quinta-feira, outubro 23, 2008

Comer, Orar, Amar - Elizabeth Gilbert

Comecei a ler no dia 4 de Outubro e acabei no dia 13. Gostei muito.

As alegrias do divórcio
Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.



O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Dois Estranhos e ... Um Casamento!



Ontem à noite estive a ver este filme com o T-DOG (lol!!!), muito divertido!! :D

4 Outubro - Dia Mundial do Animal


Eu Adoptei!!!

O tempo passa tão depressa... o Sebastião já está comigo à 3 anos ;D!!!

segunda-feira, outubro 06, 2008

The Painted Veil - Trailer



Estive a ver o filme na sexta-feira dia 03/10/2008

William Somerset Maugham

William Somerset Maugham (Paris, 25 de janeiro de 1874 — Saint-Jean-Cap-Ferrat, 16 de dezembro de 1965) foi um famoso romancista e dramaturgo britânico.



O pai de Somerset Maugham era um advogado que se ocupava dos assuntos legais da embaixada britânica em Paris. Uma vez que a lei francesa previa que todas as crianças do sexo masculino nascidas em território francês estavam obrigadas a fazer o serviço militar, Robert Ormond Maugham se mobilizou para que William nascesse na embaixada, tirando-lhe, assim, a obrigação de envolver-se em futuras guerras francesas e permitindo que, tecnicamente, ele nascesse em território britânico. Seu avô, também chamado Robert, também havia sido um prestigiado advogado e co-fundador da English Law Society (Sociedade Inglesa de Leis) e que pretendia que Willian seguisse os mesmos passos pela estrada jurídica. Porém as coisas não caminharam assim, apesar de seu irmão mais velho Frederic Herbert Maugham ter desenvolvido destacada carreira jurídica, convertendo-se em Lord Chancellor, entre 1938 e 1939.

A mãe de Maugham, Edith Mary (cujo nome de solteira era Edith Snell) sofria com a tuberculose, uma condição para a qual os médicos da época prescreviam ter filhos. Assim, Maugham tinha três irmãos mais velhos, já escolarizados em centros de internato e, desse modo, ele foi criado quase que como filho único. Desafortunadamente, a gravidez não foi remédio para a enfermidade e Edith May Maugham morreu, aos 41 anos, seis anos depois de dar à luz o seu último filho. A morte de sua mãe deixou Maugham traumatizado por toda a vida e ele sempre contou com a foto dela na cabeceira de sua cama até a sua morte, aos 91 anos, em 1965.

Dois anos depois do passamento de sua mãe, morreu o seu pai, vítima de câncer. William foi enviado para Inglaterra, ficando aos cuidados de seu tio Henry MacDonald Maugham, vigário de Whitstable, em Kent. A mudança foi catastrófica. Henry demonstrou ser frio e emocionalmente cruel. Na The King's School, em Canterbury, quase uma versão do purgatório, como contaria posteriormente o escritor, Willian ficou em regime de internato em seus anos de estudante. Lá foi ridicularizado por falar mal o inglês, já que sua língua materna era o francês, e por sua baixa estatura, uma herança paterna. Nesse período Maugham desenvolveu a disfemia, que o acompanharia por toda vida, ainda que ela fosse esporádica e dependesse de seu estado de ânimo e das circunstâncias.

Sob os olhos do tio era submetido a um total controle e as emoções estavam proibidas. Foi forçado a esconder seu temperamento e não expressava suas emoções. Como garoto pacífico, reservado, porém, muito curioso, essa negação das emoções dos outros foi para ele tão dura como a negação dos próprios sentimentos. O resultado foi que Maugham viveu em desgraça, tanto na comunidade religiosa do tio quanto na escola, onde era maltratado por companheiros. Tal fato fez com que desenvolvesse a habilidade de fazer observações sarcásticas daqueles que o enfureciam. Tal capacidade se refletiria em alguns de seus personagens e em certas narrações.

Aos dezesseis anos, Maugham se recusou em continuar na The King's School, e seu tio lhe deu permissão para viajar para a Alemanha, onde durante um ano estudou literatura, filosofia e alemão na Universidade de Heidelberg. Naquele país conheceu, John Ellingham Brooks, um inglês dez anos mais velho que ele, com quem teve sua primeira experiência sexual.

De volta a Inglaterra, seu tio conseguiu-lhe um emprego em um escritório de contabilidade. No entanto, após um mês o escritor deixou o posto e retornou a Whitstable. O tio ficou desgostoso com a situação e se pôs a buscar um novo emprego para o jovem. O trabalho na igreja foi descartado, já que um pastor disfêmico pareceria ridículo. Também foi descartado o emprego público, já que Maugham não se mostrava animado, e também devido às novas leis que obrigavam o candidato a passar por um exame para ingressar na máquina estatal. Para o tio do jovem, tal condição tornava o serviço público algo indecoroso para um cavalheiro.

O médico local sugeriu a medicina e o tio aceitou, mediante certas objeções. Maugham havia começado a escrever aos quinze anos e desejava de forma efervescente dedicar-se à literatura. Porém, por não ser maior de idade, não se atreveu a confessar seus desejos ao tutor. Como conseqüência, passou os cinco anos seguintes de sua vida como estudante de medicina em Londres.

Primeiras obras
Muitos leitores e alguns críticos assumem que os anos de estudante de medicina constituíram-se em um hiato na verve criativa do escritor. Porém, o próprio Maugham era de opinião contrária. Poder viver a agitação da cidade de Londres, conhecer pessoas das classes mais populares, tipos que nunca havia encontrado em outras profissões, ver pessoas em situações de extrema ansiedade e em busca de significados para suas vidas. Nos seus últimos anos, ele declarou o valor literário de tudo o que viu como estudante de medicina: "Vi homens morrerem. Os vi sofrer de dor. Aprendi o que era esperança, o medo e a ajuda...".

Naquele tempo, estavam na moda os livros escritos por homens e mulheres que viviam de maneira mais liberta, que descreviam o valor moral de uma vida de padecimentos — porém, Maugham viu claramente, uma e outra vez, como é corrosivo o padecimento para os valores humanos, como a enfermidade envolvia de forma hostil e amarga as pessoas e nunca disso se esqueceu. Aqui finalmente estava a vida em toda a sua crueza e também a oportunidade de examinar toda a gama de emoções humanas.

Maugham cuidava de sua casa, tinha várias idéias literárias e escrevia todas as noites, concomitantemente aos estudos de medicina. Em 1897 apresentou seu segundo livro a uma editora — o primeiro havia sido uma biografia de Giacomo Meyerbeer, escrita aos dezesseis anos, em Heidelberg.

Liza of Lambeth (O Pecado de Liza), uma narração sobre um adultério na classe operária e suas conseqüências, bebe nas experiências do estudante praticante de obstetrícia no subúrbio londrino de Lambeth. A novela se enquadra no realismo social dos "escritores dos baixos fundos", como George Gissing e Arthur Morrison. Com toda a franqueza, Maugham ainda se sentiu obrigado a escrever no prólogo da novela que "... é impossível eliminar os erros de fala de Liza e dos outros personagens, portanto, o leitor terá de recompor seus pensamentos nas imperfeições necessárias dos diálogos".

O Pecado de Liza alcançou êxito entre a crítica e o público e a primeira edição foi vendida em semanas. Isso foi o suficiente para convencer Maugham, que já havia se licenciado, a abandonar a medicina e embrenhar-se na carreira literária, atividade na qual ele militaria por 65 anos. Sobre seu debut na profissão de escritor, ele diria posteriormente que "me senti como um peixe na água".

A vida de escritor lhe permitiu viajar e viver em lugares diferentes, como Espanha e Capri, durante a década seguinte. Porém, suas dez obras posteriores não conseguiram rivalizar com o êxito de O Pecado de Liza. A situação mudou radicalmente em 1907 com o extraordinário sucesso de sua peça de teatro Lady Frederick. Durante o ano seguinte, teve quatro obras teatrais representadas simultaneamente em Londres. A revista Punch chegou a publicar uma charge em que Shakespeare aparece roendo as unhas nervoso diante do grande número de peças encenadas do autor.

No ano de 1914, Maugham era um homem famoso, com dez obras de teatro representadas e dez novelas publicadas. Era grande demais para alistar-se na primeira guerra mundial. Maugham, porém, serviu na França, como membro da Cruz Vermelha Britânica, no chamado Literary Ambulance Drivers (Condutores de Ambulância Literários), um grupo de 23 conhecidos escritores, entre os quais estavam Ernest Hemingway, John dos Passos e E. E. Cummings. Nesse período, conheceu Frederick Gerald Haxton, um jovem de São Francisco (Estados Unidos da América), que se converteu em seu companheiro até a sua morte, em 1944. Haxton aparece com o nome de Tony Paxton na obra de teatro de Maugham, de 1917, denominada Our Betters. Mesmo durante a guerra, Maugham continuou escrevendo. Corrigiu nesse período as provas de Of Human Bondage (Servidão Humana) em uma localidade próxima de Dunquerque, durante um período de folga de suas tarefas como condutor de ambulâncias.

