no Iraque, Thibault encontra a fotografia de uma mulher nas areias do deserto, e apanha-a pensando que alguém acabará por a reclamar. Mas ninguém aparece e, apesar de rejeitar a ideia, a fotografia passa a ser encarada como um talismã da sorte que faz com que Thibault sobreviva, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo.



De regresso aos EUA, o militar não consegue esquecer a mulher da fotografia decidindo procurá-la pelo país. Mas assim que a encontra a sua vida toma um rumo inesperado e o segredo que Thibault guarda pode custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Uma história apaixonante sobre a força avassaladora do destino.

Nicholas Sparks



Nicholas Sparks (n. 31 de Dezembro de 1965, Omaha, Nebraska) é um romancista norte-americano.

Nicholas Sparks viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive actualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «Diário da Nossa Paixão», à Warner Books.

Obras Publicadas
Diário Da Nossa Paixão — The Notebook, 11-01-1999, adaptado para filme lançado em 2004 com James Garner e Gena Rowlands no presente, e na narrativa com Ryan Gosling e Rachel McAdams.

As Palavras Que Nunca Te Direi — título original: Message in a Bottle(Portugal). O filme foi gravado no Maine, Chicago e Wilmington na Carolina do Norte, em 1999 foi interpretado por Kevin Costner.

Um amor para recordar — A Walk to Remember, 02-11-1999, filmado em 2002, estrelando Mandy Moore e Shane West - adaptação para filme em 2002, com Mandy Moore e Shane West.

Corações em Silêncio — The Rescue, 15-11-2000

Uma Viagem Espiritual (01.03.2001)

Uma Promessa Para Toda a Vida (A bend in the road) — 31-10-2001

O Sorriso das Estrelas — 05-11-2002

Laços Que Perduram — 06-05-2004

A Alquimia do Amor — 14-10-2003

Três Semanas Com O Meu Irmão — Three Weeks With My Brother, 06-07-2004

Quem Ama Acredita — True Believer, 05-07-2005

À Primeira Vista - "At First Sight" - Março-2006; (sequela do Romance "Quem Ama Acredita")

Juntos ao Luar - "Dear John" - Outubro-2006

Uma Escolha por Amor - The Choice - Setembro 2007

Um Homem com Sorte — The Lucky one - Outubro 2008

sexta-feira, novembro 14, 2008

Nicholas Sparks - Sessão de Autógrafos no Jumbo de Setúbal

No passado dia 12 de Novembro, o escritor Nicholas Sparks, veio a Setúbal para uma Sessão de autógrafos e para o Lançamento do seu último Livro: "Um Homem com Sorte".



Eu tive a "sorte" e o privilégio de lá estar, e levei os meus 15 livros para serem autografados ;)!!! Ele é tão simpático !!! A-D-O-R-E-I !!!


quarta-feira, novembro 12, 2008

Magusto

O Magusto é uma festa popular, as formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam as castanhas para comer, bebe-se a jeropiga ou vinho novo, fazem-se brincadeiras , as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também na Galiza e nas Astúrias.

Na Aldeia Viçosa o "Magusto da Velha" é uma tradição local.



Leite de Vasconcelos considerava o magusto como o vestígio dum antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”.



A celebração do magusto está associada a uma lenda a qual dizia que um soldado romano, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz que neste preciso momento parou de chover daí a expressão: "Verão de São Martinho".

segunda-feira, novembro 10, 2008

Depois de Tu Partires

Comecei a ler no dia 3 de Novembro e acabei de ler no dia 10 de Novembro.

Sinopse
Alice Raikes dirige-se à estação de King’s Cross onde irá apanhar o comboio que a levará até à Escócia para visitar a sua família. Horas mais tarde encontra-se em coma no hospital de Londres, após um acidente que se suspeita ter sido uma tentativa de suicídio. A partir daqui, Alice começa a reconstituir o passado que lhe trará respostas para o sucedido.
Críticas de imprensa
"Complexidade narrativa, embrenhando com à-vontade o leitor nos meandros da história, facilidade no tratamento e construção de personagens, fica o convite para se travar de razões com a empolgante história de Alice, uma jovem viúva que certo dia vê algo que nunca deveria ter visto..."
In Os Meus Livros, Novembro de 2004
comentários dos leitores



Após ter estudado literatura inglesa em Cambridge e ter viajado pela Mongólia, mudou-se para Londres, onde trabalha numa sociedade de poesia e a par disso desenvolve a sua carreira de jornalista. Depois de Tu Partires é o seu primeiro romance publicado em Portugal.(...)



Maggie O'Farrell (born 1972, Coleraine Northern Ireland) is a British author of contemporary fiction, who features in Waterstones' 25 Authors for the Future[1] It is possible to identify several common themes in her novels - the relationship between sisters is one, another is loss and the psychological impact of those losses on the lives of her characters.

Maggie was born in Northern Ireland and grew up in Wales and Scotland. At the age of eight she missed a year of school due to a viral infection[2], an event that is echoed in The Distance Between Us. Maggie worked as a journalist, both in Hong Kong and as the Deputy Literary Editor of The Independent on Sunday. She has also taught creative writing.



She is married to the novelist William Sutcliffe, whom she met at Cambridge. They live in Edinburgh.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Novo Visual!!

Olá a Todos!!

Já andava um bocado cansada como o meu antigo template, por isso hoje decidi mudar...

Espero que gostem!! Dêem a vossa opnião!!

Obrigada!!

quinta-feira, novembro 06, 2008

"Depois de tu Partires"

O mais estranho nisto tudo é que um pensamento pode andar às voltas dentro da nossa cabeça, não conseguimos deixar de estar obcecados com ele, e não quaisquer travões que possamos utilizar para estancar as coisas acerca das quais não queremos pensar mais. Numa vida normal, distraímo-nos – pegamos no jornal, saímos para dar um passeio, ligamos a televisão ou telefonamos a alguém. Podemos encher a nossa mente, enganarmo-nos, pensando que está tudo bem, que aquilo que nos tem andando a assombrar já está resolvido. É claro que não funciona durante muito tempo – uma hora, duas, se tivermos sorte – porque ninguém é assim tão estúpido e porque estas coisas voltam sempre quando estamos mais uma vez inactivos e sem distracções: nas tardias e escuras horas da madrugada, ou quando estamos a ser impelidos para um estado vazio de pensamentos num autocarro.

Um excerto do livro que eu estou ler, “Depois de tu Partires” – Maggie O’ Farrell

quarta-feira, novembro 05, 2008

Karate Kid



Ao ouvir a rádio no dia 4 de Novembro soube que o actor Ralph George Macchio, nasceu nesse dia no ano de 1961, ou seja, está actualmente com 47 anos. E que na altura que gravou o primeiro filme Karate Kid tinha 23 anos.




Vejam só as diferenças ;)

O Último Papa - Luís Miguel Rocha

Comecei a ler no dia 28/10/2008 e acabei de ler no dia 03/11/2008

Sinopse
Intriga, acção e suspense, num thriller vertiginoso que o vai mergulhar no mais obscuro segredo do Vaticano.
1978, CIDADE DO VATICANO
Às 4.30 da manhã , a irmã Vicenza, assistente pessoal de João Paulo I, chega à antecâmara dos aposentos pontífices com o pequeno-almoço. Deseja os bons dias ao Papa mas, pela primeira vez, não é convidada a entrar. Só quando mais tarde ganha coragem e abre a porta, descobre que Albino Luciani, representante de Deus na Terra, jaz morto na cama. Tinha sido eleito Papa há apenas 33 dias. E em 2000 anos de história, nunca nenhum Papa havia morrido sozinho.

2006, LONDRES
Sarah Monteiro, uma jovem jornalista portuguesa, está de regresso a Londres depois de umas férias na terra natal. Ao chegar, encontra entre a correspondência um envelope que lhe chama a atenção. Lá dentro, uma lista com nomes de personalidades públicas e pessoas desconhecidas, entre eles o de seu pai. A lista tem mais de 25 anos e muitos dos nomeados já faleceram. Mas como cedo irá descobrir, aquela lista poderá transformar-se num bilhete para a morte.



Com ajuda de um homem misterioso com muitos nomes e poucas respostas, inicia uma frenética corrida para escapar à morte. De Londres a Lisboa e a Nova Iorque, terá de levar a melhor a uma organização secreta que não olha a meios para deitar a mão à lista, e impedir a divulgação de um segredo que o Vaticano esconde há mais de trinta anos.



Prepare-se, pois desta vez a conspiração é baseada em factos verídicos. E Portugal está envolvido.

Críticas de imprensa
"Inquietante e Diabólico. Um Sucesso."
La Nazione




Luís Miguel Rocha (Porto, Fevereiro de 1976) é um escritor português.

Foi estudante de Humanidades até ao 12º ano. Começou a sua vida profissional como técnico da produtora que era responsável pelas missas da TVI, aos vinte anos de idade. Supervisionou guiões para produtores ingleses e nacionais e foi tradutor de livros e contos já publicados. Actualmente, dedica-se apenas à escrita.

O livro que lhe trouxe inesperadamente a riqueza e o sucesso foi O Último Papa, onde expõe uma teoria sobre a misteriosa morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, envolvendo a loja maçónica italiana Propaganda Due (P2) e outras agências secretas internacionais, como a CIA. O autor alega que esta teoria é verdadeira e que tem documentos que a comprovam, cedidos por um acessor de um ministro italiano.

Na sequela deste livro, Bala Santa, Luís Miguel Rocha mostra uma outra tese, desta vez relacionada com o atentado a Karol Wojtila, o Papa João Paulo II.

O seu próximo livro está previsto para ser lançado a 13 de Maio de 2009.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Que bicho você é?