Servidão Humana (1915) foi qualificada pelos críticos da época como uma das novelas mais importantes do século XX. O livro parece ser bastante autobiográfico — a gagueira de Maugham se transforma em uma deformação congênita dos pés de Philip Carey, o pastor de Whitestable se converte no pastor de Blackstable, e Philip Carey é um médico —, não obstante, o autor insistiu que a obra se tratava muito mais de ficção que de realidade. Em todo caso, a estreita relação entre realidade e literatura foi uma das características da obra maughaniana, apesar da obrigatória declaração de que os personagens da obra eram fictícios. Em 1938, ele escreveu: "Realidade e ficção estão tão mescladas em minha obra que agora, olhando para ela, dificilmente posso distinguir uma de outra".

Maugham era bissexual. De sua relação com Syrie Wellcomo, filha do fundador de orfanatos Thomas John Barnardo e esposa do empresário farmacêutico inglês, Henry Wellcomo, teve uma filha chamada Mary Elizabeth Maugham, "Liza", nascida Mary Elizabeth Wellcomo, 1915-1998). Henry Wellcome deu entrada no processo de divórcio, designando Maugham como co-responsável. Em maio de 1917, depois da formalização do processo, Syrie e Maugham se casaram. A esposa se converteu em uma famosa decoradora de interiores que popularizou habitações em branco na década de 1920. Em 1922, Maugham lhe dedicou sua coleção de contos On a Chinese Screen (Em Uma Tela Chinesa). Se divorciaram entre 1927 e 1928, depois de um matrimônio tempestuoso agravado pelas freqüentes viagens de Maugham e por sua ininterrupta relação com Haxton.

Maugham voltou à Inglaterra, deixando suas tarefas na unidade de ambulâncias para promover Servidão Humana, porém, tão logo terminou essa divulgação, voltou para o campo de batalha. Incapaz de incorporar-se novamente na unidade de ambulâncias, foi apresentado por Syrie a um oficial da inteligência britânica e, em setembro de 1915, foi trabalhar na Suíça, recolhendo informações para o serviço secreto, apoiando-se em sua condição de escritor.

Em 1916 viajou para o Pacífico, para obter subsídios para sua próxima novela, The Moon and Sixpence, baseada na vida de Paul Gauguin. Foi a primeira das viagens através dos estertores do mundo imperial dos anos 20 e 30, que situaram Maugham de maneira definitiva no imaginário popular como o cronista dos últimos dias do colonialismo na Índia, sudeste asiático, China e Pacífico, ainda que as obras que fundamentam essa reputação não sejam mais que uma fração de toda sua literatura. Nessa viagem, e nas posteriores, esteve acompanhado de Haxton, a quem considerava indispensável para seu êxito como escritor. Maugham era profundamente tímido e o extrovertido Haxton o ajudava constantemente a conseguir material humano que seria convertido em ficção.

Em junho de 1917 foi chamado por Sir Eilliam Wiseman, chefe do Serviço Secreto Britânico, para executar uma missão especial na Rússia, para conseguir implicar o governo provisório russo na guerra, fazendo frente à propaganda pacifista da Alemanha. Dois meses e meio depois, os bolcheviques tomaram o controle do país. O trabalho se tornou impossível, porém Maugham defendeu posteriormente que se tivesse chegado seis meses antes poderia ter obtido êxito.

Tranqüilo e observador, Maugham tinha o temperamento idôneo para o trabalho da inteligência, que ele acreditava ter herdado do homem das leis que fora seu pai: uma destreza para emitir juízos frios e capacidade de não ser enganado pelas aparências. Não deixando perder nenhuma experiência da vida real para a literatura, Maugham aproveitou as suas ações como espião em uma coleção de contos sobre um espião cabeludo, distante e sofisticado, chamado Ashenden, (1928), livro que posteriormente Ian Fleming citaria como uma de suas influências para criar seu famoso James Bond.

Em 1928, Maugham adquiriu a Villa Mauresqe, uma propriedade de doze acres em Cap Ferrat, na Riviera Francesa, que seria a sua casa para o resto da vida e um dos melhores salões sociais e literários dos anos 20 e 30. Sua produção continuou sendo prodigiosa, escrevendo para o teatro, novelas, ensaios e livros de viagens. Por volta de 1940, com a tomada da França pelos alemães, foi forçado a abandonar a Riviera, e converteu-se em um "refugiado". Nessa época era um dos escritores em língua inglesa mais famosos do mundo e também um dos mais ricos.

Maugham, com seus 60 anos, passou quase toda a segunda guerra mundial nos Estados Unidos, primeiramente em Hollywood, onde trabalhou em diversos setores, e onde foi um dos primeiros escritores a conseguir lucros significativos com as adaptações cinematográficas de suas obras e, posteriormente, no sul. Durante sua estada, foi requerido pelo governo norte-americano para apresentar conferências de cunho patriótico em apoio à ajuda norte-americana à Grã-Bretanha. Gerald Haxton morreu em 1944 e Maugham voltou para a Inglaterra e, depois, em 1946, para a sua vila francesa, onde voltou a estabelecer residência, com interrupções devido às freqüentes e longas viagens, até a sua morte.

O vácuo deixado pela morte de Haxton foi preenchido por Alan Searle. Maugham o havia conhecido em 1928. Ele era um jovem do subúrbio londrino de Bermondsey e já havia mantido relações homossexuais com homens mais velhos. Foi uma companhia fiel, senão estimulante. Contudo, a vida sentimental de Maugham jamais foi tranqüila. Certa vez confessou: "Principalmente amei pessoas que não se preocupavam ou faziam pouco de mim. Quando alguém me amava eu me sentia preocupado... para não ferir seus sentimentos, várias vezes simulei uma paixão que não sentia".

Os últimos anos de Maugham foram tristemente marcados por alguns escândalos que, possivelmente, foram desencadeados devido a decadência intelectual do escritor, fruto da demência. O jovem Maugham teria sido demasiado astuto e discreto para cometer tais erros. O pior desses escândalos, e o que lhe custou a perda de muitos amigos, foi um amargo ataque à falecida Syrie, em um volume de memórias denominado Looking Back (Olhando para Trás), lançado em 1962. Ao final da vida, Maugham adotou Searle como filho, com o propósito de assegurar-lhe como herança a vila francesa, decisão que não foi bem aceita por sua filha Liza e seu esposo, Lord Glendevon, que deixou de mencionar Maugham em seus comentários públicos.

O êxito comercial, com elevados volumes de vendas, as produções teatrais de sucesso e uma grande série de adaptações cinematográficas, além de pródigos investimentos em bolsa, permitiram a Maugham viver uma vida muito confortável. Pequeno e débil, Maugham sempre se orgulhou de sua resistência, que lhe permitiu como adulto manter uma abundante produção literário. No entanto, apesar de seus trunfos, jamais conseguiu um elevado respeito por parte dos críticos e companheiros escritores. Esses atribuíam uma carência de lirismo a sua obra, além de criticaram o reduzido vocabulário e um uso pobre da metáfora.

Contudo, parece que Maugham não seguia esse caminho só, pois escrevia em um estilo direto. Não há nada em um livro de Maugham que necessite de explicação ao público por parte dos críticos. Seu pensamento era claro e seu estilo lúcido. Expressava assertivas e, em algumas ocasiões, opiniões em uma prosa bonita e civilizada. Escreveu em um período em que a literatura modernista experimental, como a de William Faulkner, Thomas Mann, James Joyce e Virginia Woolf, ia ganhando popularidade e respeito da crítica. Nesse contexto, sua prosa foi qualificada como um "tecido de clichês de que só maravilha a capacidade do autor de envolver tantos e tantos e sua infalível incapacidade de contar qualquer coisa de maneira original", por Gore Vidal, em artigo de 1990, no The New York Review of Books.

Ao decidir conhecer o mundo e também por ter tido uma significativa aproximação com as classes mais baixas, Maugham assumiu um comportamento literário difuso do pedantismo aristocrático vigente na Europa. Trouxe à tona temas longínquos para o grande público e também trouxe para páginas de livros que repousaram em estantes milionárias um pouco da vivacidade e da dificuldade daqueles que viviam na parte mais baixa da escala social. Em Creatures of circumstance escreveu: "Eu nunca pretendi ser algo mais do que um contador de historias. Eu me divirto contando historias e escrevi muitas delas. Para mim é um infortúnio o fato de contar uma história somente pelo motivo dela em si é uma atividade que não conta com o favor da intelligentsia. É um infortúnio que tento escutar com fortaleza".