Você é um cachorro, no bom sentido da palavra, é claro!
O cachorro é o amigo inseparável. Ele não consegue ficar longe dos amigos e adora festas e encontros. É o companheiro fiel que toda pessoa gostaria de ter sempre ao seu lado. Outra característica canina é ser o vigilante de sua casa. Você realmente gosta de tomar conta da sua família e proteger quem está ao seu redor. Coitado de quem invadir o seu espaço.
Entretanto, se você parar de pensar, encontrará uma certa dificuldade em ficar sozinho. O cachorro é capaz de ajudar os outros, mas não sabe lidar direito com os seus problemas. Talvez seja preciso abrir sua conexão ao divino. Afinal, o cão conhece melhor do que ninguém o mundo do Além.

terça-feira, outubro 28, 2008

Quatro Amigas e um Par de Calças - Filme

Quatro Amigas e um Par de Calças - Ann Brashares

Comecei a ler este livro no dia 23/10/2008 e acabei hoje dia 28/10/2008.



Esta é a história de quatro grandes amigas que, pela primeira vez, vão estar separadas nas férias de Verão. Antes de partirem, fazem um original acordo: partilhar umas "calças mágicas" compradas em segunda mão, que enviarão por correio umas às outras. Nestas férias, cada uma delas viverá algo de completamente novo, tendo como única testemunha o par de calças.




Ann Brashares (born 1967[1]) is an American writer of young adult fiction. She is best known as the author of The Sisterhood of the Traveling Pants series of books.

Brashares was born in Alexandria, Virginia and grew up in Chevy Chase, Maryland. She attended elementary and high school at the Sidwell Friends School in Washington D.C.. After studying philosophy at Barnard College, she worked as an editor for 17th Street Productions. 17th Street was acquired by Alloy Entertainment, and following the acquisition she worked briefly for Alloy. After leaving Alloy she wrote "The Sisterhood of the Traveling Pants" which became an international best seller that was followed with three more titles in the "Pants" series, the last of which, Forever in Blue, was released in January, 2007. The first book in the series was made into a film in 2005, and a second film based on the other three series titles was released in August, 2008. Brashares's first adult novel, The Last Summer (of You and Me) was released in 2007. She lives in New York with her artist husband, Jacob Collins, and children Nathaniel, Samuel, and Susannah.


sexta-feira, outubro 24, 2008

Viagem Sem Regresso - Katy Gardner

Comecei a ler no dia 13 de Outubro e acabei no dia 23.

Seis anos passaram sobre a morte de Gemma. Seis anos de dúvidas e angústias, durante os quais a vida de Esther foi um inferno permanente.
Quando as duas amigas decidem fazer uma viagem juntas, nada faria prever que apenas uma delas regressaria. Esther era bela, sofisticada e destemida, Gemma o seu oposto. Ávidas de novas experiências, partem para a Índia em busca de aventura. O que elas ignoravam era que estavam prestes a entrar num mundo onde as regras sociais que lhes eram familiares não se aplicavam e que o tão almejado afastamento do mundo ocidental era afinal uma porta aberta para o que de mais sombrio traziam dentro de si. E foi rápida e inesperadamente que o sentimento que as unia foi posto à prova, levando-as a confrontar-se com ressentimentos e segredos antigos.
Numa tentativa de descobrir toda a verdade e de se libertar dos fantasmas que ainda a atormentam, Esther tenta agora dar um sentido à tragédia que vitimou a sua melhor amiga e mudou irreversivelmente a sua vida. Seis anos passados sobre a morte de Gemma, Esther está de volta à Índia…



Katy Gardner é licenciada pela Universidade de Cambridge e tirou o doutoramento na London School of Economics. Actualmente, dá aulas de Antropologia Social na Universidade de Sussex.
Viagem sem Regresso é o seu primeiro romance e está a ser publicado em doze países.

Elizabeth Gilbert Talks About Eat, Pray Love

Elizabeth M. Gilbert

Sobre a autora
Elizabeth Gilbert (www.elizabethgilbert.com) é autora de uma coletânea de contos, Pilgrims (“Peregrinos”, inédito no Brasil e finalista do Prêmio Pen/Hemingway), de um romance, Stern Men (“Homens sisudos”, inéditos no Brasil), e de um livro de não-ficção, The Last American Man (“O último homem americano”, também inédito no Brasil, indicado ao National Book Award e escolhido pelo The New York Times como um dos livros notáveis de 2002). Escreve para a revista norte-americana GQ, onde recebeu duas indicações para o National Magazine Award por seus artigos. Elizabeth Gilbert vive hoje na Filadélfia.

Elizabeth M. Gilbert (born July 18, 1969 in Waterbury, Connecticut) is an American novelist, essayist, short story writer, biographer and memoirist.

Background
Along with her only sister, novelist and historian Catherine Gilbert Murdock, Gilbert grew up on a small family Christmas tree farm in Connecticut. She attended New York University and graduated in 1991 with a BA in Political Science, after which she lived the life of a literary vagabond — experiencing life as a cook, a waitress, and a magazine lackey — in order to write about it. Her experiences as a cook on a dude ranch found their way into both short stories and her book The Last American Man (Viking 2002).