Sua inclinação homossexual também impregna sua obra. Dado que na vida real tendia a considerar as mulheres atrativas como rivais sexuais, por várias vezes apresenta as necessidades e tendências sexuais de seus personagens femininos de uma maneira bem diferente dos autores da época. Liza of Lambeth, Cakes and Ale e The Razor's Edge apresentam mulheres dispostas a não renunciar a seus intensos desejos sexuais, sem se preocuparem com as conseqüências.

Também o fato de que a tendência sexual de Maugham era desaprovada e até criminalizada em vários países que visitou, fez com que o escritor fosse particularmente tolerante com os vícios de seus pares. Os leitores e os críticos lamentavam que Maugham não condenasse clara e suficientemente os maldosos de suas obras. O artista replicou em 1938: "Pode ser um defeito meu, mas não me preocupam muito os pecados dos outros, excetuando aqueles que me afetam pessoalmente".

A percepção do mesmo Maugham sobre as suas próprias capacidades era modesta. No final de sua carreira, disse que poderia ser considerado como "um escritor dos melhores entre os escritores da segunda fila".

Maugham iniciou uma coleção de pinturas teatrais antes da primeira guerra mundial e tal coleção ganhou tanta magnitude até se converter na segunda mais importante do mundo, depois apenas da de Garret Club Mander & Mitchenson. Em 1948, ele doou o acervo ao Trustees of the National Theatre, que apresentou a exposição por mais de 14 anos após a morte do escritor. Em 1994, o acervo foi transferido para o Museu do Teatro de Covent Garden.

Se considera que Servidão Humana, obra magna de Maugham, venha a ser uma novela autobiográfica, pois seu protagonista, Philip Carey, é órfão e criado por um tio impiedoso, como no caso do autor. A deformação dos pés de Philip provoca-lhe tormentos e vergonha, que evocam os problemas de Maugham com sua disfemia. As últimas novelas de êxito também foram baseadas em personagens reais: The Moon and Sixpence narra a vida do pintor Paul Gauguin e Cakes and Ale contém sutis caracterizações dos escritores Thomas Hardy e Hugh Walpole. Outra obra francamente inspirada em um personagem real é The Magician (O Mago), na qual o personagem Oliver Haddo é uma caracterização segundo algumas interpretações do místico e satanista Aleister Crowley que usava um acrônimo Maskmelin[1],codename 777(inspirado no antigo Abramelin,o Mago,de sua obra cabalista que foi editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie) um controvertido mágico e agente duplo, infiltrado pela oculta organização "The Seven Circle" nos serviços secretos de alguns paises da Europa .

Uma das obras mais importantes de Maugham, The Razor's Edge (No Fio da Navalha), publicada em 1944, foi um caso atípico de sua produção. A maior parte da história se desenvolve na Europa, seus principais personagens são norte-americanos e não britânicos. O protagonista é um decepcionado veterano da primeira guerra mundial que abandona seus amigos ricos e seu estilo de vida e viaja para a Índia em busca da iluminação. Os temas do misticismo oriental e o asco provocado pela guerra chocaram os leitores num momento em que a segunda guerra mundial terminava. Logo após o aparecimento do livro, uma adaptação cinematográfica dele foi realizada.

Dentre as suas narrações curtas, destacam-se aquelas sobre a vida dos colonos, muitos deles britânicos, e o preço que se paga pelo isolamento. Alguns dos mais destacados contos de Maugham são Rain, Footprints in the Jungle e Outstaions. Rain (Chuva), em especial, narra a desintegração moral de um missionário que tinha a intenção de converter Sadie Thompson, uma prostituta de uma ilha do Pacífico. O conto adquiriu uma grande fama e foi adaptado para o cinema. Maugham disse que muitos de seus contos eram baseados em histórias reais que viu durante suas viagens aos confins do Império Britânico. Deixou para trás uma grande coleção de anfitriões enojados e um escritor "anti-Maugham" contemporâneo escreveu uma memória de suas viagens intitulada Gin and Bitters.

Maugham foi um dos "escritores de viagem" que mais se destacaram nos anos de entreguerras e pode equipar-se com contemporâneos como Evelyn Waugh e Freya Stark. Entre suas melhores obras desse estilo vale destacar The Gentleman in the Parlour, sobre uma viagem através da Birmânia, Tailândia, Camboja e Vietnã, e On a Chinese Screen, uma séria de breves notas que podem ser considerados, inclusive, esboços de contos jamais desenvolvidos.

Influenciado pelos diários que publicou o escritor francês Jules Renard, Maugham publicou em 1949 uma seleção de seus próprios diários, com o título A Writer's Notebook. Os textos selecionados são, por natureza, episódicos e de qualidade variável, cobrindo mais de 50 anos de vida do escritor, e contendo muito material interessante para pesquisadores e admiradores da obra maughaniana.

Em 1947, Maugham instituiu o Prêmio Somerset Maugham para reconhecer o melhor escritor britânico com menos de 35 anos e que tivera uma obra de ficção publicada no ano anterior. Entre os escritores ganhadores do prêmio encontram-se Vidiadhar S. Naipaul, Kingsley Amis, Martin Amis e Thom Gunn. Após sua morte, os manuscritos do prêmio foram repassados para o Royal Literary Fundundation.

Um dos poucos escritores posteriores que reconheceram a influência de Maugham foi Anthony Burgess, autor de livros como Laranja Mecânica e Sementes Malditas, que incluiu um complexo e fictício retrato de Maugham na novela Earthly Powers. George Orwell também manifestou que seu estilo recebeu influências de Maugham. O norte-americano Paul Theroux, em sua compilação de contos The Consul's File, atualiza o mundo colonial do escritor britânico em um ambiente de expatriados na moderna Malásia.

O filme Seven, de 1995, presta homenagens a Maugham, contendo um personagem interpretado por Morgan Freeman chamado tenente Somerset, além de trazer referências explícitas à Servidão Humana.

Véu Pintado - William Somerset Maugham



Comecei a ler este livro no dia 30/09/2008 e acabei no dia 03/10/2008


Kitty sente-se prisioneira de um casamento infeliz e de um estilo de vida que está longe de ser aquele com que sempre sonhou. Sem que tivesse obtido a notoriedade social que desejava e afastada do seu país e da família devido à profissão do marido – bacteriologista destacado para Hong Kong –, a jovem acaba por encontrar algum consolo numa relação extraconjugal. Mas a traição acaba por ser descoberta pelo marido, que leva a cabo uma estranha e terrível vingança… Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens

terça-feira, setembro 30, 2008

Babylon A.D. Official Trailer

Assassínio Na Mesopotâmia - Agatha Christie

Comecei a ler o livro no dia 25/09/2008 e acabei no dia 30/09/2008.


Quando visitava uma escavação arqueológica na Mesopotâmia, Hercule Poirot teve de desvendar mais um mistério e resolver mais um crime. Para isso contou com a ajuda de Amy Leatharan, uma enfermeira que fora contratada para cuidar de uma mulher paranóica que está convencida, e provavelmente com razão, de que alguém a quer matar. Vários anos antes essa mulher estivera noiva de um espião que fora condenado a fuzilamento, mas que conseguiu fugir. Depois disso ela foi-se relacionando com outros homens e, quando isso acontecia, recebia sempre uma carta anónima que a ameaçava de morte, caso viesse a casar, o que a foi impedindo de o fazer. Passados muitos anos acaba por casar e não aparece nenhuma carta. Descobre então que cometeu um terrível erro que lhe custará a vida.


quinta-feira, setembro 25, 2008

Morte no Nilo - Agatha Christie

Agatha Christie

Agatha Mary Clarissa Mallowan (Torquay, 15 de Setembro de 1890 — Wallingford, 12 de Janeiro de 1976), mundialmente conhecida como Agatha Christie, foi uma romancista policial britânica e autora de mais de oitenta livros. Seus livros são os mais traduzidos de todo o planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare. É conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, dentre outros títulos.

Criou os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne.

Nascida Agatha Mary Clarissa Miller em 15 de Setembro de 1890, Agatha Christie é conhecida pelo mundo como a Rainha do Crime[1]. Os seus livros venderam mais de um bilhão de cópias em inglês, além de outro bilhão, em línguas estrangeiras. Ela é a autora mais publicada de todos os tempos em qualquer idioma, somente ultrapassada pela Bíblia, e mais que Shakespeare. Ela é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, dezenove peças e seis romances escritos sob o nome de Lary Westmacott. Ela é, até hoje, conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, entre outros títulos. Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.



Casou-se pela primeira vez em 1914, com o Coronel Archibald Christie, piloto do Corpo Real de Aviadores. O casal teve uma filha, Rosalind, e divorciou-se em 1928.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Agatha trabalhou em um hospital e em uma farmácia, funções que influenciaram seu trabalho: muitos dos assassinatos em seus livros foram cometidos com o uso de veneno.

Em 1930, casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan. Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora, e suas viagens juntos contribuíram com material para vários de seus romances situados no Oriente Médio. O casamento duraria até a morte da escritora.

Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.

Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, aos 85 anos de idade, de causas naturais, em sua residência - Winterbrook, em Wallingford, Oxfordshire. Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey, Oxon.

A única filha da autora, Rosalind Hicks, morreu em 28 de outubro de 2004, também com 85 anos, de causas naturais. Os direitos sobre sua obra pertencem agora a seu neto, Mathew Prichard.


A autora e sua Obra
"Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais." Diz ela. E é assim que Agatha Christie permanece na memória de seus fiéis leitores em todo o mundo. Os números dão conta de seu enorme prestígio: oitenta e seis livros traduzidos em cento e três idiomas, além de uma autobiografia e mais de trezentos e cinquenta milhões de exemplares vendidos até hoje. Natural de Torquay, Inglaterra, onde nasceu em 15 de setembro de 1890, a escritora foi batizada com o nome Agatha Mary Clarissa Miller. Passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois sua mãe se encarregou de dar-lhe formação cultural, proibindo-a de freqüentar escolas públicas. Tinha trinta anos quando conseguiu publicar seu livro de estréia, O misterioso caso de Styles (1921). Agatha Christie criou dois dois tipos inesquecíveis: o detetive belga Hercule Poirot, com suas prodigiosas celulazinhas cinzentas no cérebro, e Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detetive belga. Antes de morrer, em 12 de janeiro de 1976, cuidou também de preparar a morte de Miss Marple; e voltou a mansão Styles, cenário de seu primeiro livro, para encerrar a carreira de Poirot em Cai o pano.

Fonte: Livro "Morte no Nilo" de Agatha Cristie.


Influência da mãe
Agatha começou a escrever sob influência da sua mãe, que a incentivou a criar um conto, para passar o tempo, enquanto Agatha, entediada, se recuperava de uma forte constipação que a deixara de cama. Ela chegou a duvidar da sua capacidade, mas conseguiu. Continuou a escrever, encorajada por Eden Phillpotts, um teatrólogo amigo da família. Quando já era famosa, disse que, durante muitos anos, se divertiu escrevendo histórias melancólicas, em que a maioria dos personagens morria.

O primeiro romance de Agatha Christie, O Misterioso Caso de Styles, foi escrito no final da Primeira Guerra Mundial, durante a qual ela trabalhou como enfermeira. Nele criou Hercule Poirot, o pequeno detetive belga que mais tarde se tornaria o personagem de crimes de ficção mais popular so superado por Sherlock Holmes. Foi publicado em 1920.


O Assassinato de Roger Ackroyd
Em 1926, após uma média de um livro por ano, Agatha Christie escreveu a sua obra-prima: O Assassinato de Roger Ackroyd. Este foi o primeiro dos seus livros a ser publicado pela editora Collins, e marcou o início de um relacionamento autor-editor que durou 50 anos e 70 livros. O Assassinato de Roger Ackroyd também foi o primeiro dos livros de Agatha Christie a ser dramatizado – sob o nome de Álibi – e a fazer sucesso no West End de Londres. A Ratoeira, a sua peça mais famosa, estreou em 1952 e é a peça de maior duração em cartaz da história. Ainda é encenada, no mesmo teatro de Londres, desde então.


Ordem do Império Britânico
Agatha Christie tornou-se Dama da Ordem do Império Britânico em 1971. Morreu em 1976, e desde então vários livros seus foram publicados pós-morte: o romance de sucesso Um Crime Adormecido apareceu mais tarde naquele ano, seguido pela sua autobiografia e pela coleção de pequenas histórias Os Casos Finais de Miss Marple, Problem at Pollensa Bay e Enquanto Houver Luz. Em 1998, Café Preto foi a primeira das suas peças a ser adaptada para o teatro por outro autor, Charles Osborne.


O Caso dos Dez Negrinhos
Um dos seus livros mais famosos, "O Caso dos Dez Negrinhos" (Ten Little Niggers) - cujo título se baseia numa cantiga infantil tradicional de Inglaterra - causou muita polémica na época em que foi publicada nos Estados Unidos devido a preocupações com acusações de racismo; por esse motivo, edições mais recentes receberam o título "Then There Were None" (Então Não Sobrou Nenhum). No Brasil, permanece o título original. O assassino é o Juiz Wargrave.

Agatha Christie morreu de causas naturais em 12 de Janeiro de 1976, deixando inconsoláveis milhões de leitores fiéis, e uma fortuna calculada em 20 milhões de dólares.

Morte no Nilo - Agatha Christie

Comecei a ler o livro no sábado dia 20/09/2008 e acabei na quarta-feira dia 24/09/2008.

Death on the Nile (Morte no Nilo, Brasil e Portugal) é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1937, protagonizado pelo detetive Hercule Poirot.

O livro trata do assassinato de uma moça rica numa viagem em um cruzeiro no Rio Nilo, um assassinato frio e sem explicação lógica. A solução vem depois das investigações do astuto Poirot. O livro também tem em seu enredo histórias de romances mal resolvidos e roubo de jóias.

Death on the Nile is a work of detective fiction by Agatha Christie and first published in the UK by the Collins Crime Club on November 1, 1937 and in the US by Dodd, Mead and Company the following year. The UK edition retailed at seven shillings and sixpence (7/6) and the US edition at $2.00.



The book features the Belgian detective Hercule Poirot. The action takes place in Egypt, mostly on the Nile River.

Plot introduction
While dining at chic restaurant, Chez Ma Tante, Poirot overhears Jacqueline de Bellefort and Simon Doyle speaking to one another, and is concerned by the depth of her love for him. When next he meets her it is far away, in Egypt, and Simon Doyle is married to the woman who was once Jacqueline de Bellefort's best friend: the wealthy and beautiful Linnet Ridgeway. Jacqueline seems determined to have her revenge on them both. Can Poirot persuade her to abandon a course of action that promises disaster to everyone?

Jacqueline follows Simon and Linnet on their honeymoon, appearing without warning wherever they visit. When Simon suggests taking a river cruise aboard the Karnak, he lays a false trail and they think they have escaped, but Jacqueline is there once again and now they are trapped with her. When a boulder is apparently aimed at Linnet's head on a visit ashore, Jacqueline is immediately suspected but proves to have been away from where the incident takes place. (This later proves to be a piece of misdirection. The boulder was dislodged, possibly by accident but more likely on purpose, by Linnet's American legal representative, Mr. Pennington, who is keen to conceal irregularities in his dealings on her behalf. Jim Fanthorp, working for Linnet's English legal representatives, has been sent incognito to thwart Pennington's plans.)

In a dramatic scene after Linnet has gone to bed, Jacqueline shoots Simon in the leg with a pistol that is kicked away under a sofa (and which later is discovered to have disappeared completely). Full of repentance, Jacqueline is taken to be sedated and watched over. Dr. Bessner is awoken and tends to Simon to his cabin where his wound is dressed. Both therefore appear to have perfect alibis when it is discovered that Linnet has been shot in the head. Why then, has a J apparently been drawn on the wall in order to incriminate Jacqueline, while her pistol has been thrown into the river?

Poirot's investigation concentrates on this pistol, which is recovered from the Nile wrapped in a shawl with a bloody handkerchief. A number of red herrings feature, such as a bottle thrown into the water at the same time, and the theft of a pearl necklace in which Tim Allerton is a key suspect. The appearance of Poirot's old friend, Colonel Race, who is seeking an enemy spy, means that many of the holidaymakers are soon implicated or under suspicion.



While visiting Dr. Bessner's cabin, and within earshot of Bessner and Simon (who is confined there while convalescing) Louise Bourget, Linnet's maid, says something to Poirot that is taken to imply that she could have seen the murderer. Soon afterwards, she is discovered dead, stabbed through the heart, in her cabin. There is the torn corner of a thousand-franc note in her hand; clearly she has attempted to blackmail the murderer with fatal consequences. Just as she seems about to reveal the name of Bourget's killer (having witnessed it firsthand), Mrs. Otterbourne is shot through an open cabin door.