Journalism
Esquire published Gilbert's short story “Pilgrims” in 1993, under the headline, “The Debut of an American Writer.” She was the first unpublished short story writer to debut in Esquire since Norman Mailer. This led to steady work as a journalist for a variety of national magazines including, SPIN, GQ, The New York Times Magazine, Allure, Real Simple, and Travel + Leisure.

Her 1997 GQ article, "The Muse of the Coyote Ugly Saloon," a memoir of Gilbert’s career as a bartender in a lowdown East Village dive, was the basis for the film Coyote Ugly. She adapted her 1998 GQ article, "Eustace Conway is Not Like Any Man You've Ever Met," into a biography of the modern naturalist, The Last American Man. It received a nomination for the National Book Award in non-fiction. "The Ghost," a profile of Hank Williams III published by GQ in 2000, was included in Best American Magazine Writing 2001.


Books
Her first book Pilgrims (Houghton-Mifflin 1997), a collection of short stories, received the Pushcart Prize and was a finalist for the PEN/Hemingway Award. This was followed by her novel Stern Men (Houghton-Mifflin 2000), selected by The New York Times as a "Notable Book".



Most recently, she published Eat, Pray, Love: One Woman's Search for Everything Across Italy, India and Indonesia (Viking, 2006), a chronicle of the author's year of spiritual and personal exploration while traveling abroad. The memoir was on the New York Times Best Seller list of non-fiction in the spring of 2006, and in October, 2008, after 88 weeks, the book was still on the list at # 2., and subsequently she appeared on The Oprah Winfrey Show. The book has been optioned by Paramount Pictures, with Julia Roberts slated to star.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert

Comecei a ler no dia 4 de Outubro e acabei no dia 13. Gostei muito.

As alegrias do divórcio
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.



O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Dois Estranhos e ... Um Casamento!



Ontem à noite estive a ver este filme com o T-DOG (lol!!!), muito divertido!! :D

4 Outubro - Dia Mundial do Animal


Eu Adoptei!!!

O tempo passa tão depressa... o Sebastião já está comigo à 3 anos ;D!!!

segunda-feira, outubro 06, 2008

The Painted Veil - Trailer



Estive a ver o filme na sexta-feira dia 03/10/2008

William Somerset Maugham

William Somerset Maugham (Paris, 25 de janeiro de 1874 — Saint-Jean-Cap-Ferrat, 16 de dezembro de 1965) foi um famoso romancista e dramaturgo britânico.



O pai de Somerset Maugham era um advogado que se ocupava dos assuntos legais da embaixada britânica em Paris. Uma vez que a lei francesa previa que todas as crianças do sexo masculino nascidas em território francês estavam obrigadas a fazer o serviço militar, Robert Ormond Maugham se mobilizou para que William nascesse na embaixada, tirando-lhe, assim, a obrigação de envolver-se em futuras guerras francesas e permitindo que, tecnicamente, ele nascesse em território britânico. Seu avô, também chamado Robert, também havia sido um prestigiado advogado e co-fundador da English Law Society (Sociedade Inglesa de Leis) e que pretendia que Willian seguisse os mesmos passos pela estrada jurídica. Porém as coisas não caminharam assim, apesar de seu irmão mais velho Frederic Herbert Maugham ter desenvolvido destacada carreira jurídica, convertendo-se em Lord Chancellor, entre 1938 e 1939.

A mãe de Maugham, Edith Mary (cujo nome de solteira era Edith Snell) sofria com a tuberculose, uma condição para a qual os médicos da época prescreviam ter filhos. Assim, Maugham tinha três irmãos mais velhos, já escolarizados em centros de internato e, desse modo, ele foi criado quase que como filho único. Desafortunadamente, a gravidez não foi remédio para a enfermidade e Edith May Maugham morreu, aos 41 anos, seis anos depois de dar à luz o seu último filho. A morte de sua mãe deixou Maugham traumatizado por toda a vida e ele sempre contou com a foto dela na cabeceira de sua cama até a sua morte, aos 91 anos, em 1965.

Dois anos depois do passamento de sua mãe, morreu o seu pai, vítima de câncer. William foi enviado para Inglaterra, ficando aos cuidados de seu tio Henry MacDonald Maugham, vigário de Whitstable, em Kent. A mudança foi catastrófica. Henry demonstrou ser frio e emocionalmente cruel. Na The King's School, em Canterbury, quase uma versão do purgatório, como contaria posteriormente o escritor, Willian ficou em regime de internato em seus anos de estudante. Lá foi ridicularizado por falar mal o inglês, já que sua língua materna era o francês, e por sua baixa estatura, uma herança paterna. Nesse período Maugham desenvolveu a disfemia, que o acompanharia por toda vida, ainda que ela fosse esporádica e dependesse de seu estado de ânimo e das circunstâncias.

Sob os olhos do tio era submetido a um total controle e as emoções estavam proibidas. Foi forçado a esconder seu temperamento e não expressava suas emoções. Como garoto pacífico, reservado, porém, muito curioso, essa negação das emoções dos outros foi para ele tão dura como a negação dos próprios sentimentos. O resultado foi que Maugham viveu em desgraça, tanto na comunidade religiosa do tio quanto na escola, onde era maltratado por companheiros. Tal fato fez com que desenvolvesse a habilidade de fazer observações sarcásticas daqueles que o enfureciam. Tal capacidade se refletiria em alguns de seus personagens e em certas narrações.