In a celebrated dénouement, it is discovered that Simon and Jacqueline have worked together. The original shooting was staged, leaving a stray bullet lodged in the leg of a table. As soon as he was left alone Simon retrieved the pistol, ran to Linnet's cabin and shot her, and added the J as an incriminating (though unduly theatrical) detail. He then retraced his steps, shot himself in the leg using the shawl to muffle the second shot and, incapable of moving, threw the pistol through a window to dispose of it, in time to be discovered by Dr. Bessner with a real injury.

Jacqueline has been forced to commit the second and third murders in an attempt to cover their tracks. Louise Bourget dropped the hint to Poirot in front of Simon because this was the only way that she could begin to blackmail him while he was confined to Bessner's cabin. Simon subsequently informed Jacqueline of this hint, and she stabbed Louise Bourget with one of Dr. Bessner's surgical knives. When he realized that Mrs. Otterbourne was about to reveal Jacqueline's role in Louise's murder, Simon cried out in an apparently fevered state, warning Jacqueline to make the desperate shot through the open door.

All along, Simon married Linnet to gain her money. Jacqueline planned Linnet's murder as she knew if Simon did it by himself, he would be caught, hence she must come in to protect him. It seems that they will only be united in court, but Poirot allows them to escape justice when she shoots first Simon and then herself with a second pistol. The spy turns out to be Mr. Richetti, whose coded letter was opened in error by Linnet early in the novel. The jewel thief is indeed Tim Allerton, but Poirot allows him to replace the pearl necklace voluntarily and avoid prosecution, largely so that he can marry Rosalie and provide one of the novel's minor happy endings. The other one is the marriage of Cornelia Robson to Dr. Bessner. Mr. Ferguson, a strident left-winger who proves be a member of the British aristocracy traveling in disguise, was also a suitor for Cornelia's hand, but is quite possibly as surprised as the reader that he has lost out to the rather unprepossessing Bessner.

Characters in "Death on the Nile"
Hercule Poirot, the famous Belgian detective
Colonel Race, a friend of Poirot's with espionage connections
Linnet Ridgeway Doyle, rich heiress and the victim, almost got everything in her life
Simon Doyle, Linnet's husband, very handsome and Jacqueline's former fiancée
Jacqueline de Bellefort, Simon's former fiancée
Louise Bourget, Linnet's French maid
Andrew Pennington, Linnet's American lawyer and trustee
Marie Van Schuyler, a very wealthy elderly American snob
Miss Bowers, Miss Schuyler's nurse
Cornelia Robson, Ms. Schuyler's niece
Salome Otterbourne, writer of risque romantic novels
Rosalie Otterbourne, Salome's beautiful daughter
Signor Richetti, an Italian archeologist
Mr. Ferguson, an Englishman with radical leftist ideals
Mr. James Fanthorp, a shy Englishman
Dr. Carl Bessner, an Austrian doctor
Mrs. Allerton, British socialite
Tim Allerton, Mrs. Allerton's son
Fleetwood, Linnet's former maid's ex-fiancee
Joanna Southwood, friend of Linnet's and cousin of Tim Allerton
Charles, Marquess of Windlesham, Linnet's former fiance


The Times Literary Supplement's short review of November 20, 1937 by Caldwell Harpur concluded, "Hercule Poirot, as usual, digs out a truth so unforeseen that it would be unfair for a reviewer to hint at it".

In The New York Times Book Review for February 6, 1938, Isaac Anderson concluded after summarising the set-up of the plot that, "You have the right to expect great things of such a combination [of Agatha Christie and Hercule Poirot] and you will not be disappointed."

In The Observer's issue of November 14, 1937, "Torquemada" (Edward Powys Mathers) started off by saying, "First this week comes Agatha Christie. She scored, I contend, two outers in her last three shots; but she is back on the very centre of the bull with Death on the Nile." He summarised the set-up of the plot and then continued, "Terrible things happen and, without the formality of breaking off her narrative to issue a challenge, the author allows Poirot to summarise his clues in one compressed paragraph sixty pages from the end. It is after that, until the retired but by no means retiring little Belgian chooses to tell us the truth, that we are very angry with ourselves indeed. When he does so, anger is swallowed up in admiration. The appearance of corpse after corse in the feast of death is entirely logical, and the main alibi, unshakeable except for Poirot, is of the first brilliance. It is no less likely than the run of such things in fiction, and is built not with many preliminary falsifications but almost in a single carefully premeditated flash of movement." He concluded, "Though less than secondary, the descriptive work is adequate and hits, as it were, the Nile on the head."

The Scotsman of November 11, 1937 said, "An Agatha Christie story, and especially one with Hercule Poirot applying his 'little grey cells,' is always an event. It is a matter of opinion whether this author has a superior in giving an unexpected twist to concluding chapters, but it is arguable that she has none. In Death on the Nile, however, the solution of the mystery does not come with all that sudden shock of surprise to which Agatha Christie 'fans' are accustomed. At least it should not, providing that one carefully reads a certain chapter and is willing to pursue to their ultimate implications certain hints dropped by Poirot. Whether or not the reader will succeed in naming the murderer, by which is meant discovering how the crime was committed, and not just guessing at one of the least likely persons, is another matter. In any case, here is a problem eminently worth trying to solve." The review finished by saying that, "the author has again constructed the neatest of plots, wrapped it round with distracting circumstances, and presented it to what should be an appreciative public.

E.R. Punshon of The Guardian in his review of December 10, 1937 began by saying, "To decide whether a writer of fiction possesses the true novelist's gift it is often a good plan to consider whether the minor characters in his or her book, those to whose creation the author has probably given little thought, stand out in the narrative in their own right as living personalities. This test is one Mrs. Christie always passes successfully, and never more so than in her new book." He went on to summarise the more outlandish traits of some of the characters and then said, "each and all of these, as well their more normal fellow-passengers, are firmly and clearly sketched, even if they are all a little too much types rather than characters and so miss that full rotundity of life a Dickens or a Thackeray can give." He finished by saying that, "M. Poirot's little grey cells had indeed been obliged to work at full pressure to unravel a mystery which includes one of those carefully worked out alibis that seem alike to fascinate Mrs. Christie and to provide her with the best opportunities for displaying her own skill. A fault-finding critic may, however, wonder whether M. Poirot is not growing just a little too fond of keeping to himself such important facts as the bullet-hole in the table. If he is to enjoy all, a reader should also know all."

Mary Dell in the Daily Mirror of November 11, 1937 said, "Agatha Christie is just grand. Usually if you get a good plot there is something wrong with the writing or the characters. But with her – you have everything that makes a first-class book."

Robert Barnard: "One of the top ten, in spite of an overcomplex solution. The familiar marital triangle, set on a Nile steamer. Comparatively little local colour, but some good grotesques among the passengers – of which the film took advantage. Spies and agitators are beginning to invade the pure Christie detective story at this period, as the slide towards war begins."

Murder on the Nile
Agatha Christie adapted the novel into a stage play which opened at the Dundee Repertory Theatre on January 17, 1944 under the title of Hidden Horizon and opened in the West End on March 19, 1946 under the title Murder on the Nile and on Broadway on September 19, 1946 under the same title.

Main article: Murder on the Nile/Hidden Horizon

Kraft Television Theatre
A live television version of the novel under the name of Murder on the Nile was presented on July 12, 1950 in the US in a one-hour play as part of the series Kraft Television Theatre. The stars were Guy Spaull and Patricia Wheel.


Death on the Nile (1978 film)
The novel was adapted into a highly-successful feature film, released in 1978 and starring Peter Ustinov for the first of his six appearances as Poirot.

Main article: Death on the Nile (1978 film)

BBC Radio 4 adaptation
The novel was adapted as a five part serial for BBC Radio 4 in 1997. John Moffatt reprised his role of Poirot. The serial was broadcast weekly from Thursday, January 2 to Thursday, January 30 at 10.00am to 10.30pm. All five episodes were recorded on Friday, July 12, 1996 at Broadcasting House.

Adapator: Michael Bakewell
Producer: Enyd Williams

Cast:
John Moffatt as Hercule Poirot
Donald Sinden as Colonel Race
Amanda Barton-Chapple as Jacqueline de Bellefort
Robert Daws as Simon Doyle
Elaine Pyke as Linnet Ridgeway
Rosemary Leach as Mrs Allerton
Nicholas Boulton as Tim Allerton
Shirley Dixon as Mrs Otterbourne
Irene Sutcliffe as Mrs Van Shuyler
Teresa Gallagher as Cornelia
Stratford Johns as Pennington
Joanna Monro as Joanna Southwood
Sean Baker as Monsieur Blondin
Ed Bishop as Rockford
Roger May as Fanthorp
Keith Drinkel as Dr. Bessner
Robert Portal as Ferguson
Ioan Meredith as Richetti
Janet Maw as Miss Bowers
with Timothy Bateson, Chris Palvo, Christopher Scott and Ben Thomas


Agatha Christie's Poirot
Death on the Nile, a television adaptation shown in 2004 in the series Agatha Christie's Poirot, starred David Suchet as Poirot. This version changed the romantic pairing of Tim Allerton and Rosalie Otterbourne: Instead of the pair ending up happily together, Tim gently refuses her, implying that he is a homosexual.

segunda-feira, setembro 22, 2008

sábado, setembro 20, 2008

O Rapaz Perdido - Thomas Wolfe

Li este livro no dia 19/09/2008

... Light entrou e saiu e entrou novamente, a expansão dos três tacadas bater em toda a cidade em thronging bronze, ventos moderados a fonte de abril soprou no arco-íris folhas, até a plumagem devolvidos e pulsado, como virou Grover na Praça.



Thomas Wolfe, The Lost Boy Thomas Wolfe

The Lost Boy , a novella by Thomas Wolfe is a surprising gem of a story.

The Lost Boy, uma novella por Thomas Wolfe é uma jóia de uma história surpreendente. A fictionalized portrait of the author's elder brother, who died of typhoid fever at age twelve, the novella consists of four parts each told from a different point of view. A fictionalized retrato do autor do irmão mais velho, que morreu de febre tifóide em doze anos, a novella consiste de quatro partes de cada disse um outro ponto de vista. The first is a third person narrative that presents an important afternoon in Grover's life. A primeira é a narrativa de uma terceira pessoa que apresenta um importante tarde, em Grover's vida. We see him at home, roaming around the town square, going from shop to shop. Vemo-lo em casa, ao redor da cidade roaming quadrados, que vão de loja para loja. He builds up his nerve and purchases 15 cents worth of fudge from the stingy candy shop owner who is angered that Grover pays him in stamps and insists he return three one cent stamps the boy mistakenly gave him. Ele constrói o seu nervo e as compras no valor de 15 centavos de fudge a regatear candy shop proprietário que está indignado Grover que ele paga em selos e insiste em que ele voltar três cêntimos selos um engano deu-lhe o rapaz. Afriad that the store keeper will accuse him of stealing the stamps, he confesses to his father who takes dramatic action to correct the situation. Afriad que a loja detentor irá acusá-lo de roubar os selos, que confessa ao pai que toma medidas drásticas para corrigir a situação.



The second and third parts look at Grover from the point of view of his mother, who has always held that Grover was the smartest of her children, and his sister, who can't quite believe that the author does not remember Grover more than he does. A segunda e terceira partes Grover olhar do ponto de vista de sua mãe, que sempre se considerou que Grover era o mais inteligente dos seus filhos, e sua irmã, que não podem perfeitamente convencido de que o autor não se lembrar mais do que ele Grover faz. The interesting story here is that of the mother. A história interessante aqui é a da mãe. She relates the tale of a train ride from St. Louis to Indiana and how proud she is that her son insists a black man return to the proper passenger car once they enter Indiana even though Jim Crow laws do not apply there. Ela diz respeito a história de uma viagem de trem para São Luís, Indiana e de como ela está orgulhoso que seu filho fosse um homem negro insiste em voltar para o bom automóvel de passageiros após a sua entrada Indiana apesar de Jim Crow leis não se aplicam lá. This part of the novella was excised by Wolfe's editors in early editions, but I'd have to suport it's inclusion in this version. Esta parte do novella foi excisadas por Wolfe editores da edições, no início, mas eu teria suport it's a inclusão nesta versão. Wolfe is telling it like it was, showing us that his mother's belief that Grover was the best of her children is wrapped up in the prejudices they shared. Wolfe está dizendo a ele como ele estava, mostrando-nos que sua mãe Grover's convicção de que era o melhor dos seus filhos está embrulhado em que os preconceitos partilhados. It's not a flattering portrait but it does help explain why she felt his loss so deeply. Não é um retrato lisonjeiro mas ajudar a explicar por que ela sentiu tão profundamente a sua perda.

It's in the final part of the novel, a largely first person account of the author/narrator's attempt to visit the St. Louis house his family lived in and his brother Grover died in, that the particular power of this novella and Wolfe's writing comes to fruition. É na parte final do romance, uma grande parte primeira pessoa em conta o autor / narrador 's tentativa de visitar o St. Louis sua família vivia na casa e seu irmão morreu em Grover, nomeadamente que a potência do presente Novella e da escrita trata de Wolfe frutos. That you can't go home again comes as no surprise to any fan of Thomas Wolfe, but no one portrays that particular sense of loss as well as he does. Que você não pode ir para casa novamente vem como nenhuma surpresa para qualquer fã de Thomas Wolfe, mas não retrata um sentimento de perda que a particular, assim como ele faz. In The Lost Boy we not only morn the passing of the world and people of our youth, we morn a particular loss, a particular person. Lost In The Boy nós não só pela manhã o passar do mundo e as pessoas da nossa juventude, temos uma determinada perda amanhecer, uma determinada pessoa. It's not just the sometimes vague, sometimes tangible sense that something has passed out of our lives forever, there really is someone missing this time. Não é só a vaga, por vezes, às vezes tangíveis sentido de que alguma coisa já se passou fora de nossas vidas para sempre, há realmente alguém está ausente neste momento.