Aos dezesseis anos, Maugham se recusou em continuar na The King's School, e seu tio lhe deu permissão para viajar para a Alemanha, onde durante um ano estudou literatura, filosofia e alemão na Universidade de Heidelberg. Naquele país conheceu, John Ellingham Brooks, um inglês dez anos mais velho que ele, com quem teve sua primeira experiência sexual.

De volta a Inglaterra, seu tio conseguiu-lhe um emprego em um escritório de contabilidade. No entanto, após um mês o escritor deixou o posto e retornou a Whitstable. O tio ficou desgostoso com a situação e se pôs a buscar um novo emprego para o jovem. O trabalho na igreja foi descartado, já que um pastor disfêmico pareceria ridículo. Também foi descartado o emprego público, já que Maugham não se mostrava animado, e também devido às novas leis que obrigavam o candidato a passar por um exame para ingressar na máquina estatal. Para o tio do jovem, tal condição tornava o serviço público algo indecoroso para um cavalheiro.

O médico local sugeriu a medicina e o tio aceitou, mediante certas objeções. Maugham havia começado a escrever aos quinze anos e desejava de forma efervescente dedicar-se à literatura. Porém, por não ser maior de idade, não se atreveu a confessar seus desejos ao tutor. Como conseqüência, passou os cinco anos seguintes de sua vida como estudante de medicina em Londres.

Primeiras obras
Muitos leitores e alguns críticos assumem que os anos de estudante de medicina constituíram-se em um hiato na verve criativa do escritor. Porém, o próprio Maugham era de opinião contrária. Poder viver a agitação da cidade de Londres, conhecer pessoas das classes mais populares, tipos que nunca havia encontrado em outras profissões, ver pessoas em situações de extrema ansiedade e em busca de significados para suas vidas. Nos seus últimos anos, ele declarou o valor literário de tudo o que viu como estudante de medicina: "Vi homens morrerem. Os vi sofrer de dor. Aprendi o que era esperança, o medo e a ajuda...".

Naquele tempo, estavam na moda os livros escritos por homens e mulheres que viviam de maneira mais liberta, que descreviam o valor moral de uma vida de padecimentos — porém, Maugham viu claramente, uma e outra vez, como é corrosivo o padecimento para os valores humanos, como a enfermidade envolvia de forma hostil e amarga as pessoas e nunca disso se esqueceu. Aqui finalmente estava a vida em toda a sua crueza e também a oportunidade de examinar toda a gama de emoções humanas.

Maugham cuidava de sua casa, tinha várias idéias literárias e escrevia todas as noites, concomitantemente aos estudos de medicina. Em 1897 apresentou seu segundo livro a uma editora — o primeiro havia sido uma biografia de Giacomo Meyerbeer, escrita aos dezesseis anos, em Heidelberg.

Liza of Lambeth (O Pecado de Liza), uma narração sobre um adultério na classe operária e suas conseqüências, bebe nas experiências do estudante praticante de obstetrícia no subúrbio londrino de Lambeth. A novela se enquadra no realismo social dos "escritores dos baixos fundos", como George Gissing e Arthur Morrison. Com toda a franqueza, Maugham ainda se sentiu obrigado a escrever no prólogo da novela que "... é impossível eliminar os erros de fala de Liza e dos outros personagens, portanto, o leitor terá de recompor seus pensamentos nas imperfeições necessárias dos diálogos".

O Pecado de Liza alcançou êxito entre a crítica e o público e a primeira edição foi vendida em semanas. Isso foi o suficiente para convencer Maugham, que já havia se licenciado, a abandonar a medicina e embrenhar-se na carreira literária, atividade na qual ele militaria por 65 anos. Sobre seu debut na profissão de escritor, ele diria posteriormente que "me senti como um peixe na água".

A vida de escritor lhe permitiu viajar e viver em lugares diferentes, como Espanha e Capri, durante a década seguinte. Porém, suas dez obras posteriores não conseguiram rivalizar com o êxito de O Pecado de Liza. A situação mudou radicalmente em 1907 com o extraordinário sucesso de sua peça de teatro Lady Frederick. Durante o ano seguinte, teve quatro obras teatrais representadas simultaneamente em Londres. A revista Punch chegou a publicar uma charge em que Shakespeare aparece roendo as unhas nervoso diante do grande número de peças encenadas do autor.

No ano de 1914, Maugham era um homem famoso, com dez obras de teatro representadas e dez novelas publicadas. Era grande demais para alistar-se na primeira guerra mundial. Maugham, porém, serviu na França, como membro da Cruz Vermelha Britânica, no chamado Literary Ambulance Drivers (Condutores de Ambulância Literários), um grupo de 23 conhecidos escritores, entre os quais estavam Ernest Hemingway, John dos Passos e E. E. Cummings. Nesse período, conheceu Frederick Gerald Haxton, um jovem de São Francisco (Estados Unidos da América), que se converteu em seu companheiro até a sua morte, em 1944. Haxton aparece com o nome de Tony Paxton na obra de teatro de Maugham, de 1917, denominada Our Betters. Mesmo durante a guerra, Maugham continuou escrevendo. Corrigiu nesse período as provas de Of Human Bondage (Servidão Humana) em uma localidade próxima de Dunquerque, durante um período de folga de suas tarefas como condutor de ambulâncias.