Thomas Clayton Wolfe (October 3, 1900 – September 15, 1938) was an acclaimed American novelist of the early 20th century.
Wolfe wrote four lengthy novels, plus many short stories, dramatic works and novel fragments. He is known for mixing highly original, poetic, rhapsodical, and impressionistic prose with autobiographical writing. His books, written and published during the 1920s and 1930s, reflect vividly on American culture and mores of the period, albeit filtered through Wolfe's sensitive, sophisticated and hyper-analytical perspective.
After Wolfe's death, William Faulkner said that he was his generation's best writer; Faulkner listed himself as second. Wolfe's influence extends to the writings of famous Beat writer Jack Kerouac and author Philip Roth, among others. He remains one of the most important writers in modern American literature.
Wolfe was born in Asheville, North Carolina, the youngest of eight children of William Oliver Wolfe (1851–1922) and Julia Elizabeth Westall (1860–1945). His siblings were sister Leslie E. Wolfe (1885–1886); Effie Nelson Wolfe (1887–1950); Frank Cecil Wolfe (1888–1956); Mabel Elizabeth Wolfe (1890–1958); Grover Cleveland Wolfe (1892–1904); Benjamin Harrison Wolfe (1892–1918); and Frederick William Wolfe (1894–1980).
The Wolfes lived at 92 Woodfin Street, where Tom was born. His father was a successful stone carver who ran a gravestone business. His mother took in boarders and was active in acquiring real estate. In 1904, she opened a boarding house in St. Louis, for the World's Fair. While the family was in St. Louis, 12-year-old Grover died of typhoid fever.
In 1906, Julia Wolfe bought a boarding house named "Old Kentucky Home" at nearby 48 Spruce Street. She took up residence there with her youngest son, while the rest of the family remained at the Woodfin Street residence. Wolfe lived in the boarding house on Spruce Street until he went to college in 1916.
Wolfe studied at the University of North Carolina (UNC), where he was a member of the Dialectic Society and Pi Kappa Phi fraternity. In the fall of 1919, he enrolled in a playwriting course. His one-act play, The Return of Buck Gavin, was performed by the Carolina Playmakers with Wolfe acting in the title role. He edited the Tar Heel, UNC's student newspaper, and won the Worth Prize for Philosophy for an essay, The Crisis in Industry. Another of his plays, The Third Night, was performed by the Playmakers in December 1919.
He graduated from UNC with a B.A. degree in June 1920. In September of that year, he entered the Graduate School for Arts and Sciences at Harvard University, where he studied playwriting under George Pierce Baker. Two versions of Wolfe's play The Mountains were performed by Baker's 47 Workshop in 1921.
In 1922, Wolfe received his Master's from Harvard. His father died in June of that year, in Asheville, an event that would influence his writing. He continued to study with Baker in the 47 Workshop, which produced his ten-scene play Welcome to Our City in May 1923.
Wolfe went to New York City, in November 1923, and solicited funds for UNC. In February 1924, he began teaching English as an instructor temporarily at New York University (NYU), a position he occupied periodically for almost seven years.
Unable to sell any of his plays, Wolfe found his writing style more suited to fiction than the stage. He sailed to Europe in October 1924, to continue writing. From England he traveled to France, Italy and Switzerland. On his return voyage in 1925, he met Aline Bernstein (1882-1955), a scene designer for the Theatre Guild. Bernstein, 18 years his senior, was married to a successful stock broker by whom she had two children.
In October 1925, Wolfe and Aline became lovers. Their affair was turbulent and sometimes combative, but she was a powerful influence. He returned to Europe in the summer of 1926 and began writing the first version of a novel, O Lost, which eventually evolved into Look Homeward, Angel. It was an autobiographical novel that fictionalized his early experiences in Asheville, the narrative chronicling family, friends and the boarders at his mother's establishment on Spruce Street. In the book, he renamed the town Altamont and called the boarding house "Dixieland." His family was fictionalized under the name Gant, with Wolfe calling himself Eugene, his father Oliver, and his mother Eliza.
The original manuscript of O Lost was over 100 pages longer and considerably more experimental in character than the final edited version of Look Homeward, Angel. The editing was done by Maxwell Perkins at Scribner's, the most prominent book editor of the time, who also worked with Ernest Hemingway and F. Scott Fitzgerald. Initially, Wolfe expressed gratitude to Perkins for his disciplined editing. When the novel was published in 1929, Wolfe dedicated it to Bernstein. Soon after the book's publication, Wolfe returned to Europe and ended his affair with Bernstein.
The second novel Wolfe submitted to Scribner's was The October Fair, a multi-volume epic roughly the length of Marcel Proust's In Search of Lost Time. After considering the commercial possibilities of publishing the book in full, Perkins opted to cut it down extremely and create a single, bestseller-sized volume, which would be titled Of Time and the River.
Wolfe then left Scribner's and signed with Harper and Row. By some historic accounts, it was Perkins' severe editing of Wolfe's work that prompted him to leave the Scribner imprint; other accounts describe Wolfe's growing resentment that his success was commonly attributed to the efforts of Perkins.
In 1938, after turning in a large body of manuscript materials to his new editor, Edward Aswell, Wolfe left New York for a tour of the West. On the way, he stopped at Purdue University and gave a lecture, Writing and Living. In July, he became ill with pneumonia in Seattle. Complications arose and he was eventually diagnosed with miliary tuberculosis of the brain.
He was sent for treatment to the Johns Hopkins Hospital, in Baltimore, on September 6, but an attempt at a life-saving operation revealed the disease had overrun the entire right side of his brain. Without regaining consciousness, he died 18 days before his 38th birthday.
Despite his disagreements with Perkins and Scribner's, on his deathbed Wolfe wrote a deeply moving letter to Perkins. He acknowledged that Perkins had helped to realize his work and had made his labors possible. In closing he wrote:
"I shall always think of you and feel about you the way it was that Fourth of July day three years ago when you met me at the boat, and we went out on the cafe on the river and had a drink and later went on top of the tall building, and all the strangeness and the glory and the power of life and of the city was below."[1]
Thomas Wolfe is interred in Riverside Cemetery, Asheville, North Carolina, beside his parents, W.O. and Julia Wolfe. Another famous author, O. Henry, is also interred in Riverside.
Two further Wolfe novels, The Web and the Rock and You Can't Go Home Again were published posthumously. They were editorially mined out of his October Fair manuscript by Edward Aswell of Harper and Row.
Recently, O Lost, the original "author's cut" of Look Homeward, Angel, has been reconstructed by Matthew Bruccoli and published. Unfortunately, the October Fair manuscript was so scattered among editors during their various operations upon it, that it cannot be reconstructed, and readers will never know what Wolfe intended for that immense work.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Galway Girl - Steve Earle

Drillbit Taylor (2008) Movie Trailer



Ontem à noite estive em casa a ver este filme com o M., bem no final já estavamos com uma carga de nervos... capazes de dar um exerto de porrada no Filkins.
Mas fez-se justiça no final lol

A Dama de Espadas - Puskine

Li o livro ontem dia 18/09/2008

Em A Dama de Espadas, certo dia, em noitada de jogo e boémia juvenil, Tomski revela aos amigos o segredo oculto pelo passado da sua avó, a condessa Ana Fédotovana. Na sua juventude, impressionara Paris, com a sua beleza e graça – «Seguiam-na aos grupos; toda a gente queria ver a Vénus Moscovita. Richelieu, que lhe fez a corte, quase se suicidou por ela não corresponder aos seus desejos.» (p.9) –, mas contraíra também uma dívida de jogo. Para a saldar, confiou no acaso (?) e, de um só golpe, solucionou os seus males financeiros. Assim, passou a deter a capacidade de escolher três cartas que dariam ao felizardo contemplado o sucesso em qualquer partida. Presente no grémio da jogatina, Hermann giza um plano ardiloso: aproximar-se da anosa condessa, com vista a apoderar-se do artifício fantástico. Para tal, servir-se-ia da criada da velha senhora, Lisavete Ivanovna, por quem finge um grande amor, saldado em delicodoces cartas com que assedia a jovem serva. Sedento de fortuna, o alemão decide mesmo confrontar a condessa, implorando-lhe a revelação do seu segredo. Depressa, porém, a súplica, resvala para a exigência e para a ameaça velada – na sequência do que a condessa acaba por morrer. Depois de assistir ao funeral da idosa senhora, Hermann é visitado pela sua presença, que lhe revela os números tão aguardados. No derradeiro momento de jogar a carta que decidiria o seu futuro, contudo, Hermann vê o desejado ás transformar-se em dama de espadas e a daná-lo. O fim de A Dama de Espadas testemunha a loucura do jovem alemão e o casamento feliz da antiga criada da condessa «com um excelente rapaz» (p.73).



Пиковая дама (transliteração: Pikovaya Dama; em português, A Dama de Espadas) é uma ópera em três atos de Piotr Ilitch Tchaikovsky com libreto de seu irmão Modest Tchaikovsky, baseado no conto homônimo de Alexsandar Pushkin. Estreou no Teatro Mariinsky de São Petersburgo.



Era costume apresentar essa ópera sob texto em francês, com o título de Pique Dame, mas atualmente é costume apresentá-la com o texto original, em russo.



A trama gira ao redor de Herman, um oficial do exército que manipula Lisa para chegar até sua avó, a condessa, conhecida como a "Dama de Espadas", e assim poderia descobrir o segredo das três cartas. Esse segredo lhe permitiria ganhar os jogos, mas e a condessa o revelasse a mais uma pessoa, ela morreria. Herman, obsessivo por conhecer o segredo, arrisca sua carreira, o amor de Lisa, a vida da condessa e finalmente sua vida.



Aleksandr Sergueievitch Pushkin, em russo Алекса́ндр Серге́евич Пу́шкин, (Moscou, 6 de Junho de 1799 — São Petersburgo, 10 de Fevereiro de 1837) foi um importante romancista e poeta russo. Entre suas obras mais conhecidas encontram-se O prisioneiro do Cáucaso, Ievgueny Onieguin, A história da revolta de Purgatief e O Cavaleiro de Bronze. Escreveu poemas, poesias, novelas e peças teatrais.



Como poeta, Pushkin fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e diversidade do idioma russo. Influenciou autores como Gogol, Liermontov e Turgeniev formando com os mesmos a famosa plêiade russa de autores.

A Gogol, pela amizade e projeto mútuo de desenvolvimento de uma literatura autenticamente russa, Pushkin lega algumas idéias como a da peça teatral O inspetor geral. Gogol pediu uma comédia ao amigo, e Pushkin passou horas detalhando uma história como a "fábula fiscal" do Inspetor Geral. Quando Gogol pediu um drama denso, Pushkin detalhou a ele um golpe de alguns senhores feudais russos que visava a obter recursos do Governo, para "investimentos", apresentando documentos de escravos já falecidos como se ainda vivos fossem. Tal idéia foi desenvolvida na grande obra de Gogol Almas mortas, infelizmente inacabada.

Pushkin descendia de nobres de ambos os lados, todavia, é seu avô paterno quem mais chama atenção, Abram Petrovitch Gannibal, de origem africana, que freqüentava a corte de Pedro, o Grande, tendo feito carreira militar e se casado com uma nobre. Todavia, devido às suas idéias progressistas, tendo sido amigos de alguns dezembristas, responsáveis por uma tentativa de golpe contra o czar Alexandre I, foi desterrado, vagando, entre 1820 e 1824, pelo sul do Império Russo. No decurso deste período, compôs diversos poemas de influência byroniana, dentre os quais se destacam O prisioneiro do Cáucaso, A fonte de Baktchisarai e Os ciganos. No entanto, não deixou de inovar, introduzindo elementos realistas, o que o levou a designar o seu estilo como "romantismo realista".