Servidão Humana (1915) foi qualificada pelos críticos da época como uma das novelas mais importantes do século XX. O livro parece ser bastante autobiográfico — a gagueira de Maugham se transforma em uma deformação congênita dos pés de Philip Carey, o pastor de Whitestable se converte no pastor de Blackstable, e Philip Carey é um médico —, não obstante, o autor insistiu que a obra se tratava muito mais de ficção que de realidade. Em todo caso, a estreita relação entre realidade e literatura foi uma das características da obra maughaniana, apesar da obrigatória declaração de que os personagens da obra eram fictícios. Em 1938, ele escreveu: "Realidade e ficção estão tão mescladas em minha obra que agora, olhando para ela, dificilmente posso distinguir uma de outra".

Maugham era bissexual. De sua relação com Syrie Wellcomo, filha do fundador de orfanatos Thomas John Barnardo e esposa do empresário farmacêutico inglês, Henry Wellcomo, teve uma filha chamada Mary Elizabeth Maugham, "Liza", nascida Mary Elizabeth Wellcomo, 1915-1998). Henry Wellcome deu entrada no processo de divórcio, designando Maugham como co-responsável. Em maio de 1917, depois da formalização do processo, Syrie e Maugham se casaram. A esposa se converteu em uma famosa decoradora de interiores que popularizou habitações em branco na década de 1920. Em 1922, Maugham lhe dedicou sua coleção de contos On a Chinese Screen (Em Uma Tela Chinesa). Se divorciaram entre 1927 e 1928, depois de um matrimônio tempestuoso agravado pelas freqüentes viagens de Maugham e por sua ininterrupta relação com Haxton.

Maugham voltou à Inglaterra, deixando suas tarefas na unidade de ambulâncias para promover Servidão Humana, porém, tão logo terminou essa divulgação, voltou para o campo de batalha. Incapaz de incorporar-se novamente na unidade de ambulâncias, foi apresentado por Syrie a um oficial da inteligência britânica e, em setembro de 1915, foi trabalhar na Suíça, recolhendo informações para o serviço secreto, apoiando-se em sua condição de escritor.

Em 1916 viajou para o Pacífico, para obter subsídios para sua próxima novela, The Moon and Sixpence, baseada na vida de Paul Gauguin. Foi a primeira das viagens através dos estertores do mundo imperial dos anos 20 e 30, que situaram Maugham de maneira definitiva no imaginário popular como o cronista dos últimos dias do colonialismo na Índia, sudeste asiático, China e Pacífico, ainda que as obras que fundamentam essa reputação não sejam mais que uma fração de toda sua literatura. Nessa viagem, e nas posteriores, esteve acompanhado de Haxton, a quem considerava indispensável para seu êxito como escritor. Maugham era profundamente tímido e o extrovertido Haxton o ajudava constantemente a conseguir material humano que seria convertido em ficção.

Em junho de 1917 foi chamado por Sir Eilliam Wiseman, chefe do Serviço Secreto Britânico, para executar uma missão especial na Rússia, para conseguir implicar o governo provisório russo na guerra, fazendo frente à propaganda pacifista da Alemanha. Dois meses e meio depois, os bolcheviques tomaram o controle do país. O trabalho se tornou impossível, porém Maugham defendeu posteriormente que se tivesse chegado seis meses antes poderia ter obtido êxito.

Tranqüilo e observador, Maugham tinha o temperamento idôneo para o trabalho da inteligência, que ele acreditava ter herdado do homem das leis que fora seu pai: uma destreza para emitir juízos frios e capacidade de não ser enganado pelas aparências. Não deixando perder nenhuma experiência da vida real para a literatura, Maugham aproveitou as suas ações como espião em uma coleção de contos sobre um espião cabeludo, distante e sofisticado, chamado Ashenden, (1928), livro que posteriormente Ian Fleming citaria como uma de suas influências para criar seu famoso James Bond.

Em 1928, Maugham adquiriu a Villa Mauresqe, uma propriedade de doze acres em Cap Ferrat, na Riviera Francesa, que seria a sua casa para o resto da vida e um dos melhores salões sociais e literários dos anos 20 e 30. Sua produção continuou sendo prodigiosa, escrevendo para o teatro, novelas, ensaios e livros de viagens. Por volta de 1940, com a tomada da França pelos alemães, foi forçado a abandonar a Riviera, e converteu-se em um "refugiado". Nessa época era um dos escritores em língua inglesa mais famosos do mundo e também um dos mais ricos.