Escreveu o romance em verso, Ievgueny Onieguin, um retrato panorâmico da vida russa e que constituiu o ponto de partida para o romance realista russo do século XIX, depois musicado por Tchaikovsky; publicou o drama histórico Boris Gudonov, em que evidencia a influência de Shakespeare.

Em 1826, recebeu o perdão do Czar, regressando a Moscou. Dois anos depois, escreveu Poltav, uma epopéia que narra a história de amor do cossaco Mazeppa. Cultivando, cada vez mais, a prosa, alcançou grande sucesso com obras como Contos de Belkin, A Dama de Espadas e A Filha do Capitão.


Casou-se em 1831 com Natalia Nikolaievna Goncharova, vindo a falecer em 1837 em virtude de um duelo travado contra Georges d’Anthés, suposto amante de sua esposa.

William Blake

William Blake (Londres, 28 de novembro de 1757 — Londres, 12 de agosto de 1827) foi um poeta, pintor inglês, sendo sua pintura definida como pintura fantástica, e tipógrafo.



Infância
Blake nasceu na "28ª Broad Street", no Soho, Londres, numa família de classe média. Seu pai era um fabricante de roupas e sua mãe cuidava da educação de Blake e seus três irmãos. Logo cedo a bíblia teve uma profunda influência sobre Blake, tornando-se uma de suas maiores fontes de inspiração.

Desde muito jovem Blake dizia ter visões. A primeira delas ocorreu quando ele tinha cerca de nove anos, ao declarar ter visto anjos pendurando lantejoulas nos galhos de uma árvore. Mais tarde, num dia em que observava preparadores de feno trabalhando, Blake teve a visão de figuras angelicais caminhando entre eles.

Com pouco mais de dez anos de idade, Blake começou a estampar cópias de desenhos de antigüidades Gregas comprados por seu pai, além de escrever e ilustrar suas próprias poesias.

Aprendizado com Basire
Em 4 de agosto de 1772, Blake tornou-se aprendiz do famoso estampador James Basire. Esse aprendizado, que estendeu-se até seus vinte e um anos, fez de Blake um profissional na arte. Segundo seus biógrafos, sua relação era harmoniosa e tranqüila.

Dentre os trabalhos realizados nesta época, destaca-se a estampagem de imagens de igrejas góticas Londrinas, particulamente da igreja Westimnster Abbey, onde o estilo próprio de Blake floresceu.

Aprendizado na The Royal Academy
Em 1779, Blake começou seus estudos na The Royal Academy, uma respeitada instituição artística Londrina. Sua bolsa de estudos permitia que não pagasse pelas aulas, contudo, o material requerido nos seis anos de duração do curso deveria ser providenciado pelo aluno.

Este período foi marcado pelo desenvolvimento do caráter e das idéias artísticas de Blake, que iam de encontro às de seus professores e colegas.

Casamento
Em 1782, após um relacionamento infeliz que terminou com uma recusa à sua proposta de casamento, Blake casou-se com Catherine Boucher. Blake ensinou-a a ler e escrever, além de tarefas de tipografia. Catherine retribuiu ajudando Blake devotamente em seus trabalhos, durante toda sua vida.

Trabalhos
Blake escreveu e ilustrou mais de vinte livros, incluindo "O livro de Jó" da Bíblia, "A Divina Comédia" de Dante Alighieri - trabalho interrompido pela sua morte - além de títulos de grandes artistas britânicos de sua época. Muitos de seus trabalhos foram marcados pelos seus fortes ideais libertários, principalmente nos poemas do livro Songs of Innocence and of Experience ("Cancoes da Inocência e da Experiência"), onde ele apontava a igreja da inglaterra e a alta sociedade como exploradores dos fracos.

Apesar de seu talento, o trabalho de gravador era muito concorrido em sua época, e os livros de Blake eram considerados estranhos pela maioria. Devido a isto, Blake nunca alcançou fama significativa, vivendo muito próximo à pobreza.

Morte

No dia de sua morte, Blake trabalhava exaustivamente em A Divina Comédia de Dante Alighieri, apesar da péssima condição física que culminaria no seu fim. Seu funeral, bastante humilde, foi pago pelo responsável pelas ilustrações do livro, e apesar de sua situação financeira constantemente precária, Blake morreu sem dívidas.

Hoje Blake é reconhecido como um santo pela Igreja Gnóstica Católica, e o prêmio Blake Prize for Religious Art (Prêmio Blake para Arte Sacra) é entregue anualmente na Austrália em sua homenagem.


Monumento próximo ao túmulo sem marca de Blake

Argumento - William Blake

Rintrah ruge e treme os seus fogos no ar carregado;
Nuvens famintas balançam sobre o abismo.

Submisso outrora e no caminho do perigo,
O justo percorria
O vale da morte.
Plantam-se rosas onde crescem espinhos
E na estéril charneca
Cantam as abelhas

Foi então plantado o caminho do perigo
E um rio e uma fronte brotaram
De cada penhasco e cada túmulo,
E nos ossos branqueados
Brotou barro vermelho.

Até que o vilão deixou os caminhos do fácil
Para seguir os caminhos do perigo
E expulsar o justo para regiões estéreis.

A vil serpente anda agora
Em mole humildade
E o justo percorre em fúria os desertos
Onde erram os leões.

Rintrah ruge e treme os seus fogos no ar carregado;
Nuvens famintas balançam sobre o abismo.

William Blake (1757-1827)


A Chama Pura de William Blake - Tracy Chevalier

Comecei a ler o livro na quinta-feira dia 11/09/2008 e acabei de ler na quinta-feira dia 18/09/2008

Londres, ano de 1792. Vivem-se tempos de revolução, nas ruas fala-se da decapitação do monarcas francesas, dos que já morreram, dos que podem ainda morrer. A família Kellaway, vinda do campo, tenta adaptar-se. Enquanto o pai arranja trabalho numa companhia de circo, o pequeno Jem apaixona-se por Maggie, vizinha de William Blake. O então jovem poeta e pintor, apontado como louco, descobria ainda o seu rumo como artista. Ligando de forma subtil e inteligente a vida do poeta ao de Jem e Maggie, duas crianças, Tracy Chevalier, autora de «A Rapariga do Brinco de Pérola», faz-nos descer aos infernos da fabulosa imaginação de W. Blake. Notável romance histórico.

«Um romance sobre as complexidades da vida. Chevalier tem especial sensibilidade para os detalhes, captando de forma magnífica as paisagens, cheiros e sons de um outro tempo.»
Chicago Sun-Times

«Uma delícia visual.»
The Times



Vizinhos de William Blake, o intempestivo artista inglês que deixou um impressionante obra poética e visual povoada de figuras míticas e dantescas que muito atemorizaram ou seus contemporâneos. Contando o percurso da família Kellaway, que migra de Dorset para Londres, logo percebemos o caos da capital inglesa em pleno séc. XVIII. Em França a guilhotina dita a Revolução e também a Londres chegam os ventos de mudanças com facções jacobinas e anti-jacobinas que se hostilizam.

De fazedor de cadeiras a construtor do cenário de um circo londrino, o pai arranja finalmente sustento, enquanto o mais novo dos filhos se enamora da espevitada Maggie, vizinha do estranho William...

Num delicioso e sensível retrato da Londres oitocentistas, Tracy Chevalier volta a encontrar o pretexto ideal para nos fazer penetrar no tumulto da cidade Londres há três séculos atrás, seguindo, em paralelo, o nascimento e afirmação do poeta William Blake.



Natural de Washington, EUA, onde nasceu no ano de 1962, Tracy Chevalier começou por trabalhar como editora, optando em 1984 por se dedicar à escrita. Depois de «The Virgin Blue» editou «A Rapariga do Brinco de Pérola» que se tornou um bestseller, logo adaptado ao cinema Peter Webber, a contar com as notáveis interpretações de Scarlett Johansson e Colin Firth. Seguiram-se «Quando os Anjos Caem», «A Dama e o Unicórnio». Neste «A Chama Pura de William Blake» a autora regressa aos domínios do romance histórico retratando um tempo de revolução, caos, turbulência.


William Blake

Poeta e pintor inglês nascido em Londres, em 1757, tendo falecido na mesma cidade, em 1827. Representante do pré-romantismo inglês, a sua escrita, de carácter visionário, baseia-se principalmente no misticismo e no simbolismo, sendo que a temática da auto-destruição do homem, e a sua consequente redenção, é uma constante em toda a sua obra. As suas principais obras são Canções de Inocência, de 1789, e Canções de Experiência, de 1794.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Ivanhoe - Trailer



Hoje à noite vou ver o filme "Ivanhoe"