Maugham, com seus 60 anos, passou quase toda a segunda guerra mundial nos Estados Unidos, primeiramente em Hollywood, onde trabalhou em diversos setores, e onde foi um dos primeiros escritores a conseguir lucros significativos com as adaptações cinematográficas de suas obras e, posteriormente, no sul. Durante sua estada, foi requerido pelo governo norte-americano para apresentar conferências de cunho patriótico em apoio à ajuda norte-americana à Grã-Bretanha. Gerald Haxton morreu em 1944 e Maugham voltou para a Inglaterra e, depois, em 1946, para a sua vila francesa, onde voltou a estabelecer residência, com interrupções devido às freqüentes e longas viagens, até a sua morte.

O vácuo deixado pela morte de Haxton foi preenchido por Alan Searle. Maugham o havia conhecido em 1928. Ele era um jovem do subúrbio londrino de Bermondsey e já havia mantido relações homossexuais com homens mais velhos. Foi uma companhia fiel, senão estimulante. Contudo, a vida sentimental de Maugham jamais foi tranqüila. Certa vez confessou: "Principalmente amei pessoas que não se preocupavam ou faziam pouco de mim. Quando alguém me amava eu me sentia preocupado... para não ferir seus sentimentos, várias vezes simulei uma paixão que não sentia".

Os últimos anos de Maugham foram tristemente marcados por alguns escândalos que, possivelmente, foram desencadeados devido a decadência intelectual do escritor, fruto da demência. O jovem Maugham teria sido demasiado astuto e discreto para cometer tais erros. O pior desses escândalos, e o que lhe custou a perda de muitos amigos, foi um amargo ataque à falecida Syrie, em um volume de memórias denominado Looking Back (Olhando para Trás), lançado em 1962. Ao final da vida, Maugham adotou Searle como filho, com o propósito de assegurar-lhe como herança a vila francesa, decisão que não foi bem aceita por sua filha Liza e seu esposo, Lord Glendevon, que deixou de mencionar Maugham em seus comentários públicos.

O êxito comercial, com elevados volumes de vendas, as produções teatrais de sucesso e uma grande série de adaptações cinematográficas, além de pródigos investimentos em bolsa, permitiram a Maugham viver uma vida muito confortável. Pequeno e débil, Maugham sempre se orgulhou de sua resistência, que lhe permitiu como adulto manter uma abundante produção literário. No entanto, apesar de seus trunfos, jamais conseguiu um elevado respeito por parte dos críticos e companheiros escritores. Esses atribuíam uma carência de lirismo a sua obra, além de criticaram o reduzido vocabulário e um uso pobre da metáfora.

Contudo, parece que Maugham não seguia esse caminho só, pois escrevia em um estilo direto. Não há nada em um livro de Maugham que necessite de explicação ao público por parte dos críticos. Seu pensamento era claro e seu estilo lúcido. Expressava assertivas e, em algumas ocasiões, opiniões em uma prosa bonita e civilizada. Escreveu em um período em que a literatura modernista experimental, como a de William Faulkner, Thomas Mann, James Joyce e Virginia Woolf, ia ganhando popularidade e respeito da crítica. Nesse contexto, sua prosa foi qualificada como um "tecido de clichês de que só maravilha a capacidade do autor de envolver tantos e tantos e sua infalível incapacidade de contar qualquer coisa de maneira original", por Gore Vidal, em artigo de 1990, no The New York Review of Books.

Ao decidir conhecer o mundo e também por ter tido uma significativa aproximação com as classes mais baixas, Maugham assumiu um comportamento literário difuso do pedantismo aristocrático vigente na Europa. Trouxe à tona temas longínquos para o grande público e também trouxe para páginas de livros que repousaram em estantes milionárias um pouco da vivacidade e da dificuldade daqueles que viviam na parte mais baixa da escala social. Em Creatures of circumstance escreveu: "Eu nunca pretendi ser algo mais do que um contador de historias. Eu me divirto contando historias e escrevi muitas delas. Para mim é um infortúnio o fato de contar uma história somente pelo motivo dela em si é uma atividade que não conta com o favor da intelligentsia. É um infortúnio que tento escutar com fortaleza".

Sua inclinação homossexual também impregna sua obra. Dado que na vida real tendia a considerar as mulheres atrativas como rivais sexuais, por várias vezes apresenta as necessidades e tendências sexuais de seus personagens femininos de uma maneira bem diferente dos autores da época. Liza of Lambeth, Cakes and Ale e The Razor's Edge apresentam mulheres dispostas a não renunciar a seus intensos desejos sexuais, sem se preocuparem com as conseqüências.

Também o fato de que a tendência sexual de Maugham era desaprovada e até criminalizada em vários países que visitou, fez com que o escritor fosse particularmente tolerante com os vícios de seus pares. Os leitores e os críticos lamentavam que Maugham não condenasse clara e suficientemente os maldosos de suas obras. O artista replicou em 1938: "Pode ser um defeito meu, mas não me preocupam muito os pecados dos outros, excetuando aqueles que me afetam pessoalmente".

A percepção do mesmo Maugham sobre as suas próprias capacidades era modesta. No final de sua carreira, disse que poderia ser considerado como "um escritor dos melhores entre os escritores da segunda fila".

Maugham iniciou uma coleção de pinturas teatrais antes da primeira guerra mundial e tal coleção ganhou tanta magnitude até se converter na segunda mais importante do mundo, depois apenas da de Garret Club Mander & Mitchenson. Em 1948, ele doou o acervo ao Trustees of the National Theatre, que apresentou a exposição por mais de 14 anos após a morte do escritor. Em 1994, o acervo foi transferido para o Museu do Teatro de Covent Garden.

Se considera que Servidão Humana, obra magna de Maugham, venha a ser uma novela autobiográfica, pois seu protagonista, Philip Carey, é órfão e criado por um tio impiedoso, como no caso do autor. A deformação dos pés de Philip provoca-lhe tormentos e vergonha, que evocam os problemas de Maugham com sua disfemia. As últimas novelas de êxito também foram baseadas em personagens reais: The Moon and Sixpence narra a vida do pintor Paul Gauguin e Cakes and Ale contém sutis caracterizações dos escritores Thomas Hardy e Hugh Walpole. Outra obra francamente inspirada em um personagem real é The Magician (O Mago), na qual o personagem Oliver Haddo é uma caracterização segundo algumas interpretações do místico e satanista Aleister Crowley que usava um acrônimo Maskmelin[1],codename 777(inspirado no antigo Abramelin,o Mago,de sua obra cabalista que foi editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie) um controvertido mágico e agente duplo, infiltrado pela oculta organização "The Seven Circle" nos serviços secretos de alguns paises da Europa .

Uma das obras mais importantes de Maugham, The Razor's Edge (No Fio da Navalha), publicada em 1944, foi um caso atípico de sua produção. A maior parte da história se desenvolve na Europa, seus principais personagens são norte-americanos e não britânicos. O protagonista é um decepcionado veterano da primeira guerra mundial que abandona seus amigos ricos e seu estilo de vida e viaja para a Índia em busca da iluminação. Os temas do misticismo oriental e o asco provocado pela guerra chocaram os leitores num momento em que a segunda guerra mundial terminava. Logo após o aparecimento do livro, uma adaptação cinematográfica dele foi realizada.

Dentre as suas narrações curtas, destacam-se aquelas sobre a vida dos colonos, muitos deles britânicos, e o preço que se paga pelo isolamento. Alguns dos mais destacados contos de Maugham são Rain, Footprints in the Jungle e Outstaions. Rain (Chuva), em especial, narra a desintegração moral de um missionário que tinha a intenção de converter Sadie Thompson, uma prostituta de uma ilha do Pacífico. O conto adquiriu uma grande fama e foi adaptado para o cinema. Maugham disse que muitos de seus contos eram baseados em histórias reais que viu durante suas viagens aos confins do Império Britânico. Deixou para trás uma grande coleção de anfitriões enojados e um escritor "anti-Maugham" contemporâneo escreveu uma memória de suas viagens intitulada Gin and Bitters.

Maugham foi um dos "escritores de viagem" que mais se destacaram nos anos de entreguerras e pode equipar-se com contemporâneos como Evelyn Waugh e Freya Stark. Entre suas melhores obras desse estilo vale destacar The Gentleman in the Parlour, sobre uma viagem através da Birmânia, Tailândia, Camboja e Vietnã, e On a Chinese Screen, uma séria de breves notas que podem ser considerados, inclusive, esboços de contos jamais desenvolvidos.

Influenciado pelos diários que publicou o escritor francês Jules Renard, Maugham publicou em 1949 uma seleção de seus próprios diários, com o título A Writer's Notebook. Os textos selecionados são, por natureza, episódicos e de qualidade variável, cobrindo mais de 50 anos de vida do escritor, e contendo muito material interessante para pesquisadores e admiradores da obra maughaniana.

Em 1947, Maugham instituiu o Prêmio Somerset Maugham para reconhecer o melhor escritor britânico com menos de 35 anos e que tivera uma obra de ficção publicada no ano anterior. Entre os escritores ganhadores do prêmio encontram-se Vidiadhar S. Naipaul, Kingsley Amis, Martin Amis e Thom Gunn. Após sua morte, os manuscritos do prêmio foram repassados para o Royal Literary Fundundation.

Um dos poucos escritores posteriores que reconheceram a influência de Maugham foi Anthony Burgess, autor de livros como Laranja Mecânica e Sementes Malditas, que incluiu um complexo e fictício retrato de Maugham na novela Earthly Powers. George Orwell também manifestou que seu estilo recebeu influências de Maugham. O norte-americano Paul Theroux, em sua compilação de contos The Consul's File, atualiza o mundo colonial do escritor britânico em um ambiente de expatriados na moderna Malásia.

O filme Seven, de 1995, presta homenagens a Maugham, contendo um personagem interpretado por Morgan Freeman chamado tenente Somerset, além de trazer referências explícitas à Servidão Humana.

Véu Pintado - William Somerset Maugham



Comecei a ler este livro no dia 30/09/2008 e acabei no dia 03/10/2008


Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança… Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens